Eu sempre farei tudo por você, Draennelle (Encerrado)

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Eu sempre farei tudo por você, Draennelle (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Dom 26 Ago 2012, 03:05

EPÍLOGO (Jogo Terminado):

Relato de Lei Keylosh:

Draennelle é uma elfa muito forte física e psicologicamente. Mas esta força deve ser moldada, guiada, ou acabará em puro ódio.

Ela impediu que dois rebeldes de Warjillis me assassinassem. Devo admitir que foi um bom plano por parte dos separatistas. Levaram anos para infiltrar-se na Cidade Imperial, anos de planejamento jogados água abaixo por esta elfa, que era apenas um soldado fazendo um teste de transferência para a cidade e acabou desmantelando este esquema e destruindo as duas cabeças de toda a operação.

Um dos cabeças, um brutamontes chamado Kronig, capturou-a e a levou até seu esconderijo no território. Draennelle nunca contou para mim exatamente o que aconteceu lá, mas eu sei que não foi nada de bom. Ela carregará as marcas disto para o resto de sua vida e esse é meu medo. Às vezes, quando fito os olhos da elfa, eu vejo algo negro querendo vir à tona. Isso é resultado de sua raiva.

Colocarei ela à prova para conferir se ela tem o que é preciso para ser uma Imperial. Imperiais não são perfeitos, cada um deles tem sua porção de defeitos, mas não podemos nos deixar levar pelo ódio, não podemos deixar aquela coisa negra em nossa alma vir à tona. Eu já cometi este erro uma vez e não quero ver Draennelle trilhar o mesmo caminho. Felizmente o soldado Wall está sempre ao lado dela. O contato com ele pode ajudá-la a controlar-se e a focar toda sua força em objetivos nobres, como lutar por diferentes causas e proteger os inocentes.

Wall sempre faz tudo por Draennelle. Será que ela está disposta a fazer de tudo para trilhar o bom caminho?




A elfa Draennelle


INTRODUÇÃO


Narrador
*O veículo Imperial encostava à frente do posto militar de Warjillis nos primeiros raios de sol. Os soldados já estavam todos alinhados e aguardando, os que haviam selecionados pra fazer o teste, pelo menos. Wall e Draennelle estavam na última fila, e Wall comentou rapidamente com ela.* Então, finalmente o dia chegou. Está ansiosa, Drae?

Draennelle
*Sussurrou de volta.* Um pouco. Empolgada, mas não nervosa. Você? *Sorriu, observando o veículo. Tinha os cabelos presos em uma trança que passava a cintura, os fios muito claros, brilhando conforme os raios do sol tocavam nestes. Os olhos verdes brilhavam diante a expectativa, lembravam os campos iluminados pelos raios do mesmo astro rei.*

Narrador
Um pouco dos dois, eu acho. Disseram que não é um processo eliminatório. Ou seja, se todos forem bem, todos serão transferidos. Desejo boa sorte a vc, Drae. Espero que possamos passar juntos. *Sorriu, fitando-a. E logo disfarçando, pois o capitão estava ali andando de um lado a outro, conferindo os soldados.*


O soldado Wall

Drae
*Sorriu e virou o rosto para ele.* Boa sorte, Wall. Nós vamos. *Deu uma discreta piscada e voltou a olhar para frente, o rosto impassível quando o capitão passa por eles. Fitou este discretamente por alguns segundos, sustentando o olhar do homem quando pousou os olhos sobre ela. Manteve a postura, sem se deixar abalar.*

Narrador
*O capitão Cross era um homem de poucas palavras, rosto com cicatrizes e rígido, cabelos brancos e curtos. Sua armadura de capitão era diferente das demais. Assim que o veículo chegou, ele gritou uma ordem:* Muito bem, seus vermes! Vcs requisitaram a transferência porque não aguentaram os ataques de bandidos aqui! Felizmente o Império tem realocado soldados para regiões distantes e precisam completar o contigente da Cidade Imperial! Não quero ver a cara de vcs aqui novamente! Vão embora daqui! *Disse o delicado capitão. Não era possível dizer se aquilo foi um desejo de boa sorte do jeito dele ou se ele realmente desejava que ninguém voltasse. Os soldados começaram a subir no veículo e Wall e Drae ficariam na última fila, bem na borda da carroça. Sairiam rapidamente em seguida, rumo à Cidade Imperial.*

Drae
*Draennelle subiu na carroça e sentou ao lado de Wes. Olhou em volta, para ver o que estava deixando para trás. Virou o rosto na direção da floresta de onde viera e sentiu um leve aperto de saudade. Voltou o rosto novamente para frente, procurando afastar qualquer pensamento, desejando a mente livre e leve para o treinamento pesado que viria.*

Narrador
*A viagem não demoraria muito, os cavalos eram extremamente rápidos, muito rápidos para serem criaturas normais. Logo estariam cruzando os portões da Cidade Imperial. Era claramente mais organizada e mais limpa que Warjillis e havia naturalmente muito mais soldados. O quartel era tão grande que ocupava toda uma zona da cidade. Pararam diante do extenso campo de treinamento, onde o capitão de lá ordenou que descessem e se alinhassem à frente do campo. Não eram maioria, mas havia muitas mulheres trabalhando no exército teraniano. Vez ou outra via-se um soldado, uma funcionária ou até alguma oficial de alta patente.*

Drae
*Fez o que foi pedido, observando tudo, pensando se aquilo seria tudo o que pensara. Fitou de canto Wall e sorriu por tê-lo ali, sentindo-se menos sozinha em meio à tanta gente nova. Draennelle concentrou a atenção no capitão; era atenta e dedica, enganaria-se o capitão caso a visse como bajuladora e quisesse qualquer favor em especial. Era uma boa soldado, leal e obediente, porém o que tinha
destas qualidades, tinha de personalidade e honestidade.*

Narrador
*O capitão de lá, mais jovem e aparentemente menos estressado que Cross, não ficou muito tempo perto dos soldados. Logo uma figura distinta aproximou-se à frente dos soldados. Carregava o símbolo dos Cavaleiros Imperiais e a patente de Comandante.* Sejam bem vindos, soldados de Warjillis. Meu nome é Lei Keylosh, sou o Comandante das tropas terrestres de Terânia. Alguns de vcs já me conhecem, por uma ou outra maneira. *O homem, loiro e barbudo, olhou para Wall nesse momento, que fez um afirmativo com a cabeça para Lei. Eles pareciam já se conhecer. Depois o barbudo continuou.* Passarão por testes que decidirão se estão prontos para servir aqui na Cidade Imperial. Nós somos a única coisa que separa a Fortaleza Flutuante, lar de nosso Imperador Renon Slade, do resto de nossos inimigos. Se a Cidade Imperial cair, tudo será perdido, portanto, é uma grande responsabilidade e uma honra defender a Cidade Imperial. Eu não gritarei, não humilharei ninguém e não favorecerei qualquer pessoa que eu já conheça. O exército é um lugar de trabalho e dedicação e é isso que espero de bons
soldados. *Fez uma pausa no discurso, verificando se eles estavam absorvendo tudo que estava sendo explicado.*

Drae
*Olhou Wall de canto e sorriu por dentro. Não que esperasse qualquer promoção especial para ele, mas sentiu-se bem ao saber que alguém de alto conceito parecia ter Wall em bons termos. Logo focou toda a atenção em Lei, aprovando o que via e ouvia. Não parecia um imbecil cheio de si, tampouco um molengão do coração que não os puxasse o suficiente. No mais, o dia estava ótimo: o céu claro, sol alto,
porém não um calor infernal, mais uma suave brisa que lhe acariciava a pele e balançava sua trança, fazendo-lhe cócegas na cintura.*

Narrador
*O barbudo então continuou.* Ótimo! O capitão Lawrence acompanhará vcs até o refeitório. Poderão fazer um desjejum e descansar antes do primeiro teste. Desejo boa sorte a todos vcs. *Finalizou então, afastando-se, enquanto o capitão Lawrence ordenou que todos o seguissem, e começaram a marchar na direção do refeitório. Wall comentou com Drae.* Eu nunca havia lhe contado que eu conhecia o comandante, percebi isso agora... *Sorriu.* E também conheço a mulher dele. Que aliás o derrotou em combate certa vez. Foi à noite e em um campinho no setor residencial. Nem todos viram isso.

Drae
*Sorriu, fitando-o.* Sério? Boa, essa. *Olhou para frente, seguindo para o refeitório.* Não lembro de termos lutado alguma vez, nem de brincadeira, Wall. Será que ficou com medo depois de ver a derrota de Lei? *Leve riso, olhando-o agora, suave sorriso provocativo, um toque divertido pelo jeito que o olhava.* Isso é um desafio, *agora baixou a voz* e um convite. *A expressão que fizera o confundiu
quanto a intenção da elfa: o sorriso e os olhos lembravam um lago: pareciam inofensivos, porém a profundidade poderia afogar alguém. Melhor explicando, estava se fazendo de santa quanto ao que dissera, com a cara mais deslavada.*

Narrador
Medo? Mas é claro que n... *E então seu olhar prendeu-se ao convite da elfa de tal maneira que ele chegou a esbarrar no soldado da frente quando chegaram à porta do refeitório. Ele balançou a cabeça, pedindo desculpas ao homem à frente e saindo do transe momentâneo.* Hã, eu... claro, Drae... mal posso esperar, pra dizer a verdade. *Sorriu e sentariam-se lado a lado em um ponto da longa mesa de madeira onde os soldados estavam comendo. Era preciso pegar a tigela e passar na fila de comida. A comida era muito boa, pelo menos perto daquela coisa gosmenta que serviam em Warjillis.*

Drae
*Conteve o riso, pegando a tigela e entrando na fila, com ele logo atrás.* Eu estava brincando, Wall. Mas claro, se você gostou da idéia, posso manter isso em pé. *Mordia as bochechas para não rir, estava de costas, então ele não veria sua expressão. Não estava rindo da cara dele, pelo contrário, era uma manifestação de satisfação, de que estava gostando do que ouvia. Sentaram e começaram a
comer.* Melhor do que a comida de lá, não? Mas ainda sinto falta das frutinhas silvestres...

Narrador
É... frutinhas silvestres que aqueles bandidos de lá sempre tentavam pegar, e sempre acabavam levando uma surra? *Sorriu.* Quantas vezes vc bateu naquele homem ruivo, careca e sem dentes que sempre tentava lhe roubar quando vc ia do posto até o alojamento? Aquele homem sempre me fazia rir.

Drae
Oh, não era bem assim, Wall. Se pegassem as frutas para comer e só, tudo bem. Mas quebravam as árvores, faziam misérias. *Subitamente séria, lembrando-se. Ele fala no homem e vê o rosto colorir levemente, de raiva.* Aquele desgraçado... Tinha gente lhe oferecendo trabalho, ele que preferia viver de roubo porque não precisaria mexer aquela bunda. Ele teve sorte de não me ver por algum tempo, e quem
sabe maior sorte ainda de não me ver nunca mais. Duas noites atrás perdi o sono e fui dar uma volta. Passei no lago ali perto, ficando na beira um tempo. Não levei nenhuma moeda comigo. Ele aparece, me coloca uma faca na garganta e exige que tire a roupa, já que não teria dinheiro comigo. Quase matei o homem, escapou porque Anario estava voltando da ronda e nos viu
ali, me tirando de cima dele e levando de volta para o alojamento. *Encerrou o assunto e comeu um pouco mais, mas já perdera a fome. A coisa não tinha sido simples assim, Draennelle omitira algumas coisas.*

Narrador
Eu ouvi falar desse incidente. Esse é um dos motivos pelos quais estamos aqui, Drae. Isso não vai mais acontecer, seremos soldados da Cidade Imperial, iremos proteger o Imperador, e não lutar contra bandidos desdentados que escolheram essa vida. *Começou a comer e fitou-a.* Vamos, coma, vamos precisar de toda força nos próximos dias.

Drae
*Apenas concordou com a cabeça, comendo, empurrando goela abaixo. Após terminar, disse, mexendo a colher dentro da tigela vazia.* Está tudo bem. As coisas ficam mais fáceis com você perto. Teve um tempo em que ficava corroída com os olhares dos soldados. Você sabe, oh, uma mulher. Oh, uma elfa. Como se eu fosse mais frágil que um graveto seco. Outros me olham de maneira pior ainda. Mas aí tinha
você, Wall. Bem, sempre me viu como sou. Acho que foi isso que me deu um empurrão e me fez crescer nesse ofício. *Deu um sorriso, então se levantando com o comando do capitão.*

Narrador
Vc sabe que sempre vou fazer tudo por vc, Drae. *Disse isso, sem perceber o tom romântico da frase a princípio. Depois corou levemente.* Ehr... eu quero dizer que... *E foi salvo pela ordem do capitão. O período de descanso estava acabado, era hora de começar o teste. O capitão Lawrence convocou todos para uma outra parte do bairro militar, onde havia um campo de treinamento de combate corpo a corpo.*

Drae
*Estava se virando quando ouve aquelas palavras. Parou, os olhos abriram-se tudo que podiam. Sentiu um torpor e um formigamento lhe tomarem o corpo, junto de um calafrio. Acabou por sorrir e o olhou quando procurou se explicar. Riu por drento diante o alívio e rubor do soldado. Levantaram-se e seguiram para o campo de treinamento. Parou ao lado de Wall e sussurrou, sem fitá-lo, o rosto uma máscara
de imparcialidade.* Olhe só, a prévia de nossa luta.

Narrador
*E ele sussurrou de volta.* Mas não queria que fosse assim. E nem aqui, Drae. *E fitou a elfa novamente, antes de ouvir o grito de atenção de Lawrence, o que o fez voltar à realidade.* Muito bem, soldados! Há muitos quesitos que um soldado da Cidade Imperial deve ter. Embora consideremos muitas características essenciais, a habilidade em batalha ainda é a principal. Afinal, quando o inimigo atacar, devemos estar preparados e treinados para defender a grandiosa Terânia! Portanto, eu quero conferir o quão bem vcs sabem se defender. Ninguém disse que seria fácil ou justo, a guerra nunca é! Vcs lutarão entre si e o desempenho de vcs será levado em conta na avaliação final!

Drae
Nem eu, Wall. Nem eu. *Sorriu e lhe devolveu o olhar.* Vamos ter tempo para isso, do nosso jeito. *Tornou a olhar Lawrence, após o grito. Ouviu tudo atenção. Estava confiante; não orgulhosa, mas ciente das habilidades que possuía. E pensava o mesmo de Wall, mas com aquela pontade de preocupação natural. Fechou os olhos por um segundo e pediu a seus deuses que os protegessem. Abriu-os novamente e
fitou novamente Lawrence, aguardando as ordens.*

Narrador
*Lawrence continuou então.* Não preciso dizer a vcs, lunáticos, que são lutas de treino, a menos que algum de vcs tenha algum desejo de morte em relação ao outro. Nesse caso, será muito interessante, mas terão que fazer isso fora daqui! Todos lutarão contra todos e eu e os outros oficiais analisaremos as lutas! Isto não é uma competição, senhores, e sim uma avaliação. Apenas façam o melhor. *Ele foi até uma mesa de madeira ali perto e sorteou a grade de lutas junto com os outros oficiais, anotando em um papel. Havia 20 soldados exatamente e dois cercados para as lutas, portanto, duas lutas sempre aconteceriam ao mesmo tempo.*

Drae
*Enquanto sorteavam, murmurou para Wall.* Prometo não machucá-lo muito. *Lhe deu uma olhada e sorriso sacanas.* Até o deixo beijar meus pés. *Sorriu e olhou na direção dos cercados. Olhou em volta, analisando os "concorrentes". E que os jogos comecem, pensou.*

Narrador
Se eu perder posso beijar seus pés? Vc está me incentivando da maneira errada, Drae. *Sorriu sem olhar para Drae, observando os cercados de madeira. Havia muitas armas de madeira disponíveis nos suportes de armas e cada soldado podia escolher sua especialidade dentre vários tipos, como espadas curtas, espadas longas, adagas, lanças, até mesmo escudos. Havia um banco largo onde os soldados poderiam se sentar e até mesmo tomar água ou descansar nos intervalos das lutas. Embora todos ali fossem recrutas de Terânia, a maioria não tinha treinamento de combate suficiente, de forma que pessoas como Wall e Drae venceriam todas as suas lutas. O nível dos soldados variava de ligeiramente desafiador para ridículo. Alguns sequer sabiam segurar a espada direito e esses seriam facilmente e rapidamente derrotados e provavelmente sequer passariam nos outros testes. Outros ainda aliavam a falta de experiência com a falta de controle emocional, pois lutar com companheiros de exército era algo difícil de se fazer. A única pessoa com maior habilidade além de Wall e Drae era um soldado chamado Kronig. Um homem corpulento de feições grossas e pêlos ruivos. Ele sempre foi extremamente quieto e reservado durante seu tempo de serviço no posto de Warjillis. Ele não tinha amigos lá, era apenas um homem criado na violência da cidade que foi recrutado por suas habilidades. Ninguém sabia o motivo do pedido de transferência dele porque, afinal, ninguém sabia muita coisa sobre ele. Pela combinação de lutas, o primeiro a lutar contra ele seria Wall.*

Drae
*Tocou Wall na mão por um momento.* Boa sorte. E Wall, esse cara é bom. Tome cuidado. *Sorriu e sentou outra vez, esperando que o cara não se passasse e não machucasse o colega. Assistiu a luta o tempo inteiro, tensa, sem desgrudar os olhos dos dois.*

Narrador
*Ele usava uma marreta de madeira que, apesar de não ter o mesmo peso da marreta original que ele costumava usar, ainda assim era algo mortal na mão dele. Wall usava uma espada longa que ele segurava com as duas mãos, havia sido treinado desta maneira. Wall respondeu a ela.* Fique tranquila, Drae. Deveria se preocupar com a nossa luta quando ela chegar. *Sorriu, confiante, indo para o cercado. Kronig já estava no cercado, segurando sua marreta no ombro. Como um lobo farejando tudo ao seu redor, ele observou Wall e depois Drae. Ele sabia da relação dos dois, esteve observando-os durante todo esse tempo em Warjillis.*

Drae
Bobo. *Sorriu e o acompanhou com os olhos. Draennelle bateu os olhos com os do ruivo, sustentando o olhar até que ele desviasse. Não gostara daquela afronta nem um pouco, prestando toda atenção possível nos dois.*

Narrador
*Kronig havia vencido os outros soldados de maneira tão imponente que chegou a vencer um deles apenas olhando para o infeliz. Wall não se intimidava, entretanto. Era jovem, confiante em suas habilidades e o mais importante, acreditava que iria passar nos testes. A luta começou e Wall foi pra cima do homem. O rapaz tinha um estilo disciplinado de luta, padronizado, e por um lado era extremamente habilidoso. Por outro ele era totalmente previsível. Kronig era mais lento mas nem se preocupou em desviar-se dos golpes. Ele apenas os bloqueou com sua marreta e o último golpe foi bloqueado com seu braço nu. Ele segurou a espada de Wall e a quebrou na própria cabeça. Wall recuou, ligeiramente assustado. Olhou para Drae e depois para Kronig de novo. O homem então jogou o resto da espada fora e segurou sua marreta, girando-a fortemente e acertando Wall no abdomen, o que o arrastou por alguns metros no cercado.*

Drae
*Draennelle levantou-se do banco, um dos colegas a impediu de se meter, segurando-a pelo braço. Murmurou.*Wall... *Mordia o lábio inferior, nervosa, passando os olhos dos dois para Lawrence, de volta para os lutadores e assim sucessivamente. O colega teve de abraçá-la com força para impedí-la de se meter.*

Narrador
*A pancada foi tão forte que o corpo de Wall não conseguia mais reagir. O rapaz permaneceu no chão, tentando se levantar sem sucesso, e uum pouco de sangue escorria de sua boca. Antes que Kronig pudesse fazer mais alguma coisa, Lawrence, cuja atenção fora voltada para a luta pela potência do golpe e pela reação de Draennelle, gritou.* Já chega, soldado! *Falou a Kronig, ainda não havia decorado o nome de todos.* Vc venceu. O combate terminou! *E Lawrence virou-se, acreditando que estava tudo resolvido, e foi andando na direção de Drae, provavelmente para indagar a reação dela. Nesse meio tempo, Kronig olhou na direção da elfa e falou.* Não há misericórdia na guerra. *Ele ergueu a marreta mais uma vez e preparou um golpe na cabeça de Wall, que ainda permanecia debilitado no chão.*

Drae
*Empurrou o colega, derrubando-o. Correu para o cercado, derrubando Kronig no chão. Abraçou-o pelas pernas e o pôs no chão. Em resumo, um belo tackle. A marreta lhe escapou das mãos, tombando relativamente longe dos três. Draennelle soltou o grandalhão e foi até Wall, amparando-o.* Wall? *Não sabia o que perguntar, o que dizer, os lábios permaneceram entreabertos, a elfa tremia. Limpou o sangue
que escorria da boca do soldado e o ajudou a levantar. Murmurou para que só ele ouvisse.* Eu o mato por isso, Wall. Juro que vou matá-lo quando for a hora...

Narrador
*O capitão Lawrence não sabia se começava a gritar broncas aos quatro ventos ou se parabenizava Drae por ter conseguido derrubar alguém com quase o triplo do tamanho e peso dela. Kronig sequer sentiu o impacto quando suas costas atingiram o chão, mas ele havia ficado genuinamente impressionado pelo movimento. Começou a levantar-se, enquanto os outros soldados adentraram o cercado e ficando entre os dois, evitando a continuação da confusão. Wall tentou falar mas tossiu sangue e continuou apoiado em Drae, enquanto Lawrence começou a gritar.* O QUE SIGNIFICA ISSO?? ORDEM AQUI! Esse teste está suspenso até segunda ordem! Vão todos para o alojamento, AGORA!! Vcs três *disse, apontando para Kronig, Drae e Wall.* Quero os três no quartel em 2 horas!! Alguém leve esse rapaz para a enfermaria! *Kronig apenas permaneceu dando risada, uma risada doentia, olhando para Drae.*

Drae
*Draennelle tremia, limpando o sangue do soldado. O entregou para os 'enfermeiros'.* Vai ficar bem, Wall... *Olhou Kronig rindo e se aproximou o máximo que permitiram, cuspindo em seu rosto. A levaram para o alojamento, praticamente arrastada. Passou na enfermaria assim que liberada, ajoelhando-se ao lado do 'leito'.* Oh, Wall! *Segurou-o pela mão, ainda tremia. Uma das poucas vezes que a vira com
os olhos vermelhos e marejados.* Eu o farei pagar. Eu juro. Como está? Algo grave? *A elfa olhava do soldado para o enfermeiro, parando os olhos de vez no colega.*

Narrador
*Quando o guerreiro levou a cuspida, ele avançou na direção da elfa, o que fez os soldados o segurarem e outros mais para levarem Draennelle pra longe dali. Lawrence parecia um louco gritando e tentando colocar ordem naquela confusão. Mais tarde, Wall já conseguia falar, embora ainda expressava dor em suas feições.* Estou bem, Drae... foi uma pancada forte, mas eu vou sobreviver... *Disse, segurando a mão dela com firmeza. O enfermeiro falou.* Ele quebrou algumas costelas, não terá condições de lutar. Sequer de levantar-se. Se o capitão quiser vê-lo, ele terá que vir até aqui. *E o enfermeiro saiu, deixando-os a sós.*


Última edição por Lei Keylosh em Seg 17 Set 2012, 09:20, editado 2 vez(es)

Lei Keylosh
Prisioneiro(a)

Mensagens: 258
Data de inscrição: 21/06/2010
Idade: 29
Localização: Cidade Imperial

http://medievaluol.wiki.zoho.com/Lei-Keylosh.html

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Eu sempre farei tudo por você, Draennelle (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Seg 27 Ago 2012, 08:45

Drae
*Segurou a mão de Wall, mantendo os olhos no enfermeiro. A outra mão fechou-se com força, as unhas cravando na carne. Respirou fundo e fitou novamente o soldado, já sozinhos.* Está bem mesmo? Não minta, Wall. Não minta para mim, mas ainda menos para eles, diga tudo que sentir para cuidarem melhor de você... Eu jurei e repito, mato aquele desgraçado assim que tiver a oportunidade. *Fechou os olhos e procurou engolir a raiva, abaixando-se e encostando as testas. Queria dizer algo, porém não emitiu som algum, os lábios entreabertos e os as pálpebras ainda cerradas. A raiva parecia dividida entre dois vermes, um furando-lhe o coração, envolvendo-se e reproduzindo-se em suas entranhas, agindo do mesmo modo o que se encontrava no órgão acima. Já a angústia pelo que sentia em relação a Wall, eram outros vermes, nos mesmos lugares dos outros dois -só que estes tinham dentes enormes e afiados, mordendo-lhe a cada rastejar. Metáfora sombria, explicando bem a profundidade dos sentimentos, não conflitantes- um dava a mão para o outro, e desse modo iam crescendo dentro da alma da elfa.*

Narrador
Sim, estou bem, Drae, de verdade. Não se preocupe. *Respondeu Wall sinceramente, acariciando o rosto dela.* Não faça nenhuma besteira, Drae, por favor. Eu perdi, Kronig foi melhor. Vc sabe que ele sempre foi um brutamontes, os bandidos de Warjillis que o digam. Podia ser pior, mas foram apenas algumas costelas quebradas. Nada que uma cura mágica não resolva. Deixe ele pra lá, está bem? *Fitou-a, suas faces bem próximas uma da outra. Viu a expressão angustiada da elfa, os olhos preocupados, os lábios tensos. Queria que ela ficasse bem, queria que ela passasse nos testes, queria ficar junto dela. Seus lábios estavam quase tocando os dela quando batidas foram ouvidas na porta.*

Drae
*Ouviu as explicações, balançando suavemente a cabeça, sem descolar as testas. Murmurou, a voz parecendo ter enfrentado obstáculos na garganta até alcançar o 'mundo lá fora'.* Não. Está prometido, Wall. Não me peça para voltar atrás. *Calou-se, ainda mantendo os lábios não completamente selados. Os cílios loiros ergueram-se novamente, exibindo os olhos claros -mas no fundo, bem no fundo destes, Wall via uma sombra de escuridão, qual uma nuvem carregada oculta o sol e arranca a cor viva da grama, deixando-a na penumbra. Drae sentia aquela aproximação lenta -ou pensara sentir, porque é o que desejava? Pensaria isso mais tarde, as batidas pacientes, porém firmes, traziam-na por completo ao mundo real. Sentou-se direito, olhando sobre o ombro, na direção da porta. Soltou a mão, seria um tanto prudente, não gostaria de criar problemas ainda maiores para o soldado.*

Narrador
*Wall surpreendeu-se com a escuridão nos olhos de Drae, não sabia bem o que era aquilo e, no fundo, tinha medo de saber. Por fim acabou ajeitando-se na cama e tossindo. Não sabia se agradecia ou se amaldiçoava aquelas batidas na porta. O enfermeiro entrou então.* O capitão Lawrence está aqui para vê-los. *E moveu-se para o lado, deixando o capitão entrar. Lawrence estava mais calmo, mas sua expressão mostrava que ainda estava extremamente incomodado com o ocorrido. Antes de falar alguma coisa, ele virou-se para o enfermeiro.* Enfermeiro, que fique claro. Todos os soldados de Warjillis que estão passando pelo teste não podem ser submetidos a magias de cura até o término do período probatório. Isso vale para todos. *E olhou Draennelle novamente, assim que o enfermeiro saiu.* Recruta Draennelle, em primeiro lugar, se vc e o soldado Wall possuem algum tipo de afinidade, eu não quero saber. Isso não é da minha conta. O que É da minha conta é o fato de vc ter tentado interferir na luta entre Wall e o soldado Kronig.

Drae
*Levantou-se, exasperada.*VOCÊ É MALUCO? VIU QUE ELE ESMAGARIA A CABEÇA DE WALL SE NÃO O DERRUBASSE, NÃO FICARIA CONTENTE SE NÃO O MATASSE. VOCÊ VIU!* Bem, isso tudo ficou em um cantinho lá de seu cérebro. O que aconteceu é que ela levantara-se, sim, mas conteve-se e disse o mais tranquila que pôde:* Perdoe, capitão. Estamos sozinhos aqui, então sejamos francos. Tanto você quanto eu vimos o quê aconteceu. Vimos o primeiro golpe e a queda de Wall tanto quanto vimos Kronig mirando a marreta e prestes a usar toda sua força. Você sabe, capitão, você também viu que ele não pararia até esmagar a cabeça de Wall. Não estou desculpando meu ato, foi impróprio para o teste, mas há de admitir, era o que devia fazer. Se o fiz movida por alguma afinidade ou não, lhe censuro com respeito, mas ainda o censuro de maior conhecimento acerca deste ponto. Um treino, uma briga de rua ou na guerra, meu senhor, você faria o mesmo, protegeria a quem ama. Se me permitir dizer algo mais, capitão, protegeria a si mesmo e todos aqui; ainda que não tenha agido corretamente em certos termos, minha infração não é nada comparada ao que esse homem pretendia e pode fazer. Por favor, tenha a palavra. *Disse calma, no entanto os olhos pontilhavam cada palavra com o sentimento pelo soldado, brilhando ou turvando-se por lágrimas que ela esforçava-se para conter. Se não foi mole em suas palavras, tampouco fôra rude.*

Lei Keylosh
Prisioneiro(a)

Mensagens: 258
Data de inscrição: 21/06/2010
Idade: 29
Localização: Cidade Imperial

http://medievaluol.wiki.zoho.com/Lei-Keylosh.html

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Eu sempre farei tudo por você, Draennelle (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Seg 27 Ago 2012, 22:48

Narrador
*Wall pensou em dizer alguma coisa, mas o clima ali estava tão tenso que ele tinha medo que o capitão explodisse de vez e que isso prejudicasse Draennelle. Lawrence fez silêncio por alguns segundos, a expressão impassível e as mãos atrás das costas, em posição de descanso. Respirou fundo e parecia que estava prestes a acordar todos os pacientes da enfermaria gritando, mas ele apenas disse.* Eu não tinha visto o movimento final de Kronig, estava de costas e indo na sua direção, recruta. Foi-me relatado isso depois. Eu apenas queria ouvir seus motivos e só tenho uma coisa a dizer sobre isso... Muito bom, recruta Draennelle. Muito bom. Kronig disse algo sobre não haver misericórdia na guerra, certo? Realmente não há, mas também há companheirismo e lealdade aos seus companheiros. E vc provou, não importam os motivos, que sempre estará pronta para salvar seus companheiros de batalha. *E fitou Wall.* Quanto a vc, soldado Wall, lutou bravamente, mas não foi rápido para desviar-se do golpe de Kronig e deixou sua guarda aberta. Mesmo assim, foi melhor do que todos os outros candidatos. Eu esperava mais de homens criados na violência e insegurança de Warjillis... *Suspirou o capitão, desabafando. Obviamente se referia ao resto, claramente os 3 melhores candidatos eram a elfa, Wall e Kronig.* Bem, sinto desapontá-los caso estivessem esperando por isso mas não terão a oportunidade de lutarem entre si, e nem com Kronig. O próximo teste começará à noite. Estejam nos portões da cidade assim que a noite cair. Boa sorte a ambos. *Faria uma continência e então deixaria o quarto.*

Drae
*Ouviu, atenta, aliviada por não criar problemas maiores. No entanto, nem o elogio sincero e o reconhecimento do capitão aplacaram o que estava sentindo; o que amenizou seus sentimentos foi saber que os ferimentos de Wall não eram tão graves, já que o capitão o chamara para comparecer ao próximo teste -e Lawrence parecia um homem consciente. Bateu continência e disse poucas palavras, antes de sentar-se outra vez.* Obrigada, capitão. *Novamente ao lado de Wall, tomou-lhe a mão, um sorriso voltando-lhe finalmente aos lábios.* É, você não parece estar mesmo morrendo. Pena, não ficarei com sua espada. *Riu, sentia-se um pouco mais leve. Ainda que a ferida feita por Kronig ardesse em seu peito, saber que o soldado não iria para o outro lado assim tão rápido lhe deu coceiras de cicatrização. Passou os olhos pelo rosto de Wall, parando em seus olhos. Lhe acariciou os cabelos, dizendo em tom mais baixo.* Ei, você vai seguir nos testes. Acho que consegue seu sonho.

Narrador
Sorte sua que não poderemos lutar. Não iria querer humilhá-la tanto. *Sorriu, segurando a mão dela e olhando-a nos olhos.* Bem, vejamos... se eu conseguir andar, pelo menos, poderei participar dos outros treinos. Mas sem magias de cura... *Fez uma pausa.* Hey, o próprio capitão disse que vc foi bem nos testes de luta. Vc é uma das melhores, Drae.

Drae
*Riu.* Claro, claro que ia. *Deu de ombros, depois de ouvir as últimas palavras.* Você vai se dar bem, de um jeito ou de outro. É só deixar de lutar como uma garota. *Sorriu com o elogio, parecia de maior valor vindo do soldado do que da boca do capitão.* Treinamos muito tempo juntos, Wall... Nada que você não tenha me ajudado a aprimorar. Você é ótimo, meu bem, só precisa relaxar um pouco.
*E o verme da raiva se contorceu em sua mente, os olhos da elfa pareceram turvar por um segundo, no entanto poderia ser impressão de Wall. Passou os dedos por seus cabelos, enfim.* Bom ver que está bem, me assustou quando começou a sangrar...

Narrador
Minha sorte é que aquele martelo era de madeira como todas as outras armas. Se fosse de ferro, eu não estaria aqui com certeza. Kronig pode ser o que for, mas se ele é tão forte, não acha vantagem tê-lo conosco ao invés de tê-lo contra nós, Drae? *Fitou-a.*

Drae
*Parou as carícias por um momento, fechando os olhos.* Se aquele martelo fosse de ferro, eu juro que estaria sujo com os miolos daquele maldito. Não diga uma coisa dessas outra vez, Wall, não sei se meu estômago aguentaria. *Com certeza não dissera aquilo por nojinho com sangue ou entranhas, tinha algo mais. Suspirou e o fitou, novamente.* Ele está contra nós, Wall. Está contra todos, a não ser consigo mesmo. Ele estará ao lado de quem lhe der o que desejar, até o momento que se tornem inúteis. A vantagem não é tê-lo conosco por estar ao nosso lado, oh, não. A vantagem é tê-lo debaixo do nosso nariz, assim ficando mais fácil de controlá-lo. Mas pensando bem, talvez não possamos usufruir dessa vantagem, Wall. Pense, agora é algo pequeno, um soldado que ele machuca com a marreta de madeira. Logo mais, serão os melhores soldados morrendo por ataques 'desconhecidos'. E daí podemos pensar em duas coisas: 1. Ele mata o capitão ou alguém acima, a anarquia está feita. Ou 2. Na guerra, são muitos homens, muitas armas. Gente das vilas correndo entre a batalha, animais soltos fazendo o mesmo, o caos concentrado em pequeno local. Nos treinos, lutas contra pequeno número de ladrões ou algo assim, o cenário está mais limpo, o perigo não é tanto, nossa visão não fica tão turva e sabemos quem estamos atacando, além de ter visão melhor sobre o que acontece ao redor. Na guerra, é aquele caos que falei. Garante que ele vai lutar ao nosso lado quando a coisa ficar preta? Não digo que ele vá lutar com os inimigos, os nossos inimigos, mas tampouco digo que ele lutará por alguém mais que não ele próprio. Você é uma boa pessoa, Wall, mas compreenda, na guerra e em suas complicações, você não pode ter absoluta certeza de que está atacando o soldado inimigo. Pode matar um aliado sem perceber. Não me olhe assustado, nem vá se culpar se isso acontecer, mas entenda, é assim. Se você ou eu, bons e honestos, podemos matar por engano nossos companheiros, o que me diz de alguém como Kronig? Entendeu onde quero chegar? *Respirou fundo, fechando os olhos.*

Narrador
Entendi, mas... vc está dando muito crédito ao Kronig, Drae. Ele é só um brutamontes e se matasse alguém por engano, seria por pura burrice. Caras como ele apenas sabem lutar e mais nada. Apenas aponte a coleira para o inimigo e deixem que façam o resto. Pelo menos é assim que vejo os tipos como Kronig. *Sorriu, acariciando o rosto dela.* Fique tranquila, Drae, ele não vai estar mais no nosso caminho. Agora vai, vc tem que descansar para o teste à noite e não conseguirá descansar nessa poltrona minúscula ao lado da minha cama. Eu conseguirei levantar até à noite.

Drae
*Sorriu, mas não de todo por felicidade. Abriu os olhos e disse, doce.* Cale-se, estou confortável aqui. Agora, sobre Kronig... *Esforçou-se para permanecer encarando-o, apesar do rubor que lhe tomou a face.* Wall, ele sabe. Não sei se andou ouvindo algo, espiando, ou se ele apenas sabe. Mas ele sabe e por algum motivo quis matá-lo, por saber disto. *Diante a confusão que tomou o rosto do soldado, Draennelle disparou tudo de uma vez, acuada.* Oh, ele sabe que o amo, Wall. Ele sabe, de algum jeito, ele sabe e está ou querendo lhe atingir ou me atingir, através de você. Mas o porquê eu não sei! *Praticamente gritou as últimas palavras, percebendo e fazendo uma pausa para recuperar o controle, porém não ficara menos vermelha.* Não o subestime, Wall. Por favor. Vou tomar um ar, volto logo... Qualquer coisa, grite por mim... *Começou a se levantar, um pouco zonza.*

Narrador
Hã, eu... *O rapaz ficou desconsertado pela frase da elfa. Só conseguiu responder, quando ela já estava quase fora do quarto.* Eu... eu também te amo, Drae! *Deu um tapa na própria testa e murmurou.* Bah... idiota... *Se Draennelle fosse até o lado de fora, passaria por um longo corredor com muitos outros quartos e alguns deles atendiam outros soldados que também foram feridos fortemente por Kronig naquela tarde de treinamentos. Saindo do prédio da enfermaria, ela podia ver o resto da ala de atendimentos médicos e saindo dela começavam os alojamentos do exército, muitos deles espalhados pelo bairro militar. Um dos pequenos prédios de alojamento havia sido destinado aos soldados que vieram de Warjillis. Se passasse por ali, Drae veria ninguém menos que Kronig deixando o alojamento andando nos arredores, olhando ao redor, como se não quisesse que ninguém o visse naquele momento. Confirmando que ninguém estava com a atenção nele, ninguém que ele tivesse avistado, pelo menos, o brutamontes ruivo começou a andar para fora do quartel.*

Drae
*Ouviu e sorriu, saindo dali, então. Observou os homens e quase correu dali, procurando conter a raiva que crescia dentro de si. Finalmente fora da enfermaria, caminhou um pouco, escorando-se em uma árvore, fechando os olhos por um momento, acalmando-se. Ao abrir novamente os olhos, viu Kronig, a caricatura da suspeita. Cerrou os olhos e conteve-se para não pular no pescoço do homem. Subiu os olhos para o céu, confirmando que teria tempo de seguí-lo e voltar antes do anoitecer. Seguiu-o de longe, furtiva, escondendo-se antes que o gigante pensasse em olhar sobre os ombros.*

Narrador
*E ele olhava a todo momento. Realmente não queria ser seguido. Mas a elfa, leve e silenciosa, conseguiria se misturar facilmente aos transeuntes de Terânia. Era permitido aos soldados deixarem o bairro militar, caso quisessem comprar algo com os comerciantes ou comer fora do quartel, mas não a Cidade Imperial. Kronig pegou uma rua que ligava o bairro militar ao residencial e exatamente ali havia uma parte com jardins, onde as pessoas podiam passar a tarde ao redor da fonte. Todo tipo de criatura vivia ali, sendo os humanos predominantes, mas elfos, anões e outras raças não eram incomuns. Kronig sentou-se em um dos bancos do jardim e permaneceu olhando ao redor. Será que o brutamontes tinha um lado sentimental e só queria aproveitar a calma da tarde com os arbustos e flores ao redor?

Drae
*Piscou os olhos, em dúvida se estes não a traíam. Ora, não, não pode ser. Permaneceu oculta, observando-o. Deveria estar esperando alguém. Ou o julgara em parte de maneira errônea, ou teria um encontro, e não amoroso, pelo jeito. Respirou fundo e aguardou, ansiosa para retornar à enfermaria.*

Narrador
*Não demoraria muito e de fato uma pessoa se aproximaria de Kronig. Era um soldado teraniano, com sua armadura azul completa, inclusive com o elmo, que deixava a voz alterada e abafada. O elmo deixava a voz de todos os soldados teranianos iguais e o capacete era de mesmo formato. Dizia-se que isso deixava todos os soldados semelhantes para que eles se lembrassem que ninguém era melhor do que ninguém ali. Kronig começaria a conversar com este soldado, falando o mais baixo possível e fazendo o mínimo de gestos.*

Drae
*Aproximou-se, o sufiente para ouvir, mas de uma distância segura. Se perguntava se o soldado estava sendo usado ou usando o grandalhão.*

Narrador
*O soldado estava dizendo à Kronig.* A oportunidade será esta noite. Ele estará na floresta entre vcs. Vc terá sua vingança, meu caro. Se não funcionar, então poderá pegá-lo no teste de amanhã. Mas lembre-se... vc nunca me viu. *E Kronig deu uma pequena risada, respondendo.* Eu nunca indicaria um covarde como vc. Mas não se preocupe. Quando eu terminar, nossa cidade será livre de novo. *Deu um tapinha no ombro do soldado e esperaria o soldado levantar-se primeiro. O soldado olhou ao redor e deixaria o jardim, com Kronig fazendo o mesmo apenas vários minutos depois. O soldado iria na direção dos portões da cidade, enquanto Kronig iria voltar para o bairro militar.*

Drae
*Fraziu o cenho, guardou a adaga e esperou cerca de um minuto. Pegou um atalho, cruzando a ponte e caminhando pouca coisa até dar com outra entrada para o quartel. Comprou algumas frutas pelo caminho e tornou à enfermaria. Pensava sobre quem estavam falando, e se não fosse de Wall, que ligação teriam aqueles dois eventos? Ainda que fosse sobre o soldado, do que estavam tratando? Bem, Wall conhecia Lei, talvez soubesse alguma coisa, ainda que não tivesse bem certeza se aquilo ajudaria em algo. Entrou no "quarto" onde Wall se encontrava. Sentara a seu lado e começara a falar, baixo.* Escute, fale baixo e não me questione. Kronig encontrou um soldado da capital, não me pergunte qual, não terei como dizer. Eu disse que esse cara estava armando algo! Quer vingança, mas não sei sobre quem, dizendo que libertaria sua cidade. Teria a chance de pegar o cara hoje, na floresta, porque estaria entre 'vocês', que não faço idéia quem sejam esses vocês. Ou amanhã, no treinamento. *Jogara tudo de uma vez, não teria tempo de fazer rodeios ou investigar muita coisa.* Você sabe de algo? Não sei, não sei porque imaginei que você saberia algo. De qualquer maneira, não vai sair de perto de mim, ouviu? *Fechou os olhos e sentou-se ereta, agora.* Não saia debaixo do meu nariz, Wall. *Abriu os olhos, fitando-o, preocupada.*

Narrador
O... quê? Como...? *O rapaz ficou perdido com tantas informações ao mesmo tempo.* Eu... não sei do que está falando, Drae. Poderia até ser que Kronig esteja planejando algo, mas, sem provas, fica difícil fazer algo. Mas não se preocupe, não vou sair do seu lado. Não estava planejando fazer isso mesmo. *Sorriu.*

Drae
*Respirou fundo, acertando algumas idéias. A última frase lhe lembrara o que confessara anteriormente. *Sorriu e desviou os olhos, pegando na cesta o que lhe trouxera.* Talvez esteja exagerando, mas ainda assim, trate como se não estivesse. Trouxe essas uvas, estão grandes e bonitas. Verdes, como você gosta, não? *Percebeu que cada coisa que dizia, reafirmava de algum modo o que deixara escapar hora antes. Resolveu calar-se e entregar a fruta para o soldado.* Parece que andou esfregando framboesas nas bochechas, boneca. *Pensou, irônica consigo, ao sentir o calor na face.*

Lei Keylosh
Prisioneiro(a)

Mensagens: 258
Data de inscrição: 21/06/2010
Idade: 29
Localização: Cidade Imperial

http://medievaluol.wiki.zoho.com/Lei-Keylosh.html

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Eu sempre farei tudo por você, Draennelle (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Qua 29 Ago 2012, 07:49

Narrador
Sim, como eu gosto, Drae... muito obrigado. *Segurou a mão dela ao pegar a uva e de lá não soltou. Tanto que acabou esmagando a uva e melecando as mãos dos dois.* Ohh... me desculpe, olha a sujeira que eu fiz.

Drae
*Baixou os olhos, ainda corada, sentindo-o segurar a mão por mais tempo do que o necessário para pegar as uvas. Ergueu os olhos após uma faísca de coragem, aproximando-se um pouco. Plosh. Plosh?, se pergunta, e então sente a fruta escorrendo entre os dedos. Riu e se levantou, pegando um lencinho e limpando a mão. Sentou-se novamente e limpou a dele.* Tudo bem, são uvas, não ácido. *Sorriu, e já ia retirar a mão para guardar o lenço quando ele segura sua mão, com as suas duas. Draennelle pára, então o olha nos olhos, em silêncio.*

Narrador
*Ele então puxa levemente a mão dela, fazendo com que ela se inclinasse sobre ele, e beija seus lábios lentamente, fechando os olhos.*

Drae
*Se deixou puxar, também indo por vontade própria. Encostam os lábios, leves puxadas, até fechar os olhos e consumar o beijo. A mão livre tocava carinhosamente o rosto, por vezes os dedos brincando com os cabelos.*

Narrador
*Como que por impulso, ele passa os braços ao redor do corpo dela e a puxa para si, fazendo-a deitar-se sobre ele na cama, enquanto prolonga o beijo intenso. Queria fazer aquilo há muito tempo e agora arrependia-se de não ter feito antes. Os lábios da elfa eram macios e quentes, mais deliciosos do que de qualquer humana.*

Drae
*Acomodou-se sobre ele, porém apoiada nos cotovelos, sem deixar o peso sobre as costelas quebradas. Aumentava a intensidade dos beijos, a respiração mais rápida, e o corpo com aquele formigamento morno e gostoso, aquilo que se sente ao conseguir realizar um sonho tão almejado -poderia-se comparar com um homem outrora perdido no deserto, deliciando-se com água fresca após passado o período de sofrimento.*

Narrador
*Chegou a gemer um pouco de dor quando ela subiu em cima dele, mesmo ela apoiando o peso nos cotovelos e sendo tão leve. Mas cada ponta de dor valia a pena naquele momento. Infelizmente ele não tinha muita mobilidade, caso contrário, já estariam rolando naquela cama. Ele acariciava as costas dela lentamente, enquanto mordiscava seus lábios.*

Drae
*Também teve ímpetos de rolar com ele, na cama ou em qualquer lugar, mas se conteve. Ajeitou-se deitada a seu lado, passando a ponta das unhas em linhas aleatórias por sue peito, devolvendo as mordiscadas e beijinhos. Sorriu e o fitou.* Desde quando, Wall? Quanto tempo passou me privando desses lábios?

Narrador
Eu não sei, Drae... perdi a conta. E sinceramente não sei porquê. Que idiota. *Sorriu, acariciando o rosto dela.* Acho que sei por quê. Estava tudo meio confuso lá em Warjillis, mas quando soube que tínhamos a possibilidade de vir para a Cidade Imperial juntos... acho que percebi que é com vc que quero ficar.

Drae
*Sorriu, fechando os olhos por um momento.* Como assim, tudo confuso? Do quê está falando exatamente? *Apoiou-se em um dos cotovelos e o fitou, um fio de esperança que fosse alguma coisa relacionada a Kronig e ao que ele falara com o guarda.*

Narrador
Sobre o fato de nosso futuro ser incerto em Warjillis. Quero dizer... somos soldados do Império e tudo mais, mas... não podíamos morar lá, entende? Não iria querer lhe levar pra nenhum lugar a não ser como aqui na Cidade Imperial. É o mínimo que vc merece, Drae. *Beijou o rosto dela carinhosamente.*

Drae
*Sorriu, fechando os olhos e lhe dando um beijo rápido, porém profundo. Acariciou seu rosto, desgrudou os lábios e disse, antes de levantar.* Eu o amo, Wall. Fique longe de Kronig, e ainda mais perto de mim. *Levantou-se.* Não fale sobre o que lhe contei, não sabemos do que se trata e tampouco quem mais pode estar metido nisso. Só não saia de perto de mim, certo? Não me adianta nada me beijar, se declarar e morrer nem um dia depois. Ainda tenho o que provar de você. *Sorriu e o ajudou a se levantar.* Vamos, donzela, não vamos chegar atrasados.

Narrador
Ora, por que não prova agor...aarrgghhhh!! *E gemeu de dor quando começou a se levantar.* Pensando bem... deixe pra quando eu estiver melhor mesmo... *Foi andando com dificuldade. Infelizmente não teriam um aposento só para eles no alojamento coletivo, mas pelo menos Wall conseguiria descansar antes que a noite caísse.*

Drae
*Sorriu, auxiliando-o.* Não faça fiasco, Wall. Vão pensar que o estou torturando. *Riu, o apoiando no ombro.*Wall... Antes de sairmos, me responda duas coisas. Você vai participar dos treinos hoje à noite? E se teve alguma coisa com Kronig, qualquer birrinha, me conte agora, antes de irmos. *Tirou uma pequena bolsinha presa ao cinto e entregou a ele, colocando em seu bolso.* Aí tem um osso pequeno, porém afiado. A ponta foi embebida em veneno, Wall. Parece pouca coisa, mas se ele o atacar, espete-o com isto. O veneno agirá em menos de 5 segundos, paralisando-o por completo. Uma pequena mistura de veneno com magia, mas lhe garanto que é eficaz.

Narrador
O que?? O que estava fazendo com isso, Drae?? Vc... vc está trapaçeando?? *E conteve-se depois de falar isso, pois não queria que ninguém mais ouvisse. Voltou a falar baixo.* Não, não... isso é errado, Drae. E se me pegarem com isso? Eu vou participar do treino, tenho que ir até o final. Farei tudo que for possível, o que minha costela permitir, pelo menos. Ficarei longe de Kronig, prometo.

Drae
*Riu, o ajeitando melhor.* Oh, claro, olhe para a minha cara de quem vai entrar num torneio munida de um ossinho. Não o trouxe para o treino, eu sempre ando com ele, por segurança, desde aquele episódio com o ruivo. E não vá usá-lo em treinos ou para responder à qualquer ofensa, entreguei à você caso seja quem pretendem levar para a floresta. Se não o usar, ainda melhor. Apenas lembre de, quando usar, pegar de volta. Veneno suficiente para 6 homens do tamanho de Kronig, dá para se virar bem. Vamos lá, vem devagar.

Narrador
*Ainda não concordava com a ideia, mas também reconhecia que Kronig era alguém totalmente imprevisível. Voltariam ao alojamento e a noite cairia depressa. Logo, estariam se locomovendo até os portões da cidade. O capitão Lawrence, naturalmente, estava lá. Geralmente ele era o encarrregado de supervisionar os testes, mas nunca havia tido tanta dificuldade pra fazer isso. Houve 5 desistência, o número de soldados era visivelmente menor.*

Drae
*Param ao lado do capitão. Draennelle olhava para a meia dúzia de gatos pingados ali.* Desculpe se lhe causei problemas, capitão. Parece que houve um pequeno êxodo, huh? Não veja isso como de todo mal, vai acabar lhe poupando maiores dores de cabeça. *Procurava Kronig com os olhos, inconscientemente apertando Wall para mais perto.*

Narrador
*Lawrence não respondeu mas, no fundo, era verdade. Pelo menos havia menos alvos para que Kronig acertasse. O brutamontes estranhamente chegaria atrasado. Olharia, inevitavelmente, para Drae e Wall, e só depois para o capitão, que disse.* Obrigado por ser tão pontual, soldado Kronig. Muito bem, ouçam. Este será o teste de sobrevivência. Colocaremos vcs em duplas na floresta e soltaremos mastiffs treinados que possuem as suas essências. Eles são treinados para capturar vcs, com a mandíbula se for preciso, e trazer até um ponto na floresta onde eu estarei esperando. Podem recorrer a qualquer tática para sobreviver, menos magia e poções. As duplas serão sorteadas.

Drae
*Um calafrio lhe tomou conta do corpo, voltando os olhos para Kronig. Implorou aos deuses ter Wall como parceiro de treino, também. Fitava Kronig, pensando no que dissera sobre pegar alguém na floresta, a vingança... Seria Wall? E se fosse, qual o motivo? O soldado parecia não ter histórico de brigas com o brutamontes. Aliás, por quê Kronig a tomara para pentelhar, também? Não lembrava de lhe ter
feito qualquer menor ofensa. Ou estaria a usando para atingir Wall? Deuses, por favor, não fodam comigo agora.*

Narrador
*O capitão então pegou uma pequena bolsa de couro com várias pedrinhas dentro.* As pedras nesta bolsa estão numeradas aos pares. Elas decidirão com quem vcs terão que fazer duplas. *E começou a passar a bolsa aos soldados. Um sorriso irônico não saía da face de Kronig. Ele coçava a barba ruiva e fitava Drae de canto de olho.*

Drae
*Mordeu-se por dentro, seu auto-controle à prova. Retirou a pedra, olhando o equivalente ao "2". Espiou de canto a pedra de Wall. Deuses, bitch, please.*

Narrador
*E por uma ironia do destino, Wall também tira a pedra 2. Quase soltou um grito de comemoração, mas conteve-se. Não seria prudente agir assim naquele momento e esperava que Drae fizesse o mesmo. Kronig soltou um resmungo de insatisfação enquanto o capitão terminava de sortear as pedras.*

Drae
*Se explodiu de alívio no interior, não deixou transparecer. Fitava Kronig com uma mistura de ódio e algo que se pode nomear 'me chupe'. Deu uma olhada para Wall, lhe dando um sorriso. Ergue os olhos para Lawrence, aguardando novas ordens.*

Lei Keylosh
Prisioneiro(a)

Mensagens: 258
Data de inscrição: 21/06/2010
Idade: 29
Localização: Cidade Imperial

http://medievaluol.wiki.zoho.com/Lei-Keylosh.html

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Eu sempre farei tudo por você, Draennelle (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Qui 30 Ago 2012, 22:57

Narrador
*Lawrence deixou Kronig por último no sorteio das pedras de propósito. Imaginava que o brutamontes não era o tipo de pessoa para ficar sorteando pedrinhas e fazendo pares. Como ele foi o último, o par dele já estava definido. Foi um azarado jovem franzino, um daqueles que havia perdido para Kronig nas lutas apenas com o olhar, mas que ainda tinha fé e coragem de continuar os testes. O jovem aproximou-se com aquela cara de "seremos melhores amigos forever!!" e Kronig sequer olhou para ele. Antes de começarem, o capitão Lawrence falou de novo.* Muito bem. O teste termina ao amanhecer. Vocês não podem passar da área delimitada da floresta e devem voltar a este ponto de partida nos primeiros raios de sol com o seu parceiro. Intacto. *Fitou Kronig de canto de olho.* E tenho mais uma surpresa. Em vista da confusão do último teste, o comandante Lei Keylosh decidiu juntar-se a nós como convidado especial. Ele estará entre vocês na floresta e prometeu alguns desafios. Não é, comandante? *Lei então saiu do meio dos outros oficiais parados ali do lado, como que ocultando-se de propósito.* Sim, capitão Lawrence. Mas não se incomodem com a minha presença lá. Os mastiffs já serão desafio suficiente para vocês. Desejo boa sorte a todos. *Faria um sinal então e duas fileiras de soldados apontavam o caminho para a área de floresta onde seria o teste.*

Drae
*A entrada de Lei no meio da floresta deixou-a preocupada. Talvez Kronig tenha falado do comandante. Faria mais sentido, já que dissera sobre vingança, sua cidade... Esperou afastarem-se o suficiente do grandão e perguntou a Wall, em tom mais baixo.* Lembra o que te disse na enfermaria? E se for Lei, e não você? Isso explicaria melhor o guarda daqui tendo contato com Kronig... Sabe de alguma coisa, Wall? Alguma cidade que Lei tenha invadido, ou coisa parecida? *Suspirou.* Como se os testes que estão por vir não fossem suficiente...

Narrador
*Wall andava mais devagar que os demais. Sentia que nem mesmo conseguiria correr alguns metros na situação em que se encontrava, mas tentava disfarçar ao máximo sua debilitação.* Ahh... maldição... a presença do comandante aqui e o que vc ouviu agora fazem algum sentido... Alguns meses antes de vc ir para Warjillis, uma garota chamada Katherina revelou um esquema de corrupção dentro do exército de lá liderado pelo antigo capitão Cross. Vc já deve ter ouvido essa história. Ela matou o capitão e acabou com o esquema, inclusive impedindo que a cidade fosse envenenada por uma substância mortal. O que não faz sentido é que o comandante não participou disto. Ele só foi saber do ocorrido depois, ele apenas ofereceu apoio à causa de Katherina. Se Kronig, por alguma razão, queria algum tipo de vingança, seria contra Katherina, e não contra Lei. Lei nunca fez nada em Warjillis, pelo contrário, ele sempre ajudou as pessoas de lá.

Drae
*Suspirou.* Certo, alguma coisa aí faz sentido e não sabemos o quê. Acho melhor não ficar muito longe de Lei, na floresta. *Estava séria, quase mau humorada. Incomodava-a ser responsável por Wall, em certos termos, por Lei também. Além de ter de cuidar do próprio rabo; se morresse, os outros dois poderiam muito bem ter o mesmo destino. Não que os considerasse um fardo, o incoveniente daquela responsabilidade era o medo de falhar. Não por orgulho, mas por amor (Wall) e justiça (Lei), o que acabava por aumentar esse pavor. Já na floresta, deu uma olhada de canto para o soldado. A lembrança das palavras, beijos e carícias amainaram seu espírito, e se permitiu sorrir.*

Narrador
Mesmo assim, Drae, não temos prova contra Kronig ainda. Se ele não fizer nada, não temos do que acusá-lo. *Wall esperou até adentrarem fundo a floresta. Deixava Drae ir na frente, esperando que a habilidade dela de enxergar na penumbra os guiasse, já que a floresta era densa e extremamente escura, e nenhuma das duplas havia recebido tochas ou algo semelhante para iluminação ou aquecimento. A um certo momento, entretanto, ele fez um gesto para que parassem, e sentou-se em cima de um tronco caído no chão.* Vamos... descansar um pouco... *Tinha a expressão de dor, uma das mãos ia para a lateral do corpo a todo instante involuntariamente. A floresta era grande o suficiente para que cada dupla fosse para uma direção e sumisse de vista. Aparentemente, os mastiffs ainda não haviam sido soltos e ninguém sabia quando seriam.*

Drae
*Parou, mas não sentou, ficando em pé à sua frente, porém sem lhe ocultar a visão.* É, vai doer até poder se curar. Não faça muito esforço. *Ouviu um barulho e sentiu um cheiro ruim assim que Wall se ajeitou melhor, movendo um pouco o tronco e descobrindo parcialmente uma toca. Draennelle pegou um galho no chão e entregou a Wall, enquanto arrancava alguns cipós de uma árvore. Riu, fazendo rapidamente uma redezinha improvisada.* Você tem uma sorte desgraçada. *Abaixou-se ao lado da toca, preparando aquele emaranhado de cipós.* Fique batendo no tronco com esse galho. Não discuta e faça isso de uma vez. *Sorriu. Assim que Wall fez o que foi pedido, um gambá adiantou-se para fora da toca. Draennelle enroscou-o com os cipós, permitindo que o pegasse no colo sem levar mordidas. O bicho se debatia, porém a elfa o segurou firme, caminhando até Wall. Como o rabo do bicho ficara livre, este ergueu-o e deu alguns jatinhos de urina no soldado. Draennelle riu.* Pare, Wall. O cheiro é forte, vai repelir os cachorros ou ao menos disfarçar nosso cheiro. Esfregue isso em você. *Virou o bicho para ela, outro pequeno golden shower. Drae soltou o bicho.* Desculpe, amiguinho, foi necessário. *O animal guinchou e saiu em disparada. A elfa voltou até Wall.* Oh, seu fresco. *Esfregou o líquido no rapaz.* Deixe de frescura, sei como tirar por completo esse cheiro, certo? Não se preocupe, ainda vou querer beijá-lo depois que esse teste terminar. *Riu e o soltou, fazendo o mesmo consigo, espalhando o cheiro do animal e ocultando o próprio.* Também não me sinto bem com isso, mas é preciso. *Sorriu, e em sua mente, disse 'Isso é a sobrevivência na selva, não um passeio no shopping em Beverly Hills'. Não exatamente essas palavras, mas algo relativo, à época.*

Narrador
Mas o que...? O que está fazendo?? *Disse, ao receber os jatos de urina. Fez uma careta natural, erguendo os braços.* Pelos deuses, elfa!! Se os cães não nos matarem, esse cheiro com certeza vai! Blearrgh!! *Permaneceu sentado ali, sem muitas opções.* É bom que não ligue pra esse cheiro, porque acho que ele nunca mais vai sair! *E olhou ao redor depois.* O próximo teste será tomar banho até tirar essa essência infernal!

Drae
*Riu.* Vamos usar gambás em Kronig. Tenho um gambá, está carregado e não tenho medo de usá-lo. *Riu e olhou em volta.* Olhe, esse cheiro não vai despistar o nosso, porém pensarão duas vezes antes de nos atacar. É um bom repelente. *Leve riso, indo na direção de uma árvore.* Precisamos de um lago, rio, qualquer coisa. *Subiu em uma nogueira. Olhou em volta e sorriu.* Seus bolsos estão vazios? Ótimo. *Desceu e começou a catar algumas nozes, espalhadas pelo chão. Bolsos cheios, virou-se para Wall.* Descansou o suficiente? O lago não é longe, chegamos em 10 minutos caminhando, 15 se tiver de carregá-lo um pouco.

Narrador
Lago? Então já quer se lavar? Por mim está ótimo! *Colocou as nozes no bolso.* Já é hora de jantar? Acho que aquele gambá daria uma refeição melhor... *Começou a segui-la na direção do lago. Agora não sabia o que era pior, a dor ou aquele cheiro insuportável.*

Drae
*Riu.* Pare com isso, Wall. E esse cheiro não sai com água. *Sorriu, amparando-o quando a dor ficava maior.* É, eu poderia ter deixado o gambá para a janta, mas... Depois de incomodar o coitado, matá-lo seria maldade. Às vezes me acho de coração muito mole para ser soldado. *Quebrou um galho, usando as mãos e uma pedra que encontrara para moldar algo parecido com uma lança curta. Entregou para Wall e fez o mesmo com outro galho. Chegam ao lago, Draennelle olha em volta, enquanto Wall bebe um pouco da água. Quando ele fica "de guarda", ela sacia a sede. Draennelle passa os olhos pela volta, procurando um bom lugar para Wall descansar.*

Narrador
Nunca mude seu coração, Drae. Se mudar, vc ficará como Kronig. E sempre podemos comer frutas. É apenas uma noite mesmo. Estou mais preocupado é com os cães. Já vi treinadores desses mastiffs. São criaturas muito fortes. *Ficou de olho enquanto ela bebia a água e depois fitou-a novamente, com semblante mais sério.* Vou ser sincero, Drae, não estou em condições de lutar e se tivermos que fazer isso, vou apenas atrasá-la. É melhor procurarmos um esconderijo e ficar lá. O comandante não tem essa posição à toa, ele sabe se defender e teriam que planejar algo muito bom para pegar Keylosh no próprio território teraniano. Duvido muito que Kronig tenha planejado algo assim.

Drae
*Suspirou, levantando-se e olhando ao redor.* Bom que não falou em te deixar pra trás, porque se o fizesse, estaria com um nariz quebrado, também. *Dessa vez não sorriu, concordando com a cabeça.* Não é uma boa idéia uma fogueira, e de qualquer maneira, estamos no verão e a floresta é quente. Não quero sair muito de perto do lago, porém na beira não é seguro. Um esconderijo... O quê sugere? Não podemos correr o risco de ficarmos encurralados. *Olha em volta e caminha na direção de amontoados de pedras.* Fique em silêncio um momento, Wall, não grite a não ser que esteja vendo os mastiffs ou Kronig. *Pegou uma pedra de bom tamanho em uma mão e preparou a 'lança' na outra. Empurrou com um pé uma pedra grande, mas leve o suficiente para que a força das coxas a tracionasse. Uma cobra de tamanho médio sai de uma toca ali embaixo. Mal começou a colocar a cabeça para fora, Draennelle esmaga sua cabeça com a pedra. Pega o animal morto, pisa na cabeça e puxa, decepando-a. Pega o corpo do bicho e volta para perto de Wall, sentando-se e começando a desenrolar o couro da serpente.* Espero ver outra antes de sairmos daqui da volta. Nessa, vai ter água suficiente para uma noite, mas... Prefiro não ter surpresas.

Lei Keylosh
Prisioneiro(a)

Mensagens: 258
Data de inscrição: 21/06/2010
Idade: 29
Localização: Cidade Imperial

http://medievaluol.wiki.zoho.com/Lei-Keylosh.html

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Eu sempre farei tudo por você, Draennelle (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Seg 03 Set 2012, 08:55

Narrador
*Wall ficou observando as ações da elfa.* Impressionante, Drae. Nunca pensei que soubesse tantas técnicas de sobrevivência, mesmo para um elfo. *Olhou para cima.* O ideal seria ficarmos no alto, mas não estou em condições de subir nas árvores. Talvez aquela parte mais alta sirva, podemos ver bem a área do lado de lá.

Drae
*Sorriu, largando a carne da cobra de lado. Foi até o lago e 'lavou' o couro da mesma, enchendo-o de água em seguida. Pegou um pedacinho de cipó e deu um laço, fazendo tipo um sacolé.* É, como estive um bom tempo na floresta, bem... As coisas saem naturalmente. *Deu de ombros e colocou a jarra improvisada nos mesmos.* Certo. Vamos para lá, então.*O seguiu, colhendo algumas frutinhas pelo caminho, mas prestando atenção nos cachorros.* Ainda estou incomodada com Kronig. Não gosto do jeito que nos olha.

Narrador
Ele é um cara assustador, de fato... *Comentou Wall, chegando até a parte de cima da elevação no terreno e deitou-se perto da beirada, onde não seriam vistos por quem estivesse lá embaixo. A única abertura seria por trás mas, mesmo assim, ainda teriam a vantagem do terreno mais alto.* Mas não há páreo para o comandante, Drae, confie em mim. Vi Keylosh em ação uma vez, lá em Warjillis mesmo. Ele é o melhor mago que já vi. Kronig não tem chance alguma contra as magias dele.

Drae
Não o acho assustador. É um cretino. *Sentou-se a seu lado, pernas cruzadas, tirando o couro da cobra dos ombros e entregando a ele.* Bebe um pouco. Não faz essa cara, eu sei que não parece muito agradável, mas é necessário. Beba. *Sorriu e olhou sobre o ombro, na direção da única entrada.* Pode ser que sim, pode ser que sim. Porém continuo incomodada com aquele cara. Espere até esse treino terminar.

Narrador
*Bebeu a água no couro de cobra, fazendo uma careta.* Sabe, tenho que lhe agradecer... depois que isso acabar, eu não terei nojo de mais nada. *Sorriu, devolvendo a ela. E depois segurou a mão dela, no meio daquela lambança mal cheirosa.* Mas tudo isso vale a pena só por estar aqui com vc, Drae.

Drae
*Sorriu e tomou um pouco, amarrando novamente o couro. O olhou, assim que sentiu o toque, fechando a mão ao redor da sua, dando um sorriso tímido.* Muito romântico, está parecendo um encontro. Sabe, água dentro de uma cobra, muito melhor que o vinho do rei. *Riu, um pouco envergonhada ainda.* Apesar de não me aturar nem à você, com esse cheiro, estou gostando.

Narrador
Bem, não era o que eu tinha em mente para um primeiro encontro, mas... as condições não importam. Eu queria te beijar agora, mas tenho medo que esse líquido fedorento entre na minha boca... *Deu uma pequena risada, que foi cortada por um som de guincho distante entre as árvores. Provavelmente um mastiff foi abatido por alguém ou fugiu com medo.*

Drae
*Riu, desviando os olhos. Acabava por não ser tão durona assim, afinal. Pararam os risos ao mesmo tempo, praticamente. Draennelle levantou, preocupada.*Isso foi um mastiff ou algum outro animal? *Perguntou, porém parecia mais uma afirmação. Kronig lhe veio em mente, na hora.* Estou começando a ficar preocupada, Wall. Não subestimo os outros, mas sabemos que não têm muita capacidade de se virarem sozinhos... Posso estar pegando no pé dele, mas aposto que foi Kronig. *Tocou na lança improvisada, presa no cinto.* Qualquer coisa, não se esqueça do que lhe dei. Fique aqui, em silêncio. *Aproximou-se da beirada, oculta por alguns arbustos, espiando para baixo e lados.*

Narrador
Eu não sei... pareceu bem canino, pode ter sido... ei, volte aqui, Drae! *Sussurrou Wall, ficando deitado ali. Alguns minutos depois do guincho canino, sons de passos aproximando-se daquela parte podem ser ouvidos. Os passos indicavam duas pessoas, mas apenas uma voz podia ser ouvida. Uma voz muito jovem.* A maneira como acabou com aquele cão foi impressionante, senhor. Muito impressionante.

Drae
*Babaca, se bobear ele acaba é com você, pensou. Ficou em silêncio, observando, esperando vê-los.*

Narrador
*As duas figuras então revelaram-se no escuro da noite. Uma delas confirmava as suspeitas, era Kronig, com a mão direita quase toda coberta de sangue. E ao seu lado estava o soldado franzino escolhido como dupla dele. O rapaz estava carregando um pedaço de pau em chamas. Provavelmente foi ele que conseguiu produzir o fogo, devia ter algum treinamento de escoteiro. Mas suas habilidades iam até aí. Kronig não falava uma palavra sequer, até parar de repente no meio do descampado.* Quieto. *Disse ao rapaz e começou a cheirar o ar à sua volta.*

Drae
Burra, burra, burra, burra. Está fedendo mais do que um gambá mesmo, queridinha.*Pensou e ficou quieta, inclusive procurando respirar mais devagar, embora sentisse o coração querendo fugir pela boca. Começou a recuar devagar, evitando ao máximo qualquer barulho. Agradeceu profundamente quando uma lebre saiu daqueles arbustos e desceu, passando pela frente dos dois homens a toda velocidade. Aproveitou para se afastar e chegar em Wall, sussurrando.* Não fale uma palavra. *Colocou o 'cantil' nos ombros e levantou Wall.* Kronig. Não diga uma palavra.

Narrador
Pra onde estamos indo? *Sussurrou Wall, tentando enxergar por cima da elevação. Kronig observou a lebre passando a toda velocidade e olhou na direção de onde o animal saiu correndo, voltando a cheirar o ar.* Mais um mastiff, senhor? *Perguntou o rapaz e Kronig respondeu numa voz grave.* Talvez... *Assim que Drae começou a se movimentar com Wall, eles podiam ver um mastiff movimentando-se por entre as árvores. O animal ainda não havia percebido a elfa e o soldado. Lembrava muito um cachorro, mas muito maior e mais musculoso. Sua cabeça tinha traços ligeiros humanóides e muitos dentes grandes e afiados. Seu pêlo era negro como a noite, de forma que uma pessoa sem visão na penumbra teria a impressão de que se tratava de uma sombra andando por entre as árvores, com apenas seus olhos amarelados à vista. Drae, entretanto, podia vê-lo perfeitamente. Ele estava indo na direção de Kronig e do rapaz.*

Drae
*Tapou a boca de Wall, deixando claro que sequer sussurros seriam permitidos. Parou quando viu a criatura, firmando a mão na boca do soldado, indicando que se ele emitisse o menor dos ruídos, estes seriam suas palavras finais. Olhava do animal para Kronig, sentindo-se um pouco melhor ao sentir a 'lança' cutucando-lhe a coxa. Seria aquela coisa criatura de Lei? Não parecia.*

Narrador
*O mastiff parou e sentiu o cheiro no ar. Concluiu que havia apenas gambás naquela direção e então seguiu seu caminho na direção de Kronig. Quando avistou o animal, o jovem quase deixou cair sua tocha improvisada.* Senhor!! K-Kronig!! Mais um! Veja!! *Apontou o animal. O mastiff parou na frente dos dois, fitando-os hostilmente, assim como fez Kronig, que sorriu e disse por fim.* Finalmente... achei que teria que matar mais um destes cães. *O mastiff então grunhiu e emitiu outros sons estranhos, começando a se contorcer, até metamorfosear-se em um soldado teraniano, com armadura completa. Agora sim o rapaz ficou assustado, deixando cair a tocha na grama e levando as mãos até a boca.*

Drae
*Draennelle arregalou os olhos, começando a ficar nervosa. Não tirava a mão da boca de Wall por nada, ouvindo a conversa. Olha Wall e coloca o dedo em frente ao lábios. Voltou os olhos na direção dos três homens.*

Narrador
*Wall ficou tão impressionado quanto a elfa e agora, mais do que nunca, ficaria em silêncio observando a curiosa cena. Kronig não se impressionou pela transformação, apenas cruzou os braços, olhando para o soldado. Aquela cena era familiar a Drae. Seria o mesmo soldado que conversara com Kronig naquele jardim? A voz era a mesma, alterada e abafada, mas isso era padrão em todas as armaduras teranianas. O soldado transformado falou então.* Eu trouxe a armadilha. Estou supondo que vc tem um plano. *E Kronig respondeu.* Claro que tenho. O incêndio e o soldado com a perna quebrada atrairão o comandante. *E o rapaz franzino fitou Kronig.* O quê...? O que está acontecendo aqui?? Que soldado ferido?? *Kronig então segurou o rapaz por um dos ombros e ergueu uma das pernas, dando um pisão no joelho do rapaz que fez a perna dele virar-se para trás. O rapaz começou a urrar de dor, caindo ao chão. Kronig virou-se ao soldado teraniano.* Aquele idiota loiro entrou na floresta sem armas. Apenas faça sua parte e deixe o resto comigo. *A tocha, enquanto isso, ia queimando a vegetação seca ali, e o fogo aumentando aos poucos.*

Drae
*Sentiu ainda mais raiva daquele homem quando o viu quebrando a perna do cara. Nublou os olhos, o verde claro de antes agora num tom musgo, quase preto. Assim que o brutamontes e o druida se afastam, Draennelle solta Wall e fica um momento como que em transe. Finalmente sussurrou.* Faça o que eu mandar, não discuta. *Poucos segundos depois, um pégasos negro pousa diante eles. Ela acaricia a cabeça e o pescoço do animal, encostando a testa na fronte do bicho. Este girou as orelhas, parecendo respondê-la. Virou-se finalmente para Wall.* Vem. Monta. *Não lhe deu tempo para decidir, ajudando-o a montar. O pégasos começou a descer na direção do infortunado soldado, Draennelle fez o mesmo, passando por onde o fogo ainda não tomara conta. Ergueu o soldado.* Calma, vai ficar bem. Sentiu ainda mais raiva daquele homem quando o viu quebrando a perna do cara. Nublou os olhos, o verde claro de antes agora num tom musgo, quase preto. Enfiou as unhas no braço, esperando que a dor ajudasse-a a controlar um pouco a raiva. Ficou alguns segundos imóvel e em silêncio, como que em transe. Voltando ao normal, exceto pelos olhos, sussurrou.* Lei não está longe daqui. Vamos esperar para ver, acho que tenho alguma idéia...

Narrador
O fogo, Drae. Temos que fazer alguma coisa. Mas aquela... coisa que se transformou... deve ser muito perigosa. Maldição... *Murmurou enquanto acompanhava a cena, o clarão do fogo lentamente iluminando mais aquela parte da floresta e o rapaz ainda gritando de dor. O soldado teraniano afastou-se, escondendo-se atrás de uma das árvores, e Kronig ficaria ali, esperando por algo.*

Drae
Acalme-se, Wall. *Passava os olhos de um para outro.* Lei está chegando. Não se meta, por favor. Não está em condições. Espere aqui, monte no meu pégaso quando for a hora, ele vai obedecê-lo. Não se esqueça do ossinho. *Aproximou os cílios, semi-cerrando os olhos. Lei já estava em seu campo de visão. Leve transe da elfa, e o pégaso surgia por entre moitas, atrás deles. *Auxiliou Wall a montar, olhando na direção de Lei.* Vai saber o que fazer, não é burro. Tente salvar-se, o soldado e Lei. Não retruque. *E tornou a prestar total atenção no que se desenrolaria lá embaixo.*

Narrador
E quanto a vc, Drae? Drae?? Não faça nenhuma besteira! *Tentava manter a voz baixa, enquanto subia no animal. E de fato não demoraria muito para que o comandante chegasse. Ele veria Kronig em pé primeiro.* Soldado? O que está acontecendo? Eu vi o fogo de longe e... *E só depois viu o rapaz com a perna quebrada no chão.* Deuses! Um dos mastiffs fez isso??

Drae
*Não conseguiu se concentrar o suficiente, os gritos do soldado a deixavam nervosa. Suspirou e disse, fazendo a volta, indo descer por outro canto.* Faça o que eu disse. E mantenha os olhos naqueles dois, eu sei o que faço. *Começou a descer, com cuidado. Com os barulhos que fez, um gambá passou correndo, cortando a frente do teraniano. Viu o fogo e deu meia volta, enfiando-se novamente no mato. Não conseguiu se concentrar o suficiente, os gritos do soldado a deixavam nervosa. Suspirou e disse, fazendo a volta, indo descer por outro canto.* Faça o que eu disse. E mantenha os olhos naqueles dois, eu sei o que faço. *Começou a descer, com cuidado. Com os barulhos que fez, um gambá passou correndo, cortando a frente do teraniano. Viu o fogo e deu meia volta, enfiando-se novamente no mato. Com essa distração e disfarce, Draennelle pegou a 'lança', chegando perto do soldado. Disse duas palavras, e o elmo do homem explode. Este fica surdo, atordoado, assim como Kronig, o soldado e Lei, talvez. Draennelle derruba o soldado no chão, de costas, e enfia a estaca por entre a boca aberta do druida.*

Narrador
*Assim que o elmo explode, algo é arremessado da mão do teraniano. Se parece com um amuleto. O amuleto cai no chão, perto do fogo se alastrando e algum tipo de mecanismo nele se abre. O soldado, apesar de atordoado, consegue defender o golpe de Drae, usando a armadura do antebraço pra bloquear a estaca dela e rapidamente empurrá-la para o lado. O soldado então começa a correr para entre as árvores, enquanto o amuleto é ativado e do objeto sai uma onda de efeito que cobre um raio considerável ao redor de todos ali. A onda de efeito a princípio não causou nada. Lei, que não está entendendo nada da situação, olha para Kronig.* O que diabos está acontecendo aqui?? *E Kronig, que já está perto dele, desfere um murro em Keylosh, que cambaleia para trás, quase caindo em cima do fogo.*

Drae
*Teve de deixar o homem ir, segurando ainda a estaca. Vê o soco em Keylosh e corre na direção de Kronig, pulando em suas costas. Tinha as pernas ao redor da cintura do brutamontes, os braços envoltos em seu pescoço. Procurou cortar sua respiração, firmando os braços, apertando o abraço.* Lei! Vá com Wall. *Esperava que o amado aparecesse com o pégaso em pouco tempo, já contatara mentalmente a criatura. Fazia força para manter-se presa ao grandão.*

Narrador
*Kronig tentava se livra de Drae, enquanto Lei olhou para o pégaso se aproximando e o soldado Wall nele.* Draennelle!! *Gritou Wall, enquanto Lei colocava o rapaz ferido no cavalo alado e ele mesmo diria.* Vá, soldado, leve seu companheiro. *E Wall gritou.* Faça alguma coisa, comandante!! *O barbudo respondeu.* Há um campo anti-magia aqui!! Enquanto ele durar, eu não posso fazer nada! Avise o capitão, vá!! *Enquanto isso, Kronig se jogou de costas contra o fogo no chão, visando livrar-se daquele incômodo.*

Drae
*Ouvir a voz de Wall aliviou-a, e ela quase caiu das costas do brutamontes. Como este também ficara surpreso com a chegada do plebeu encantado e seu cavalo negro alado, conseguiu recobrar-se, agarrando-o com um braço ao redor do pescoço, lhe cravando as unhas para melhor se fixar. A outra mão, da estaca, procurou cravar a ponta da mesma no pescoço de Kronig. Como ele começou a se jogar no chão, ela se soltou, rolando para o lado. Kronig cai de costas no fogo. A elfa aproveita para pegar a estaca outra vez, levantando-se e recuando o suficiente para se afastar do fogo. Dizia, sem tirar os olhos de Kronig.* Lei, que amuleto é esse que o soldado jogou no chão?

Narrador
*Kronig se levanta e dá alguns tapinhas nas próprias costas como se estivesse apenas tirando poeira. Lei aproxima-se do amuleto, analisando-o.* Conheço essa engenharia... isso saiu dos laboratórios de magia da Cidade Imperial. Como isso é possível? *Neste instante, rosnados seriam ouvidos, vindos de pelo menos 3 direções ao redor deles, na direção das árvores. Lei olhou ao redor, lembrando-se de um detalhe derradeiro.* Os mastiffs... estavam sob feitiço para não atacarem de forma letal os soldados em treinamento... *Kronig fitou Drae, falando a ela.* Hoje é meu dia de sorte... depois do prato principal, ainda terei uma elfa de sobremesa. *E passou a língua nos lábios.*

Drae
*Suspirou, dando um risinho divertido do ponto de vista negro do humor.* Ah é? Agora você lembra desse detalhe, belezinha? *Fitou Kronig após aquelas palavras.* Não pense em me tocar um dedo... *Sentiu um calafrio percorrer-lhe o corpo, ficara em dúvida sobre o sentido daquelas palavras, porém nenhum dos que pensou seria agradável.*

Narrador
Muito bem... qual de vcs dois quer vir primeiro? Eu tenho a noite toda. *Disse Kronig, rasgando a parte de cima de seu uniforme de treinamento, que estava praticamente toda queimada.* Não posso dizer o mesmo de vcs... Se ficarem, serão comidos pelos cães gigantes. O reforço não vai chegar a tempo, elfinha deliciosa. De qualquer jeito... EU VENCI ESTA NOITE! *Daria uma risada insana, algo que ele não havia feito até então.*

Drae
*Fitou-o, ansiosa. Ouvir a respiração rápida de Lei a tranquilizou um pouco, relembrando que não estava sozinha.* Qual o seu problema, Kronig? Acha que pode matar todos esses animais com o quê, um soco? Que merda você está fazendo? *Respirou fundo, talvez não adiantasse dizer nada. Entendia o que ele tinha contra Lei, mas não sobre ela e Wall.*

Narrador
*Lei retrucou em seguida, ouvindo o nome dele e disse.* Seja lá o que planejou, Kronig, não vai funcionar. E eu saberei quem lhe ajudou, de um jeito ou de outro. *Lei então pegou um galho em chamas ali perto do fogo e virou-se pra Drae.* Sinto lhe deixar aqui, minha jovem, mas talvez os mastiffs me reconheçam, participei do treino de alguns deles. De qualquer maneira, só tenho que atraí-los até a área fora desse campo antimagia. Eu ou o soldado Wall voltaremos o mais rápido possível. *O barbudo então saiu correndo para o meio da floresta, gritando e movendo o galho flamejante de um lado para o outro. Os mastiffs o persegueriam.*

Drae
*Apenas concordou com a cabeça, deixando-o ir, ainda encarando Kronig.* Engula seu sorriso antes que eu o ajude com isso. *Com a lança firme na mão, preparada.* Manda ver o que tem além de tamanho, bonitão. *Sorriu, os olhos ainda verde-musgo. Estava preocupada, não o subestimava, porém não tinha medo.*

Narrador
Vc não tem ideia de como estragou meus planos, elfinha gostosa. Mas tudo bem. Mesmo que Keylosh não morra, ter vc será uma recompensa quase à altura. *E ele assumiu um semblante sério, fitando-a.* Deve se lembrar de um velho ruivo desdentado que vc quase matou de pancada um dia em Warjillis...

Drae
*Apenas sorriu, porém o sorriso começara a desaparecer conforme ele seguia falando.* Claro que lembro. Tentou me roubar diversas vezes. A última vez que me encontrei com ele, só não o matei porque me carregaram de lá... O desgraçado tentou me ter à força... O quê tem ele, afinal?

Narrador
Não reconheceu a cor dos cabelos? *Disse, ironicamente.* Aquele homem era meu pai. Ele morreu espancado por um grupo de seus amiguinhos soldados, provavelmente depois que souberam o que ele tentou fazer com vc. Aquela cidade pertence a nós, os que nasceram lá, e não a vcs, forasteiros. A morte de Keylosh vai mandar um recado para Terânia, um recado dizendo que se querem tomar Warjillis, não será fácil.

Drae
*O fitou por um momento, os olhos voltando à tonalidade natural.* Seu pai? Mas... Eu pensei que apenas o tivessem banido dali... *Relaxou um pouco, baixando a mão que segurava a lança.* Oh, Kronig, eu lamento... *Suspirou, aproximando-se dois passos, porém sem parecer hostil.* Seu povo não foi expulso daquelas terras, Kronig. Seu pai ou não, ele não estava entre os melhores dos homens, roubando e tudo o mais. Se quer algo pela morte dele, deveria começar não cometendo os mesmos erros. Fale com Lei, Kronig. Procure se entender com ele da melhor maneira.

Narrador
Falar? *Deu uma risada irônica.* A única linguagem que conheço é a do sangue. Mas veja o quanto planejei, estou até orgulhoso de mim. Fingi ser um soldado de Warjillis a serviço do Império e depois me candidatei a uma transferência para cá. Tudo para assassinar Lei Keylosh. E se eu sair vivo daqui, o Imperador será o próximo. Todos eles merecem. Mas, por hora, vou retribuir a surra que deu em meu pai. Elfas gostosas existem para dar prazer aos homens, ninguém nunca lhe ensinou isso, sua vagabunda?

Drae
*Cerrou os olhos -agora escurecendo outra vez- e recuou alguns passos, a lança novamente firme na mão.* Vamos ver, Kronig.

Narrador
*No segundo passo que ela recuou, o grandalhão já agiu. Era rápido para seu tamanho e havia pegado Drae de baixa guarda. As revelações dele haviam servido para distrai-la. Ele correria na direção dela e retribuiria o tackle do começo do dia, segurando as pernas dela e derrubando-a ao chão fortemente.*

Drae
*O gigante se adiantou para ela, e a elfa saltou para trás, tentando esquivar-se. O grandão a pegou por uma das pernas, derrubando-a no chão de costas. Deu um pequeno gemido, apenas pelo impacto. Usou-se da perna livre para lhe enfiar um chute no rosto, acertando-o no meio do nariz. Alguns pequenos galhinhos subiram junto de sua bota no momento do chute, caindo nos olhos de Kronig. Draennelle aproveitou que ele fechara os olhos em reflexo e pegou uma pedra, ao lado, acertando a nuca do homem.*

Narrador
*Os galhinhos não foram suficientes para distrair Kronig. Mesmo de olhos fechados, ele foi capaz de segurar a mão da pedra de Drae e bloquear seu ataque. Ele então rolou para o lado, saindo de cima dela.* Vc verá o que é um homem de verdade. Aquele afeminado do Wall não serve para uma gostosa como vc! *E levantou-se rapidamente, visando chutar as costelas dela antes que ela pudesse se levantar totalmente.*

Drae
*Manteve a pedra firme na mão e a lança na outra. Viu o pé vindo em sua direção e rolou para o lado, colocando a 'lança' com a ponta para cima, esperando que os dados lhe dessem sorte e ele cravasse o pé. Brincadeira. Apesar de que, tirando a parte dos dados, ela fez isso mesmo.*

Narrador
*O pé do grandão atravessou a ponta da lança improvisada, a ponta ensanguentada saindo de sua planta do pé. Kronig urrou de dor e afastou-se, levando a lança fincada consigo. Cambaleou para trás, apoiando-se em uma árvore e arrancou a lança do pé, deixando uma rajada de sangue na grama. Cerrava os dentes e tinha um sorriso doente no rosto. Devia estar adorando aquilo. Quebrou a lança com as mãos e fitou Drae.* Ora, a elfa gostosa está me desafiando... excelente... quando eu lhe tomar, será ainda mais recompensador. *O pé tirou parte da agilidade dele, pois estava mancando, portanto ele teve que se aproximar em passos laterais. Ergueu a guarda e daria um passo rápido para a frente, tentando acertar um soco no abdomen dela.*

Drae
*Levantou-se quando Kronig recuou para retirar a lança. Respirava rápido, procurando retomar o fôlego. Ele se aproximou, Draennelle ergueu o braço, pensando em arremessar a pedra. Esta caiu à frente da elfa, fôra interrompida por um soco certeiro no abdômen. Expirou rápido o ar dos pulmões, caindo no chão de joelhos, logo apoiando as mãos no chão. Ele tentara lhe pisar outra vez, Draennelle rolou e esquivou. Parou ao lado de um galho, com a ponta em chamas, pegando-o e colocando o fogo em contato direto com o ferimento do pé.*

Narrador
*Claro, um ferimento aberto no oponente é o melhor alvo que se pode ter, acaba tornando-se um ponto fraco. Kronig urrou mais alto ainda ao sentir o fogo invadindo seu pé e queimando tudo por dentro. O lado bom é que o ferimento foi praticamente cauterizado. O lado ruim é que a dor foi tamanha que o grandão chegou a bambear. Deu alguns passos para trás, seu esforço para ignorar a dor era claro, mas não aguentaria muito mais nesse ritmo. Ele soltou um urro, agora era quase um grito de guerra, e iria para o tudo ou nada. Ignorou o ferimento no pé e saiu correndo na direção de Drae, juntando as mãos, entrelaçando os dedos e erguendo os braços, tentando desferir um golpe martelo exatamente na cabeça dela.*

Drae
*É, fizera churrasquinho de gigante, enfiando um espeto e colocando no fogo. Recuou um pouco, encostando-se em uma pedra grande. Jogou-se para o lado, saindo rolando. Kronig tropeçara nela, fazendo-a gemer de dor, certamente ficaria com um bom hematoma na coxa. Kronig perdeu o equilíbrio, pisando com o ferimento recém cauterizado em pedrinhas e rosetas. Enredou-se nas próprias pernas, aos urros, caindo com a testa em uma pedra maior. A elfa procurou levantar-se, sentindo a coxa latejar. O vê imóvel, sangue escorrendo pela pedra. Talvez ele estivesse fingindo, mas não esperaria para ver. Pegou um galho de bom tamanho e peso, procurando acertar a nuca do gigante.*

Narrador
*De fato, a parte que não estava queimada do ferimento estava espirrando sangue para todo lugar. Mas Kronig já havia entrado em estado berserk. Se movia como animal, chegava a emitir grunhidos. Ele colocou o antebraço na frente do galho de Drae, quebrando-o. Enquanto isso, o fogo se alastrava cada vez mais, iluminando aquela parte descampada da floresta. Kronig, após bloquear o ataque dela, segura a cabeça da elfa com a mão e a bate fortemente contra uma árvore próxima.*

Drae
*Teve o galho quebrado. A força foi tão grande que empurrou-a e ela caiu, batendo de costas em uma árvore, esquivando da mão de Kronig. Os dois pedaços estavam com diversas pontas afiadas. A elfa correu para o gigante, saltando e tentando cravar um galho em cada olho do homem, ou os dois no rosto, como desse.*

Narrador
*Em um movimento improvável, Kronig conseguiu segurar os pulsos de Drae no meio do golpe da elfa, com os galhos parando a centímetros de seus olhos. Ele então afastou os braços dela e desferiu uma cabeçada violenta, no intuito de fazer a elfa desmaiar com o impacto. A visão da elfa se escureceria e quando retornasse, ela se veria no interior de um casebre escuro e úmido. Estava amarrada com grilhões e correntes curtas pregadas no chão de pedra. Era uma casa pequena e não parecia estar sendo habitada há muito tempo. Ela ainda estava com seus trajes, o uniforme azul teraniano todo sujo e rasgado. Além disso, ela podia sentir uma vibração no ar, a mesma do campo antimagia da floresta. Se ela tentasse conjurar algo, falharia.*

Drae
*Abriu os olhos, a cabeça ainda doendo. Gemeu, fechando-os outra vez. Lembrou-se do que acontecia e tentou levantar, sem sucesso. Deu-se conta de que estava presa, conforme a consciência lhe voltava. Respirou fundo e olhou ao redor, procurando por Kronig.*

Narrador
*Não havia ninguém naquela sala, que era espaçosa. O casebre parece não ter sido projetado para que alguém morasse nele. Drae podia perceber que ela dia lá fora, uma luz clara presente entre as frestas das tábuas de madeira. Ela então poderia ouvir duas vozes se aproximando e a porta daquela sala seria aberta. O primeiro a entrar era Kronig, ainda sem camisa e com o pé furado enfaixado. O segundo era um homem franzino de meia-idade, trajava um manto escudo e surrado e falava para Kronig.* Vc é um idiota. Arruinou todo o plano! Sabe o que eu sacrifiquei para conseguir dar aquele momento a vc??

Drae
*Ouviu as vozes e fechou os olhos, regulando a respiração, procurando manter-se tranquila. Fingia ainda estar desacordada, talvez o homem fosse aquele guarda. Prestava atenção no que diziam, pensando em um meio de fugir dali, já que estava presa pelos quatro membros.*

Narrador
Não é apenas vc que sacrificou algo aqui, Farley! *Gritou Kronig com o homem, enquanto acendia algumas velas pra iluminar o lugar. E assim que a luz chegou onde Drae estava, Farley percebeu e voltou a falar.* O quê?? O que ela está fazendo aqui?? Vc está louco, Kronig?? *O grandão respondeu com desdém.* Ela é apenas um passatempo. E além disso ela bateu no meu pai antes do velho morrer. Eu mereço isso. *Farley gritava agora.* SEU IMBECIL! Eles vão procurá-la! Este esconderijo está comprometido!

Drae
Merda, merda. Rápido, boneca, pense em algo. *Dizia para si mesma, em sua mente. Sentia as correntes frias prendendo-a, e a esperança de escapar dali com vida lhe parecia um fio. Bem, não adiantaria se sobressaltar. Melhor esperar alguma oportunidade... E é melhor que a idéia lhe venha na hora, doçura; sua mente completou.*

Narrador
Que venham. *Respondeu Kronig.* Eu matarei a todos. *Farley bufou.* Eu achei que vc poderia cumprir nosso objetivo, Kronig. Mas estou vendo que escolhi a pessoa errada de Warjillis para isto. Livre-se dela e queime esta casa quando sair! Pensaremos em outro plano mais tarde. Eu tenho que voltar ou levantarei suspeita. E, além do mais, preciso fazer mais dispositivos antimagia. Mas eles não servirão para nada se vc não conseguir cumprir sua parte! *Kronig ignorou o homem, que saiu esbravejando pela porta. O brutamontes então jogou algo de lá para a elfa. Era uma maçã, que caiu perto da cabeça de Drae.* Coma! Vc vai precisar de energia mais tarde para o que farei com você! *E deu risada, deixando a sala.*

Drae
*Não deu atenção à maçã. Ficou um tempo ainda naquele estado de choque. Pensou em Wall, e isso lhe deu um pouco de esperança. Não poderia permitir que o grandão o matasse. Comeu a maçã e olhou em volta. O suor deixara os grilhões escorregando mais fácil pelo punho. Com um gemido abafado de dor, raspou o ferro sobre os ferimentos da corrente. O punho começou a sangrar, e ela esfregou contra as argolas que o prendiam. Um jorro mais forte, lubrificando. Forçou, cuspiu o ferro ao lado e mordeu a língua, evitando gritar de dor. Tirou a primeira mão. Parou para respirar por poucos segundos. Esticou a mão presa, pegando a roupa que ele lhe rasgara. Arrancou um pedaço com os dentes e enrolou na volta do punho. Pegou o ferro novamente e fez o mesmo no outro punho. Chorava, dessa vez sem lágrimas -já que esgotara-as, mordendo hora a língua hora o lábio, evitando gritos e gemidos mais altos. Os quartos e quintos dedos ficaram parcialmente inutilizados. Virou-se de lado, apoiando nos antebraços, até conseguir reunir forças para ficar de joelhos. Tateou sobre a mesa até encontrar as chaves. Agradeceu aos deuses e liberou os tornozelos. Descansou por quase cinco minutos, então levantando outra vez e pegando uma adaga na mesa. Foi em silêncio até onde Kronig se encontrava.*

Narrador
*Não havia nenhuma outra saída daquela sala a não ser pela porta que Kronig atravessou. Se ela fizesse o mesmo, acabaria em outra sala e nela a claridade estava entrando através de duas janelas abertas na parede oposta. Kronig estava diante de outra mesa de madeira onde havia uma bacia com água e ele estava lavando os braços e o tronco. Fazia muito barulho com a água, de forma que não notou a aproximação de Drae.*

Drae
*Aproximou-se em silêncio, o ódio aflorando. Segurou a adaga com as duas mãos, cravando-lhe na altura da lombar, fundo o suficiente para inutilizar sua medula da cintura para baixo. Arranca a arma e crava-lhe na cintura, mais voltado para as costas, na altura dos rins. Crava e puxa a adaga para o lado, visando rasgar-lhe.*

Narrador
*Quando Kronig sentiu o primeiro golpe ele começou a cair mas ainda tentou reagir. Moveu o corpo para o lado, tentando pegar Drae e derrubando a bacia de água e a mesa juntos. No terceiro golpe ele já estava sangrando sem reação no chão. Logo seu corpo ficaria rígido, a rigidez da morte.*

Drae
*O deixa ali e vasculha o quarto em que ele estava. Descobre algumas roupas, e pega dois mantos, mais um cinto. Prende duas adagas no cinto e veste um manto, carregando o outro. Sai da cabana, olhando em volta, procurando um rio. Encontra pelo caminho algumas frutinhas, as necessárias para tirar aquele fedor. Colhe-as e carrega consigo. Na beira do rio, despe o manto, espalha o suco das frutas pelo corpo, entrando na água, finalmente. Limpa-se, nervosa, esfregando-se. Ainda em choque, fazendo tudo no automático, os olhos mantendo a apatia e distância do mundo. Esfregou uma pasta -que fizera com ervas medicinais à beira do rio- nos punhos, envolvendo-os com tiras limpas do manto que usara para ir até ali. Já seca, veste o cinto e o segundo manto, deixando o primeiro ali. Andou até o corpo reclamar novamente de cansaço. Usou as adagas para ajudá-la a subir em uma árvore, já que os punhos e dedos doíam insuportavelmente. Sentou-se em um galho largo, escorada contra o tronco. Escondeu o rosto com o capuz, guardou as armas e fechou os olhos.*

Narrador
*Após alguns minutos andando, Drae podia perceber que sairia da área de efeito do campo antimagia. Ela já podia usar todas as suas habilidades novamente. Quando Drae estava prestes a deixar aquele galho, ela podia ouvir o arfar de grandes asas e um grito em uma voz familiar.* Drae!! *Era a voz de Wall, montando o pégaso dela, aterrisando perto da árvore. Atrás dele vinha oficiais com criaturas aladas. Entre eles o comandante Keylosh, com seu próprio cavalo alado chamado Argaios, que adorava aterrisar mal e derrubar seu dono em toda e qualquer oportunidade.*

Drae
*Ouviu o grito e alarmou-se. Olhou na direção contrária de Wall, mirando um galho largo de uma árvore metros adiante. Tentou teletransportar-se. No mundo da Drae, ela estava exausta, então não foi super efetivo. No mundo real, os dados me fuderam outra vez, por um. Considerando esses dois pontos, Draennelle saltou para árvore ao lado. Fez assim por cerca de quatro árvores, até saltar entre algumas moitas cheias de espinhos. Entrou naquela parte fechada da mata, ocultando-se entre arbustos e espinheiros. Sentou-se e se enrolou no manto, observando, escondida, se passariam por ali.*

Narrador
*Todos pousaram ali e começaram a olhar ao redor. Com sua audição, ela podia ouví-los.* Eu a vi por aqui, comandante, podia jurar! Não foi nesta direção que a sua magia revelou onde ela está? E o pégaso também veio para cá. *E Lei disse.* Ela deve estar perto. Vamos procurar.

Lei Keylosh
Prisioneiro(a)

Mensagens: 258
Data de inscrição: 21/06/2010
Idade: 29
Localização: Cidade Imperial

http://medievaluol.wiki.zoho.com/Lei-Keylosh.html

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Eu sempre farei tudo por você, Draennelle (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Seg 03 Set 2012, 21:55

Drae
*Meteu-se ainda mais para dentro daquele mato. Do lado de fora dos espinheiros, um ou outros pedaços do manto presos, além de alguns fios que pela cor e comprimento, seriam reconhecidos por Wall. Achou uma gruta ali no meio e ali escondeu-se, sentando, cansada. Abriu o manto e verificou que tinha vários hematomas pelo corpo, principalmente nos seios, cintura e coxas. Tinha também as marcas no
pescoço, das mãos de Kronig, e os ferimentos pelos grilhões nos tornozelos e punhos, além dos cortes que fizera com o ferro.*

Narrador
*Lei foi procurar por outro caminho. Na verdade estava mais intrigado com o campo antimagia que ele sentiu ali perto. Wall seguiu o rastro da elfa até encontrar a gruta e foi seguindo, na esperança de achar Drae.*

Drae
*Cobrira-se novamente, encolhendo-se contra o fundo da pequena gruta. Ergue os olhos e o encara por poucos segundos, após este encontrá-la ali e lhe chamar pelo nome. Baixou novamente os olhos, dizendo quase em um sussurro.* Vá atrás de Lei, chame-o aqui. Preciso lhe dizer algumas coisas. *O manto cobria quase o rosto e corpo por completo, deixando à vista apenas os lábios e parte do pescoço.*

Narador
Drae, vc...? *Ajoelhou-se ao lado dela, segurando-a levemente, e então avisaria o outro soldado atrás de si para ir chamar o comandante.* Vc está viva... graças aos deuses...

Drae
*Não o deixou tocar, afastando-se para o lado. Nisso, um dos pés ficou de fora do manto, exibindo o tornozelo com as lacerações. Draennelle recolheu-o rapidamente outra vez.* Como você está? E aquele coitado que andava com Kronig? Precisa se cuidar, Wall. *Genuinamente preocupada, porém a voz não demonstrava emoção alguma, abatida e distante.*

Narrador
Ele vai viver... O que aconteceu com vc, Drae? *Perguntou Wall, sentando-se ao lado dela. Não demorou muito até que Lei e alguns outros soldados adentrassem a gruta. Lei mandou os soldados ficarem afastados e aproximou-se de Drae, ajoelhando-se ao lado dela.* Draennelle, certo? Está ferida? Eu tenho pergaminhos de cura. Os testes acabaram, vocês podem usar isto agora.

Drae
Você está bem? *Ignorou a pergunta, e foi tudo que disse até Lei chegar. Este aproximou-se dela, ajoelhando em sua frente. Aquela proximidade a deixara nervosa, recuando até ficar pelo menos dois metros dos dois homens. O capuz começara a escorregar, e ela o puxara rapidamente, cobrindo novamente até só deixar os lábios machucados à mostra. Nesse movimento, viram o punho retalhado, o quarto e quinto dedos pendentes, imóveis.* Farley. Estava nessa pequena conspiração com Kronig. Não sei onde ele se encontra, mas está envolvido em dispositivos antimagia. Tem uma cabana ao norte daqui, parece que ele e Kronig se encontravam ali. Não sei mais.

Narrador
Farley... não é um nome conhecido. *Disse Lei e Wall também fez um negativo com a cabeça. Lei então levantou-se.* Encontrei um dispositivo na cabana que vc mencionou, havia um campo antimagia ao redor dela e o dispositivo é claramente de fabricação teraniana. Seja lá quem for este Farley, está pegando esse equipamento da Cidade Imperial. Alguma outra pista das ligações dele com isso? *Perguntou(+)
Lei, enquanto abrir o pergaminho de cura para usar em Drae, depois de observar os ferimentos dela.*

Drae
Um dos guardas, um druida. Não sei quem é, não tive como saber. *A aproximação de Wall e Lei faziam-na sentir como um pássaro com asas quebradas em frente a uma raposa, que caminha lentamente até seu jantar. Resmungou algumas palavras desconhecidas para os dois e uma das pedras da gruta explodiu, desaparecendo. O barulho foi ensurdecedor, atordoando-os. Draennelle levantou e correu dali, saindo
daquele emaranhado de espinhos e correndo por entre as árvores.*

Narrador
*Lei assustou-se com a explosão, não conseguindo usar o pergaminho. Os soldados não sabiam se a impediam ou deixavam passar e na dúvida deixaram. Wall saiu correndo atrás dela.* Drae!! Qual é o problema?? Volte!

Drae
*Os tornozelos doíam insuportavelmente, recomeçando a sangrar com o esforço. Teve de parar após vinte minutos de corrida, apoiando-se com as costas em um carvalho imenso. O sangue escorria por seus pés, tingindo o verde vivo da grama com um vermelho ainda mais forte. Sentou-se, segurando os tornozelos, fechando os olhos de dor. O capuz caíra para trás durante a corrida, revelando até o pescoço,
expondo os machucados nos lábios e hematomas no pescoço.*

Narrador
*Wall desistiu de acompanhá-la na corrida no meio do caminho, voltando e pegando um dos cavalos alados. Quando Drae parou, ele então chegaria com o cavalo e olharia para ela.* Drae, eu não sei o que aconteceu aqui, mas vc está segura. Deixe-me cuidar de seus ferimentos e voltaremos para a Cidade Imperial.

Drae
Não. Não vai me tocar. Nem você, nem Lei, nem ninguém. Voltarei para lá, mas sozinha. Volte você com eles. *Levantou-se, fechando os olhos e franzindo o nariz pela dor. Recomeçou a caminhar, para dentro do mato. Queria sair correndo, mas já não era possível.* Não me siga, volte com Lei.

Narrador
*Wall deu passos rápidos para alcançá-la, e segurou-a pelos braços sem força.* Drae, pare, sou eu... não vou te machucar. Ninguém mais vai.

Drae
*Sentiu a pressão das mãos de Wall, ainda que suave, e o empurrou com violência. Recuou alguns passos, a imagem ficando borrada e em poucos segundos ela desaparece. Reapareceu sobre um galho, em uma árvore 4 metros para trás. Sentou-se, escorada no tronco, cobrindo-se novamente e fechando os olhos. Wall vira o pavor nos olhos da elfa, a sensação que o fechar de dos ao redor do braço lhe provocava.
Alguma coisa acontecera, nada bom, porque Draennelle não era de se assustar com qualquer machucadinho.*

Narrador
*Wall ficou ali parado, coçando a cabeça. Não entendia o motivo dela estar fugindo daquela maneira. Ficaria ali sob as árvores esperando. Lei iria se aproximar, conversava com Wall e apontava a cabana. Provavelmente acharam o corpo de Kronig.*

Drae
*Ouvia o que conversavam, sentindo a cabeça doer. Tonta, sem conseguir ajeitar-se direito no tronco. Estava febril, os machucados todos inflamados. Tentou se acomodar melhor no galho e caiu, felizmente sobre um arbusto. Gritou de dor, os pequenos espinhos cravando-se nas feridas inchadas e doloridas. Desceu da pequena árvore, deitando-se ao pé da mesma, encolhida. Os cortes estavam infeccionados,
começando a se espalhar para a corrente sangüínea. Gemia de dor, os olhos fechados, quase inconsciente.*

Narrador
*Lei e Wall correram até onde ela caiu. Lei então disse algumas palavras, apontando a palma da mão para ela, e cordões de energia manteriam-na imobilizada. Se ela perdesse a consciência, a última coisa que veria seria Wall carregando-a até o pégaso.*

Drae
*Estava fraca, exausta, sem compreender direito o que via, embora reconhecesse Wall. Fechou os olhos pouco antes de apagar.*

Narrador
*Ela despertaria em um quarto que só podia concluir se tratar da enfermaria. Wall estava sentado em uma poltrona ao lado da cama, cabeça apoiada na mão e olhos fechados, estava cochilando. Ela perceberia que todos os ferimentos físicos dela haviam sido curados.*

Drae
*Abriu os olhos devagar, virando a cabeça para o lado e vendo Wall ali. Ergueu os braços, deixando as mãos em frente ao rosto. Mexeu os dedos, sentindo os movimentos de volta. Os punhos, sem cortes. Sentou-se, verificando que os tornozelos estavam bem, assim como os hematomas todos haviam desaparecido. O desespero inicial passara, porém Kronig lhe deixara alguns traumas, na alma. Deitou outra vez, de lado, fitando o soldado, que acorda com o barulho da cama. Ela apenas o fitava, sem nada dizer.*

Narrador
Drae... vc acordou. *Disse ele, puxando a poltrona e sentando-se perto dela, mas sem tocá-la ainda.* Está tudo bem agora, não se preocupe.

Drae
Isabel Oliveira Simoes Lopes diz
*Não disse nada, piscando os olhos molemente, como que procurando reconciliar os pensamentos. Após minutos em silêncio, disse, a voz em tom normal. No entanto, a emoção de sempre desaparecera.* As suas costelas. Lei curou?

Narrador
Sim. Ele curou os outros soldados também. Os testes foram cancelados. *Sorriu, tentando aproximar a mão da mão dela lentamente.* Ele está procurando pelo nome que vc deu, mas ainda é muito pouco.

Drae
É mesmo? E agora? Como vai ser? Voltamos para Warjillis, ficamos aqui até essa zona terminar, o quê? *Prestava atenção nos olhos de Wall, sem perceber a mão chegando perto.*

Lei Keylosh
Prisioneiro(a)

Mensagens: 258
Data de inscrição: 21/06/2010
Idade: 29
Localização: Cidade Imperial

http://medievaluol.wiki.zoho.com/Lei-Keylosh.html

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Eu sempre farei tudo por você, Draennelle (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Seg 10 Set 2012, 18:06

Narrador
O comandante ainda quer lhe fazer algumas perguntas, Drae. Ele vai nos manter aqui na Cidade Imperial enquanto toda essa confusão é resolvida. Afinal, estamos envolvidos em uma tentativa de assassinato contra ele, mesmo que defendendo-o. *Wall parou, pensativo.*

Drae
É. Eu sei. Eu não sei muita coisa, Wall. Não mais do que disse. *Fechou os olhos, mas seguiu a conversa.* Foram na cabana, certo? Encontraram algo útil lá?

Narrador
Além do corpo de Kronig? Apenas alguns dispositivos antimagia produzidos aqui mesmo na Cidade Imperial. O comandante está refinando a busca, focando nos magos responsáveis pela fabricação e distribuição destes objetos. Mas, pelo que ouvi dele, ninguém atende pelo nome de Farley lá. *Wall aproveitou que ela estava de olho fechado e segurou a mão dela delicadamente.*

Drae
Pode ser que ele não seja daqui. Talvez de Warjillis, ou algum outro lugar. Não tenho certeza. Mas foi só o que ouvi, o que sei. *Puxou a mão com certa violência ao sentir o toque, escondendo-a entre as coxas. Não disse mais nada, mantendo-se em silêncio e olhos fechados, ignorando qualquer pergunta.*

Narrador
*E Wall não conseguiria fazer nenhuma, já que ouviriam batidas à porta. O soldado abriria, era Keylosh. Wall então voltou a se aproximar da elfa.* O comandante vai conversar com vc. Eu voltarei logo, Drae. *E não fez mais nada, em vista da maneira como ela lidava com contato físico. Wall sairia então e fecharia a porta, deixando-a com Lei.*

Drae
*Não respondeu, não moveu sequer um dedo. Permaneceu muda e praticamente imóvel.*

Narrador
*E o silêncio permaneceu por mais alguns momentos, até Lei, virado para a janela, quebrá-lo.* Seus músculos relaxaram e tensionaram quando viu-se livre. Vc não sentia dor, seu corpo todo estava concentrado em apenas um objetivo: Vingança. Seu ódio era tanto que teve paciência para planejar a melhor maneira de matá-lo, o melhor momento, a maneira que mais pudesse causar dor nele antes de ver o corpo dele rígido. Não foi assim, Draennelle?

Drae
*Abriu os olhos, estes negros.* Não. Não foi assim. *Começou a se sentar.* Meu desespero foi tanto que consegui planejar a melhor maneira de me soltar. O momento foi puro acaso, dei sorte. *Então levantou-se, adiantando-se para o mago.* Eu o ataquei até ter certeza de que estivesse morto, que assim eu conseguiria dar o fora dali em paz. O matei para sobreviver, ainda que com um toque de vingança, porém ainda assim minha vida estava em jogo. Depois do que aconteceu comigo, que aconteceu por me deixar lá sozinha com ele, tem coragem de vir aqui e me largar esses desaforos como se eu tivesse planejado algo contra você? Quer saber? Eu não irei matá-lo, é importante para Wall. Mas se precisa de ajuda para saber quem quer a sua cabeça espetada diante a porta, sugiro que faça você mesmo, que vá atrás por seus próprios pés. Foda-se você. Ouviu? FODA-SE VOCÊ, mago de merda! *Lhe deu as costas, saindo e batendo a porta com força. Uma das primeiras vezes que a elfa dissera um palavrão.*

Narrador
*Assim que a elfa abriu a porta, Lei fez um movimento com a mão que a fez fechar em seguida. O barbudo então virou-se, fitando-a.* Não conseguimos achá-la porque havia um dispositivo antimagia naquela cabana! Minha magia não conseguiu localizá-la e isso só foi possível quando deixou a área. Meus soldados vasculharam toda a região. Foi por causa disto aqui *e retirou o dispositivo do bolso da farda militar.* que vc foi torturada. Agora, quer achar o responsável por isto ou deixar que Kronig destrua a sua vida, mesmo depois de morto?? Vai carregar com vc pelo resto da sua vida o que ele fez naquele casebre, Draennelle?? Vai dar esta vitória a ele??

Drae
*Virou-se, após escutar.* Ora, vá pro inferno. Não hesitou em dar as costas e sair enquanto estávamos na floresta. Sabe, você é uma piada, Lei. É um grande mago, mas no momento que lhe privam do luxo, sua magia, você vira em nada. Não mata um homem, estando em plena condição física. Eu estava sem armas, sou menor que você, portanto minha diferença para Kronig era ainda mais gritante. Sem armas, desvantagem de tamanho, tenho menos treinamento e experiência que você. E matei aquele grandão com 4 dedos sem movimento algum. Soldados despreparados com um pedaço de galho são mais eficientes que o Grande Mago Lei, tire sua magia e ele ficará tão inofensivo quanto uma folha morta! Suas palavras não valem de nada.

Narrador
Se ficássemos os dois na floresta, teríamos Kronig e os mastiffs para enfrentar. De qualquer maneira, devo admitir, a estratégia foi boa. Colocou-me numa posição em que tinha que escolher deixar Kronig pra vc ou deixar os mastiffs. Resolvi deixar apenas um monstro do que 4 para que vc enfrentasse. O soldado com a perna quebrada seria comido facilmente, ele precisava deixar o local e Wall era o único que poderia montar o pégaso. Talvez não tenha percebido, elfa, mas vc salvou a vida daquele soldado ao ficar e lutar. Devia se orgulhar. Acontece que o caminho dos heróis nunca é fácil. Nós somos as pessoas que sofrem no lugar dos outros. Agora, se quiser pegar a pessoa que a deixou nesta situação, vc virá comigo e me ajudará a reconhecer o homem que estava presente naquele lugar com Kronig. *Apontou a porta, fitando-a.*

Drae
Não. *Curta e grossa, cruzando os braços. Os olhos não clarearam em nada.*

Narrador
Muito bem então. *Lei deixou o quarto, fechando a porta atrás de si. Se Drae não saísse, Wall iria entrar minutos depois.*

Drae
*Não saíra, estava sentada na cama, o rosto entre as mãos. Os cabelos serviam de cortina, escondendo as feições. Concentrava-se para que a raiva passasse.*

Narrador
A conversa não foi muito proveitosa, foi? *Perguntou Wall, trancando a porta atrás dele.*

Drae
*Não disse nada por longos minutos. Então ergeu a cabeça, fitando-o.* Eu vou embora. Não sei você, mas irei embora daqui.

Narrador
Sim. Eu também vou. *Disse, fechando as cortinas da janela, deixando o quarto mais escurecido. E depois fitou Drae.* Mas antes eu preciso saber... vc revelou algo sobre o homem na cabana ao comandante?

Drae
Hm? Eu só disse o que sabia, Wall. O nome que ouvi Kronig chamá-lo, que estava vestido como um guarda daqui, que é um druida. Nada mais. Dos dispositivos. Só. Por quê? *Suspirou, passando a mão pelos cabelos.*

Narrador
Ahh, entendo. *Disse, calmamente, e andou até a porta em passos lentos.* Druidas são limitados... conseguem se transformar apenas em animais. Mas quem realmente estuda magia, quem realmente tem talento para isto, até mais do que comandantes que se acham magos... estes sim podem se transformar em qualquer coisa que queiram, sabia? Ahh, e os bons também podem fazer isto. *Retirou um dispositivo do bolso e o pregou na parede do quarto. O objeto emanava uma energia diferente do campo antimagia.* É fácil fazer algo que impeça toda e qualquer forma de magia, mas fazer com que afete apenas um tipo... ahh, este sim é um desafio, minha cara elfa.

Drae
*Levantou-se na hora, franzindo o cenho.* Quem é você? O que fez com Wall? O QUÊ VOCÊ FEZ COM WALL? *Os olhos enegreceram outra vez, e ela foi na direção do homem. Atirou-se nele, como fizera com Kronig. Cega de ódio, gritara a última frase alto o suficiente para metade da enfermaria ouvisse.*

Narrador
*Assim que ela atirou-se contra Wall, o mesmo mudou de forma, transformando-se em um soldado teraniano com armadura grande e pesada. Ele deu uma ombrada em Drae, jogando-a contra a cama do quarto, e depois transformou-se novamente, agora assumindo a forma do homem que estava com Kronig na cabana.* Não se preocupe, elfa... ninguém saberá de nosso pequeno segredo assim que vc morrer! *Daria uma risada sinistra.*

Drae
*Levantou da cama, e disse algumas palavras. Esperava explodir o objeto, mas acho que os dados e o mestre não vão deixar. Filhos da puta.*

Narrador
*De fato, o movimento da elfa iria falhar miseravelmente. Entretanto, ela podia sentir que conseguiria se se concentrasse mais e se tirasse resultados melhores nos dados. Aquele tipo de magia não estava impedida. Qual estaria então? Farley então ergueu o braço direito, que transmutou-se em uma lâmina gigante de ferro, e ele iria desferir um golpe na direção de Drae, cortando tudo o que havia no quarto no caminho.*

Drae
*Com alguma sorte nos dados, vai teletransportar pra fora do quarto.*

Narrador
*Drae descobre então que a única magia que o aparato impediria seria teletransporte.*

Drae
*Drae faz a mesma cara da jogadora: Sério?* ... *Concentra-se, reza aos dados -já que os deuses aqui não servem de porra nenhuma- e diz algumas palavras, esperando passar na rolagem, assim destruindo aquela lâmina saindo do fundo da imaginação do mestre. Lembro de ler em algum livro que os deuses rolavam dados, jogando uma espécie de xadrez com d6's para decidir as batalhas de seus heróis-peões. Soa familiar? Puff, uma fumacinha saindo da lâmina, nada mais. Drae saltou para fora da cama, no momento que ele erguia a lâmina. O corte pegou na altura das costelas, mas nada muito grave. Caiu e rolou, levantando-se, dando um gemido de dor. Olhou para baixo e abriu os braços, no melhor estilo 'qualé?!'. Sim, para baixo, porque pra fuder desse jeito, não pode ser de dels. Olha novamente para o velho e murmura outras palavras desconhecidas. Por sorte, os dados cairiam a seu favor.*

Narrador
*Farley começou a rir descontroladamente.* Viu como funciona?? Eu sou um gênio! UM GÊNIO!! E TERÂNIA CAIRÁ PERANTE MINHAS HABILIDADES SUPERIORES! *Agora o braço dele transformava-se em um chicote, que ele movimentou com força para danificar a bela pele da elfa.*

Drae
*Farley lança o chicote, e Drae o segura, apesar da dor extrema na mão. Segura firme e puxa-, levantando-se, derrubando facilmente o homem, surpreso pela reviravolta. Nada lá muito extraordinário, ela o degola e abre a porta, pedindo para que chamem por Lei. Sentou-se na cama, o aparato em uma mão e a outra estancando o ferimento na altura das costelas.*

Narrador
*Naturalmente, vários soldados já estavam ali perto da porta depois de toda a confusão, mas havia uma barreira mágica impedindo a entrada deles. Nem mesmo Lei conseguia desfazer a barreira, que só sumiu depois da morte de Farley. Os soldados entraram no quarto, certificando-se de que a ameaça havia realmente acabado, enquanto alguns enfermeiros atenderiam Drae, cuidando dos ferimentos dela, juntamente com Lei e Wall, que retornavam àquele corredor.*

Drae
*Deixou o aparato de lado.* Isso aí, ele fez. Impedia meu teletransporte. *Suspirou, cruzando os braços.* Posso ir embora, agora? Quero voltar para Warjillis. *Permanecia arredia, incomodada com a presença de tantos homens no quarto. Inquieta, não olhava nenhum deles diretamente, além de ter feito sozinha os curativos.*

Narrador
*Lei segurou o aparato e sua expressão revelava que agora as coisas faziam sentido. Farley estava obviamente usando outro nome na Cidade Imperial. Lei fez um sinal para ela, Wall estava perto.* Vc matou dois homens nas últimas 48 horas, Draennelle. Por mais que tenha sido a sua justiça, eu preciso averiguar isto antes de partirem. Wall, reservarei um aposento para vcs, mas não deixem a Cidade Imperial ainda até que minha investigação tenha sido concluída.

Drae
*Suspirou, apertava um tanto quanto nervosa as cobertas. Não olhava diretamente para Lei, porém ele sentia o peso dos olhos negros recaindo sobre seus ombros. Draennelle estava furiosa com o acontecido, e cada vez mais, Lei alimentava esse ódio. Estava se afastando aos poucos de Wall, nem ele Drae permitia que se aproximasse muito.

Lei Keylosh
Prisioneiro(a)

Mensagens: 258
Data de inscrição: 21/06/2010
Idade: 29
Localização: Cidade Imperial

http://medievaluol.wiki.zoho.com/Lei-Keylosh.html

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Eu sempre farei tudo por você, Draennelle (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Seg 17 Set 2012, 09:17

Narrador
*Wall levou Drae até um aposento no bairro residencial, onde esperariam por Lei para colocar um fim nesta história. Wall ainda não forçava uma reaproximação com a elfa mas talvez aquele fosse o momento ideal para tentar conversar com ela. O aposento era grande, havia espaço mais do que suficiente para os dois.*

Drae
*Apoiada na janela, de costas para Wall. Um pouco mais calma, depois de dormir um tempo e descansar decentemente. No entanto, ainda evitava toques. Permitia apenas a presença de Wall na mesma peça, e Lei, mas este por obrigação. Fitava o pégaso pastando perto do alojamento, em silêncio, porém parecia mais aberta à conversas, os ombros um tanto relaxados.*

Narrador
*Sempre que tentava uma reaproximação, Wall sentia-se mais distante dela. Lei demoraria uma eternidade para voltar, seriam 3 dias inteiros tendo que esperar naquele quarto. Se Drae não quisesse sair, Wall traria comida a ela todos os dias e água e roupas limpas caso quisesse se lavar. O rapaz ficaria ali sempre ao lado dela, até que em uma manhã eles ouviriam as batidas à porta. Era Lei, que cumprimentou Wall e entrou, olhando na direção de Drae.* Peço desculpas por tê-los feito esperar estes dias, mas minhas investigações estão concluídas. Descobrimos que Kronig e o homem conhecido como Farley realmente trabalhavam juntos, com Farley usando outro nome aqui na Cidade Imperial. Eles pertenciam à um grupo separatista de Warjillis. Após uma procura dura entre os funcionários teranianos, descobrimos mais envolvidos, e eles serão julgados como cúmplices de tentativa do meu assassinato. Estão planejando isso há anos, ao que parecia. Farley conseguiu se aproximar da cidade e foi indicado ao cargo por suas habilidades mágicas e ao mesmo tempo conseguiu esconder seu passado em Warjillis. Kronig preferiu misturar-se ao exército de lá e esperou a oportunidade para ser transferido. Os dois pareciam ser a cabeça da operação, até onde sabemos. *Deu uma pigarreada, continuando.* Em meu nome e em nome do Império, eu agradeço seus esforços para preservar minha vida, soldados. Eu preciso de pessoas como vcs perto de mim para me proteger, portanto, nada mais justo se forem transferidos aqui para a Cidade Imperial. *E voltou a fitar a elfa especificamente.* Draennelle, independente se aceitar ou não seu novo posto, eu gostaria de lhe apresentar uma outra proposta. Encontre-me no quartel ao anoitecer se estiver interessada. *Ficou em silêncio, caso quisessem perguntar algo.*

Drae
*Passara os dois primeiros dias dormindo quase o tempo todo. Na terceira manhã, trocara algumas palavras com Wall. Pouca coisa, mas bem melhor do que o silêncio dos dias anteriores. Estava começando a relaxar, permitindo uma aproximação maior do soldado, ainda que não deixasse o menor dos toques. Estava na janela, a cena anterior seria equivalente a esta manhã. Wall se aproximava, tentando uma conversa, tentando a reaproximação da jovem elfa. Foram interrompidos por Lei. Draennelle olhou para trás e vê Wall poucos passos de distância, e o comandante adentrando o quarto. Percebe a intenção de Wall e irrita-se pelo mago interrompendo o momento, tornando-se novamente um pouco mais arredia. Ficou de costas, ouvindo o que ele tinha a dizer, fitando o cavalo alado esbaldar-se com a grama. Não respondeu, o silêncio pesando como uma tonelada no ombro dos dois homens. E permaneceu assim até que Lei saísse.*

Narrador
*Ao não ter a resposta de Drae, Lei pigarreou e Wall quebrou o silêncio. Levou o comandante até a porta, trocaram algumas palavras em tom mais baixo de voz e então o barbudo saiu. Wall fechou a porta, dando um longo suspiro, arrumando os cabelos.* Ele disse que estamos livres para sair da cidade. Fico feliz que tudo isso tenha acabado.

Drae
*Disse, impassível de emoções e movimentos.* Certo. Você deveria aceitar, Wall. É o que sempre quis, batalhou muito tempo para isso. Me poupe da conversa barata, Wall. Me fale o que pretendia antes da vinda de Lei. Não estava quatro ou cinco passos nas minhas costas porque gosta de apreciá-las. Desembuche. *As palavras pareceram rudes, no entanto, este tom fôra apenas pelo mau humor da presença
e interrupção de Lei.*

Narrador
Quer que eu diga? Então eu digo. Seja lá o que deixaram dentro de vc, Drae, eu queria... eu queria arrancar neste exato momento! Vc não voltou a mesma e eu me culpo por isso! Nunca deveria ter saído do seu lado! *Por impulso, abraçou-a apertado.* Eu te amo. Vc sabe que eu farei tudo por vc, Drae! Eu estarei onde vc estiver!

Drae
*Suspirou, apoiando as mãos no peitoril da janela. Retrucaria as palavras, mas não teve tempo sequer de abrir a boca. Wall apertou-a nos braços, sentindo-a tensa, cada músculo estirado ao máximo, o coração disparado. Apertou a madeira e fechou os olhos, procurando conter o reflexo de jogá-lo longe. As palavras do homem conseguiram penetrar aquela barreira, ainda que não extirpassem o trauma por completo. A elfa levou alguns segundos para regular ao menos a respiração, sentindo a de Wall forte e quente, batendo na nuca.* Vai passar, Wall... Só preciso de um tempo... *Respirou fundo, virando-se aos poucos e ficando de frente para ele, começando a abraçá-lo, devagar.* Eu o amo, Wall. Perdoe-me por não tratá-lo como deveria nesses dias... *Encostou a cabeça em seu peito e fechou os olhos,
baixando a voz para um sussurro.* Eu o amo, é só questão de tempo... Eu o amo.

Narrador
Vc tem todo o tempo do mundo, Drae. Eu estarei sempre aqui. *Acariciou os cabelos dela, abraçando-a firmemente. Em seguida, a guiou até a cama, onde se deitou com ela, ao seu lado, mantendo-a sempre perto.* Está vendo? Sou eu te tocando, é minha mão acariciando seu rosto. Só eu. Vou te proteger, Drae, prometo.

Drae
*Apenas concordou com a cabeça, movendo-a devagar, ainda encostada em Wall. Se deixou levar, deitando a seu lado, frente a frente. Mais calma, permitindo as carícias no rosto, porém mantendo os corpos um tanto distantes. Fechou os olhos, a cabeça apoiada em um dos braços do soldado, uma das mãos o acariciando.* Não se culpe por nada disso... Eu estou bem, vai passar...

Narrador
*Ele sorriu, continuando a acariciar o rosto dela lentamente, e depois tentou aproximar o rosto para lhe dar um selinho devagar. Voltou a fitar os olhos da elfa.* Vc é linda, Drae. Nunca vou deixar de me admirar com isso.

Drae
*Um início de sorriso, estava começando a fazer algum progresso.* Não deixo de admirar tudo em você... *Abriu os olhos, agora muito perto do tom natural. Retribuiu o selinho, aumentando-o para um beijo suave. Um pouco tensa pelo contato, mas fazia força para enterrar o que acontecera. Wall não tivera culpa e nem participara do ocorrido, merecia o carinho da elfa. Pensado isto, se permitiu tocá-lo e manter o beijo, mesmo que o ventre estivesse relativamente longe do homem.*

Narrador
*Prolongou o beijo então, seguindo o ritmo dela, as bocas se misturando e agora o rapaz usava a língua, bem devagar e suave, beijando-a lentamente, sentindo sua boca depois de tantos dias. Ele então deslizou a mão do rosto para o braço dela, onde acariciou devagar.* Senti falta de vc, dos seus toques, do seu cheiro, de tudo...

Drae
*Sorriu um pouco mais, mas não disse nada. Não precisava de palavras, Wall captava no ar e pela tranquilidade que Draennelle aparentava depois desse tempo todo. Passava uma das mãos delicadamente pelo braço do soldado. Após alguns minutos de silêncio, disse, baixo.* Cumpri o que prometi, me sinto melhor. Eu lhe disse que acabaria com aquele desgraçado, depois do que fez com você...

Narrador
Sim, vc cumpriu. Está tudo bem agora. *Sorriu, dando outro beijo rápido e depois acariciando os lábios dela com os dedos devagar.* Tive tanto medo de te perder... tanto medo de que não pudesse te abraçar de novo... *Ele então a abraçou deitado, um abraço de verdade, apertado e sincero, como se nunca mais fosse desgrudar dela.*

Drae
*O fitou por breves segundos, antes de fazer o mesmo. Os corpos tocando-se, Drae um pouco nervosa, porém controlando-se e tentando aproveitar o momento. Wall não era como Kronig, teria de meter isso dentro da cabeça. Quer dizer, ela sabia que o soldado era diferente, sabia dos sentimentos do soldado. O problema é que o acontecido estava fresco na memória, e o corpo não obedecia ao raciocínio, os músculos tensos a cada toque de Wall.*

Narrador
*Ele começou a massagear os ombros de Drae, dando selinhos nela.* Agora sim, essa é a Drae que conheço. *Sorriu, otimista.* Quer ir almoçar comigo? Eu trago se não quiser sair. Vc vai encontrar o comandante à noite?

Drae
Não tenho fome, mas o acompanho. Vou com você, não posso ficar trancada aqui para sempre. *Sentou na cama, desfazendo a trança.* Vou. Acho que sim, pretendo, ao menos. *Calçou as sandálias, amarrando-as. Levantou-se e esperou por ele, saindo para almoçar assim que Wall estivesse pronto.*

Narrador
Muito bem então. Irei preparar uma janta para nós e depois um bom banho com sais para relaxarmos. Nós merecemos, não é mesmo? *Sorriu, levantando-se, vestindo a jaqueta da farda e saindo com ela. Iriam até uma estalagem próxima que Wall já conhecia cuja comida era muito boa. Ele andava de mãos dadas com ela e ficava sempre perto. Um ou outro soldado olhava para Drae, talvez alguns deles tivessem participado da investigação e sabiam que ela havia derrotado as duas cabeças da operação de assassinato sozinha. Depois de comerem, Wall a levaria até a feira da cidade para tentar distrai-la, depois a levaria até o teatro de rua e outros eventos, passariam o dia lá. Voltariam ao entardecer e Wall ficaria no aposento para que ela fosse encontrar Lei.*

Drae
*Sentindo-se acuada com tantos olhares, além de não estar muito confortável para passeios assim, tão rápido. No entanto, esforçara-se para manter o sorriso. Seria mentira se dissesse que não se divertiu, ao menos um pouco. Gostara de passar o tempo com Wall, além de arejar a cabeça, mas cada olhar de outro homem e proximidade dos mesmos a fazia entrar meio que em estado de alerta. De volta no aposento, beijara Wall, que estava sentado na cama.* Voltarei logo após a conversa, Wall. Não se preocupe. E obrigada pelo dia. *Sorriu e o acariciou no rosto, saindo em seguida. Fôra até o lugar combinado e chamara por Lei.*

Narrador
*Um soldado a levou até dentro do quartel, na sala do comandante barbudo. Ele estava diante de uma grande mesa de madeira, vários papéis e pergaminhos em cima da mesma, e quando ela entrou, ele pareceu fechar um dispositivo mágico. Uma orbe laranja-fogo, que ele deixou em cima da mesa depois e fez um sinal para Drae.* Draennelle, vc veio. Entre, por favor. *Disse, fechando a porta atrás de si.*

Drae
*Entrou, sem maiores cumprimentos. Cruzou os braços, escorada na parede, ao lado da porta.* Qual a sua proposta? Vá direto ao assunto, não desejo ficar aqui além do necessário. *A frieza das palavras e do tom indicavam que não o tinha mais no maior dos conceitos. Deixava claro a desconfiança quando passava os olhos ao redor, procurando por alguma coisa que cheirasse armadilha.*

Narrador
Certo, certo... *Fez um afirmativo com a cabeça e encostou na mesa de madeira, olhando para ela.* Bem, eu... sinceramente, não achei que viria. Achei que sua reação seria afastar-se disso tudo primeiro. Deve estar sendo difícil a vc ficar aqui depois de tudo que aconteceu. Eu só gostaria de pedir desculpas, talvez tenho sido frio com tudo o que aconteceu, mas vc entende que alguém na minha posição deve se manter neutro para analisar as situações com frieza. Eu não sou assim, Draennelle, não sou esse tipo de homem. Sou muito emotivo, prezo por minha família e amigos, mas às vezes temos que manter uma postura condizente com nossas posições. Eu quero dizer que fiquei profundamente triste com tudo pelo que vc passou, vc é uma pessoa que merece o melhor, não só pelo que Wall falou de vc mas pelo pouco que conheço até agora. E saiba que tem meu apoio em tudo o que precisar como um amigo e não como comandante. *Pigarreou, continuando em seguida.* Bem, vc mostrou incríveis habilidades nas situações de perigo. Habilidades acima do normal. E eu prezo pelo talento quando o vejo em alguém. Os Cavaleiros Imperiais são um grupo de elite do Império, o grupo especial do Imperador. Nós, teoricamente, somos o melhor que o Império tem a oferecer. E eu estou sempre em busca dos melhores. Portanto, eu gostaria que vc fizesse parte do treinamento para tornar-se uma Amazona Imperial. Se aceitar, vc passará por um período probatório para analisarmos se vc tem o que é preciso para tornar-se uma de nós.

Drae
*O observou o tempo todo, braços cruzados, imóvel. Não se comoveu com os elogios, as desculpas e o convite, mantendo expressão neutra no rosto. Fala, assim que é dada a deixa.* E Wall? Veio como todos nós para tentar um lugar em seu exército de elite, Keylosh. Os testes, como sabe, viraram uma zona. Ele teve sua chance roubada. Ficarei aqui se ele o fizer, e aceitarei sua proposta somente quando ele atingir o seu objetivo. Serei honesta e sincera, comandante. Se viesse a me tornar uma Amazona Imperial, protegeria o povo e o imperador, com toda a certeza. Mas quanto ao senhor, não espere o mesmo cuidado a não ser por ordens superiores. Creio não ser esta sua intenção, mas ainda assim direi: não vai comprar minha lealdade com a oferta deste cargo, sequer conseguirá um perdão, nem que falso este seja.

Narrador
Não, não estou tentando comprar sua lealdade com a oferta. Apenas me preocupo com o Império e minha obrigação é trazer os melhores. É por isso que fiz o convite. Wall é muito bom e ele terá uma carreira exemplar no exército teraniano, mas ainda não vi nenhuma ambição nele de buscar algo mais. Tenho a impressão de que ele se concentrará na defesa desta cidade e isso é muito nobre. Mas é preciso algo mais para ser Imperial. Uma chama... algo que vi em seus olhos. Mas quero ter certeza, se vc permitir e assim desejar. Wall será transferido para cá, o colocarei como sargento e então verei como se sai. Então, fique tranquila, ele conseguiu o que desejava, é o mínimo que posso fazer por ele. *Desencostou-se da mesa, fitando-a.* Seu teste começa amanhã, Draennelle. Quero que esteja presente na reunião de emergência que farei com os outros Imperiais ativos amanhã de manhã. Vc terá a oportunidade de conhecê-los, de saber como eles são e o que fazem.

Drae
*Ouviu, em silêncio. Lei tinha razão, Wall era bonzinho demais para cair na porrada séria. Seria melhor deixá-lo se desenvolver sem correr perigos maiores. Concordou com a cabeça, a tensão nos ombros esvaindo-se aos poucos.* Me diga onde e os demais detalhes, me verá logo após os primeiros raios de sol.

Narrador
Será na Sala de Guerra, saindo da minha sala e pegando o corredor à esquerda, siga-o até o final e chegará lá. De qualquer maneira, os soldados darão instruções caso precise. *Fez uma pausa, fitando-a.* Vá, descanse, porque amanhã começará uma nova fase em sua vida, assim eu espero. Obrigado por ter salvo a minha vida mais uma vez, Draennelle. Espero que me dê a chance de provar que vc pode confiar em mim, que posso ser seu amigo.

Lei Keylosh
Prisioneiro(a)

Mensagens: 258
Data de inscrição: 21/06/2010
Idade: 29
Localização: Cidade Imperial

http://medievaluol.wiki.zoho.com/Lei-Keylosh.html

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum