A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

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A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sab 12 Jan 2013, 13:48




TODOS que participaram da sessão “A Conquista”:

Oito dias depois, hora local: 7 da manhã...


PARTE 1


Katherina:

Os feitios de Katherina circularam por Warjillis pelas próximas semanas. Sua ajuda, reconstrução e disciplina trouxeram esperança para uma cidade que estava completamente abandonada. Toussel, Tinsel, William e Katherina eram nomes que todos sabiam ali.

A ordem dos capelões ganhou seu quartel meio cru ainda, mas já podia ser usado. Tinha duas alas enormes divindo entre homens e mulheres. As provas de teste para integrar eram árduas e era ainda muito cedo para testarem os recrutas novos, os velhos por sua vez seriam encaminhados a serem da guarda para aqueles que se quer preocupavam-se em passar no teste, os que tentavam por sua vez e mostravam o idealismo parecido mas suas habilidades requeriam ainda mais treino, estes acabavam ganhando um rank melhor. Capitão William acreditava estes ao menos deveriam ganhar certa promoção por terem sobrevivido a era “Cross”.

O laboratório quimico cresceu largamente, ganhando a construção toda para abrigar alunos em uma única sala de aula com bancadas, e claro, um laboratório enorme para Tinsel trabalhar na própria pesquisa.

A igreja foi restaurada por completo e por muito tempo foi local para ocorrerem os treinos (nos campos) e aulas em sala até conseguirem erguer o quartel. Agora, com menos frequencia, ainda pessoas passam e rezam com mais liberdade. Toussel, o monge, ou melhor, o clérigo, era um homem gentil e simpático que sempre vestias robes, e possuía uma resistência física admirável, já que ele colocou mesmo até Katherina para participar dos exercicios de aquecimento matinal.

Por fim, o quartel general onde o capitão William também permanecia, agora era o escritório de Katherina quando não estava com os recrutas ou então na casa de cura ou mesmo então no salão de pesquisas. Tudo o que foi deixado por Cross e seus fiéis corruptos foi retirado e trocado, tudo inspirando o ar de renovação para Warjillis.

A única tristeza de Katherina foi de que Wall tinha sido transferido para a Capital logo depois dos acontecimentos de Cross, talvez fosse a única desvantagem, mas nada a impedia, quando raramente tinha tempo, de ir para a Capital e fazer umas visitas, onde sempre recebia algum tipo de flerte ou mesmo presente do soldado, principalmente quando se referia a flores, desde uma única flor até um buque.

A manhã que deveria ter sido silenciosa, quieta, levemente fresca e calma porém foi abalada pelos sinos da cidade de Warjillis.

Em resposta à mensagem codificada do sino de um dos portões de Warjillis, o sino da igreja que também funcionava como um alarme enorme e geral dava seu primeiro toque...

Katherina sabia que o primeiro toque era de alerta.

E assim tocava uma segunda vez... que significava preparar-se para um possível ataque.

Tocava pela terceira vez onde era sinal de uma invasão iminente.

Tocou pela quarta vez onde Katherina nunca tinha ouvido em pessoa, mas que aconteceu inúmeras vezes em guerras passadas, esse era um dos relatos de procedimentos que o  capitão William havia explicado antes.

E por fim, o sino tocou uma quinta vez. Essa era a primeira vez na história de Warjillis que o sino tocaria avisando a possível invasão tão ameaçadora.

Quem veio ver Katherina, em rapidez, foi o Capitão William.

- Srta Katherina! - Chamava o capitão, estando ofegante. - Os... os.... cinco... toques!!!! Precisamos... precisamos EVACUAR!

[Continua abaixo]



Ayrith:

Ayrith sabia muito bem que os rastros desapareciam com o tempo. E cada vez mais perto da Capital Terânia, os rastros estavam bem menos visíveis. O deserto em que estava até então tinha apagado muitas vezes os meios de rastrear e isso acabou dando a arqueira uma demora custosa. Demora que apagou os últimos rastros que ela poderia usar para achar Melantha e a escolta. Diante de seu cansaço, e ao menos melhor preparada, levaria a arqueira a chegar em uma cidade mais reservada mas nada do que tinha ouvido falar. Era outro dia para dar uma parada e buscar informações. A cidade  era pequena e humilde, sofria algumas reformas onde escadas de madeira e materiais de construção estavam espalhadas. Cansada do rastreio, Ayrith foi obrigada a parar naquela cidade. O portão de entrada estava um par de soldados que carregavam em suas placas de armadura um pequeno brasão em seu peitoral jazia uma cruz com a ponta inferior alongada e pontiaguda, relembrando uma espada. Era de manhã bem cedo e os guardas bocejavam algumas vezes. Quando avistavam a viajante {se é que estava a cavalo}, bloqueavam o portão, prontificando-se com suas lanças.

- Alto-lá! Identifique-se! - Certamente não era ninguém que Ayrith conheceria, e se realmente estava perto de seu destino, não era a melhor idéia arranjar encrenca já que procurava por Joshua que estava um tempo desaparecido, e idem Melantha que tinha vindo para aqueles lados. Era... tudo tão novo para a arqueira...




Sun Wukong:

O monge perdeu-se por muito tempo em seus devaneios em querer recuperar o que achava ter perdido. Questões filosóficas que raramente o levariam para uma resposta, que quando achava, ganhava muito mais perguntas. E numa dessas passagens por várias cidades, ouviu falar que um decreto havia saído vindo dos Cavaleiros Imperiais e certamente envolvia contra os Justiceiros Sagrados. O que antes os irmãos Anchev tinham fundado as duas ordens para enfrentar Apocalipse, agora deixaram de manter suas relações próximas. E com fofocas alheias, ouvia falar dos grandes problemas que os Justiceiros arranjaram, e junto a isso, figuras que acreditavam estar mortas {beirando a duvida se realmente tinham morrido}, agora estavam junto aos Cavaleiros Imperiais, e o nome de um deles certamente chamou a atenção de Sun, o nome era Lei Keylosh. O monge macaco relembraria instantâneamente sobre o fato de Lei Keylosh ter pertencido aos Justiceiros Sagrados, mas depois da notícia do mesmo ter falecido, nunca mais tinha ouvido falar dele... até então. Lei Keylosh sim estava vivo, tinha sua esposa e agora vivia na capital onde os Cavaleiros Imperiais tinham erguido, e este local se chamava Terânia. Talvez dar uma visita para o homem que o havia conhecido anos atrás era uma oportunidade e tanta. Como andarilho, Sun não veria problema em passar por Terania. Reencontrar Lei Keylosh certamente ajudaria o monge a reencontrar-se a si mesmo, e isso não só se tornava uma ansiedade, mas como também era uma resposta para talvez mais perguntas que poderiam surgir pela frente. Situação que agora o monge encontrava-se em um dilema terrívelmente importante em agir e reagir. E suas viagens o levaram para perto deste tal lugar chamado Terania que ficava dentro dos territórios dos Imperiais.

E pacatamente, acabava chegando numa manhã bem cedo e uma cidade pequena chamada Warjillis, onde encontrava também, vindo do lado oposto da estrada, uma mulher encapuzada tentando conversar com dois guardas da entrada.

[Continua abaixo]



Annabella:

A vinda para a Capital não foi uma viagem fácil. Anna teve várias vezes o mesmo pesadelo, quando não via quatro figuras assustadoras que não podia descrever, montadas em cavalos de cores diferentes. A única cor não natural sendo o verde, por algum motivo, via esse com reforço e mais constante em seus pesadelos. Ou então via uma rainha onde da cintura abaixo era o corpo de uma aranha. Era uma mulher bela, de pele enegrecida e orelhas pontudas, quase batendo a descrição de elfa do que Anna conhecia, mas de pele negra. Junto a ela, haviam mais de 10 generais de raças diferentes e de tamanhos diferentes. Mas por cima de tudo isso, via uma figura gigantesca que relembrava um djinn forte, de corpo escuro, mas os detalhes faciais relembrando levemente um orc. Junto a ele, estavam outras figuras, homens, mulheres, monstros e por fim, via que duas criaturas lutavam para sair do mundo dos mortos, e quem ajudava, era essa figura gigantesca. Com todos esses pesadelos, ainda acabava tendo de arcar com uma surpresa. Passavam por um local estreito e alto da montanha. Por causa da sua ausência de visão, podia ouvir muito bem que havia um amontoado de criaturas longe dali. Ao mesmo tempo da percepção, o comentário de Bark vinha.

- Mas que raios... são essas criaturas?

A cavaleira apertou as rédeas.

- Então eles chegaram mais cedo. Recebemos uma carta ontem... precisaremos acelerar os passos. A cidade mais próxima daqui é Warjillis, está sob território Teraniano. Vamos para lá.

[continua abaixo]



Annabella, Ayrith e Sun:

Imagens de Referencia: http://novaterania.forumeiros.com/t208-a-ascencao-do-triumvirato-imagens-de-referencia#1726

O que parecia ser uma manhã sossegada agora, independente ou não de interagirem com os guardas locais, não parecia mais uma conversa progressiva. Os toques desenfreados de um portão e logo depois, alguns segundos, os cinco toques da igreja acabavam chamando a atenção. E ao quinto toque, os guardas mudaram de tom de imediato. Um acabava entrando enquanto o outro ficava de olho para ver se recebia alguma ordem logo, abalado pelo acontecimento, não parecia querer perder tempo ali.

- Meu nome é Rukh... - Disse o guarda. - Possuem alguma habilidade de combate!?!?

A pequena escolta de Anna chegava logo depois de Rukh se apresentar. Haviam duas carroças/carruagens que eram trazidos por quatro cavalos. Fora isso, existia uma Cavaleira montada que se apresentava. Carregava o brasão imperial.

- Não espero que sejam os reforços da Capital... - Disse o guarda para a cavaleira que parava perto do portão.

- Não, somos escolta de Lady Annabella e Sir Bark! E a caminho daqui vimos uma das tropas marcharem!

Annabella podia sentir, desde longe, a presença de uma atividade demoníaca que lhe incomodava. E desde a passagem onde era audívelmente possível escutar a tropa, sentia que algo estava lá.

- Mas que merda... - Respondeu Rukh ao apertar o punho na lança que segurava.

- Kel’Dor, leve a nossa escolta para a Capital; Ellantra, convoque todo o batalhão 39 para vir para Warjillis! Façam como se isso dependessem da vida de vocês! - A cavaleira apontou sua lança em direção da Capital. Os dois escudeiros que acompanhavam Annabella e Bark acenaram para sua superior.

- Muito bem, senhor Kel’Dor e srta. Annabella, à toda velocidade! - O escudeiro bateu as rédeas e conduziu a primeira carroça. Ellantra por sua vez, deixou o segundo veículo nas mãos de Bark e saiu correndo a pé mesmo.



Melantha:

Para Melantha, os próximos dias foram terríveis. Foram métodos de busca de variados tipos. Joshua acabou retornando para Terânia e com Ral’Ylin, os tres trabalharam arduamente em achar qualquer rastro do que tinha sido Filniel. Draenelle contara que sim, Filniel estivera com ela, mas as notícias eram piores. Filniel havia se metido diretamente com um assunto familiar da elfa mestiça e acabou em Underdark, mundo subterrâneo conhecido por abrigar Drows, Anões duergars, Ilithids e até mesmo os famigerados Beholders. A elfa ainda acabou contando no maior sentimento de culpa sobre tudo aquilo, contando que havia feito várias tentativas de achar Filniel e ao mesmo tempo não ser caçada pelos Drows. Lamentava tristemente, mas não parecia aceitar a idéia que Fil estivesse morto.

Com o passar dos dias, Ral’Ylin teve de retornar ao seu posto, tomando conta de Uris no lugar de Joshua. Já o dragão, acabou ficando para resolver alguns assuntos pendentes com o comandante Lei e claro, todo fim de dia, se juntava à ninfa para a performance de rituais que poderiam ajudar a encontrar o bardo. Mas o número de sucessivas falhas frustrava qualquer um, inclusive os arcanos que ajudavam. Ao chegar no oitavo dia, cansaço tomava a ninfa pela primeira vez. Para quem procurou a pé por quatro anos, uma semana de tentativas mais desgastantes era mais custoso, mas começava a surgir um levemente sentimento de conformação e tudo começava a ruir mais com o desabamento de qualquer parede que a esperança existiu.

Era manhã do oitavo dia e o ritual que tomou a noite toda, como todas as noites anteriores, tinha dado à ninfa olheiras, palidez, e um cansaço sem igual. Joshua fez um cafuné na ninfa, por causa da diferença de altura, mesmo em sua forma humana.

- Descanse, Melantha. Tentaremos hoje de novo.

Assim como muitos daquela ilha que Melantha compartilhava com a genasi, a figura de pai ficava mais aparente em Joshua com o passar do tempo. Tinha suas flutuações de humor, mas fazia parte de uma paciência que era pouco para os dragões.

- Merece um sono bem gostoso após relaxar num banho, hm? Está proibida de se esforçar mais. Sei que tem dormido pouco, está bem aparente na sua cara.

E por fim, o que mais frustrou a ninfa foi quando algumas tentativas de ressurreição ocorreram, nenhuma trouxe nenhum resultado frutífero, ou Filniel estava vivo e perdido ou sua alma tinha sido tragada a um local que não era possível alcançar.

No final das contas, a ninfa pelo menos tinha um local para passar aqueles dias, era uma hospedaria que adotaria como quarto. Se retornasse para lá, como todas as manhãs em geral, encontraria uma visita um tanto grande para o tamanho. Astraeus era comportado e a visitava toda vez que Melantha retornava, odiando o fato de ter civilização, acabava preferindo ficar num espaço confinado. O alicórnio recebeu a ninfa com um afago com o próprio rosto, fungando algumas vezes para fazer cócegas na barda.

- Eu achei algumas coisas que poderia te mostrar... - A montaria branca e alva depositava de seu chifre à mesa, o laço que Filniel usava para prender seus cabelos. Pelo estado do material, não estava desgastado por estar longe de seu dono. Bem conservado e de coloração discreta, castanha como os cabelos do bardo, só tinha um local que mostrava que tinha se arrebentado, provavelmente algum combate. - Os arcanos podem rastrear com os itens das pessoas. Foi encontrado no chão perto do deserto, bem longe daqui e longe de En-Sabah-Nur (onde a cidade de Joshua se encontra).



Lei e Minami:

Como dito a Ral’Ylin, Joshua havia retornado de Uris e juntamente com a porta-voz élfica, selado o tratado de aliança entre a Capital Imperial e a cidade-estado de Uris. Sua população era uma das menores comparado às outras cidades-estados. O general também participou da cerimônia onde os nomes dos que faleceram ficou gravado.

Mas a ausência de Renon e Agatha, ter chego aos ouvidos do Comandante o deixariam extremamente ocupados nos próximos dias, raramente podendo aproveitar seu tempo com sua família, ao menos Minami que tinha se sujeitado a ficar com seu marido o tempo todo, Lei agora poderia dividir alguns trabalhos que não fizessem a calma da lupina ser perdida. Seu escritório vivia abarrotado de papeladas que chegavam e parecia nunca acabar.

Todo esse fato da ausência do Casal começava a causar um peso nas costas de Lei... Um peso que certamente lhe deixaria quadrado de tanto tempo que tinha que ficar sentado.

Minami por sua vez, mesmo sabendo de sua leve impaciência, sabia que não podia atrapalhar muito seu marido, algum deslize e o mesmo teria de acabar com mais tarefas, e naquela situação simplesmente não podiam ter esse luxo.

Mas aquela manhã não começaria com a ida direto para o escritório, tinham de partir para um local mais... burocrático que certamente testaria não só a paciência, mas também a calma e carisma. A petição de Joshua estava para ocorrer, e com a ausência de Renon, um conselho temporário havia sido formado.

[continua abaixo]



Ahmik:

Certamente os dias sem Lilyana estavam bem mais... silenciosos. A esforçada elfa tinha partido dessa, e sem conseguir ressucitar ela, Ahmik ficava com uma curiosidade lhe peturbando desde o dia da morte da Peste. Lilyana deveria ter voltado se tivessem realizado o ritual de ressurreição, e mesmo assim havia falhado drásticamente. Não foi só sua tentativa que falhou, numa pequena conversa com alguns clérigos da vida, foi relatado que era apenas necessário a alma e aceitação desta para ressucitar, e mesmo assim de todos os pedidos, nenhuma foi respondida por Lilyana.

Oito dias sem sossego e paz, e o pior, com os acontecimentos que a Peste causou tanto em Terânia como Firelands, o pior poderia vir, quem poderia ser o próximo cavaleiro de Apocalipse? Sabe-se que são quatro, mas Peste certamente era a primeira na ordem... e seguindo essa ordem, deveria ser o cavaleiro da Guerra. Chegar a essa conclusão era fácil, uma vez que poderia ter acesso à biblioteca de Terania.

Mas naquela manhã em especial, o amenti seria invocado para uma petição que estava para ocorrer, e nada mas nada menos que Joshua era quem estava solicitando.

[continua abaixo]



Zzrill:

Os próximos dias de Zzrill na Capital era talvez uma busca de redenção ou talvez tempo para repensar os seus atos que de fato não foram agradáveis aos olhos de Lei, e talvez não só ao comandante. O cansaço da batalha ao menos lhe rendeu dois dias e meio de descanso direto, sem acordar nem menos para comer ou beber, e claro, acordando nesse terceiro dia sedento e faminto. Comida que estava lá, frutas e pão que certamente não apodreceriam nesses próximos dias.

Como arqueiro imperial, logo após sua recuperação, foi colocado para treinar e continuar as atividades físicas que de certa forma, depois de tanto descansar, levaram o drow a notar que estava um tanto enferrujado. PEqueno obstáculo que poderia ser superado nos próximos dias.

Infelizmente nos próximos dias, estava difícil contactar o comandante por tamanho volume de atividades do mesmo.

E enfim, ao oitavo dia, como muitos outros, foi convocado para se apresentar para o conselho temporário que decidia muitas coisas na ausência do Imperador, fato que foi ocultado, dizendo que deveriam ajudar o Imperador a ter menos trabalhos tão burocráticos.

[continua abaixo]



Sieg:

Talvez a perda de Tana tinha sido mais dura do que Sieg pensava. Eram nesses momentos que lembrava-se da garota da fazenda que havia conhecido tempos atrás. Sarah... ainda tinha uma afeição por ela. E talvez por causa da morte de Tana e a preocupação com Sarah, havia dado uma pequena dor de cabeça para o sacerdote com o passar dos dias. Mas o pior eram as noites agitadas com visões turvas e violentas que Sieg via. Pesadelos que o sacerdote via eram aglomerados de tribos diferentes dos goblinóides(goblin, hobgoblin e bugbear), hordas do mundo subterrâneo que abrigavam não só drows, mas outras espécies de anões, e criaturas com membros de tentátculos de grande maioria. Mas o pior de tudo, era que além do abismo do mundo subterraneo, o infindável buraco, a ausência de luz tornavam-se infinitos, onde Sieg sonhava que estava caindo nesse buraco, caindo sem nunca encontrar o chão.

- Sieg... - murmurou uma voz bem de longe. - A visão nem sempre é algo que é necessário para “ver” a maldade... e o maligno. Encontrará a cega inevitavelmente... ela... será uma peça fundamental pelo o que está a vir... - E algumas vezes quando Sieg não era interrompido, ouvia mais essa mesma voz, mais fraca. - A guerra... da Rainha Aranha está por vir...  - E nesses alguns casos, Sieg via um vulto dançando sobre um lago, sem tocar a superfície. Lago que refletia a lua enorme e reluzente.

Essa voz feminina ecoou na cabeça do sacerdote nos ultimos dois dias, mas não havia se quer nenhuma outra pista. Acordando com as batidas na porta de sua moradia, Sieg ouvia o mensageiro.

- Senhor Sieg está sendo convocado para uma petição e avaliar como todos, o pedido vem do General Stranford, regente de Uris.

[continua abaixo]



Ahmik, Minami, Lei, Sieg e Zzrill:

A manhã do oitavo dia depois da aparição da Peste tinha já agendado uma reunião com as pessoas importantes, que inclusive incluíam Ahmik, Sieg e era opcional para Zzrill se o mesmo comportasse. O hall tinha Joshua no meio, enquanto todos sentavam-se à sua volta em bancadas de alturas diferentes, era uma reunião de Petição. E assim que os ultimos se sentavam, Joshua finalmente começava a se expressar.

- Pela falta de tempo ultimamente, vou pular as formalidades, por motivos bem óbvios, meus caros. Após estudar muito tempo, gostaria de criar essa petição em sobre uma plataforma de portal entre as cidades Aliados e Periféricos para a transição mais rápida para situações de Emergência. Posso claramente citar o que aconteceu com Firelands, e levando em conta que se eles fossem nossos aliados, certamente ter chego cedo poderia ter dado uma vantagem contra o agente do Apocalipse. São tempos obscuros que estamos de novo enfrentando, tempos que quando jovem, presenciei Zenon em criar esta Ordem. A estrutura poderá ser construida em cada cidade que tivermos fortíssimas relações, assim qualquer um que ativar ela, poderá ser levada ao destino final que deseja.

Mas certamente o fato de Joshua ter expelido que já foi mesmo um homem que serviu sob os comandos dos agentes de Apocalipse acabava pesando sobre o dragão azul. E acima disso, sua índole, sua fama racial era bem conhecida, em geral sendo impacientes, e em específico aos azulados que eram conhecidos por sua tendência maligna. Suas palavras eram levados num julgamento rápido de como o general era visto. Cochichos, e mais cochichos que certamente não pareciam dar fruto em nada. Ato que acabava arrancando de Joshua o fechar de seus olhos e um suspiro profundo.

- E o que garante que o inimigo não possa usar esses portais se tomarem a cidade? - Disse um dos membros do conselho.

- É por esse motivo que deverá ser usado palavras de ativação. Palavras, atos, ou até mesmo uma gota de sangue.

- Tudo isso, o inimigo ou invasor pode replicar, e usar sangue de vítimas inocentes.

- Mas para chegar a esse ponto - suspirou o dragão -, é necessário que nós não tenhamos dado assistência a esse local em específico.

- E o que garante que você não esteja planejando nos trair? Afinal, uma vez cachorro de Apocalipse, SEMPRE APOCALIPSE!

Joshua suspirou profundamente, enquanto alguns começavam a se exaltar mais.

- E até agora não explico de como voltou! Não tiveste morrido na tentativa de fugir com Raven Marak?

Os olhos do general afinaram, como quem havia sido atingido por uma facada bem profunda, uma ferida antiga estava sendo aberta. E sim, estava começando a perder a calma. A ausência de Renon e Agatha havia deixado o conselho promover quaisquer pessoas que bem desejasse, não por causa de uma falta de ordem, mas o indicio de corrupção começando a ficar evidente para os mais observadores.

- Não me coloque junto àqueles distorcedores de palavras e mentirosos. Eu fiz minha jura ao entrar na ordem, passei pelo tempo probatório como todos e ainda ofereci meus serviços... E ainda minhas tropas foram as que ajudaram a derrotar a aberração da Peste.

- Não significa nada! Pode estar muito bem nos enganando para realizar algo maligno!

Os punhos do general se cerraram e bufou, a mudança de cor de seu rosto para uma coloração avermelhada ficando bem óbvio.[/b]


Última edição por Joshua Stranford em Qui 11 Abr 2013, 10:12, editado 2 vez(es)
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 11 Mar 2013, 21:26

Melantha:

O impacto da notícia para a barda foi perturbador. Demorou tantos anos pra receber uma informação que ainda deixava a dúvida. Nisso veio também várias emoções:a tristeza de saber que algo de ruim deve ter acontecido com o elfo, raiva por tê-lo deixado sozinho no dia da despedida, raiva por ele ter se envolvido em coisa que não precisaria ter se envolvido. O único problema familiar que ela achava que ele poderia se meter, nos seus pico de raiva da situação era entre ela e Mekhare. Mas o sentimento que mais a acompanhava era o de agonia.

As tentativas falhas faziam Melantha continuar a ter suas mudanças de sentimento pela situação, tentando não mostrar na frente dos outros os extremos. Se ela deixasse de passar a imagem de alguém confiável, ai sim que suas esperanças estariam quase nulas. Se dedicava aos rituais tanto que não se interessava em outras coisas, poderia estar acontecendo uma guerra no lado ela que ela não saberia. A comida, indepentente da qual fosse, não era mais para saborear, era só pra aguentar pra ficar de pé. Tanto que não se dava conta da sua própria situação de cansaço, mesmo sendo imenso. Se não tivesse sido abordada por Joshua, provvaelmente continuaria a se esforçar até perder os sentidos.

Confirmou com a cabeça de um "uhn" quando ele mandou ela descansar, mas com o olhar perdido e cansaçado, não estava satisfeita em deixar o local e parar de ajudar. Ainda mais com a dúvida que ficava com os rituais de ressureição dando errado. Começava a preferir que Fil estivesse morto, pelo menos teria alguma resposta.

Foi para seu quarto no modo "automático" e quando entrou nele e viu seu visitante, esfregou os olhos só para confirmar que ainda não estava dormindo. Deu um leve sorriso e abraçou o pescoço do animal quando ele a afagava, soltando logo após.

Prestava atenção enquanto Astraeus falava, tentando ignorar o cansaço. Seu coração bateu rápido ao olhar a fita. Lágrimas vieram aos olhos amarelados da ninfa, que encheu o alicórnio de beijos.

-Muito obrigada, muito obrigada mesmo... foram tantos dias sem nenhum sinal... Espero que assim... as buscas possam progredir. Você é um ótimo amigo.

Pegou a fita na mão e apertou firme. Apesar de estar cansada, se ela dormir poderiam ser horas importantes perdidas. Teria que aguentar.

-Preciso... levar pra Joshua, agora. Talvez não possa mais tr energia pra ajudar em algo complexo mas... não posso dormir agora.

Caso Astraeus não a impedisse, iria correndo para procurar o dragão para lhe entregar a fita e dar as informações de onde foi encontrada.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Ter 12 Mar 2013, 12:01

Sieg:

As coisas nunca eram exatamente “calmas” para o guardião do tempo, mas aqueles sonhos mais uma vez vinham a lhe perturbar. Como se não passasse os últimos acontecimentos, tinha uma preocupação completamente nova ao tentar interpretar o seu significado. Novamente era despertado com as batidas na porta. Sentou-se na cama e olhou em direção ao som, imaginando do que devia se tratar desta vez. Seu olhar se deteve entretanto em um objeto que estava sobre a mesa a poucas horas, quando o soldado Willian era aquele que o acordava de um sonho extremamente parecido.

"Uma garota esteve aqui e pediu para lhe entregar essa cesta de biscoitos. Ela não sabia seu nome, por sorte logo reconheci a maneira que ela o descreveu. Ela disse que não queria atrapalhá-lo, apenas pediu para lhe entregar os biscoitos e pareceu feliz quando garanti que o faria. É sua namorada Sieg?" -Havia dito o soldado Willian mais cedo a entregá-la A Sieg, ficando sem resposta.

Biscoitos. Não precisava ir muito longe para saber de quem se tratava. A neta do homem que o havia “salvo” por assim dizer, Sara. Não fazia assim tanto tempo que havia chegado aquela realidade, e prometera que retornaria para esclarecer as duvidas daquela que provavelmente salvou sua vida. Entretanto, a verdade era que não tinha vontade alguma de conversar nos últimos dias. As memórias de sua ultima "missão" com os imperiais estavam frescas em sua mente. Quando foi que passou a deixar que sentimentos atrapalhassem suas decisões? Havia ignorado um aviso claro, e muitos haviam pago. Não apenas isso, havia condenado toda a existência ignorando o aviso de Tana. Por mais que ainda tivesse o desejo de vê-la, talvez fosse mais seguro para todos permanecer longe, ao menos por hora.

Novas batidas na porta interromperam sua lembrança, a quanto tempo estava perdido em pensamentos? Caminhou rapidamente até ela, usava as vestes brancas, havia literalmente “apagado” sem que percebesse devido aos constantes sonhos que pouco ajudavam o processo de descanso, olhando para o mensageiro e apenas fazendo uma observação:

- General Stranford? Imaginei que Joshua era o regente de Úris...

Era o que comentava Sieg Hart, com uma expressão aparentemente cansada. Certamente havia ocorrido algum tipo de alteração na hierarquia, mas realmente parecia não recordar se havia chegado a seu conhecimento ou não ligar no momento. Levou uma das mãos até a altura dos olhos em um esforço para ficar mais desperto e fechou a porta em seguida, pronto para seguir o mensageiro apesar de se deter após alguns passos.

- Só um...Momento. -Disse ele dando meia volta e entrando em seu dormitório mais uma vez, pegando algo e saindo logo em seguida.

- Biscoitos? - Disse ele entendendo um na direção do mensageiro, enquanto comia outro que segurava na mão oposta, caminhando conforme indicado, realmente Sieg parecia um pouco distante do seu “normal” habitual...

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Ao chegar no local habitual, Sieg mais uma vez revia os imperiais, ao menos era como vinha em sua cabeça a imagem, já que agora mais do que oficialmente fazia parte deles. Devido a reunião estar prestes a começar, saudava cada um deles com uma saudação discreta com a cabeça, reconhecendo as pessoas ali, até mesmo a esposa de Lei. Não imaginava que ela estaria ali. Sentou-se próximo ao comandante e ouvia as palavras de Joshua, não chegava a ser exatamente uma surpresa para ele o que ele diz a respeito de ter servido a apocalipse, um dragão entre humanos já gerava uma série de comentários, levando em conta o passado dele, era tudo ainda muito maior.

Os membros do conselho era exatamente como Sieg recordava. Renon ainda havia comentado quando se conheceram de que talvez um dia, Sieg faria parte dele. O sacerdote achava aqueles homens “parciais” demais, limitados a uma única visão que consideravam como verdade absoluta, mas optou naquele momento por não ir contra as palavras do imperador. O que mais lhe chamava a atenção no entanto era o fato daquelas palavras serem direcionadas contra Joshua. Ficou em silêncio, sabia que provavelmente Lei logo diria algo em defesa de Joshua, mas o que mais lhe surpreendia era o fato de alguém falar daquela forma na presença de um dragão azul que acreditava ser capaz de dizimar todos ali em segundos...Nem mesmo Sieg considerava provocá-lo daquela forma uma opção válida para quem planejava ter qualquer destino pelo qual viver....
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Ter 12 Mar 2013, 12:02

Ahmik:

O Amenti estaria em seu local costumeiro na Igreja, a sala por detrás do altar. Oito dias, apesar de corridos, com tantas reuniões, celebrações, assuntos espirituais, consertos. Enfim, tinha muito a ser feito, mas a reconstrução de sua calmaria talvez tenha ficado um pouco abalada. A calma, no entanto, foi substituída por uma leve tristeza incessante, o que foi bom para restabelecer o equilibrio do Sumo sacerdote.

Ao ser convocado para a petição de Joshua ele realmente não teve vontade de ir, queria parar um pouco, mas a situação não parecia que permitiria que se restaurasse, então a única coisa que podia fazer era se preparar. Antes de ir até o local da petição, Ahmik passou no distrito militar e pediu alguns favores. Em seguida seguiria até o recinto onde todos se encontrariam.

Sério, ele apenas cumprimentaria com acenos os Imperiais e pessoas conhecidas e em seguida se sentaria em algum lugar disponível. Não estava só, andava com uma pessoa de corpo coberto, cujos olhos ficavam expostos e eram muito atentos. Era sua companhia, preocupação de alguns seguidores, que dizia que ele não deveria andar só enquanto aquele momento de luto não passasse. Ahmik achava um exagero e já tinha estabelecido uma norma de que aquela companhia o seguiria apenas dentro de Terânia. Novos aprendizes estavam lhe dando medo, mas medo de perdê-los, como no caso de Lilyana.

Quando começaram a petição, ouviu com atenção o que Joshua disse, e em seguida as contraposições do conselho. Imaginava que o conselho estava certo em parte, afinal seria fácil ir e vir em Terânia, mas qual a dificuldade que Peste teve afinal?! Ainda mais agora com as informações do Primeiro Apocalipse tinha sido repassada aos demais.

Ahmik se sentiu impelido a se manifestar, não queria ficar muito tempo ali, sentia nojo das vontades mesquinhas dos políticos então se levantou, sem ao menos pedir levantou a voz.

- Não sejam ridículos! O que se pede não é para jogo de poder. Joshua emprestou sua força a Terânia na luta contra o Cavaleiro do Apocalipse e o que pede não é nada demais. Uma comunicação com os demais reinos nos ajudará. E evidentemente pode atrapalhar, mas o que Peste fez?! Nossa cidade foi invadida sem qualquer problemas, e os próximos que virão já tem a informação de como nossa segurança falhou.

Fez uma pausa, como se pensando.

- Além do mais, tenho certeza que podemos selar com Joshua um tratado mágico, que garantirá sua lealdade... - olhou-o, surpreso consigo mesmo pela sua petulância. Imaginou que Joshua pensaria que aquilo era mais um jogo político, mas tudo que queria era terminar logo com aquele circo.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Ter 12 Mar 2013, 20:07

Zzrill:

Zzrill dormira um sono de pedra sem sequer sonhar por dois dias e meio. Acordou no alojamento e olhou para os lados assustado.Quanto tempo tinha apagado? Verificou se estava carregando as armas, mas as encontrou empilhadas em uma mesa, menos o arco, que tinha sua forma primária em uma cruz negra de adamantium, presa por uma corrente que por sua vez estava amalgamada com a pele do drow. Suspirando, ele se arrumou, colocando a armadura leve dos Arqueiros Imperiais e espalhou as armas, pequenos tubos que carregavam magias destrutivas e o que pareciam ser apenas cabos de espadas, mas de onde saltavam mortíferas lâminas de energia. Olhando pelo alojamento, ele achou as frutas e o pão,e muito faminto comeu com vontade. Saindo dali ele encontrou na porta do alojamento conversando com um conjurador seu velho amigo chamado Ergo Proxy. Mandou apenas uma curta mensagem para Lei que iria treinar por alguns dias com o Emissário dos Deuses, antes que o mesmo voltasse para o Underdark.

Cinco dias. Em um local recluso de uma floresta próxima podiam se ouvir gritos de batalha e ondas de choque geradas por magia por esse tempo. Logo depois desse tempo, uma figura envolta em um manto negro que parecia convergir as sombras do local estava parado na entrada de Terânia. Ele apenas puxou um pouco o capuz para ser reconhecido pelo guarda e ele tinha uma mensagem: Uma convocação para ajudar o imperador com a papelada. Estranhado tal mensagem ele foi até aonde o conselho era realizado. Ninguém que era de Terânia ligou para a 'sombra' que caminhava pela cidade, pois sabiam da aversão ao sol que o Arqueiro Imperial tinha.

Ele se assentou em um local perto de Joshua ele apenas ouviu a proposta. Era algo válido. E se tivessem criado algo assim ANTES, talvez menos vidas tivessem sido perdidas no fiasco em Firelands. Isso até os burocratas começarem a trocar farpas. Até ai tudo bem, mas quando passaram a atacar Joshua, um homem/dragão integro e honesto na visão do drow. Um forte barulho de metal batendo em madeira pode ser ouvido no salão. Era Zzrill, que tinha batido na mesa. A mão esquerda do drow parecia estar revestida com uma manopla negra que crepitava com energia elétrica.

"CHEGA." A voz do drow saiu como um rugido. "Chega. Se estamos para discutir o passado, então nenhum de nós deveríamos estar aqui. Se Joshua era servil a Apocalipse, Lei criou a Sociedade Negra. " De onde o drow tinha tirado essa informação era uma mistério, mas se sabe que um drow, por mais cabeça-dura que seja SEMPRE é bem-informado. "Eu mesmo me aliei a muitas criaturas do Underdark e sou meio demônio." Ele deixou os burocratas falarem um pouco e então ergueu um pouco a mão, que crepitou por um momento com energia elétrica azul. Joshua reconheceria aquela energia como dele mesmo, pois o Drow tinha, inadvertidamente absorvido um pouco da energia do General enquanto estava batalhando. O por quê ele também não tinha o fogo de Malak era simples: ele devolvera o poder que pegara emprestado, mas não fizera o mesmo com Joshua, e a energia acabou ficando presa na alma e corpo do drow.

"Antes que falem demais, eu TAMBÉM fiz o juramento da ordem e passei pelo período probatório. Céus, até salvei a pele de Lei no Underdark! Agora, a verborragia acabou, vamos discutir a idéia. Se tivéssemos algo assim ANTES do Cavaleiro da Peste vir, teriamos sacrificado menos vidas para pará-lo.. "
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Ter 12 Mar 2013, 20:08

Lei:

Apesar de ter muitas tarefas o esperando, Lei Keylosh tirou pelo menos dois dias de folga com sua esposa e filha em sua casa no bairro residencial da Cidade Imperial. Precisavam daqueles poucos dias de descanso, já que Minami quase morrera na crise que atingiu a cidade. A esposa do barbudo não apresentou mais nenhum traço das substâncias negras que a infectaram no ataque e, por sorte, a filha Hatsuko estava treinando na fortaleza flutuante e não teve nenhum tipo de contato com aquela ameaça.

Após esses poucos dias, Lei finalmente retomou os serviços. Era preciso visitar as famílias de todos os mortos em Firelands, organizar novas campanhas de alistamento para reabastecer as fileiras de soldados teranianos, rever as estratégias de defesa da Cidade Imperial e organizar reuniões com os guerreiros de Uris que estavam presentes para formular uma proteção melhor para a capital. Keylosh também resolveu alguns impasses pendentes sobre pedido de verbas de fazendeiros da região, reclamações sobre os impostos das rotas de comércio, e o que mais estava em seu alcance. Era difícil tomar certas decisões sem o Imperador, mas era preciso.

Fez questão de que Minami fosse com ele até a petição. Embora fosse um processo burocrático com o qual a oriental não tivesse nada a ver, faria questão de tê-la ao seu lado onde quer que fosse. Deixa-la na Cidade Imperial provou ser tão ou mais perigoso do que leva-la para Firelands, portanto, era melhor tê-la por perto sempre.

Minami aceitando ou não, Lei iria até o hall da petição. Ouviria a todos que falaram até aquele momento e se surpreenderia com duas coisas. Primeiro: como alguém naquele recinto sabia que Joshua havia morrido em uma tentativa de fuga dentro da Cidadela dos Justiceiros Sagrados levando Raven Marak consigo? E segundo: Como Zzrill sabia de Lei e a Sociedade Negra? Não se lembra de ter citado o nome do grupo a ele em nenhum momento. Apesar das surpresas, pediu a palavra e se levantou quando a mesma lhe foi concedida:

- O Arqueiro Imperial Zzrill está certo. Eu também tenho um passado do qual não me orgulho, mas isto não é motivo para não confiarmos em alguém. Acredito que todos possuam manchas em seus passados, mas precisamos focar no presente. Joshua é um legítimo Cavaleiro Imperial e é fiel ao Império. Se não fosse, não estaria aqui propondo algo que beneficiará todos os reinos da Aliança Imperial. – Fez uma pequena pausa e continuou em seguida:

- O sumo-sacerdote Ahmik também está certo. A invasão das criaturas do Cavaleiro da Peste apenas mostrou falhas no sistema de segurança da Cidade Imperial. Precisamos eliminar estas falhas e uma das maneiras de se fazer isto é dialogando com os outros reinos. Para que este sistema de teletransporte funcione, é preciso a confiança mútua plena de todos eles. Acredito que reuniões serão feitas com os diferentes líderes mais tarde, mas o primeiro passo é aprovarmos a ideia entre nós. A Cidade Imperial será o marco zero, a primeira da Aliança a ter o dispositivo e então mais cidades dos reinos se juntarão a nós. Eu concordo totalmente com a ideia e declaro meu apoio ao regente de Uris.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Ter 12 Mar 2013, 20:08

Minami:

Minami permaneceu reclusa durante os dias em que Lei ficou em casa, aproveitando apenas para descansar e aproveitar a presença do marido. Durante o período em que adoeceu sozinha a licantropa apenas reafirmou algo que já sabia há muito tempo: precisava, dependia de Lei. Estava cansada de parecer forte, de terminar em confusões mesmo quando não está procurando por uma.

Acompanhava o marido onde fosse possível, embora sempre permanecesse um pouco afastada e sem se envolver nos assuntos do Império. Ainda estava apática, disse não havia dúvida. E acompanhou Lei também na reunião com os outros cavaleiros e sabe-se lá quem mais havia sido convocado. Não quis sentar-se a princípio, apenas se encostou na parede logo atrás de Lei e olhou um a um dos presentes. Reconhecia alguns, aqueles que conviviam mais com o comandante.

Suspirou pesadamente enquanto ouvia as discussões, os socos na mesa e todo tipo de manifestação de raiva, embora nada realmente ficasse retido em seu pensamento, uma vez que tais assuntos não a interessavam (como o que ouvia 90% do tempo em que Lei trabalhava).
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Qua 13 Mar 2013, 09:45

Ayrith:

Tentara sair o mais rápido possível depois que falara com Verea a respeito de Joshua, sabia que qualquer rastro que pudesse ter ficado pelo caminho seria levado rapidamente pelo vento nas areias do deserto. Mas não fora rápida o suficiente, e essa demora lhe custou um tempo ainda mais precioso de ação. Agora estava cansada e dependia de outros para poder continuar sua jornada.


E a verdade é que Ayrith havia mudado... seu orgulho não era mais algo que a guiava sempre de nariz em pé sem aceitar qualquer mudança pelo caminho. Sabia que sua teimosia já havia cobrado altos preços, e os últimos anos a haviam mudado um pouco, sem dúvidas.


Se antes agiria com prepotência, agora a genasi estava disposta a ceder um pouco em seu gênio difícil em prol de algo maior. Não podia sempre contar apenas consigo mesma. Simples.

Quando estava mais próxima e ouviu os guardas, ela ergueu as mãos num sinal pacífico, mostrando que não segurava armas e nem corria para pegar o arco em suas costas. A expressão dela era muito séria, e seus olhos azuis não tinham muita vida, pouco revelando a seu respeito.


- Ayrith Silverwind. - se apresentou num tom que chegava a ser monótono. - Preciso de um lugar para descansar e conseguir informações para poder prosseguir com minha viagem.

Estava acabando de se apresentar quando toda a confusão começou. Ayrith franziu o cenho e recuou um passo, levando a mão direita erguida para o arco num gesto automático enquanto o guarda se apresentava.

- Sim, possuo. O que está acontecen.......

Neste momento sua atenção era voltada para um grupo que chegava, e a genasi ficava em silêncio, simplesmente a observar enquanto a situação parecia piorar do outro lado do portão. Ao que parecia, não havia tempo a ser perdido com falatório. E Ayrith... ah... ela gostava mesmo da ação. Não ia perder aquilo.
Sem contar que, se tudo desse certo e tivesse ajudado, a cidade estaria em débito, logo informações e estadia seriam mais fáceis de conseguir.
Sem dúvidas ela ia para a ação.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Dom 17 Mar 2013, 21:09

Sun Wukong:

Os passos de Sun seguiam por caminhos vagos e perdidos, o monge não fazia idéia de onde tinha vindo e nem para onde estava indo. Sua memórias ainda eram falhas, alguns lampejos do passado surgiam em sua mente, algumas vezes parecendo as vezes apenas devaneios. Mas agora algo que parecia ter haver com sua história aparecia em seu caminho, "Justiceiros Sagrados". Sim o que quer que realmente fosse, algo em sua mente parecia lhe indicar uma relevancia a respeito disso. Mas ainda assim não era o bastante para fazê-lo lembrar-se de nada mais. Sun procurou pelo rumores que se espalhavam e então chegou aos ouvidos do monge andarilho um nome "Lei Keylosh".

- Lei Keylosh!

Sun repetiu o nome ouvido como lhe fose familiar e aos poucos começou a lembrar de quem seria. Era certo que este homem o conhecia e ele seria provavelmente de grande ajuda para que Sun pudesse recuperar o que havia perdido. Não foi difícil descubrir algumas informações sobre Lei e assim com o que havia conseguido, Sun se apressou em seguir para onde estaria o homem que uma vez mais poderia ajudá-lo.

Agora sim estava perto. Da estrada Sun já poderia ver os muros e portões de uma cidade. Talvez lá pudesse obter mais informações sobre ele mesmo, sobre os Justiceiros Sagrados e talvez fosse o suficiente para que pudesse fazê-lo lembrar-se de todo o resto. Mais próximo o monge que agora não era nada mais que um andarilho vadio ia se aproximando da entrada. Chegava pouco após a mulher ter se apresentado e por isso não ouviu o nome da mesma. Não teve ao menos tempo de se apresentar. Os sinos da cidade começaram a tocar a Sun atentou-se para as batidas e pela expressão do guarda percebia que algo grave estava para acontecer.

Sun fitou o guarda que havia ficado por ali e depois olhou a mulher.

- Eu me chamo Sun Wukong e posso lutar caso seja necessário.

Sun aparentemente não passava de um vadio relaxado. Um homem mal cuidado e mal cheiroso. Tinha cabelos castanhos lisos e desgrenhados e estes recaíam até os ombros. A barba estava mal feita, sem corte nem definição. Usava uma camisa cinza larga e de mangas compridas até os cotovelos, de gola em forma de V que deixava uma parte do tórax suado e sujo de poeira a mostra. Um físico de um homem abatido e mal alimentado, mas ainda haviam traços de que tivesse um corpo bem preparado para batalhas. A calça que usava era de um verde desbotado e era larga, sendo cortada no meio das canelas. Nos pés o andarilho trazia uma sapatinho velhaco. Consigo não carregava arma alguma e todos seus pertences pareciam estar resumidos numa bolsa de pano "preto gasto" , que ele trazia de modo atravessado as costas.

Após se apresentar logo olhava na direção da caravana que tinha chego ao local e prestava atenção ao eventos que ia se seguindo.

- A situação não parece boa. Se for possível adiantar alguma informação.

Sun aguardaria por qualquer informação ou instrução. E ainda pela reação e apresentação dos outros presentes.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Dom 17 Mar 2013, 21:10

Katherina:

Foram dias difíceis, mas o trabalho ajudou bem a esvaziar minha cabeça de tudo que aconteceu. Nesta cidade, sou uma heroína, a prova viva da perseverança, persistência, coragem e fé. Ou pelo menos, é o que dizem de mim. Mas ninguém realmente repara que, mesmo cercada de tantas pessoas, ainda assim sou sozinha.
O Soldado Wall é como um único parente distante, um único porto-seguro e uma única pessoa para confiar. Não falo de amores, evito flertes, afinal aparentemente ele parece estar enrolado com alguém.
Tudo vai bem, até demais, e isso é algo que me preocupa. É como se fosse a calmaria antes da tempestade. Num dia comum, como outro qualquer, estou me arrumando para meus afazeres diários. Minhas vestes em geral são compostas por trajes leves por baixo de uma cota de malha ajustada e encantada com proteções básicas, botas longas de combate, uma calça comprida e bem solta. Por cima da cota de malha, trajo a característica Tabard de minha ordem, ornada com uma cruz de malta no centro. Ela é desenhada com um bordado vermelho na parte interna e um bordado azul por fora. Branca, limpa, quase que impecável .
O grimório que prendo em meu ombro tem a mesma cruz desenhada, assim como o símbolo em meu escudo. O punho de minha espada também possui o mesmo símbolo cravejado. Enquanto termino de prender meu cabelo em um rabo-de-cavalo alto, ouço a primeira badalada.. O que..? Mal tenho tempo para pensar, e ouço a segunda. Diabos..? Prendi meu cabelo de qualquer jeito, vesti meu elmo que estava sobre a mesa escrivaninha, e joguei a mochila nas costas. A terceira badalada tocou.. Tive tempo de prender direito o cinto e erguer meu escudo, quando a quarta badalada tocou. Me dirigi para a porta, apressada..
A quinta badalada.. Abro a porta, e dou de cara com o capitão. A respiração dele ofegante, por um momento fico sem ter o que fazer, assustada. Segundos se passam até firmar um olhar confiante nos olhos, e falar com uma voz firme.
-Compreendo. Porém eu não posso deixar esta cidade até a última pessoa ter saído. Vamos. Há alguém nos portões? Vou pegar meu cavalo no estábulo.-
Quando começo a falar, já estou andando para fora do quarto. Todos os meus pertences, bom quase todos, estão comigo. Depende do capitão, meus próximos passos. O que eu realmente quero fazer, eu não preciso falar. O capitão conhece meus dogmas o suficiente para saber que eu tenho que ver com meus próprios olhos, e defender a cidade com todo meu sangue para que todos saiam.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Ter 19 Mar 2013, 10:15

Annabella:

Não estava sendo das viagens mais agradáveis para Annabela - longe disso. Nas vezes em que conseguira tirar alguns cochilos, acabava tendo horríveis pesadelos, que ela sabia não serem em vão. Avisos, talvez. Entretanto, sua mente estava cansada demais para raciocinar. E o certo a se fazer era ter uma conversa o mais rápido possível com o Comandante. Ele saberia o que fazer... Pelo menos esperava que soubesse. Estava com péssimos pressentimentos, e para alguém como ela... eles deviam ser levados em consideração.
Assim que escutou a pergunta de Bark, todo o seu corpo tremeu. Então, já devia imaginar que estavam na presença de demônios. O intenso mal estar, os pesadelos... era tão óbvio. Sendo que teria que se acostumar. Nos próximos dias lidaria com aquele tipo de situação e não poderia deixar seu corpo ser atingido. Precisava se manter forte, e seria justamente isso que faria.
Não demoraram a chegar num lugar com mais movimento. Sentia-se um tanto desorientada pelas fortes energias malignas que os rodeavam. Depois do que acontecera, nunca lidara com tanta. Ficou com a mão segurando o braço do taverneiro, não querendo que ele se afastasse. Mas duvidava muito que fosse deixá-la sozinha num momento como esse. Entretanto, também não queria que ele corresse perigo. Escutava as conversas, tentando se situar no que acontecia. Sentia Bark apertando sua mão, mas isso não o suficiente para acalmá-la. Não querendo preocupá-lo, lhe lançou um sorriso doce e sussurrou um 'tudo bem'.
Bark soltou sua mão, o que a fez ficar tensa. Mas seria ele a conduzir a carroça agora. Annabela se encolheu um pouco, ficando pensativa. Precisava encaixar as peças... Podiam ser mesmo avisos. Mas de quem? Mizabel? Estremeceu só de imaginar essa hipótese. Todavia, não devia descartá-la. Ele tinha todos os motivos para voltar do Inferno para poder assombrá-la.
E se tivesse a chance, certamente o faria.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Ter 19 Mar 2013, 10:17

PARTE 2

Melantha:

Depois das fungadas, e cócegas, baixou a cabeça sobre o ombro da barda, aconchegando num abraço. Astraeus não gostava de ver Melantha se desgastar tanto assim, embora queresse disputar o lugar com Fil, não estava lutando contra agora, mas sim queria ajudar ela o que podia.

- Está querendo tanto ir agora mesmo exausta assim? Posso te levar... mas vai chamar atenção de qualquer forma, tanto alguém capenga e caindo aos pedaços como estás agora ou comigo. O que prefere? Um ao menos terás o conforto de ficar nas minhas costas e ter o luxo de dormir um pouco. O outro, nem sei se poderás chegar até Joshua. - Mostrava certo desprezo por ter que falar nome de outro homem para a barda. Que por sinal, a ninfa aprendeu que Astraeus era bem ciumento.

- Sabe... ultimamente eu não tenho conseguido mais falar com Ariela, e ela nem se encontra naquele bosque. Só resta me dizer que os sumiços estão ligados. - Ficava na frente da porta, perante a decisão da ninfa, esperando a resposta.

Caso Melantha saia com Astraeus, certamente vai chamar a atenção de muitos. Independente disso, encontraria um bloqueio assim que chegava na entrada do Hall de Petição que era onde Joshua se encontrava. Ouviria poucas palavras de discussão e certamente veria um mensageiro chegar às pressas e entrar, conversando com os guardas.



Lei, Ahmik, Minami, Sieg, Zzrill:

A verdade era que os métodos de obter informações estavam de uma certa forma descontrolada por causa da Ausência do imperador. Métodos de variados tipos poderiam ocorrer e claro, das mais traiçoeiras e sujas também. Era fácil corromper quando o dinheiro estava envolvido.

A interrupção do sumo sacerdote certamente chamou a atenção. Ficaram quietos durante suas palavras, mas as farpas foram lançadas em resposta logo depois.

- Fale o necromante, uma das magias degeneradas e considerada uma arte negra! - Gritou alguém do fundo. Seguido dele, vieram mais reclamações até a interrupção de Zzrill.

Joshua que viu de relance aquela energia soltar algumas faíscas elétricas fechou os olhos demoradamente, tentando recuperar a calma. Após as palavras de Lei, a calmaria não ficou muito presente enquanto os membros do conselho se entreconversavam. Era estranho que ainda essas mesmas pessoas pareciam ter trabalhado por trás da cortina e pareciam ter feito vários tratos por causa da busca do poder, começavam a utilizar qualquer método pela frente.

- É incrível como essas criaturas com passado negro estão sempre... JUNTOS! - falou outra voz não identificada. E de novo, começou as trocas de farpas em direção daqueles que apoiaram Joshua.

- Não era a mesma mulher que infectou tudo? - Alguém apontou Minami. Questionavam de novo o fato de Ahmik ser necromante, Zzrill ainda mais por ter revelado ser meio demônio e por fim a sociedade de Lei.

- SILÊNCIO. - Disse uma voz mais forte batendo na mesa com o punho fechado algumas vezes. Era o mediador, o moderador de toda a petição, um homem relativamente importante, pois apesar de tudo, era ele que dava uma opinião final. - Levando em conta os fatores de Firelands que provavelmente pode acontecer com qualquer outro local periférico de nosso território E aliados, e pelo fator de realmente precisarmos mover as tropas com mais agilidade, realmente precisaremos desse método. Enquanto vocês do Conselho só disseram poucas palavras construtivas, a decisão será aprovada só atrás de um fator importante, Senhor Stranford, estás encarregado de trabalhar no projeto, mas antes deverá obter a aprovação dos arcanos de Terânia e aliados sobre um método que não deixe nenhum forasteiro ou invasor usar o portal como bem desejar. Só perante a isso, apresentado a mim, poderá prosseguir com a criação desse portal de acesso que será com certeza de grande ajuda. - Harren, o tal mediador sorriu de leve e bateu o martelo sobre a mesa em que se encontrava.

[Harren]
http://novaterania.forumeiros.com/t208-a-ascencao-do-triumvirato-imagens-de-referencia#1774

Estava fechado e a decisão era final, mas claro que aqueles do Conselho Temporário não haviam gostado do resultado. Queriam que aquilo fosse de qualquer forma o mais burocrático possível. Todos olharam para Harren e depois entre si cochicharam.

- Se não houver nenhuma outra objeção, eu ter- - E sem Harren poder terminar sua frase, um mensageiro entrou correndo no Hall até onde o regente de Uris se encontra.

- Eu...eu...t-trago notícias ur-urgentes! - O jovem carregava dois rolos de uma espécie de pergaminho contendo as notícias e dizia para todos. - Re-recebemos notícias... - Ofegava fortemente. - N-Notícias de Várias Ci-cidades-Estados e cidades menores que estão sob a proteção dos Imperiais! ...Um grupo ch-chamado “A horda” declarou guerra contra os Cavaleiros Imperiais!

O mensageiro ostrou a carta de declaração da Horda (http://novaterania.forumeiros.com/t215-rise-of-bane) para Harren que olhou a situação com o cenho franzido e leu sem se exaltar muito ainda. Passou para o Comandante Lei que estava mais próximo.

- V-várias tropas foram avistadas já próximas à essas cidades e mesmo dentro do território! - Continuou o mensageiro.

- Mas como assim? Nossos vigias não nos alertaram antes por que? - Perguntou Harren.

- Porque eles surgiram a algumas horas atrás em... em vários locais, a maioria vieram de cavernas que jamais imaginavamos que existissem! Já pesquisamos a maioria dos emblemas, são tribos... tribos ligados a vários povos... goblinóides, infernais, lycans, gigantes, anões e mortos vivos; ainda não pudemos identificar outros... E a contagem inicial foi de mais de três mil invasores!



Katherina:

- N-não acho que seja uma boa idéia ficarmos nos muros, o Quartel dos Capelões foi feito para ser um local pronto para esse tipo de ataque, segundo o vigia, a contagem passou de 500. Contra nossa quantidade, de frente defendendo os muros, seremos aniquilados. Minha sugestão seria assegurar que todos conseguiram sair da cidade e nos protegermos no Quartel com todas as nossas forças até recebermos reforços da Capital. Já mandei dois mensageiros. - Disse Capitão William ao recuperar o folego aos poucos enquanto a conduzia para o portão da cidade onde primeiro foi alertado sobre essa invasão iminente.

Antes de chegarem ao portão, Katherina notava que alguns já notavam o estado de emergência e começavam a pegar suas coisas e preparar os cavalos para partirem. Outros ainda sem entender, apenas seguiam o que os moradores veteranos diziam. E em pouco tempo a praça central seria local de gente amontoada indo para o noroeste para sair da cidade e ir para a Capital, mas até evacuarem todos* iria demorar.

Ao chegarem no portão da cidade, o mesmo encontrava-se fechado e reforçado. Na cabeça de Katherine, ficar nos portões e recuar depois seria a melhor lógica do que recuar de imediato, o problema era que precisariam deixar alguns que iriam ser aqueles que ganhariam tempo, ou ao menos precisavam de gente bom com armas de longo alcance para retardar os primeiros que passassem pelos portões.

- Srta. Katherina! - Disse o guarda do portão, seu nome era Zahael e era um dos poucos da guarda antiga que merecia ganhar nome por seu esforço em se tornar um ótimo soldado. Estava prestes a realizar a prova em alguns dias para se tornar um Cavaleiro Capelão. Embora estivesse feliz em ver a Campeã de Warjillis, a situação não era nada boa. Deu espaço para que ela subisse na barreira de madeira do portão, podendo ganhar uma altura melhor e a visão do que estava passando do outro lado para alertar a pequena cidade. Zahael entregou a pequena luneta, suficiente para ver a situação de onde estavam. Bem de longe, a olho nu, era possível ver um caminho negro de tropas marchando, e desta, uma pequena fração dividia-se para em direção de Warjillis.



Ayrith e Sun:

Sem demoras, as outras duas caravanas partiram para a direção noroeste da cidade, levando Annabella em uma delas. Logo se jutariam aos moraores do vilarejo que emigravam.

- Muito bom, vejo que poderemos ter ajuda de dois nesse momento de emergência. Embora vocês dois e mostrem... “bem desgastados”. - Rukh franziu o cenho e depois virou-se para a cavaleira.

- Bom, nos deixe passar, soldado. Preciso falar com a autoridade local.

O guarda do portão finalmente deu passagem para os três enquanto a cavaleira desceu de sua montaria e seguiu para dentro daquela pequena cidade. Com a visão não mais bloqueada pelas barreiras de madeira, era possível ver que todos os moradores estavam se preparando para se retirarem, e a confusão estava bem maior do que se imaginava. Os mais rapidos saíram na frente e abriram os portões do lado norte e estavam já transitando enquanto os lentos e os desavisados demoravam bastante para sua saída.

Deliah prosseguiu para dentro e continuou puxando seu cavalo pela rédea. A confusão tornava mais difícil encontrar qualquer figura mais importante naquele momento. Rukh fechou o portão depois que entrou e os três passaram.

- Provavelmente pelo estado de emergência, estarão selando todos os portões, essa é a ordem quando se toca o sino três vezes seguidas. - Disse Rukh ao se dirigir para os três confusos.

- E quem são as figuras importantes da área militar aqui? Sei que Capitão William está aqui, mas ele veio para dar assistência a uma outra pessoa. - Replicou Deliah

- Sim, sargento, o capitão veio dar assistência a Cavaleira Capelã Katherina. Provavelmente devem estar no quartel General ou no escritório central. - Rukh se virou para alguns recrutas e falou bem alto. - EI VOCÊS, VIGIEM ESSE POSTO NA MINHA AUSÊNCIA! - Esses mesmos recrutas correram rapidamente e tomaram o lugar de Rukh enquanto o mesmo guiou para a praça que estava lotada de pessoas marchando para o norte.

Uma das carroças puxadas por um burro e um boi carregava um enorme barril que certamente deformava a madeira. Inevitávelmente a madeira cedeu e deixou rolar este barril. Rolava para trás e todos saíam do caminho exceto por uma criança que acabava caindo no chão na correria e estava prestes a ser esmagado se permanecesse ali. A menina olhou para aquele barril de 50L e apenas fechou os olhos se encolhendo de medo.



Annabella:

Bark sorriu mais largo e menos preocupado aparentemente, mas nada disso seria visto. Ainda estava levemente inquieto de como Annabella havia agido ultimamente e quis ficar por perto para qualquer problema que viesse.

A estranha presença demoníaca estava mais forte e se aproximando pelo sul enquanto as duas carruagens/carroças partiam para a Capital pelo lado norte, se juntando com os primeiros habitantes a sairem da pequena cidade chamada Warjillis. Pressentimento peturbante era pouco àquela altura. Tanto a capitã como os dois viajantes tinham sido colocados para dentro sem se quer saber o que estava por vir. Ficava a critério de Annabella ter informado os guardas-recrutas que ficaram no portão ou simplesmente deixar aqueles que defenderiam a cidade pequena contra um inimigo desconhecido, um inimigo que ela teria um pouco de conhecimento para poder ajudar.

- ô Paie! - Chamava um garoto que vinha correndo até o respectivo pai. - Acho que vão precisar de todos os Recrutas em Warjillis!

Essa voz e as proximas que Annabella ouvia certamente eram desses moradores que estavam evacuando a cidade o quanto antes.

- Meu filho... Sei que seria egoismo demais falar para vir comigo...

- Eu sei pai, mas eu jurei minha fidelidade honra para defender a cidade!

- Eu entendo... - respondia o pai com muito pesar. - Só não faça besteira hein!? Nos veremos em breve! Que a luz te guie, meu filho!

- Obrigado, pai! - Disse o garoto, e pelo tom de voz dele, não deveria ter mais que 15 anos
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:05

Minami:

Continuava encostada em uma das paredes, completamente alheia à toda zona, discussão, troca de farpas… Pelo menos até ouvir seu nome, quando apenas olhou quem o ponunciou e respondeu com um rosnado breve. O mensageira esbaforido chamou sua atenção por mais algum pouco tempo, até ouvir que era outra guerra. Minami suspirou e cruzou os braços, voltando a olhar o chão. Era bem um "foda-se" mesmo.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:05

Katherina:


-Preciso tirar as minhas dúvidas, Capitão. Preciso saber com o que vamos lidar. Minha intenção é, primeiramente, evacuar a cidade. Mas não vai nos adiantar de nada evacuar a cidade, se eles simplesmente.. Passarem por ela e nos encontrarem no meio do caminho. Não pretendo ficar aqui e dar com a minha cara para morrer, Capitão.. Mas esta é a nossa cidade, se me permite dizer isso, e como a única coisa que me resta, como nosso território, a vantagem tática é nossa. Entende..?-

Eu realmente espero que sim. Dou um suspiro.. Coragem, garota. Olho para os civis, ligeiramente preocupada, mas nada além. Maquino algumas idéias, nada ainda que pareça muito útil. Afinal, nada sei sobre com quem ou o quê estamos lidando...

-Soldado Zahael! Que bom que está por aqui. - Mal dá para ver meu sorriso gentil, por baixo daquele elmo fechado. Subo as escadas o acompanhando, abro a viseira, e pego a luneta. Dou uma boa olhada na massa militar que se desloca para a nossa direção. Tento, pelo menos, ver do que se trata. Uma segunda espiada, é para tentar decifrar para qual direção, para qual cidade, aquela massa maior está se deslocando. Dou um suspiro, e desço as escadas.

-Capitão.. Eu tenho algumas idéias, se me permite... - Retiro de meu grimório um mapa, feito por mim mesma, da cidade. Dou uma observada nas ruas. - Não sei que inimigo é esse, o que eles são.. Mas sei que se não fizermos nenhuma resistência, eles certamente chegarão até nós. Precisamos de alguns arqueiros para retardá-los o máximo daqui de cima do portão, enquanto alguns da nossa tropa podem preparar a cidade para uma invasão iminente. Podemos fazer algumas barricadas improvisadas com móveis das casas aqui.. aqui.. e aqui.. - Começo a apontar algumas ruas pelo mapa, fazendo um zigue-zague, que por mais que eles ignorem as barreiras, ainda assim, irão ser retardados.- Podemos usar mesas, cadeiras, armários, qualquer coisa das residências. Precisamos fazer barulho, e fazer com que acreditem que existam pessoas perigosas aqui dentro. Assim, enquanto fazemos a resistência.. Os cidadãos podem evacuar sem risco de que eles simplesmente façam a volta por fora e ataquem as pessoas indefesas.-

Posso parecer infantil, mas essa é a minha ideia O Capitão pode ver que eu sou jovem, mas estou me esforçando ao máximo. Meu pensamento tem seus méritos, ou ao menos penso, e eu espero que ele ache minha opinião útil.

-Caso seja necessário.. CASO seja necessário.. Podemos incendiar algumas dessas barricadas. A minha intenção primária não é salvar a cidade. Uma cidade pode ser reconstruída, enquanto seus cidadãos estiverem vivos.. Se nós simplesmente evacuarmos para o prédio da guarda ou da ordem, eles chegarão rapidamente, e nada os impedirá de chegarem até os civis. Precisamos.. Ganhar tempo.-

Dou um suspiro, e agora, olho para o rosto do Capitão. Estou dando o melhor de mim mesma, com toda a minha inocência e minha pouca idade. Se eu estiver errada, o Capitão bem sabe que eu não me sentirei ofendida em ouvir uma correção.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:06

Annabella:

Ainda não conseguia tirar Mizabel da cabeça. Depois que levantou essa hipótese, ela simplesmente se tornava cada vez mais forte e mais verdadeira, a torturando. Demônios tinham suas artimanhas, e ele era um dos experientes. Todo o seu corpo estremeceu só de pensar em ficar frente a frente com ele mais uma vez... Por mais que todos pensassem que tinha sido a verdadeira heroína, não era verdade - pelo menos na sua mente. Se não fosse por Jaime e o Comandante, não teria arranjado forças para seguir adiante - teria sido facilmente morta na prisão de Mizabel -, e por um acaso de sorte, a arma ficara próxima o suficiente para que tivesse chance de acertá-lo no peito, bem no centro do coração. Entretanto... Não podia ficar com essa ideia fixa na cabeça. Existiam milhares de outros demônios, que certamente já sabia do seu 'dom'. Claro que seria atormentada por eles. Precisava ficar forte o suficiente para não ser atingida, e assim usar essa maldição para salvar inocentes.
Apesar do que acontecia ao redor deles, o ritmo da carroça era cadenciado, e isso fez com que Annabela desse uma leve relaxada. Todo o seu corpo estava tensionado e dolorido por causa das preocupações e da longa viagem sem pausas efetivas. E só de saber que Bark ficaria do seu lado, já era reconfortante. Porém, não seria por um longo tempo. Como já sabia, uma hora ele teria que voltar para a taverna. Ficar seguro e longe de toda essa confusão.
O relaxamento durou muito pouco, e logo ela já estava toda rígida, com uma expressão preocupada. Podia sentir a energia pesada que cercava o lugar. Algo de muito perigoso estava para acontecer, e mesmo sem saber o que era exatamente, tinha certeza que seria brutal. Não sabia o que fazer, no entanto precisava tomar alguma atitude. Mordeu o lábio com força, estendendo as mãos até tocar Bark, e quando o fez, começou a sacudi-lo, chamando sua atenção. Escutou a conversa entre o pai e o filho, o que fez seu sangue gelar e os movimentos ficarem ainda mais alarmados.
- Bark! Bark! Essas pessoas... O que está acontecendo? O que você está vendo, Bark? Demônios... Demônios perigosos estão espreitando ao redor daqui. E eles estão armando alguma coisa, tenho certeza. Eu posso sentir... - ela sussurrava num tom choroso - Não tenho certeza se eles sabem disso. Preciso avisá-los.
Era como se pudesse enxergar as densas nuvens que cobriam aquele lugar, e ameaçavam desabar a qualquer instante. Se podia fazer alguma coisa para ajudá-los, o faria com toda certeza.
- Tenho a forte sensação de que vão cair numa armadilha.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:06

Zzrill:

O burburinho só aumentou com a declaração de Zzrill. Agora acusavam até mesmo o sacerdote Ahmik de necromante. Claro, ele não conhecia a fundo a religião dele, mas sabia que tinha algo com os mortos. Um segundo estampido, similar ao de um trovão bateu na mesa, erguendo um pouco de fumaça de onde Zzrill batera a manopla

'SILÊNCIO.' O drow falou em um tom áspero e rude. 'Vocês estão falando sério? Sério MESMO?' O drow se voltou para o General ' Sir, por favor me lembre por quê diabos lutamos para proteger essa corja de mal-agradecidos que sempre nos tenta esfaquear pelas costas?' E o drow voltou para a 'corja' 'Se vocês não se lembram, vou refrescar a memória de vocês: Joshua, enquanto um dia fora servo de Apocalipse, construiu Uris, que é conhecida como 'Cidade da Liberdade', onde não há escravos. Lei, enquanto fundara a Sociedade Negra, Lutou ao lado dos Cavaleiros Imperiais contra o gigante Lenda Dourada. Não sei sobre Minami, mas Ahmik lutou ao meu lado em Firelands. Homem de coragem e valor, como um Cavaleiro Imperial deve ser. Se não fosse por esses que VOCÊS julgam 'negros e malígnos' Terânia já teria sido pilhada, vocês aí mortos suas mulheres e filhas estupradas e seus filhos feitos de escravos.' Fora interrompido por Harren, o único que parecia ter bom senso naquele lugar, mas o mesmo fora interrompido por um mensageiro. E a mensagem não podia ser pior.

'Cidades-Estados? Estão atacando pelos Planaltos Ocidentais? Maravilha... como diabos vamos chegar lá á tempo de evitar um desastre?" O drow olhou denovo para o General 'Sir, se me permite eu irei até o Campo de treinamento e recrutar alguns de meus melhores arqueiros. Se não me falha a memória, Warjillis é uma das nossas cidades que tem menos defesas. Se me permite, deslocarei alguns soldados para lá e irei com eles.' Debaixo do manto-das-sombras, os olhos do drow se acenderam em um vermelho vivo. Ele ADORAVA batalhar, e isso era bem conhecido..
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:06

Sieg:

Curiosamente não pareceu demonstrar grande reação a "explosão" de Zrill, aquilo era mais do que esperado. Algo que realmente fez o sacerdote direcionar sua atenção de maneira expressiva,foram as palavras e comentários do sumo-sacerdote. Imaginou o que devia passar na cabeça de Ahmik ao se recordar dos acontecimentos em FireLands, compreendendo que o humor dele poderia estar ainda sobre os efeitos daquilo tudo, o próprio Sieg Hart achava que aquele reeencontro era um pouco "cedo demais", e que nenhum ali havia deixado para tras os recentes eventos.

Apesar de não concordar exatamente com o comentário de "criaturas de passado negro, era de certa forma algo também digno de nota: Joshua ja havia sido uma ameaça a aquele mundo, Zrill ja havia sido uma ameaça a aquele mundo, Lei ja havia representado uma ameaça aquele mundo. Seria algum tipo de pré-requisito para ser um imperial ter colocado o destino daquela realidade em cheque? Pelo menos Sieg nunca havia feito isso.

A não ser 8 dias atras.

Sieg entretanto, permanecia em silêncio com os cotovelos apoiados na mesa, mãos juntas com os dedos entrelaçados apoiando o próprio queixo e a cabeça, que era como muitos imaginavam que o conselho deveria se comportar. Era mais um observador por assim dizer, a postura se mostrou a certa, uma vez que o portal era "aprovado" pelo conselho. Estava prestes a se levantar quando ouviu a mensagem, alterando-se apenas em uma expressão um pouco mais séria, voltando o olhar para Lei de maneira perceptiva aguardando maiores instruções.

- Uma invasão de grandes proporções de criaturas de povos e tipos diferentes... Que tipo de "líder" seria capaz de colocá-los na mesma causa?

Parecia não esperar exatamente uma resposta, apenas comentando consigo mesmo.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:07

Ahmik:

Ahmik permaneceu de pé enquanto os políticos soltavam suas farpas e veneno, e ao tocarem em seu nome, assim que teve oportunidade ele se posicionou.

- Ainda que eu levante os mortos, eu mal consigo usar a quantidade de veneno que as excelências utilizam - retrucou em tom alto e de deboche, silenciou-se por fim e ficou a escutar o que os demais tinha a dizer.

Aquele lugar começava a lhe causar sensações ruins, tanto que após algum tempo teve que se sentar por uma repentina dor de cabeça. Seu acompanhante lhe segurou pelo ombro e Ahmik apenas assentiu, se limitando à observação.

Algum tempo depois Harren se posiciona e enfim uma voz de juízo entra naquela balbúrdia, ainda que interrompida por mais uma má notícia. Agora sim a cabeça de Ahmik se doeu, mas uma força conhecida do Amenti se moveu dentro de sua alma, fustigando-lhe o desejo. No entanto ele não se alterou, esperaria as decisões seguidas, mas era evidente que teriam que contra-atacar e manter o Império livre de ameaças. Ahmik nunca pensou que seria tão difícil manter-se como Sumo-sacerdote e Imperial.

- Peste foi muito mais rápido que imaginei! - comentou a si mesmo.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:07

Melantha:

-Entenda, - disse a ninfa ao ouvir Astraeus após perguntar se ela iria naquele estado - Passaram-se tantos anos... temo que as horas que eu perderei dormindo sejam decisivas. Por isso preciso ir agora. E... será melhor em sua companhia, não daria em nada eu desmaiando sozinha no meio da rua. - deu um sorriso pequeno por causa do cansaço.


Deu um suspiro ao ouvir sobre Ariela.

-Estando ligados ou não... espero que o final da história seja bom pro nosso lado. - e com a pouca força que estava, subiu no animal branco.

Ao chegar no Hall, não ficou contente com o bloqueio e o mensageiro a deixou curiosa. Desceu do alicórnio devagar, dando um beijo rápido nele e em passos rápidos foi até os guardas.

-Preciso falar com Joshua urgente. - falou a barda que achava que não precisava se apresentar já que passou já um bom tempo no lugar.


Se tivesse acesso fácil, iria andando o mais rápido que seu corpo aguentava.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:07

Lei:

Lei leu a mensagem de “A Horda” com atenção antes de voltar a prestar atenção nas discussões ali. Enrolou a mensagem e responderia frente à acusação contra Minami:

- Todas as verificações possíveis e imagináveis foram feitas em minha esposa e posso lhes garantir que não há mais nenhum traço de infecção nela. Todos os habitantes envolvidos na invasão também passaram por verificações e não há mais nenhum vestígio daquela substância na Cidade Imperial. – Em seguida fitou Zzrill, dizendo:

- Ir para Warjillis não resolverá nada, Zzrill. Os Planaltos Ocidentais ficam muito longe de Terânia. Se esta horda quisesse nos atacar, já o teria feito diretamente e nem mesmo precisaria passar por Warjillis para isto, portanto, acredito que o ataque tenha outro objetivo. Até porque este mensageiro disse que eles estão em outros pontos no território também. – E em seguida fitou Ahmik, dizendo:

E acho que isto não é obra do falecido Peste, Ahmik. Pelo menos não parece, a menos que Apocalipse esteja controlando este grupo de maneira oculta. Não reconheço nenhum destes símbolos na mensagem, alguém os reconhece? (Se for possível rolar algum teste para reconhecer os símbolos, me avise, Hiro) – Lei passaria a mensagem a Ahmik e a quem mais quisesse ler. Finalizaria em seguida:

– Eu acho que devemos mandar apoio para os Planaltos o mais rápido possível. É exatamente em situações como esta que o sistema de teletransporte proposto por Joshua seria de extrema importância. Mas é crucial que não deixemos a Cidade Imperial vulnerável, como já aconteceu dias atrás. – Terminou fitando Harren.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:07

Minami:

A oriental aproximou-se de Lei, deixando as mãos sobre seus ombros em um agradecimento discreto e silencioso pela defesa. A proximidade permitiu que ela olhasse a carta e seus símbolos com mais detalhes, o suficiente para que algo chamasse sua atenção. Entretanto, Minami manifestaria-se apenas após Lei terminar de falar e ainda não falaria em voz alta.

- Eu conheço um símbolo, Lei. Esse. - indicaria um deles, apontando-o - É de… seres como eu. Mas eles se desviaram do caminho, foram para o lado ruim.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:08

Sieg:

- As profecias envolvendo 4 cavaleiros do Apocalipse dizem que a Peste é seguida pela Guerra: "E quando abriu o segundo selo, ouvi a segunda criatura vivente dizer: “Vem!” E saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada."

Sieg fazia o comentário observando a Lei, sem grande interesse no papel, uma vez que já era claro que se tratava de uma ameaça, para o sacerdote as razões não faziam tanta diferença naquele exato momento. Concordou com a cabeça a respeito da resposta do comandante, falando logo em seguida.

- Conforme o mensageiro disse, eles estão em pontos diversos. Comandante minha sugestão seria de dividirmos nossas atenções entre as cidades ameaçadas. Talvez seja necessário nos separar com frações de nossas tropas, para garantir a segurança do maior número de pessoas e locais.

Mesmo falando de maneira apressada, parecia manter a calma aguardando a ordem de Lei. Observava o comentário de Minami mas não se pronunciava, apenas observando com a expressão atenta as reações de todos como normalmente acontecia.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 25 Mar 2013, 19:08

Ayrith:

Ayrith ainda não sabia o que estava acontecendo. Só que algo estava prestes a dar muito errado por ali, e que não teria suas respostas tão cedo.
Joshua e Melantha teriam que esperar... no final das contas. Ou melhor, ela teria, afinal, era quem estava os caçando. E o pior era que quanto mais tempo passava, mais rápido os rastros deixados iam sumindo. A genasi só poderia contar agora com a ajuda de outros. E nunca fora algo a que gostara de recorrer.

Logo, estava ali, pronta para lutar e se fazer merecedora de informações. Só esperava que não demorasse demais.

Observou o caos instaurado do lado de dentro dos portões e ouviu Rukh com um suave assentir. Sua expressão era vazia de emoções, mas a elemental estava muito atenta.

O suficiente para notar o barril... e a criança que seria esmagada.
Ayrith praguejou. Não era nenhuma heroína, mas havia mudado um pouco durante aqueles anos. Se ela tivera uma segunda chance... porque não a menina?

Logo a elemental usou de sua agilidade para correr e tirar a garota do caminho, obviamente nada feliz por a criatura ter simplesmente empacado ali no meio, mas ela ouviria quando estivesse fora de perigo.

.... Se Ayrith conseguisse livrá-la do perigo.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Ter 26 Mar 2013, 20:46

Sun:

Sun observou as caravanas partindo e então fitou o guarda e sorriu brevemente

- Eu me sinto muito bem senhor. Deve ser a sujeira em minha roupa.

Sun falava num tom calmo e ameno. Sun sabia que suas reais condições iam bem além das roupas sujas, mas de fato não era um homem que iria ficar choramingando atenções e cuidados.

Equanto seguia o andarilho ia observando o local a sua volta assim como sua "companheira". Não era muito amigável, mas era uma ajuda. Apesar da visão de caos que logo percebia ao adentrar os muros da cidade Sun ia prestando atenção na conversa que se seguia entre Rukh e Deliah. Sun não fazia idéia de como aquela cidade funcionava e nem quem eram as pessoas importantes por lá. Estaria disposto a ajudar como fosse possível.

Enquanto seguiam para a praça logo acontecia algo que Sun não poderia ignorar. Ao ver que o barril atingiria a jovem, Sun avançou na direção da mesma no intuito de protegê-la. Notava que sua "companheira" também havia avançado. Sun então não foi direto para a menina, mas saltou na direção do barril, para golpea-lo com o pé. Não era exatamente a melhor idéia, mas se pudesse fazer o barril desacelerar um pouco, poderia dar tempo para a mulher salvar a menina e ambas sairem sem grandes ferimentos.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Qua 27 Mar 2013, 20:45

A Ascenção do Triumvirato - Capítulo 1: Novos Aliados - parte 3


Namish:

Tanto tempo fora, tanto tempo sem ver seu melhor amigo, Namish permaneceu ausente por muito tempo dessa vez. Mas qualquer notícia que saía de Terânia, principalmente sobre seu amigo, era algo para ela se manter atenta aos detalhes. E por estranho que seja, as notícias da comitiva dos Cavaleiros Imperiais percorreu por extensos lugares sobre a luta deles contra um dos Cavaleiros de Apocalipse e que tinham conseguido uma vitória. Alguns diziam que a Campeã de Firelands tinha derrotado esse Cavaleiro sozinha, enquanto outros diziam que ele já estava semi-morto e por isso a campeã apenas pegou o crédito. Mas atrás de uma boa notícia, uma má noticia vinha. Uma figura importante tinha falecido nesse dia, e dos outros, alguns comentavam que soldados também morreram nesse mesmo incidente. Uma terceira boca ainda disse sobre o preço que tinha sido alto, afinal alguns favoritos desse grupo de Cavaleiros que foram mortos nessa guerra, e isso incluía o conhecido Ahmik que tinha perdido uma aprendiz. Comentaram até o quanto o sumo-sacerdote estava depressivo e irritado com tudo aquilo, e estava um tanto impaciente até mesmo com os outros sacerdotes e em suas atividades.

Namish sabia que Ahmik para chegar a esse nível, estava realmente mal. E talvez fosse aquele momento para retornar e pagar uma dívida que seria difícil de devolver.

Seu retorno à Capital não iria ser diferente de muitos que corriam avistando as tropas da Horda. Gigantes da montanha, bugbears, aranhas gigantes, anões, pessoas comuns, goblins e hobgoblins marchavam sob uma bandeira só, a da horda, que era um símbolo vermelho (http://novaterania.forumeiros.com/t215-rise-of-bane verá no começo do pergaminho junto com o simbolo de outras facções). E a caminho, já via o estrago do que eles foram capazes, aniquilar todos os lugares que existia humanidade. Pilhagem, destruição e terror era pouco, como se não bastasse, ainda existia o escravagismo de vários tipos até mesmo que usavam crianças e mulheres como objetos sexuais a seus favores.

Seja o que fosse aquilo, Namish entendia que aquelas tropas, por mais que estivessem separados, continuavam a avançar em apenas uma direção, Terânia. Porém sua jornada tinha alguns impasses, o inimigo a sua volta, e a incerteza se deixariam ela entrar na cidade Imperial.

Naquele exato momento Namish tinha acabado de chegar num pequeno vilarejo devastado onde esses mebros da horda comemoravam seu feitio. Era de manhã bem cedo, e a vantagem de se aproveitar das sombras já tinha exterminado qualquer chance de se mover como faz de noite. E ainda deparada a outro problema grande, contava com as cidades pelo caminho para re-estocar seus suprimentos, mas um após outro, nenhum estabelecimento sobreviveu aos assaltos da Horda. E por fim, era a quantidade esmagadora da horda; sua precisão e rapidez fez com que contassem ao todo mais de 3 mil soldados da horda.



Katherina:

O capitão coçou sua barba algumas vezes pensativo no que ela falava. Ficou a digerir enquanto Katherina se dirigia a Zahael.

A maior parte da massa tomava o caminho simples para em direção da Capital. Todos ali pareciam ter sido designados a combaterem alguma coisa em específico, sendo que as criaturas gigantes, apenas duas das mais de centenas estavam se desviando para Warjillis. Era como se tivessem calculado o tamanho certo da tropa para ter folga dos que sobrarem e depois se juntarem contra a Capital uma vez tivessem derrubado os outros obstáculos, certamente obstáculos como Warjillis. Katherina via ao menos raças das comuns até as descomunais do que ouvira falar. Gigantes de gelo acompanhados de várias tribos goblinoides, e mesmo aranhas estavam juntas. Estranhamente essa tropa que seguia para Warjillis estava sendo guiada por uma figura encapuzada levemente corcunda.

- Nossos recrutas ainda estão em fase de treinamento, precisamos de gente boa de mira e alcance, mas vou invocar todos. Quanto a emboscadas, poderiamos preparar algumas coisas de cima dos telhados de casa. - Disse William. - Pequenos obstáculos hem? Hmmm... - O capitão continuou a coçar a barba e começou a olhar quais recrutas estavam no portão. - Muito bem, a medida que eles avançare, recuaremos para o quartel general dos Capelões, eu vou deixar uma unidade pronta com armas de cerco. Mas até lá, os arqueiros serão acompanhados por alguns de nós. Katherina, agora é a hora de mostrar suas habilidades enquanto eu estarei retornando para a praça passando as instruções e depois para o QG para ordernar a tropa de retaguarda. Os arqueiros chegarão em breve. - Deu um sorriso de lado e acenou enquanto saía em passos apressados para voltar para a praça.



Annabella:

- C-calma! - Dizia o taverneiro alarmado, talvez fosse a primeira vez que via Annabella tão tensa e agitada assim, ao menos desde Mizabel. - Estamos indo em massa para a cidade de Terânia, é isso que vejo. - A abraçou com um braço. - Mas como pretende fazer isso? A chance que tínhamos de ter desenbarcado na cidade já passou. A não ser que eu peça a Kel para levar nossas coisas para a Capital. - E isso de fato seria uma bela de uma má ideia, afinal a facilidade de coisas sumirem nos transitos com tanta gente era tão fácil quanto escorregar numa pista de gelo. Claro, havia uma outra opção que o taverneiro não falava, afinal não queria se separar da mulher, e simplesmente era de deixar Kel’Dor enquanto Bark mesmo guiava as carroças para a Capital.

Pelo fato de não poder ver, mas sentir, Annabella que quase podia apalpar a presença do demônio agora sentia a natureza dele. Fogo e ira de misturavam de uma forma que o temperamento desse demônio era explosivo. Era como se fosse quase possível ouvir o mesmo rugir de pura ira. Com o fogo sendo seu elemento, Annabella sentia que a cidade iria ser reduzida às cinzas com seus protetores. Mas ao mesmo tempo quanto a isso, sentia que ela poderia fazer a diferença para garantir a sobrevivência até mesmo dos protetores.



Melantha:

- E para variar, não vai me escutar como sempre. Eu deveria te levar para fora da cidade. - Resmungou o animal até chegarem no portão do Hall.

Melantha escutava todo o anúncio dado pelo mensageiro e o estado de calamidade que parecia estar se encaminhando para onde estavam. E o pior, junto a isso, pensava em Fil, se o mesmo não tinha sido vítima desse grupo.

- … - Astraeus bateu suas asas e farfalhou algumas vezes para que a ninfa ficasse distraída das recentes notícias. Relinchou de maneira alta para chamar a atenção e saltou pelos guardas, adentrando o Hall.



Lei, Ahmik, Minami, Sieg, Zzrill:

- CHEGA! - Faltou Harren mais alto e irritado. - Encerro a Petição de hoje. A área militar não necessita que ouvidos desnecessários do Conselho saibam de tudo. - Harren finalmente bateu a marreta onde deu por encerrado. Aqueles outros membros do conselho que se diziam ser importantes ou pelo menos tinham um ego enorme atrás, olharam feio para Harren e os outros cavaleiros Imperiais; após isso se retiraram em silêncio. Respirando fundo, o mediador dirigiu-se para Sieg primeiro.

- Agradeço pela permissão, Moderador. - Joshua reverenciou de leve se encaminhando para onde stavam seus companheirs Cavaleiros.


- Bem observado, Sieg. - Disse Harren. - Conseguiram juntar um grupo enorme sob uma meta e enquanto tiverem essa meta em comum, serão difíceis de se lidar.

Lei reconheceria a maioria, A máscara metálica simbolizava uma tribo de anões, aquela que parecia uma estrela era ligada aos dragões de Tiamat, O simbolo azul era ligada aos gigantes, e principalmente aquele central que era espelhado era o símbolo de infernalistas. Aquela cruz com a cabeça redonda era diferente, mas representava a comarca de um grupo de vampiros.

Porém para Minami, aquela de besta no fim à esquerda era ligada a uma tribo de Lycans esquecidos pela lua, renegados e abraçados à Espiral das Sombras. Mas não eram apenas Lycans, dentre esses aquele que era o mais temido era aquele que ganhou o sangue dos Carcajus.

Para Ahmik, um símbolos era familiar, o que ficava no meio da coluna da esquerda era daquele que seria o filho de Apophis, Set.

Zzrill e Sieg reconheceriam o símbolo da direita lá em baixo, significava aranha, mas não qualquer aranha, era a Rainha Aranha de Underdark, não era só simplesmente o bicho aracnídeo, mas todos os drows que eram malignos.

Sieg reconhecia a imagem de imediato quando se relembrava da voz falando da Rainha Aranha. Mas o outro que suas experiências lhe traziam, era aquele rosto que parecia estar tomado de fogo no topo à direita. Este... este era para ser de um deus morto, um deus morto conhecido como Bhaal.



Lei, Ahmik, Minami, Sieg, Zzrill e Melantha:

O momento de desvendar os símbolos das tribos envolvidas terminava com a entrada da ninfa montada eu seu cavalo que possuía um par de asas bem brancas e ao mesmo tempo possuía um chifre em sua testa. Seria um Pégaso ou um Unicórnio?

Joshua tomou a dianteira e finalmente relaxou os ombros, pensativo até então com os acontecimentos e o que poderia estar acontecendo com Uris por causa da forja da aliança recente.

- Falmarin! Lhe disse para descansar. Não está em condições de sair andando por aí... ainda mais... com sua montaria junto. - Joshua se aproximou da ninfa, até que era parado por Astraeus.

- “Montaria”? Eu não sou qualquer montaria, nem cavalo, nem unicórnio nem pegaso... mas sim um alicórnio, lembre-se disso, “grandão”. - A “montaria” de Melantha falava por si, e peitava Joshua, já que era um pouco mais alto que o próprio cavaleiro imperial, mal sabendo que era um dragão.

Joshua por sua vez arqueou o cenho e sorriu.

- Interesssssante. - Disse com aquele sotaque clássico qdo ficava na forma dracônica. - Podemos ver logo quem é o “grandão” aqui. - Afinou os olhos para Astraeus.



Ayrith e Sun:

A cavaleira estava pronta para agir, mas a rapidez de Sun e Ayrith fez com que ela ficasse para trás e observasse a performance dos dois.

Ayrith sabia que mesmo correndo para a menina, até tirar ela do lugar, levaria alguns segundos que iria custar caro para a genasi, caro o suficiente para custar-lhe algum membro do corpo. Mas a intervenção e o rapido pensamento de Sun em sua atuação, conseguiu parar o Barril a tempo, causando um buraco no mesmo ao ter que usar da força para parar. O cheiro da cerveja saiu nesse exato momento, cerveja que já não mais podia ser consumido. O dono do mesmo veio correndo e pediu desculpas centenas de vezes para os envolvidos e se encarregou de tirar o resto do que tinha sobrado. Quanto a menina, não tinha nenhum parente próximo a ela e a mesma desatava a chorar pela experiência traumática.

Rukh aproximou-se dos dois coçando o queixo e sorriu de leve,

- Quem não vos conhece, diria que estão juntos. Ambos chegaram de viagem e são novos por aqui. E já fizeram um ótimo trabalho. Se tudo correr certo, certamente reportarei para Capitão William e a Cavaleira Capelã Katherina.

Conforme a confusão estava grandiosa na praça, a igreja também abria suas portas, deixando alguns dos religiosos darem assistência enquanto que o monge local saía, vestido em robes amarronzados.

- Senhor Toussel! - Disse Rukh alto quando o monge saiu.

- Saudações, Rukh. Vejo que todos estão se encaminhando para a Capital. Meus clérigos e monges estão já dando assistência pelo caminho. Alguma notícia do Capitão ou da “menina”?

- Não senhor. Estamos só seguindo procedimentos normais do nível de alerta.

O monge deu um suspiro enorme.

- E nenhum sinal de que reforços serão mandados? - Perguntou o monge.

- Eu invoquei o batalhão 39, senhor Toussel. Imagino que lembre-se de mim, treinei durante seu regime na capital. - Deliah deu alguns passos para frente, alcançando o resto. Reverenciou o monge cordialmente.

- Haha! Dedê! Cresceu bastante! - Disse o monge sorridente.

- Por... favor... seus apelidos não de novo! - Fez bico e ficou vermelha.

- Haha....hahaha, tudo bem, e quem são estes dois?

- Estavam no portão pedindo entrada até Sargento Deliah chegar. - Respondeu Rukh.

- Hmmm... prazer, me chamo Toussel e sinto muito pela situação atual, e normalmente recebemos raras visitas pedindo abrigo hoje em dia. Vi a performance de vocês dois hoje e estão de parabéns. Veremos se poderão receber recompensa mais tarde por isso. Soldado Rukh, pode voltar para seu posto, eu cuidarei daqui em diante. Também mande um mensageiro para William avisando que metade da população já se deslocou. E vejam o que Tinsel vai precisar, aquele ser peculiar é um tanto exigente com suas coisas.

O monge voltou-se para os dois curiosos com seus trajes e aparências diferentes.

- Se me permitem, podem me dizer de onde são? Raramente vejo alguém como... vossas vestes e rostos diferentes. - Claro que por mais que Sun e Ayrith estivessem com as roupas surradas de níveis variados, o monge local era simpático quanto a isso.


Última edição por Joshua Stranford em Qui 04 Abr 2013, 14:19, editado 2 vez(es)
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

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