A Conquista (Encerrado)

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex 09 Nov 2012, 10:20

Drae

Drae lhe deu uma olhada de canto, mas não falou nada além de um 'vamos' rosnado. Tremia por dentro, se remoendo por ter de adiar a briga, sentia-se como se tivesse "amarelado"¹. Apoiou-se no corrimão com o tranco, imaginando se o navio resolvera começar a se despedaçar justo naquele momento. O movimento brusco a fez encostar-se no mascarado, retomando o equilíbrio e soltando-se dele. Preferiu continuar muda, nada de simpatia antes da briga "recomeçar". Virou o rosto para frente e subiu rapidamente, sabia que se o visse sorrindo ou qualquer coisa assim, a porra ficaria muito séria. Subiu os poucos degraus ouvindo a gritaria lá fora, não precisando de grandes explicações, já que escutara praticamente tudo e ligara "a com b". A única novidade foi aquela corrente flamejante, que observava com certo sorriso. Ia cruzar os braços, ah, as lâminas. Segurar a cint... porra, as lâminas, que inferno, pensou. Deixou a posição dos braços para lá e acenou um 'sim' com a cabeça, em resposta ao comentário de Lei. Olhou de canto para o coleguinha de fight e sorriu.

- Descer com você? Não me entenda mal, mas esses caras parecem mais quentes. -Disse, olhando os conjuradores.

A piada parecia infame, mas não no sentido que ela dera. Deu outra olhadinha para o cosplayer medieval de Darth Vader, enquanto falava para Lei.

- Certo, entendo que a briga não seja com eles, Lei, mas não concordo em sermos rebocados como se fôssemos uma carcaça de boi no meio do caminho.

Dizendo isto, pousou os olhos no comandante. Nesse meio tempo, já esfriara a cabeça o suficiente para dedicar total atenção à questão que os levara até Firelands. De Keylosh, passou os olhos pelo restante dos Imperiais, Tana, Lilyana e por fim, Malak. Lógico que não gostara da idéia de serem tratados como prisioneiros e da desvantagem numérica caso precisassem combater, mas compreendia a desconfiança da mulher diante uma geringonça daquele tamanho levando praticamente quase toda a elite dos Imperiais -e armados- somado a um fato anterior que ela desconhecia, mas pelo visto não fôra boa coisa.

Com a visão melhorando por se aproximarem, a elfa nota uma orbe carregada por -insira quem esteja carregando a orbe aqui- e cerra os olhos, comentando com o barbudo.

-Lei, aquilo na mão de -pessoinha que carrega a orbe- não te lembra nada?*

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex 09 Nov 2012, 10:21

Sieg

- Realmente o arqueiro imperial parece muito condizer com alguém que o acompanha de perto comandante Keylosh...Infelizmente acho que o comportamento caótico dele vai prejudicar nossa tentativa de diplomacia.

Mesmo que falasse sem alterações no tom da voz ou duplos sentidos, não era preciso ser um gênio para entender o que Sieg queria dizer. Não era também nada difícil imaginar uma situação onde Lei se jogaria contra o inimigo daquela forma e um comandante mandaria ele parar inutilmente. mais do que provavelmente o próprio Lei deveria saber disso. Concordaria com a cabeça de forma clara olhando para Lei, pelo menos ALGUÉM ali seguia as instruções, isso nunca foi um problema para quem se considerava um "observador".

- Com toda certeza. Mas mesmo ciente que nos venceria, ela sabe que caso não nos rendessemos o Regente Joshua ou até mesmo você com certeza causariam perdas pouco desejadas do lado dela, e talvez ate uma derrota, mesmo que com poucas chances.Como disse, vamos esperar que o "Temperamento" dela permita que perceba isso.

Lei, Joshua, Zrill, Ahmik e o próprio Sieg assim como os demais não estavam ali por acaso. Com toda certeza caso realmente quisessem um combate as proporçõe seriam tanto tragicas quando gigantescas. Claro que vidas de ambos os lados seriam sacrificadas e aquilo não era desejado pelos imperiais. Mas isso era algo que ele tinha em mente, será que Malak pensava da mesma forma? Talvez fosse confortante para Tana e até Lilianna alguém tão calmo em uma situação daquelas. Mesmo que quisesse, tanta não ia lhe permitir um deslocalamento de qualquer forma...

- Permaneçam aqui comigo, não façam nada que possa ser considerado como resistência. Eles sõ vão atacar se acreditarem que querem um combate, e eles sabem que caso o fizerem podem muito bem ser derrotados. Estão seguras comigo e Lei aqui.

Falava considerando as habilidades de Lei, as dele ou ambas? Não havia como saber, Apesar disso, não era indiferente. Acompanhava a movimentação no ar com os olhos e erguendo a cabeça, vendo a aproximação e a "abordagem" feita por aquelas correntes de chamas. O primeiro reflexo foi recuar um passo ficando a frente de Lilianna a protegendo e ao mesmo tempo segurando Tana. Além de protege-la, não era impossível imaginar que ela sairia correndo para "proteger seu pobre barco".

- Teremos a chance de descobrir mais sobre a partida da Ex-Arqueira imperial em breve, apesar que caso esta tivesse ocorrido tanquilamente, não acredito que viria preparada para uma guerra...

Drae logo chegava, e Sieg balançava a cabeça negativamente.

- Vocês parecem não entender que a questão não é "vencer ou perder". Eles não são nossos inimigos e nem vice-versa. Um combate aqui não significa nada a não ser colocar todos em risco... Sermos levados parece um preço pequeno para evitar isso.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sab 10 Nov 2012, 11:23

Ahmik

Complemento da ação anterior

O Amenti teria todas aquelas visões assim que usasse o feitiço, para ele era como invadir a casa de um louco, todas aquelas imagens, sensações, cheiros e gostos que lhe viam do corpo e preenchiam todos seus sentidos. Os demais Imperiais veriam-no arrepiar, seus olhos enegrecidos dançarem por sob as pálpebras e por fim a tontura do retorno aos próprios sentidos. Ahmik não diria nada sobre o que vira ainda,até porque não daria tempo de fazê-lo antes das ordens de Joshua.

Ação Parte 14:

Ahmik estaria frente ao parapeito do deck, dos pergaminhos aquela gosma negra sairia até que o sumo sacerdote parasse o cântico, o que aconteceu quando Lei Keylosh gritou lá de dentro, ainda pensando que seria possível uma diplomacia. O sacerdote finalizou o feitiço, o chão do deck estava tomado pela viscosa matéria dos pergaminhos. Ahmik não acreditava que se entregarem naquele momento seria realmente adequado, além do mais, gostaria de lutar, ainda estava excitado com a luta anterior, no entanto tinha uma cartada na manga, mas ainda não saberia como usá-la.

Assustou-se ao levarem um solavanco quando interceptaram o navio. Tseeru afastou-se da beirada, notando que os conjuradores agora os seguravam, bem como os guerreiros que subiram pelo deck superior. O sacerdote disse algumas palavras em sua língua e os pergaminhos no chão recolheram a gosma negra que antes iniciara a cobertura do navio, mais algumas palavras, e então Ahmik se silenciou, observando os guerreiros que estavam juntos com ele.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter 13 Nov 2012, 10:43

Joshua

- Nos entregar? Se depender desse humor dela, ela vai querer fazer de nós os escravos mais humilhados de Firelands. E vai cortar a língua de todos aqui, e vai querer furar nossos tímpanos para sermos surdos. E se não aguentarmos, vamos virar ração dos camelos cuspidores!



Apesar de estar ficando longe do navio, Joshua ainda poderia ouvir com clareza o que falavam. Descendeu em direção de Zzrill e apanhou o drow com suas patas dianteiras.



- Essstamosss em desssvantagem. Embora não concorde, Lei quer se render. - Falou alto só o suficiente para o drow ouvir. Talvez Draenelle possa... se infiltrar, mas não maissss você, elfo. - Joshua levou o drow de volta para o navio voador que baixava cada vez mais, mas procuraria de alguma forma despachar o elfo para a missão de infiltração ainda existisse, mesmo sem as caravanas, as capas contra o calor seriam suficientes para aguentarem até mesmo o ar seco desértico.



O grande dragão azulado ainda procurava por alguma brecha para que pudesse ocultar os corpos dos dois infiltradores e seu grupo. Seu corpo grande e chamativo certamente poderia dar mais cobertura. Faria... “cena” caso necessário. Seus olhos atenciosos sempre procurando por alguma falha, algum detalhe... simplesmente algo.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter 13 Nov 2012, 10:43

Malak

Malak já não estava mais disposta a diálogos naquela situação. Já havia se irritado o suficiente com aqueles dois insolentes, principalmente o drow que não apenas a chamou de "Imperial" como deliberadamente agiu para iniciar uma guerra. Ainda observava a tração do navio rumo às Firelands: era uma boa estratégia a de Seeje, uma vez que o efetivo era muito maior na fronteira que ali nas terras próximas. Lentamente o corpo deixou de ser apenas chamas e voltou ao seu normal, embora a expressão facial não fosse das melhores.

Domo pagaria por aquele alarme falso, pela mentira sobre o exército que disponibilizava e por ter sumido. Pagaria, óbvio, com a vida. O olhar passou brevemente pelo grande dragão e sua ação de segurar o drow para, talvez, impedir maiores danos. Quando o navio passou diante de si Malak conduziu o gaisra na mesma direção, apenas um pouco atrás e o suficiente para observar aqueles que ainda estavam dentro do navio. Lei. Quem diria que ele aprontaria uma dessas? Decidir invadir as terras de um reino que sequer era aliado do Império! Ousadia tinha limite ou pelo menos devia ter…

- Traidores... - resmungou.

Durante o percurso ainda foi inevitável que seus pensamentos voltassem à época em que viveu na cidade imperial. O filho, claro. Ex-filho devia ser mais apropriado, já que ainda se lembrava de Agatha se referindo a ele e ao de fato biológico como "filhos". O bastardo sequer devia saber que era filho de Malak, nem mesmo devia se lembrar de sua existência. E ainda havia o desprezo constante por parte de Renon! Claro que eram lembranças amargas e que facilmente reforçavam o sentimento de ódio que, claro, poderia influenciar em todo o desfecho. Agora era uma Campeã das Firelands. Agora tudo mudava de perspectiva.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter 13 Nov 2012, 17:49

Zzrill

*Obviamente o drow estava preparado para batalhar, para que a cabeça de Malak clareasse um pouco e ela o ouvisse. Porém nem todos achavam que era justamente aquilo que o drow queria. Joshua o pegou desprevenido e ele perdeu a concentração necessária para manter o Vollstandig, fazendo com que o bonito penacho de energia se fosse juntamente com o arco. *

- Se render, sir Joshua? Não está falando sério, está?

*Falava quase no mesmo tom enquanto era levado incontinenti para o navio voador. *

- Sabe que se nos render, aquela mulher pode nos transformar em escravos ou coisa pior! Eu queria era colocar um pouco de juízo na cabeça dela, mas não tive chance! - Contrariado, o drow saltou no deck e correou para perto de Lei.

- LEI! Era ela mesmo! Era Malak Nawar! O que vamos fazer agora? -O drow pensou um pouco. *

- Informações.. Eu quero informações! Alguém investigou os corpos? Algum símbolo, um nome, algo que ajude. Talvez possamos convencer Malak que não estamos aqui em guerra!

*Ele olhou para o rosto de cada um, como se buscasse alguém que falasse algo. Apesar de ser impulsivo, tinha uma grande capacidade em colher e reportar informações. *


Última edição por Ahmik Tseeru em Qua 14 Nov 2012, 11:32, editado 1 vez(es) (Razão : xD desblocamento de texto! --')

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui 15 Nov 2012, 14:47

PARTE 15

Todos


Seria impossível Draennelle ter visto um orbe nas mãos de Malak ou quem quer que seja, pois a campeã de Firelands não havia trazido o objeto consigo. Entretanto, o comentário dela não foi de todo inútil. Antes de criar aquela corrente de fogo, os conjuradores começaram formando uma bola do tamanho aproximado de uma melancia de tom alaranjado: exatas características do orbe que continha a mensagem de Drake Arcannis. Talvez a elfa tivesse se confundido por causa disto. Lei olhou para Drae com expressão de surpresa, como se tivesse se esquecido de um detalhe importantíssimo:

- O orbe! Claro! Se Malak conseguir ver a mensagem nele, ela entenderá por que estamos aqui!

O mascarado cruzou os braços, fitando Drae e murmurando a ela: - Ora, vejam só. Parece que andou treinando a mente além dos músculos.

Lei então abriu um compartimento no painel da Ponte, logo abaixo da janela frontal, e pegou o orbe. Havia deixado ali para mostrar o objeto assim que chegassem a Firelands, mas, ao que parecia, isto teria que ser adiantado. Ele jogou o orbe para Drae, dizendo: - Vá até lá fora! Mostre isto à Malak! – O objeto foi acionado antes que Lei o jogasse, o que fez um brilho alaranjado sair dele e a voz de Drake pôde ser ouvida recitando a mesma mensagem que os Imperiais ouviram na Sala de Guerra. A única parte externa do navio, naturalmente, era o Deck Superior, onde os três guerreiros estavam.

Guerreiros estes que, aliás, agora fitavam Ahmik caso o sumo-sacerdote não tivesse deixado o Deck Superior, após ele ter interrompido seu feitiço. Tinham pelo menos o dobro do tamanho do Amenti e, apesar dos olhos das criaturas não possuírem íris ou pupila, claramente encaravam o Imperial. Um deles chegou a bufar, soltando um rápido bafo flamejante. Reagiriam ligeiramente caso Drae acatasse a ordem de Lei e fosse até o Deck segurando o orbe alaranjado. Chegariam a pensar que aquilo fosse uma arma e dois deles seguraram suas maças de guerra de forma defensiva, mas não atacariam sem uma ordem de Malak.

O comentário de Sieg fez Lei olhar para ele e indagar algo:

- Sim, descobrir como Malak veio parar aqui é o que mais quero. O que nos leva a outra pergunta: Como ela e os outros sabiam que estávamos aqui, neste exato ponto, neste exato momento?

Tana se soltou de Sieg apenas para ver se a estratégia de rebocamento não estava destruindo – mais – seu precioso navio. Mas achou melhor não sair da Ponte para isto: Ela apenas se debruçou sobre uma das janelas, tentando enxergar a corrente mágica flamejante. Lilyana também continuava esperando, esfregando as próprias mãos de maneira nervosa. Tinha medo da forma como tudo aquilo acabaria e olhava para Ahmik a todo instante, ainda se sentindo mal por ter decepcionado tanto seu mestre com sua decisão egoísta.

Joshua não encontraria nenhuma brecha para liberar os infiltradores de maneira eficiente. Os três guerreiros no Deck, os conjuradores com Seeje na criatura alada e Malak em sua montaria draconiana estavam todos atentos. Qualquer coisa que saísse daquele navio seria vista pelas forças flamejantes. É claro que alguém como Joshua seria mais do que capaz de criar uma distração grande o suficiente para que ninguém visse dois agentes infiltradores caindo em direção ao solo, mas era extremamente arriscado e seria preciso coordenar o movimento com Draennelle e o mascarado.

Malak ia seguindo com seu gaisra um pouco atrás em relação ao navio. Seu olhar cruzou com o de Lei através da janela da Ponte. O barbudo não tinha expressão agressiva, pelo contrário: Estava nitidamente evitando o conflito. Muito diferente de como Malak havia o visto na imagem fornecida por Domo Halosis.

Se Draennelle cumprisse a ordem de Lei, Malak veria a elfa saindo para o Deck Superior carregando um orbe de tom alaranjado-fogo praticamente idêntico ao que Domo havia levado a ela. Uma voz saía do orbe juntamente com um brilho intenso. Malak estava longe e em movimento, portanto, não conseguiria distinguir as palavras da mensagem. Se quisesse ouvir, teria que se aproximar mais do Deck Superior.

Lei confirmaria a descoberta de Zzrill pelo que conversava com Sieg. Sim, era realmente Malak. Assim que avistou o drow, Lei o fitou, insatisfeito:

- Zzrill! O que deu em você?? Por que avançou contra Malak daquela maneira? Colocou o navio e toda sua tripulação em perigo!

Apesar da bronca, todos ali eram livres para compartilhar qualquer coisa que tenham descoberto com Zzrill. (Basta descrever em suas ações)

Não demoraria muito até o “comboio” se aproximar definitivamente da fronteira. Já era possível ver o enorme contingente bélico parado lá embaixo. Havia muitos soldados, guerreiros, bestas flamejantes gigantes portando armas que disparavam projéteis mágicos e criaturas aladas rondando o navio e deixando rastros de chamas. O calor já se tornava insuportável e os céus ficaram totalmente vermelhos. O solo lá embaixo se tornou seco, escuro e repleto de rachaduras por onde lava borbulhante escorria. Já estavam sob a mira da maioria daquelas forças; haviam alcançado o ponto sem volta. Qualquer sinal de hostilidade agora faria Malak dar apenas um sinal e o navio seria derrubado com facilidade.





Apenas Malak (Embora todos possam ver, ninguém será capaz de ouvir o que acontece nesta ação)

Para a surpresa de Malak, outra criatura alada carregando um batedor de seu exército se aproximou dela. Era um jovem de pele vermelha e áspera e estava esbaforido. Apenas quando ele estava perto no ar foi que a campeã percebeu que ele estava ferido.

- Senhora das Chamas! Senhora!! Algo terrível aconteceu! Nosso castelo! Ele foi... Ele foi tomado! - Cuspiu sangue depois de terminar a frase, segurando o próprio abdômen. Tinha um profundo ferimento ali. O rapaz respirou fundo e tomou forças para terminar o relato:

- Um poderoso exército surgiu repentinamente, não sabemos como isto foi possível! Não havia forças suficientes para combatê-los, já que todos os guerreiros vieram para cá, incluindo você e o Mestre de Armas! Como eles conseguiram surgir perto do castelo, se temos proteções mágicas para isto, Senhora? Como??

O jovem parou de falar e tossiu mais um pouco de sangue. Em seguida, Seeje conduziu a criatura dele para perto de Malak. Ironicamente, o Mestre de Armas não havia ouvido o relato do batedor, embora o que ele estava preste a dizer colocaria mais sentido no que acontecia:

- Senhora, não sei se aproveitaríamos aquele exército ridículo que Domo trouxe, mas não teremos mais a oportunidade: Os homens dele e ele não estão aqui.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex 16 Nov 2012, 12:41

Ahmik

O Sumo-sacerdote permaneceu em seu lugar, os pergaminhos no chão e ele a frente da amurada. Não iria parecer mais hostil que antes, apenas estaria com seu olhar enegrecido e com sua vontade primordial de avançar sobre aqueles guerreiros, mas graças ao feitiço ao qual fora submetido e sua estada em Nova Terânia, conseguia controlar com efetividade, apesar que não sem sofrimento. Ele também bufou, se o corpo humano não lhe contivesse, toda sua alma escorreria pelas narinas em ódio líquido, mas não podia, por isso pensou melhor se preparar para uma missão diplomática. Lentamente sentou-se no chão do deck, encostou-se na amurada e ficou aguardando os acontecimentos posteriores, por enquanto o que podia e deveria fazer era esperar.

- Ao menos tivesse um chá, as coisas ficariam mais calmas!! Domo Halosis.... - lembrava-se das visões do morto em que tocara - ... de fato ele não é confiável, deve estar por detrás desse ataque de Firelands, mas como ele sabia de nossa presença?!

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex 16 Nov 2012, 16:28

Joshua

Bufou extremamente irritado e retornou à forma humana, não tinha nada mais a se fazer já que estavam em xeque. Joshua se juntou aos presentes no navio em sua forma humana. Não estava afim de fazer coisas espalhafatosas. Colocou-se ao lado e um pouco atrás de Lilyana que parecia um tanto inquieta e descontente com os acontecimentos recentes. Fez um afago na cabeça da aprendiz e falou baixo para a garota.



- Mesmo entre os clérigos, por causa do politeismo, existem diversos tipos e caminhos, seu mestre é um dos poucos que segue o caminho dos mortos E ainda se juntou à causa dos Cavaleiros Imperiais. Caso queira conversar sobre isso depois, está mais que bem vinda. Afinal, também sou um clérigo, sei um pouco dos outros caminhos existentes, inclusive o da cura. - E assim que a garota o olhasse, daria um sorriso tranquilo e até mesmo sapeca. - Isso tudo vai demorar tempo demais. Tempo burocrático. Se não fosse por causa do navio de Tana e tanta gente, teria agido diferente. - Coçou o queixo impaciente enquanto cruzava os braços.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 19 Nov 2012, 06:17

Sieg

Sieg Hart apenas virou a cabeça ao ouvir a afirmação de Lei a respeito do artefato que era a razão de estarem ali, de fato era uma solução para aquela situação, ao menos que aparentemente. Permaneceu em silêncio, não estava ali para julgar as decisões tomadas por qualquer um, como sempre frizava, garantia apenas que o fluxo e a continuidade continuassem em seu lugar, o que quer que isso quisesse significar no final das contas...

A reação foi semelhante ao reaver a mensagem, permanecendo na mesma posição sem grandes alterações em sua expressaõ, o mais curioso em tudo aquilo era a reação dos campeões de Firelands. Parecia muito simples acreditar que tudo se resolveria de maneira tão simples e fácil. Como ainda estavam ali e passavam uma certa sensação de "segurança" para Tana e os outros que não eram tão aptos a combate como os assim chamados imperiais, manteve a função de proteger o barco e a tripulação, voltando-se para Lei após o comentáario.

- Ela considera uma invasão e veio preparada. Poderia acreditar que fomos avistados mas...Coincidencias não existem. É como se eles soubessem que estavamos em seu território por antecipação, e esse ataque...Talvez o nosso "inimigo comum" também esteja agindo para que nosso objetivo não seja alcançado com facilidade.

Voltou a ficar em silencio olhando rapidamente para os aliados presentes e por alguns instantes mais demorados aos enviados de firelands proximos, claro que talvez consideração o olhar do imperial como uma afronta a encara-los, mas aquela não era a intenção, ja que sequer planejava se mover. Ouviu o comentário de Lei para Zrill e aquilo soou até mesmo engraçado, ja que pareceu uma situação que o próprio comandante ja devia ter passado algumas vezes, mas não rui apesar disso. O calor se tornava mais forte, de forma a todos notarem as mudanças no cenário.

- O nome "Firelands" realmente é apropriado...

Comentava com qualquer um ali, enquanto calmamente erguia um dos braços com calma para não demonstrar uma atitide agressiva, criando ao redor de si uma fina e quase imperceptivel camada de energia completamente branca, que envolvia também aqueles proximos dele na área externa tornando a temperatura mais amena e suportavel, certamente algum tipo de magia que buscava amenizar os efeitos drásticos da temperatura elevada de Firelands. (desde que tenha funcionado, claro)

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 19 Nov 2012, 06:17

Malak

A expressão da campeã pouco se alterou pelos momentos em que fitou Lei, ainda seguindo de perto o navio rendido. Era bom vê-los surpresos… Aquilo significava que sua nova posição era desconhecida de boa parte - senão todos - dos imperiais. Agora tudo estava diferente. Tudo estava melhor, pelo menos para Malak. Não ouvia as conversas dos tripulantes até pela distância e interferência do som do vento enquanto voava.

Caso Draenelle saísse com o orbe Malak não esconderia completamente a surpresa, imaginando se Domo estava envolvido. Ainda assim, não era hora para interferências e, apontando para ela, falou aos guerreiros.

- Detenham-na. - apenas isso. Estava descobrindo nos últimos meses que era muitíssimo agradável dar ordens e ser prontamente atendida.

Independente da ação de Drae a atenção da mulher foi tomada por seu batedor apavorado e ferido. Séria, passou a imaginar que estavam sendo invadidos por imperiais em mais de uma frente, que aquilo havia sido uma cilada… Isso até ouvir o relato do soldado e, surpresa, quase rosnar de ódio de sua falha. Jamais imaginaria que algum exército poderoso surgiria, ultrapassaria as defesas e tomaria seu castelo. Não respondeu o batedor, observando a aproximação de Seeje.

- Seeje, invadiram o castelo. Leve quanto precisar do exército que reunimos e acabe com todos! Todos, menos o líder. Traga o líder vivo. Em breve me juntarei a você mas por ora confio em suas habilidades para cumprir a ordem. Vá.

Assim que se afastassem a campeã suspirou, impaciente e decepcionada. Como havia caído naquela mentira tão facilmente? Esperava que isso não lhe custasse sua posição. Seguiria o navio até que fosse parado e pousado nas terras flamejantes, quando pousaria o gaisra e desmontaria na proa da embarcação, auxiliada por sua montaria.

- Lei, você tem muito para explicar e pouco tempo para fazê-lo. - seria a única frase, em tom de voz alto o suficiente para que o barbudo ouvisse. Ele ainda deveria ser o comandante, deduziu.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 19 Nov 2012, 20:21

Zzrill

*Assim que recebeu a bronca, Zzril bateu coniência para o Comandante e se explicou prontamente * Comandante! Eu apenas quis ver de perto por que é que Malak Nawar estava nas Firelands. Também fui para medir a força do lider deles. *Zzrill piscou os olhos e então o rubro deles se transformou em um azul elétrico que disparava chispas. * Como deve bem saber, eu sei enxergar a Trama da Magia, pelo fato de minhas armas usarem-na. E o que vi em Malak Nawar... *Zzrill colocou a mão no queixo para pensar, enquanto os olhos voltavam ao tom rubro de sempre. * Era como se fosse uma força muito poderosa. Quase como uma deidade, mas não consegui identificar o que é. Só sei que tal criatura tem poderes de fogo, e que ela pode se transformar em uma forma ígnea. Ela conseguia fazer isso antes?
[Próxima ação depende se a ação da Fernanda for aceita. ]
*Enquanto explicava o que vira, sentiu um súbito calor e se escondeu na capa dada por Joshua. Malak Nawar adentrara no navio. Escondido em seu manto, Zzrill usou mais uma vez sua visão e a fitava de alto a baixo, tentando identificar por quê diabos aquela mulher era tão poderosa. *

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qua 21 Nov 2012, 09:43

Draennelle

Draennelle olhou Lei, sem espanto algum, diferente deste.

- Era a idéia original, não?

Deu uma olhada de canto para o mascarado, mas não respondeu, pegando o orbe e saindo para atender o pedido de Lei. Lógico que mostrar a mensagem talvez fosse explicar à Malak o quê faziam ali e demonstrar uma certa 'paz', o problema era como fazê-lo. Para chegar nela, só dois meios: Pedir uma carona para os conjuradores -nem um pouco viável e confiável ou pegar o pégaso e ir até lá, o que soaria perfeitamente como mais um confronto, depois de Zzrill e Joshua. Pensando isso, parou no meio da escada, decidindo voltar. Vê Lei na janela e se aproxima, abrindo a boca para falar, mas a voz de Malak chegou primeiro aos ouvidos. Após o comandante responder, ou não, ela diria:

- Keylosh, você a ouviu, e eu concordo. Estamos praticamente invadindo o domínio dela, ainda que sem pretensões iniciais de guerra, mas nossa palavra ficou em xeque depois de Zzrill ir até lá. Diga que estarei subindo com a explicação e vamos ver no que dá.

O mascarado, visto que a conhecia, ficaria surpreso pela calma e certa 'diplomacia' raras na elfa. Se fizesse algum comentário, ela apenas daria uma olhada para deixar claro que não estava amolecendo. Passou por Zzrill no caminho, só pra constar, porque não parou nem disse qualquer coisa. Subiu para o deck, chamando a atenção de um dos guerreiros, que ao comando de Malak, foi detê-la.¹ A elfa foi até perto da beirada, erguendo o orbe para que Nawar o visse, chamando-a em alto e curto grito.

- MALAK NAWAR! - "Quero ver ter voz pra conversar, se todos estamos gritando que nem condenados", pensou, um pouco divertida com a situação. Maldita hora pra ter bom humor.

O guerreiro logo a segurou, porém Drae teve tempo de ativar a orbe, e a mensagem seria dita outra vez. Se a Senhora ouvisse, beleza. Se não, aguardaria aproximar-se o suficiente para repetir a mensagem, já meio de saco cheio daquela dragonball medieval repetindo-se como uma caixinha de música.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qua 21 Nov 2012, 17:54

PARTE 16

Todos


Lilyana responderia ao que Joshua disse olhando para Ahmik no Deck Superior, ainda apreensiva:

- Eu sabia deste caminho que Mestre Ahmik escolhera, mas nunca havia o visto usando estas habilidades. É... Assustador. Quando ele usa isto, não parece a mesma pessoa que medita no templo e que conduz cultos de forma calma. Eu não gosto de vê-lo assim. – E depois responderia ao comentário de Joshua de que agiria de outra forma: - Nem tudo precisa ser resolvido com violência, Mestre Joshua. Até porque violência gera mais violência. Acredito que possamos resolver isto de forma pacífica. Mas adoraria absorver tudo o que o senhor quiser me ensinar. E obrigado pelo apoio, me sinto melhor. – Finalizou, sorrindo para o draconiano, embora ainda estivesse bem nervosa.

A magia de Sieg que colocava uma película sobre todos ao seu redor para ajudar a suportar o calor de Firelands teria funcionado até o navio pousar de vez. Deste ponto em diante a magia iria se desfazer, bem como qualquer outra que qualquer um ali tentasse conjurar. Era parte do sistema de defesa da fronteira do reino de fogo. O que Sieg disse sobre o “inimigo em comum” fez Lei parar por alguns momentos e pensar em silêncio. Aquela era uma forte possibilidade, mas quem seria este inimigo?

Lei responderia à Zzrill antes de pousarem, pensativo:

- Não, Malak não tinha estas habilidades antes. Ela era talentosa com o arco e ocupava a posição que você ocupa hoje, mas não era capaz de conjurar nenhum tipo de magia. Eu não tenho ideia de como ela veio parar aqui e como conseguiu tudo isto. Mas esta não é a hora de testarmos força, até porque estamos totalmente vulneráveis neste momento. Se quisermos preservar as nossas vidas e as das pessoas que estão a bordo, devemos ser flexíveis, até porque estamos diante de uma ex-companheira de ordem.

Os guerreiros flamejantes no Deck Superior impediriam Draennelle de montar seu Pégaso e se aproximar de Malak de qualquer maneira, mas isto não impediria que a mensagem do orbe fosse iniciada. Apesar do grito de Drae ter chamado à atenção a campeã, era difícil prestar atenção na mensagem, levando em conta todas as outras vozes das pessoas a bordo, o movimento do navio, as explosões de lava no solo ao redor e o exército bestial esperando, gritando e grunhindo.

O navio finalmente aterrissou, sendo puxado pela magia dos conjuradores. A embarcação pararia sobre um pequeno morro na fronteira, perfeito para que todas as outras bestas e soldados flamejantes ao redor pudessem ver. Aquele grande exército se reuniu em volta do navio assim que ele tocou o chão e a energia psiônica nos condensadores seria dissipada por magos. Agora estavam literalmente presos ao solo e cercados por um grande, poderoso e sedento exército comandado pela ex-Imperial. Assim que os condensadores foram “desligados”, Tana soltou um suspiro e disse a todos ao redor, em tom triste:

- Esta é a capitã Tanamilla Irving Gervais. Chegamos ao final de nossa viagem, senhoras e senhores. Esperamos que tenham gostado de viajar pela Companhia Teraniana dos Reinos Ocidentais. Voltem sempre. Isto é, se sobreviverem àqueles bichinhos fofos lá fora!! – Jogou a cabeça para trás em desespero, toda dramática. (Continua em “Todos 2”)



Apenas Malak

Seeje fitou Malak com um olhar insatisfeito assim que ela lhe revelou que o castelo havia sido invadido. O Mestre de Armas então se aproximou, antes de a campeã pousar no navio:

- A ordem foi sua de trazer todas as nossas forças para a fronteira. Se o castelo ficou vulnerável, foi por sua causa. Mas todas essas criaturas ao redor ainda não sabem disto e ficarão extremamente insatisfeitas com sua campeã se souberem. Ficarão mais ainda se a campeã receber invasores em seu reino como se fossem convidados de honra. Eles querem ver os invasores serem punidos por sua transgressão e irão considerar a campeã fraca se ela não proporcionar isto aos inimigos. Mas eu tenho certeza de que você conseguirá lidar com a situação... Campeã.

Seeje se afastou então para cumprir a ordem, levando consigo várias criaturas fortes do contingente parado ali e montando uma das aladas. Antes, entretanto, ele observou a gaisra retornando para sua forma humanoide e a fitou por alguns segundos. Seus olhares se cruzaram por momentos e só depois o Mestre de Armas partiu na direção do castelo.



Todos 2

Todos ali poderiam observar Malak pousando sua grande montaria draconiana na parte externa do navio. Assim que a campeã descesse, o dragão se transformaria em uma criatura com corpo de mulher, esguio e coberto apenas por uma fina camada de pele áspera e chifres adornando sua cabeça. ( Link, para que não tenham que ficar procurando no tópico de imagens: http://imageshack.us/a/img440/2324/486max.jpg ) Ela seguiria Malak e pararia atrás da campeã. Os três guerreiros flamejantes se curvariam diante da Senhora das Chamas e também assumiriam posição atrás dela.

A mensagem no orbe ainda estava sendo executada, mas seria impossível para Malak entende-la com clareza naquela situação. Em vista disto, Lei fez um sinal para Drae para que desativasse o orbe. A oportunidade de mostrar a mensagem a Malak viria em seguida, mas era inútil tentar agora. A estratégia não foi de toda em vão, entretanto. Sem saber, mostraram algo a Malak que, de alguma forma, relacionava o ocorrido a Domo Halosis.

Domo Halosis. Ahmik citaria o nome em alto e bom som exatamente quando Malak chegou. Ahmik estava sentado no chão do Deck Superior, portanto, a Senhora das Chamas estava próxima e ouviria com perfeição. Malak estava entre o Deck Superior e a Ponte. A tripulação, incluindo os Imperiais, podia vê-la e ouvi-la e vice-versa.

Ao ouvir o nome citado, o bandido ferido do saque fracassado anteriormente, que ainda era segurado por dois soldados teranianos, reagiu, olhando para Ahmik e fazendo um som com a boca de surpresa. O bandido não entendia como o Imperial tinha conhecimento daquele nome, pois nunca iria imaginar que o sumo-sacerdote conseguiria ver as últimas horas de seu companheiro saqueador morto.

Lei tratou de responder a Malak imediatamente. Realmente não havia muito tempo, já que quem olhasse para o lado de fora, veria uma multidão de bestas flamejantes de todos os tipos, famintas por um pedaço de carne fresca teraniana.

- Malak, ouça! Viemos em paz! Eu não sei como você veio parar em Firelands, mas isto não importa no momento! Firelands está em perigo e se não fizermos algo, logo todo o Império também estará e em seguida, todo o continente! Aquele orbe contém a mensagem que você precisa ouvir! – Apontou para Draennelle segurando a peça e fitou Malak novamente em seguida. – São os Cavaleiros do Apocalipse! Eles estão de volta e estão aqui em Firelands!

Qualquer outro Imperial era livre para falar o que quisesse à Malak (basta descrever em suas ações), mas uma coisa era clara: O fato de Ahmik citar o nome de Domo e a posse daquele orbe que era idêntico ao que Domo levou à Malak anteriormente mudava a perspectiva das coisas de maneira radical.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui 22 Nov 2012, 06:02

Sieg

Ao navio tocar ao chão e a magia se dissipar, Sieg demonstrou uma leve expressão de surpresa, olhando calmamente para a própria mão e em seguida o cenário, perdido em pensamentos a respeito daquilo, era quase como se fosse possível mais uma vez ouvi-lo afirmar a respeito da afirmação sobre o nome Firelands ser adequado.Ouviu o comentário a respeito da antiga arqueira imperial ao novo e complementou:

- Ela realmente reescreveu o seu destino, aqueles que em algum momento de suas vidas se tornam imperiais parecem ter facilidade para isso. E por mais que um combate entre os 2 ultimos a ocupar o cargo de arqueiro imperial fosse algo interessante de se observar, concordo com o comandante Keylosh a respeito da hora não ser apropriada para medirmos forças.

Após olhar para Lei e Zrill, voltava sua atenção a movimentação de Draennelle e o navio indo de encontro ao solo. Escutava também as palavras da capitã/engenheira chefe/guia turistica da excursão.

- Com um contingente desse, eles devem estar mais temerários a respeito de nós do que o contrário. Como foi dito, a diplomacia apesar de um pouco afetada pelos eventos continua sendo o melhor plano...Capitã.

Independente de qualquer reação, sua atenção era voltada pela aproximação de Malak. Pararia próximo a Lei e o arqueiro imperial para ver a cena que se seguiria, realmente um encontro daqueles prometia ser um dos momentos mais decisivos da viagem até então. Lei argumentava de uma maneira objetiva conforme esperado, imaginou que não era necessário dizer nada por hora e prefirou ficar próximo mas em silêncio.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui 22 Nov 2012, 11:22

Ahmik

O Amenti ficaria ali sentado, percebendo o movimento descendente do navio. Pensava em qual estratégia usar para deixar Malak consciente de que enfrentavam um mesmo inimigo, no entanto Draennele parecia ter tido a ideia de mostrar o recado que antes eles viram no orbe. Era realmente uma excelente ideia, por isso ele relaxou um pouco e ainda mais quando sentiu aquela força mágica atando seus poderes mortuários, agora ele realmente não poderia realizar mais nada que não brigar com seu próprio corpo acaso alguém os atacasse.

Respirou fundo, tentou se acalmar e observou quando tudo mais parecia perdido. A mulher das chamas havia entrado no navio enquanto ele repetia pra si mesmo suas descobertas. Não atinou se Malak tivera alguma reação a respeito do nome que proferiu, apesar de perceber que o bandido o teve.

Levantou-se e começou a caminhar devagar, para não atrair a fúria de ninguém das firelands que estava ali dentro, iria se aproximar dos demais de Terânia acaso ninguém interrompesse sua caminhada. Esperou que Lei terminasse de falar:

- Viemos avisar sobre tal ameaça e oferecer a nossa ajuda, estamos todos preocupados com o rumo que algozes tão poderosos possam tomar neste mundo, independente de qual nação eles ataquem sentimos que o mal deve ser cortado antes que se espalhe como ervas daninhas.

Aos poucos a adrenalina da luta ia sendo controlada, e os olhos enegrecidos de Ahmik voltavam ao normal, ficando castanho com o tempo. Ele deu uma olhada no grupo de Imperiais, para conferir se todos estavam bem.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex 23 Nov 2012, 17:39

Joshua

- Assustador… talvez seja, é a primeira vez que vi tal coisa também, e concordo, é diferente de tudo o que vi relacionado ao tipo até agora. Mas ele é o mesmo. E não deixe que isso te assuste. Precisava sair mais vezes mesmo. Ganhar experiência no campo é bem diferente do que exercer em um local cheio de limites. E isso também lhe mostrará que nem sempre as pessoas estarão dispostas a resolver do jeito que disse agora. Tem gente que simplesmente não será convencido por sua tática. Como agora, não imaginava que Malak realmente viesse ao nosso encontro. O que me faz pensar o quanto assuntos pessoais parecem estar mistos aqui. Não gosto de perder tempo falando, prefiro agir... ser politiqueiro não é algo que gosto. - Joshua fez um cafuné na garota, bagunçando o cabelo da aprendiz por completo.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Dom 25 Nov 2012, 21:01

Malak

A atenção seria desviada para a orbe apenas brevemente, uma vez que possuía algo mais "importante" para resolver. Claro, ver aquele objeto fez a campeã atentar outra vez para uma possível armação de autoria de Domos. Ele pagaria por isso, sem qualquer dúvida… E pagaria caro.

Ainda olhava séria para Seeje e sua expressão fechou-se ainda mais diante das críticas. Aproximou-se um pouco mais do "homem", falando com aparente calma e total convicção:

- Seeje, aproveite seus últimos momentos falando o que quer sobre mim. Aproveite. Retome o castelo e depois resolveremos esse seu comportamento. Aliás…. Eu sou a Campeã. Eu decido o que, quando e como fazer. Outro dia eu deixo você brincar de ser, hm? E quem sabe deixo que se aproxime da gaisra? Que converse com ela..? Que faça algo além de encará-la constantemente? Oh! Quase me esqueci, aliás… Você ainda precisa me explicar por que revelou a gaisra tão tardiamente. Acho que terei que pensar em uma punição dupla… Que maravilha! - afastou o rosto novamente, falando mais alto. - Agora VÁ!

Malak quase bufava após o breve diálogo com Seeje. Estava realmente testando a própria paciência e tolerância ao lidar com um mestre de armas como aquele e estava próxima a dar um fim a isso de uma vez por todas, mesmo que cabeças precisassem rolar pelo chão de seu castelo. Desceu da gaisra e aproximou-se mais do grupo de imperiais. Cruzou os braços e fitou um a um, terminando em Lei enquanto ouvia suas justificativas. Domo, claro. Não deixou passar despercebido aquele nome ao ouví-lo da boca de alguém mais. Já era certo que ele seria punido com requintes de crueldade, conforme a mente de Malak divertiria-se para planejar como.

- Ah, claro. As Firelands jamais conseguiriam se defender sem o indispensável apoio das forças teranianas. Óbvio. Somos todos muito fracos, eu sou muito fraca, não é, Lei? - dramatizou cinicamente, voltando com a expressão séria e irritada em seguida. - Além da ousadia em subjulgar nosso poder, vocês têm a coragem de deliberadamente tentar invadir um território soberano e que não mantém mais nenhuma relação com o império. Em paz! - Malak riu outra vez cinicamente, voltando o olhar a Lei - Claro que em paz! Claro! Não sabia que invadir sem enviar um único diplomata e que ameaçar a soberania de Firelands e quase atacar a Campeã agora eram táticas de paz de Renon. Bom, tenho conceitos bastante diferentes. - deu de ombros outra vez.

Olhou um a um, olhou o navio, olhou o exército e toda sua vibração com a ideia de uma guerra… E só via uma única saída.

- Agora são prisioneiros até que eu decida o que fazer. E agradeçam por suas vidas depois de uma aproximação dessas! Tamanha tolerância com invasores vai me custar caro. - olhava-os, ainda com os braços cruzados e uma expressão absolutamente fechada, brava, irritada. Tinha motivos de sobra para ficar assim e ainda tinha que pensar em como resolver. Olhou os conjuradores, onde quer que estivessem. - Desativem qualquer magia remanescente.

A campeã aproximou-se do para-peito do navio, olhando o exército e então falando em alto e bom tom:

- Retornem aos seus postos! O inimigo foi dominado e será punido! Patrulhem todas as fronteiras do reino e tragam-me todo e qualquer invasor! - o olhar de poucos amigos era do tipo que não toleraria revoltas de qualquer um do exército. Bastava uma manifestação que não a agradasse e Malak teria mais diversão para pensar em punições exemplares. - Obedeçam! Agora!

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Dom 25 Nov 2012, 21:01

Zzrill

* Oculto em seu manto, e com os olhos brilhando em um azul feérico, como fogo líquido que desprendia dos olhos e deixava um rastro por onde ele se movimentava, e a voz abafada pelo manto, ele pareceria outra pessoa. Ele usava sua Visão-Da-Trama [Habilidade passiva, não podendo ser negada/desabilitada] Para ainda tentar identificar a origem dos poderes novos de Malak Nawar. *

Então quer dizer que irá nos prender por pura e simplesmente termos vindo aqui neste navio? Ou seria pelo fato de eu quase ter te atacado, para tentar clarear um pouco sua mente? * Zzrill puxou o capuz, revelando-se novamente. Os olhos, agora revelados, brilhavam naquela luz azul líquida e viva, embora seu rosto não tivesse nenhuma mudança de expressão. *

Se você é uma lider, Senhora das Chamas, eu esperaria que deixasse suas emoções, preocupações e atritos para com outras pessoas quando tomasse a liderança. Certo, talvez eu tenha sido impulsivo quando quase te ataquei. E se fui, você pode me punir em troca de não prender nenhum de meus irmãos de armas. Apenas não toque em minha vida, pois tenho um pequeno assunto á resolver antes de morrer. Ouça o que eles têm a dizer, pois creio que todos nós aqui caímos em uma armadilha. Uma armadilha que moveu nós de terânia e vocês das Firelands. Ao ponto que eu saiba, neste continente e excluindo os Justiceiros Sagrados, o Império de Terânia e as firelands são as maiores forças militares existentes. Se tais forças se degladiarem, ambos os lados sairiam com grandes perdas. E quem ganharia com isso? Apocalipse, com toda a certeza.

*Como sempre prolixo, o drow mostrava sua capacidade em colher informações analizá-las e guardá-las para futuras referências. *

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Dom 25 Nov 2012, 21:02

Malak

Malak virou-se para o navio assim que Zzrill começou a falar com ela. Ouviu em silêncio, embora a expressão permanecesse exatamente a mesma. Descruzou os braços e passou as mãos pelos longos cabelos pretos e em seguida pelo rosto. Estava já cansada e aquilo sequer havia começado!

- Aqui, meu caro, eu prendo quando, quem e pelo motivo que eu quiser. Você, especialmente, devia ser preso em qualquer masmorra, acorrentado por chamas… Mas como sou extremamente piedosa - não que isso seja bom, claro - vou deixar que fiquem todos próximos.

Indicou o vasto exército a seu dispor, sorrindo.

- SE eu for uma líder? - deixou a resposta por conta de Zzrill mesmo, voltando a falar alguns poucos segundos após - Se isso for uma armadilha, tudo será esclarecido em seu devido tempo e sem que eu precise me relacionar com você ou outro qualquer. Como as pessoas da vila onde morei diziam, é sempre melhor falar com o dono do chiqueiro que com os porcos. - e riu do próprio ditado besta, divertindo-se ao chamá-los de "porcos".

Voltou-se outra vez aos guerreiros, tocando o tórax de um deles e então indicando Lei diretamente.

- Hm… Mudei um pouco de ideia. Aquele. Aquele ali eu quero, acorrentado, no hall dos campeões assim que voltarmos ao castelo. Os outros quero presos, bem aconchegados, acorrentados e … quentinhos. Mas vivos por enquanto. E peguem aquele orbe e levem para mim.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 26 Nov 2012, 06:36

Sieg

Apesar de pouco ter alterado sua expressão após as palavras de Malak, Sieg Hart, que nada mais era do que um "imperial desconhecido que estava com Lei" aos olhos de Malak se pronunciou de forma calma como se estivesse em uma situação tranquila e cotidiana...

- Não se trata de subestimar o poder bélico de sua nação, Malak, campeã de Firelands. Apenas uma ameaça como a dos Cavaleiros do Apocalipse já se mostrou de grandes proporções no passado, e acredito que saiba que os imperiais não ficariam sem reação frente a algo destas proporções. Mas logicamente suas reações e atitudes são mais do que justificaveis...Como acabou de dizer, você representa a autoridade aqui.

Apesar do título "Malak, campeã de Firelands" pudesse soar estranho em um primeiro momento, era logo percebido que se tratava da maneira que o imperial falava, sem insinuar nenhum sarcasmo ou nada do tipo. Olhou ainda para a reação de Zrill virando a cabeça em direção dele, para mais uma vez voltar-se a Malak e ouvir sua resposta. Ainda olhou calmamente enquanto apontava para Lei, se direcionando a este após a ordem de sua provavel "prisão diferenciada", sme parecer se importar com Malak e outros ouvirem.

- Pelo visto mais uma vez as coisas não sairam como planejado comandante... Imagino que devemos apenas aguardar pelo que vira, pois como o arqueiro imperial Zrill disse, não é o momento de um combate de grandes proporções totalmente desnecessário, correto?

Era apenas mais uma confirmação do que qualquer outra coisa. Talvez se fosse outra pessoa, aquela pergunta fosse totalmente desnecessária. Mas se tratando de Lei, havia sempre 1% de chance dele fazer algo completamente diferente do esperado. E quem conhecia o mínimo do imperial, sabia que aquele 1% de chance ocorria com uma frequencia tão grande que era quase como se a porcentagem fosse inversa...

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 26 Nov 2012, 10:36

Draennelle

Draennelle deu uma olhadinha em volta, enquanto Malak e Zzrill conversavam, pousando os olhos por um momento no mascarado. Alguns pensamentos diversos começaram a brotar, mas os expulsou, desviando os olhos para Sieg, que tomara a palavra. Suspirou e se aproximou, parando ao lado deste último.

- Malak, pense um pouco. Olhe você, seu exército e nós. Não estaríamos aqui em guerra com tão poucos soldados, muito menos trazendo uma criança. Esse orbe aqui é o responsável por nossa vinda, e caímos na mesma armadilha que você, inclusive sendo atacados no caminho. O mais sensato é lutarmos a seu lado, e também é aceitar nossa ajuda. Não estamos pedindo nada em troca, nem desejando tomar nada, apenas querendo preservar nossas vidas. Aprisionados, não teremos muita chance de defesa, não seja injusta. - Iria se calar, mas pareceu lembrar de algo. Pela expressão, parecia não saber muito sobre o que diria. - Você citou Renon? A única coisa que sei sobre ele é o posto de Imperador, mas não estou bem certa se ele foi devidamente consultado ou se tem ciência do que fazemos aqui...

Olhou para Lei, esperando que confirmasse ou terminasse de explicar essa parte. Bom, de qualquer modo, se calou. Não teria muito mais que dizer, ela, Zzrill e Sieg praticamente se repetiram. Restava a Campeã esfriar a cabeça e tomar as decisões. Se alguém fosse tomar o orbe, ela entregaria. Sentiu o peso do olhar do mascarado e o encarou de volta, o sangue começando a ferver por sua birra pessoal sendo adiada por tempo indeterminado.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 26 Nov 2012, 14:30

PARTE 17



Todos


Lilyana não tinha nada contra os carinhos de Joshua. Pelo contrário, em outra situação adoraria demonstrações de afeto como esta. Mas, pela tensão da cena que se desenrolava, ela permaneceu fitando Malak e os demais Imperiais, apreensiva, e não ligou para seu cabelo, agora desarrumado pelo draconiano. Permaneceu em silêncio, assim como Tana. A engenheira era debochada e extrovertida quase todo o tempo, mas ela entendia que aquela era uma situação séria onde a vida dela também estava em risco, portanto, permanecia em completo silêncio.

O exército concentrado ao redor do navio acatou a ordem da campeã imediatamente. As criaturas que guardavam a fronteira organizaram uma busca pela região para se certificarem de que não havia algum agente teraniano escondido, soldados de Domo ou qualquer outro invasor. Já a parte do exército que havia saído do castelo começou a marchar de volta para o mesmo, com as criaturas aladas e os seres mais rápidos indo à frente. Uma boa parte ficou, entretanto, para subjugar a tripulação teraniana conforme as ordens da Senhora das Chamas. Cerca de dez soldados flamejantes comuns subiram a bordo do navio e mais vinte permaneceram em solo em frente a uma rampa de madeira que ligava o Deck Superior até o chão, por onde era possível deixar a embarcação.

Os soldados carregavam pequenas bolinhas de chamas nas mãos e aquilo não fazia nenhum sentido até um deles usar o pequeno objeto. O soldado flamejante encostou a bolinha no pulso de um dos oficiais teranianos e a mesma se transformou em grilhões feitos de pura chama. O teraniano gemeu de dor, pois aquilo era fogo vivo que, além de manter seus pulsos presos, queimava lentamente sua pele. O calor não era grande o suficiente para carbonizar ou desintegrar os pulsos do homem, mas a chama constante causava dor constante. Em seguida, o soldado flamejante empurrou o teraniano para o Deck Superior e foi guiado pelos outros, sendo forçado a descer pela rampa até o chão, onde mais soldados de Firelands aguardavam. Fariam isto com toda a tripulação.

Lei ficou em silêncio quando Zzrill, Sieg e Drae falaram à Malak e fazia afirmativos com a cabeça, pois tudo o que os Imperiais diziam era coerente. Surpreendeu-se com Zzrill em especial, já que a fala pertinente dele em nada condizia com o ato impulsivo demonstrado no ar. Fez um afirmativo para Sieg em relação ao comentário dele, confirmando que realmente a batalha, no momento, era a pior situação. E em seguida respondeu ao que Drae havia insinuado sobre o Imperador. Respondeu olhando para Drae e Malak alternadamente, pois a resposta importava para a campeã também:

- O Imperador Renon não tem conhecimento desta operação e nada do que fizemos passou pelo aval dele. Tudo o que foi feito até agora é de inteira responsabilidade dos próprios Cavaleiros Imperiais, ou seja, nós. Eu apresentei o plano de ação e todos nós concordamos sobre o plano e em arcar com as consequências dele. Malak, eu entendo os problemas que teve com Renon e, sinceramente, lhe dou razão. Eu também odiaria Renon pelo que ele fez. Mas, se não nos unirmos para enfrentar esta ameaça agora, não haverá futuro para os filhos de nenhum homem ou mulher em lugar algum.

Mal acabou de falar e um dos soldados flamejantes jogava uma bolinha de fogo sobre o peito de Lei. Ao invés de grilhões de chamas, a bolinha agora se transformou em um emaranhado de correntes de fogo que prenderam os braços do barbudo ao próprio corpo. Esta forma de prender seria usada apenas para os Imperiais, já que eram os elementos mais perigosos ali. O barbudo gemia de dor. Era possível perceber que, apesar de ser uma dor suportável, era terrível, pois se assemelhava a ter uma fonte de chama encostada à sua pele o tempo todo.

O soldado faria o mesmo com Sieg, Drae, Ahmik, Zzrill e Joshua. As chamas queimariam qualquer tipo de traje que não fosse uma armadura, como tecidos simples, e causariam a dor de queimadura mesmo se a corrente de fogo não se encostasse ao corpo do Imperial (como com a armadura de Joshua, por exemplo), ou mesmo se alguém possuir imunidade contra esse tipo de ferimento. (Ninguém, entretanto, perde pontos de Vitalidade, pois a chama não é tão forte assim)

Malak podia perceber que ela tinha controle sobre aquelas chamas usadas para prender os teranianos. Com apenas um gesto e segundos de concentração, ela poderia aumentar ou diminuir a intensidade daqueles grilhões flamejantes da maneira que quisesse.

Lilyana mordeu os lábios e apertou uma mão contra a outra quando chegou sua vez. Ela se preparou para a dor, sabendo que seus talentos de cura estavam bloqueados. Era uma elfa de alma forte, apesar de demonstrar delicadeza e fragilidade externamente. Tana, por outro lado, se desesperou ligeiramente conforme os soldados se aproximavam. Ela olhou para Sieg com medo:

- Não! Siegzinho, não deixe que façam isso comigo, por favor! Sieg! Eu não quero!

Tana começou a chorar, enquanto os soldados flamejantes iam escoltando a tripulação algemada para fora do navio aos poucos. Imaginando que esvaziariam o navio em breve, um dos conjuradores, que auxiliava na produção daqueles grilhões de fogo, se aproximou de Malak e perguntou:

- Minha Senhora, o que faremos com o navio assim que for esvaziado?

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 26 Nov 2012, 18:45

Joshua

Tanta demora, tanta burocracia, tanta desconfiança. Aquilo começava a encher a paciencia de Joshua. Justo ele que tinha trabalhado em Uris para criar uma cidade inteira de pessoas livres, ser subjulgado novamente como um prisioneiro? Não, a paciência dele tinha se esgotado. Paciência que vinha tanto dos dragões como as pessoas de baixa tolerância do início de tudo quando existiam apenas os AoAs e os JSs. Segurou por muito tempo aquela brutalidade, aquela violência de um dragão velho. Antes que pudessem colocar os grilhões nele, virou-se para Malak.



- É o último aviso, Malak. Viemos todos em missão diplomática para reunir todos os povos contra um inimigo que assolou estas terras dezenas de anos atrás, antes de você nascer. Veja o conteúdo da orbe agora, pois eu não vou me render a ser prisioneiro nem hoje, nem amanhã. Firelands pode ser uma nação grande, mas não estamos TÃO desesperados assim. Os imperiais possuem uma larga aliança até mesmo com os reinos neutros que estão dispostos a se unir contra um inimigo em comum. - A irritação na voz de Joshua era bem clara. Seus olhos estavam afinados enquanto sua aura do medo era liberado lentamente a uma extensão inigualável de antes. - A história dos sobreviventes certamente vai lembrar da tola decisão da Campeã de Firelands enquanto esse lugar ígneo for dominada pelos agentes do Apocalipse. E dessa vez não seremos nós os teus prisioneiros, mas sim TODA FIRELANDS. Veja o conteúdo da orbe agora e esse será meu último aviso, não mais repetirei, não mais obedecerei as Regras de Firelands. - Antes que pusessem os grilhões, Joshua retirou sua capa imperia, com o brasão do mesmo. - E não falo como General Imperial, falo como Regente de Uris, a cidade dos escravos libertos. - Guardou a capa na cintura e esperou a resposta de Malak. Era a oportunidade perfeita para ele já que boa parte das forças tinham se retirado. A atitude da campeã cega pelo passado e por orgulho estava esgotando a paciência do dragão rapidamente. E mesmo assim se o obrigassem a colocar os grilhões, mandaria voando esses soldados como uma besta enraivecida, mas ainda calculista.

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Re: A Conquista (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 26 Nov 2012, 19:25

Malak

- Sim, Lei. Sim. Mas eu preciso verificar tudo isso que dizem. Ainda mais quando diversos dos seus comandados já agem com violência a troco de nada, mesmo conscientes dos próprios erros. Você sabe muito bem como tudo isso funciona. Mas peço para que controle seus comandados. Estão falando demais e me deixando ainda mais irritada.

Malak respondeu apenas algum tempo após a fala de Lei. Observou a reação de todos às correntes de chamas e reduziu um pouco sua intensidade para que ficasse algo "menos pior". Ainda era tola, óbvio. A maioria da tripulação deveria ser a intensidade aumentada para que se calassem e finalmente percebessem que ali não era o Império. Virou-se para o conjurador ao ser chamada, considerando algumas ideias sobre o navio.

- Peguem o que for útil. Por enquanto prefiro que fiquei inteiro. Por enquanto…

Foi quando virou-se para ver quem falava e quem ousava tentar intimidá-la. Dava a Joshua o mesmo olhar imutável, indiferente aos apelos. Ouviu-o, assistiu sua exibição e suspirou, brincando com uma chama na palma de sua mão.

- Interessante perceber como Imperiais não mudam. Terminou seu discurso, homem? Terminou a exibição? Pois considere esse o meu último aviso: me ataque e o Império perderá de vez uma possível aliança para derrotar esses tais - se for verdade, evidente -, me ataque e terá o ódio de todos de um reino e eu não me esforçarei para controlar nenhum guerreiro, me ataque e declare guerra às Firelands. - suspirou mais uma vez, cruzando os braços após a chama se extinguir. Definitivamente não estava impressionada ou temerosa com toda a cena do dragão - Aceite a prisão sem resistir. Eu conversarei com Lei assim que voltarmos ao castelo… Isso SE não for tolo o bastante para insistir no ataque.

Olhou Lei e indicou Joshua com um gesto da cabeça.

- Aconselho a controlar esse homem, pelo bem do diálogo que será iniciado. Eu não tolerarei mais nenhuma ofensiva a mim ou a qualquer outro reino. Você, Lei, terá uma chance para explicar tudo. Não a desperdice nem deixe que outros o façam.

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