A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 20 Maio 2013, 19:36

Annabella:

Cada músculo do seu corpo estava rígido pelo crescente nervosismo - o que não era surpreendente, levando em conta que não tinha nenhuma experiência em campo, apesar de tudo que passou quando serviu de vítima para Mizabel. Apertava Kel com mais força do que a necessária, até mesmo sem perceber. Um calor sufocante tomava conta de sua mente agora, mas nada que ela já não conhecesse. Então, para seu provisório alívio, escutou Kel a apresentar para um conhecido nome... e assim que reconheceu a voz do Comandante, chegou a suspirar realmente feliz por encontrar um conhecido no meio daquele caos.
Com ajuda de ambos, desceu do cavalo, e o primeiro contato com o chão fizeram suas pernas tremerem. Era como se pudesse sentir o demônio se arrastando... ali por baixo. Porém, o foco não era apenas naquela área... Não se resumia em um. Annabela estremeceu com o pensamento.
- Comandante... - arfava de leve - Não acredito que finalmente estou com falando com o senhor. Sinto muito por minha insistência em vir para cá. Não quis colocar ninguém em perigo, mas precisava falar com algum soldado, responsável... Qualquer um! - os olhos sem foco continham desespero, era possível perceber - Mas acho que cheguei tarde demais. Eu vi um demônio... bem aqui - apontou para a própria cabeça - e senti. Ele está agindo por baixo... O demônio de minhas visões é bem real e está se movimentando sob nossos pés.
Era direta em suas palavras, tentando ganhar o máximo de tempo para que pudessem agir. Mas, se Lei Keylosh estava ali, era óbvio que já estavam tomando conta da situação. Fechou os olhos com força, como se sentisse pontas afiadas a espetando, numa espécie de provocação. Aquilo gerava um forte desgaste físico, que ela conseguia contornar muito bem, mesmo diante das desfavoráveis circunstâncias.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 20 Maio 2013, 19:36

P/ Namish:

- Suas coisas... hmm... - Não era ela que tinha trazido Namish para aquele local. De seu jeito delicado pensou um pouco onde um braço cruzado ao outro, pensativo batucando seu proprio queixo... até lembrar o algo importante. - Suas armas foram o que restaram. A roupa... - respirou fundo. - Bem...

Sarah se retirou por alguns segundos, algo como se andasse para uma outra ala, que era do lado, mas logo retornava com os equipamentos da espiã.

- Isso foi tudo o que achamos. - Dizia enquanto trazia as armas para Namish. Sarah trouxe o embrulho em um pano verde-marrom e os depositou sobre o colo da espiã.

Quando a mesma se afastou, uma mensageira se aproximou trazendo as notícias. - Srta Sarah, estamos a uma noite de nos aproximarmos da Capital. As tropas da Horda ainda não nos detectaram, e lorde Zephyr avisou que todos da aliança estão prontos para agir assim que chegarmos ao território Imperial.

- Alguma notícia dos homens de Klaggedin? - Retrucou Sarah.

- Nada ainda.

A garota que não parecia ter mais de 17 anos, deu um suspiro balançando a cabeça negativamente.



P/ Melantha:

Visão turva que só pode ver Joshua por fim naquela noite. Ao cair, não sentiu dor nem nada, mas sentia-se ansiosa, inquieta mesmo dentro dos seus sonhos ou pesadelos. Um sono pesado que demorava para entender aonde estava aos delírios de seu corpo que estava mostrando os resultados de se forçar tanto.

Estranhamente, via-se no corpo de Astraeus, correndo o mais ágil que podia, entre apenas piscares de olhos para alcançar Mekhare o quanto antes. Em questão de segundos, estava na floresta onde estava a druida. A mesma parecia meditar para se recompor. E nenhum sinal de Daeron por sorte. Astraeus pareceu relaxar um pouco até sentir uma pontada em seu ombro esquerdo e cai de joelhos no chão aonde teve de se apoiar com as mãos.

O elfo passou pelo lado da criatura alada que estava em sua forma hominídea. Aqueles cabelos, as vestes, eram completamente iguais como da última vez que tinha visto. Passou por Astraeus e em passos ilusórios, alcançou Mekhare para levantar sua espada e descer sobre a druida. Era morte na certa para os olhos de Astraeus que também estavam sendo vistos por Melantha. Mas aquilo não ocorreu de maneira esperada. A espada se quer tinha conseguido descer do topo. Havia uma criatura grande, quase o dobro da altura de Daeron, sua couraça na nuca era bem resistente e sua pelugem era marrom. Era maior que qualquer espécie de urso marrom comum, era um urso atroz.

E na reação de não causar dano, o urso retrucou com uma patada violenta que foi o suficiente para rasgar roupa e carne do vampiro como se fosse a maior facilidade de uma faca afiadíssima cortando algo macio e sem resistência. Houve alguma conversa apartir desse momento, mas nenhuma voz foi ouvida. Difícil era ler os lábios com o ambiente completamente confuso.

Daeron estava caído, mas sua regeneração já estava ocorrendo, uma regeneração rápida e típica de vampiro que Mekhare não percebia e deixava a guarda baixa.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Seg 20 Maio 2013, 19:36

Minami:

- Ficaremos juntos... - Minami murmurou, ainda apenas observando o grupo e suas decisões. Tanta demora certamente não ajudaria muito em uma batalha.

Afastou-se apenas alguns passos, suspirando enquanto desembainhava sua katana para olhá-la melhor. Eram meses sem manuseá-la, sem lutar. A última vez que usou sua espada foi na luta amistosa com Lei. Após isso apenas quando foi infectada e precisou se defender... Não sabia mesmo se conseguiria ser de grande ajuda.

Virou-se outra vez apenas ao ouvir Lei tão preocupado com outra mulher. Embainhou outra vez a katana, deixando um rosnado sutil demonstrar seu sentimento. Sentia ciúme e não era pouco. Manteve-se mais afastada, olhando-os de onde estava e de braços cruzados.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sex 31 Maio 2013, 18:50

Melantha

Apesar de estar no momento que achar que dormir seria uma perda valiosa de tempo, seu corpo pedia - e quem sabe era ela mesmo que estaria perdendo tempo em não dormir.

Ver tudo o que Astraeus via no começo era um tanto quando bom, pois sabia que estava bem. Até cair e ver Daeron. Começou a ficar desesperador. A espada pronta e... sua mãe se transformando num urso e ficando sem nenhum arranhão. Ver que seu pai mal teve chances contra Mekhare foi um alivio mas a conversa que não pode entender deixava a ruiva curiosa.


Enquanto isso, o elfo vampiro se regenerava e ao ver a mãe aparentemente esquecendo desse detalhe fez Melantha gritar (ao menos tentar), chamando pela mãe. Queria poder ajudar a druida de qualquer forma, mesmo aparentemente sendo quase impossível.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sex 31 Maio 2013, 18:51

Namish

Namish mantinha os olhos fixos na jovem a sua frente. Os músculos tensos demonstravam seu estado de alerta, claramente defensivo. Tinha que redobrar sua atenção, pensar mil vezes antes de agir. O erro do acampamento não podia tornar a se repetir. Pelos olhos, pode notar a expressão pensativa, os dedos batucando o queixo. Parecia que seja la quem fosse que a havia deixado ali, não havia sido Sarah.

-E quanto a minha mascara?

Perguntou ao ouvi-la dizer que das roupas nada havia sobrado. A mascara era importante, não era apenas para encobrir sua identidade e feições, era sentimental, uma lembrança insubstituível.

Enquanto Sarah se afastava, Namish passou os olhos um pouco mais atentamente pelo local, cheia de desconfiança. Não tinha nenhuma garantia, nada que fosse conhecido e confiável. Podia ate mesmo estar vivendo uma ilusão. Suspirou e puxou o ar profundamente em seguida, mais do cautela, tinha que manter a cabeça no lugar.

A espia que ainda estava de pé, saiu um pouco da posiçao defensiva para pegar as armas que a jovem tinha trago. Com especial cuidado, ela abriu o embrulho e deixou que os dedos percorressem as laminas cuidadosos enquanto os olhos as avaliavam com extrema atenção.

Enquanto fazia isso, os ouvidos atentaram-se para a mensagem traga pela mensageira. Se estavam se aproximando da Capital, era uma noticia, embora parecesse que a batalha estava apenas esperando por eles. Namish não era um soldado, ela não havia sido treinada para combate em massa, restava a ela apenas esperar. Os olhos ergueram-se das armas novamente para Sarah.

-Quem são voces? Quem me trouxe para cá?
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sex 31 Maio 2013, 18:51

Katherina

As tropas aliadas eram um alívio para mim. Eu sei bem que não conseguiríamos conter todo aquele contingente sozinhos, talvez até diminuir o número bastante, mas as chances de vitórias, sem ajuda externa.. Eram nulas. Com os arqueiros de Zzrill o combate até começou a parecer mais fácil, mesmo com toda aquela horda invadindo.
E enquanto eles cuidam de impedir o avanço do exército inimigo que invade pelos portões, eu tomo uma postura mais defensiva, a fim de permitir que os soldados feridos possam ser recuados para um ponto mais seguro. Afinal de contas, sem ninguém para proteger eles seriam alvos fáceis.
Mesmo com o apoio, eu mantenho minha resolução de recuar para o plano de guerrilha. Os soldados de Warjillis não formam um contingente tão grande para um combate tão próximo, até por causa daqueles gigantes que se aproximam.
-Vamos, levem os feridos! Soldados que estiverem próximos, formem uma falange defensiva!-
É obvio que eu falo isso mais para os meus recrutas, afinal, já há alguém além de mim coordenando a defesa. E mal termino de recitar ordens, e vem um mensageiro se dirigindo a mim. Por pouco, não o ataco. E ele me fala algo como:
"-Srta Katherina? O comandante Lei Keylosh está atrás de você! Venha comigo, rápido!-"
Então ele realmente está aqui.. Ótimo.. Por um momento chego a imaginar se Wall sabe da situação.. Espero que não, por mais que eu tenha pedido para Lei avisá-lo do ataque. Droga, eu preciso ir lá. Me direciono para a comandante do Batalhão 39.
-Comandante Deliah! Vou recuar para me encontrar com o líder do suporte os Imperiais, cuide das coisas!-
Olho para o mensageiro e faço um sinal positivo, esperando que ele me guie. Corro o mais rápido que meu cansaço permite, pois querendo ou não, a batalha estava começando a causar um cansaço. Finalmente avisto a "mesa de reuniões" onde se encontram Lei e os demais membros dos Imperiais, os quais eu não tenho ideia de quem sejam. Paro para tomar um pouco o fôlego e erguer a viseira do capacete, enquanto o mensageiro me anuncia para os demais. E logo após, começo a falar, me dirigindo a todos.
-É um alívio.. Ver que temos algum suporte.. São cerca de.. 3 mil soldados inimigos lá fora.. Quando vim para cá, eles estavam se reagrupando nos portões.. Mas há um problema.. Os portões.. - Paro um pouco para respirar, e volto a falar - Foram destruídos por um grande demônio de fogo.. Mas ele.. Ele sumiu no chão no meio do combate, logo depois de ser acertado pelos monges.. E até agora, não sabemos onde ele foi parar.. Também deixou alguns feridos na explosão.. Além dos soldados, está o capitão William e uma arqueira chamada Ayrith...- Encerro, dando um longo suspiro. Tiro de um dos bolsos do meu cinto um pano e o uso para enxugar o suor da testa.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sex 31 Maio 2013, 18:52

Ahmik

Ahmik percebeu que Lei se desviou do assunto, feliz pela efetividade dos ataques. No entanto ele não estava feliz, e ignorado pela alegria da situação temporária, irritou-se, o que vinha acontecendo frequentemente.

- ÓTIMO, ÓTIMO....ALEGREM-SE DIANTE DE UMA PEQUENA VITÓRIA - gritou a todos ironicamente - Mas saiba que esse ataque foi apenas para experimentar nossas defesas, a próxima onda não será tão misericordiosa. - Disse entredentes para Lei e para quem estivesse perto.

- Estou indo pelos túneis. Atacarei-os por trás assim que fizerem baixas, mantenham-me informado ou ousarei não entrar neste batalha. - Soou como uma ameaça a eles. O acompanhante de Ahmik lhe tocou o ombro como se pedindo calma e ele simplesmente ignorou.

- HOMENS DE TERÂNIA, ACOMPANHEM-ME - Se retiraria para os túneis, sem mais perguntas.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sex 31 Maio 2013, 18:52

Sun

A primeira leva da batalha havia terminado. Era agora então hora de
reagrupar e ver os saldos da batalha. Sun sentia-se um pouco cansado,
mas tivera sorte por não ser ferido. Mesmo com suas habilidades, era
uma sorte não ter sido ferido, devido ao número de inimigos e Sun
sentia que nem de longe estava no auge de suas habilidades.

Sun recuava, junto a Toussel para que este pudesse cuidar do ferimento
e enquanto seguia os rumores da aproximação e alguém familiar chamaram
a atenção de Sun.

Deixando Toussel junto aos outros soldados feridos, Sun aproximou-se
de um lanceiro ou soldado qualquer. Ele não conhecia ninguém naquele
local então de certo modo seria indiferente com quem falasse.

- Ei! Ouvi dizer Keylosh está vindo para cá. Você sabe me dizer como ele é?

Sun se ajeitava um pouco e apoiava o bastão no chão. Na bolsa de pano
que carregava consigo era possível ver um broche com as iniciais "JS".

O monge olhava em frente, para o campo de batalha.

- A próxima será ainda mais difícil. Será que dá tempo de fazer algum refeição?
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Admin em Qui 04 Jul 2013, 09:53

Capítulo 1 - Parte 8

Melantha:
Pelos gritos que Melantha tentou dar, pode ouvir a voz de Astraeus alertando ainda Mekhare. A mulher agiu rápido, ainda em sua forma de urso e cravou uma estaca no coração do elfo onde o vampiro ficou paralizado no chão. Parecia tudo traquilo agora. Mekhare se aproximou de Astraeus e se ajoelhou na frente do loiro para lhe dar uma pequena magia de cura depois de tirar a adaga das costas. A visão não era mais turva, e o loiro se levantava aos poucos mostrando que estava melhor por causa disso.
- Ahhhh, mas seria muito mais fácil se eu mandasse gente que nenhum dos dois esperariam, não? - Disse a voz odiosa do demonio que Melantha bem conhecia. - Vejamos, tenho dois bardos na manga. Posso trazer mais gente de volta, siiiim, depois do trato que ocorreu, os mortos realmente não morrem, os bons vivos que morrem viram simplesmente ração... para “ele”, tudo parte do trato. E sabe o melhor? Me concederam liberdade assim que cumprisse todos os requisitos.
Mas conforme aquele ser continuou a falar, a surdez afetou Melantha. Aquela visão distorcida acabou se rachando até se despedaçar por completo como vidro partido. E em meio a isso acabou despertando de novo, só que agora em uma cama nova, seu quarto novo, todas as suas coisas estavam presentes. Mas seu corpo estava cansado demais, e era aquela garota que possívelmente estava na sua adolescência e cuidava dela.
- Que bom que despertou... está na hora de comer algo. - Disse ela enquanto levava uma sopa bem quente para perto da ninfa, estava ajoelhada ao lado na cama. - Precisa comer, senhorita Melantha.


Namish:


Depois de terminar com o mensageiro, Sarah respondeu na ordem observando Namish que ainda parecia desconfiada. Dispensou aquele que trouxe a notícia e se virou para a espiã.
- Infelizmente não havia nenhuma máscara contigo. E somos a aliança das Flores. Com a exceção de Klaggedin, nós éramos essa aliança toda. Três estados que se juntaram. E quem lhe trouxe foram os duelistas. - Colocou as duas mãos nas costas, mas manteve uma distância de Namish. Sarah mostrava-se extramente tranquila. - Estamos perto da Capital, mas não vamos chegar a tempo como queríamos. - Disse com certo lamento. - Mas se ainda quer procurar por ela... - ela deu uma pausa pensativa, se referindo ao que Namish sentia falta. -, podemos providenciar um transporte de volta para esse acampamento. E por favor, não se force muito. - Deu as costas para Namish. - Se estás cheia de perguntas, esta é a melhor oportunidade. - Fazia menção de que iria sair se Namish não fizesse mais perguntas, e se a mesma seguisse, continuaria o diálogo indo em direção da saída.





Warjillis:


Katherina:


Deliah meneou positivamente para o pedido de Katherina e mobilizou as tropas.


- Muito bem, não estamos ainda no fim dessa batalha! Recuem os feridos, os que puderem ajudar a mover, façam logo e o resto, preciso que preparem a formação. Vamos manter a guarda, Warjillis está com o apoio de todos de Terânia!


Katherina ouviu as palavras daquela líder do batalhão onde os Capelões e o batalhão 39 obedeciam de imediato, principalmente a tropa que seguia Deliah.




Geral (exceto Ahmik que foi pelos túneis):


Uma vez que todos reuníam, a discussão de planos precisava seguir o mais rápido possivel por que a Horda esperava, e esperava por algo começava a incomodar o Comandante e os Cavaleiros Imperiais. Era como se fosse uma tentativa de provocar o exército Terâniano e as forças aliviadas dos Capelões.


Kel, o escudeiro, ainda se mantinha estático, pálido e com medo se Deliah pudesse aparecer a qualquer momento, ele sabia que ela exigente.


=//=


Os ares mudavam, os ventos se tornavam fortes enquanto Lei e companhia discutiam.
Estava entardecendo rapido e o Sol estava se isolando no horizonte, era praticamente questão de minutos até ser apenas um brilho de longe enquanto que a Lua já estava em sua fase mais cheia.


Minami era a primeira a sentir isso, principalmente por causa da Lua cheia. Seus sentidos ficavam mais apurados e devido ao sangue Lycan, era como se lhe ativasse mais os sentidos e claro, seu lado lycan. E o que chamava atenção em suas narinas era que tinha algo familiar... Era um misturado de algo próprio, de casa, um cheiro nostálgico, mas em dois sentidos. Um que ela mal conseguia explicar e era bem mais difícil sentir, o outro já lhe trazia mais lembranças, lembranças boas do antigo líder de sua matilha.


Os céus se carregaram de nuvens no horizonte cobrindo boa parte do que tinha sobrado de iluminação do Sol, obrigando a acender tochas e fogueiras em alguns locais. O calor vindo da terra aumentava e isso preocupava mais Annabella. E súbitamente um rugido foi dado no horizonte. Isso foi suficiente para dar um alerta para todos ficarem calados, não de forma disciplinada, mas como algo que vinha de surpresa. Um rugido... e depois...outro no meio do silêncio. Rugidos similares àqueles que Joshua dava quando batalhava em sua forma natural, e claro a qualquer dragão que os Imperiais haviam enfrentado antigamente. A falta de luz e as nuvens carregadas ajudaram a impedir que os observadores pudessem notar a aproximação.


[Tempo para os voadores chegarem: 4 rodadas]


O terceiro rugido chamou a atenção das tropas da Horda onde começaram a tocar seus shofares enormes (espécie de corneta antiga). Gritos de guerra podiam ser ouvidos bem de longe alertando que a Horda se preparava, entrando em formação organizada.


[Tempo para a Horda chegar em Warjillis: 2 rodadas]


Capitão William que tinha se recuperado boa parte graças a ajuda de Katherina, e tinha sido trazido para perto onde Lei e os outros estavam estacionados, acabou se levantando depois desses avisos.




Ahmik:


Provido de guia e um mapa sobre os túneis de Warjillis, Ahmik era o primeiro a seguir pelos túneis com sua pequena tropa. Pegar o inimigo de surpresa seria uma vantagem incondicional.


Os túneis estavam certamente obedecendo seu significado, eram úmidos, quentes... e sem iluminação, o ar não era algo muito corrente alí e certamente viam visitantes indesejados como ratos e alguns outros animais que viviam dentro da terra. Mas o local não era para estar quente... pelo contrário, deveria ser mais frio já que a terra preservaria a temperatura fria. E o pior, mesmo com várias tochas, cada vez que seguiam para perto da borda, a necessidade de iluminação se tornava desnecessária ao mesmo tempo que o calor aumentava. Uma iluminação avermelhada, flamejante podia ser vista bem mais à frente.


Ao final daquele corredor, encontrava-se a figura demoníaca que havia desaparecido um pouco antes do reforço de Terânia chegar. Seu corpo era a própria forma monstruosa e levemente humana, mas embebedada de labaredas e puramente lava. E o local onde ele se encontrava, a terra havia queimado e cedia aos poucos conforme ia subindo pelas paredes. O sacerdote só então notaria que aquilo estava sendo uma armadilha preparada pela Horda, e se realmente desabasse bem onde as tropas estavam guardando contra a próxima invasão/ataque, seria certamente uma perda para Terânia e Warjillis, uma perda que poderia virar a maré de uma forma ruim.


Ahmik sabia que aquela emboscada precisava ser alertada o quanto antes e o demônio aparentemente não tinha percebido nada das presenças.


Minami:

Minami já estava incomodada com o tempo que tudo levava para ser decidido. Muitos falavam, ninguém decidia o que fariam ou como fariam. Ergueu os olhos para o céu após um suspiro, percebendo o sol se por com relativa rapidez. Chegavam ao fim de um dia nada produtivo, pelo menos aos seus olhos. A vida de acompanhar Lei onde fosse podia ser mais segura mas certamente era menos interessante. Ouvia discussões chatas, coisas que não entendia, treinamentos e vistorias… E não estava sendo diferente naquele momento. Para piorar, havia a tal mulher que deixou Lei tão preocupado com seu bem estar.

Lua cheia… Sabia bem o que isso significava e de como podia ser útil para "brincadeiras" como caçadas noturnas. Não demorou a sentir os cheiros com mais facilidade e tudo ao seu redor pareceu ficar menos importante. Cheiro de passado, cheiro conhecido. Parecia sentir o cheiro de alguém que foi especial anos antes de encontrar Lei, um líder que o marido jamais conheceria. Mas ele estava morto, não?! Minami afastou-se metros do grupo, quase adentrando a mata que permeava o caminho. Mas havia algo diferente, difícil de distinguir… Caminhou alguns metros adentro, inspirando profundamente para tentar definir que cheiro era aquele e de onde estavam vindo.

Os rugidos? Sim, claro que ouviu-os… Mas já havia gente demais preocupada com isso para que ela se desse ao trabalho de fazer o mesmo. Muito provavelmente ela só atrapalharia.


Melantha:

Ver tudo se resolvendo rapidamente era por um lado um alívio. Mas ainda queria ter a oportunidade de falar com Daeron, queria saber o que ele tinha para falar antes da flecha que o silenciara aquela vez.
A calmaria pós-cura de Astraeus durou pouco pois logo vieram mais ameaças. Ele não se cansaria nunca? Mas foi perdendo o contato fazendo a ninfa ficar ansiosa mas sua força de vontade de ficar para saber o que acontecia foi em vão. Acabou despertando, demorando um pouco para saber onde estava e relembrar informações dos últimos momentos desperta. Estava na companhia da jovem que bem lembrava o nome. Apesar da sua vontade de se levantar e sair correndo pra avisar Joshua novamente ignorando o estado de seu corpo, acabou olhando para sopa e deu um leve sorriso para garota.
-Obrigada. - disse sem voz.
Tudo aquilo estava acontecendo por conta de sua fraqueza e assim não conseguiria ajudar mais ninguém. E de que adiantaria ajudar a todos se no final ela não conseguiria passar bons momentos? Ela teria que se ajudar também. Começou a se servir da sopa devagar.

Ahmik:

Furioso, Ahmik marchou para os túneis seguido de seu contingente de soldados. Ele esperava um longo tempo de espera de frio e calmaria, mas não foi o que realmente encontrou.

A medida que desciam um sopro quente varria suas peles, era confortável na verdade, exceto por quando se aproximaram demais e notaram o que se tratava.

- Infernos!

O Amenti murmurou, olhando para um dos líderes da tropa.

- Não ataquem!! - Fez sinal para que todos esperassem, o elemento surpresa lhes davam a vantagem.

Ahmik pegou o mapa e fez alguns rabiscos, circulando a area de ação do monstro. Chamou um dos soldados.

- Entregue isso ao comandante Keylosh e diga que essa area não pode ser usada, rápido.

O Sacerdote parou um tempo, pareceu perdido, seu acompanhante lhe tocou o ombro.

- Calma, Zaek, me dê um tempo!!

Ahmik retirou de dentro de sua bolsa alguns pergaminhos, jogou os no chão e concentrou-se.

( Feitiço Celestial - Formas Divina - Oração a Sobek - status = aumento da força e resistência física )

- Eu irei primeiro, assim que subjugar a criatura cortem-na como se fosse o almoço de vocês!

Apesar do elemento surpresa o pouco tempo de preparo e falta de feitiços manipuladores abaixo da terra, Ahmik estava um tanto quanto desprotegido, no entanto, sua fé nos deuses o manteria seguro, ele estava certo disso. Terminou sua oração à Sobek e tentou acreditar que ela seria atendida, aproximaria-se devagar e quando estivesse perto o suficiente saltaria sobre o animal. Imaginava que sua pele queimaria a cada ataque, mas sua vantagem arcana o protegeria um pouco.
Tentaria joga-lo ao chão e assim que acontecesse daria o sinal para que os guerreiros finalizassem.


Sieg:

- O sumo-sacerdote realmente foi modificado mais do que todos nós pelos eventos de FireLands...Imagino que ja tenha observado isso comandante Keylosh. Esperemos apenas que a situação se agrave mais ainda, pois é um cenário que não é nada favoravel, em esse ou em outros momentos.

Mesmo Minami ou qualquer outro ali poderia ouvir, e mesmo que soasse como uma intriga em um primeiro momento, mesmo aqueles menos familizados com Sieg percebiam que a narrativa dele era feita em sempre um tom neutro que não dava espaço para qualquer inclinação de malícia ou semelhantes.Tão logo Annabella falava sobre aquele "aviso", logo outra pessoa chegava, que era mais uma vez recebida por Lei, prontamente e de maneira entusiasmada. Essa entretanto, tinha um nome mais familiar...Se aproximava devagar, uma vez que Lei havia se afastado um pouco em direção da jovem

- A "Salvadora de Warjillis"?

O que quer que fosse ser dito em seguida ficaria para outro momento, uma vez que o cenário parecia se mudar de forma drastica. Voltou-se ao grupo de homens que haviam sido lhe "direcionados" por Lei, falando de maneira clara.

- Estejam prontos, direcionem-se aos portões e mantenham a posição, irei auxiliá-los reduzindo o numero de inimigos a medida que se aproximarem.

Concordava com a cabeça, a medida que os soldados se afastavam obedecendo a ordem. Voltava-se para Lei, a medida que ja se erguia a alguns centimetros do chão por algum tipo de magia de voo.

- Acredito que o tempo mais uma vez esteja contra nós e devemos voltar a frente de batalha...Alguma ultima solicitação por hora, comandante?


Sun:

Sim houve uma pequena pausa, uma pequena e rápida pausa. Uma pausa em que ele mal teve tempo de se alimentar e descansar um pouco. Estava com as forças um pouco renovadas, ter reservas de pão velho na bolsa as vezes se mostrava útil. Não poderia incomodar todas aquelas pessoas para que lhe matassem a fome, tampouco seria justo, pois muitos estavam feridos o que mantinha muitos outros ocupados em recuperá-los. O tambor ressoava e o monge que estava sentado, quieto e pensativo ia se pondo de pé. Era hora de uma nova batalha.

Sun deixava de lado a sua bolsa, nada mais do que umas mudas de roupas surradas e uma bola velha feita de couro remendado haviam ali dentro.Também havia ouro, umas 3 ou 4 peças e nada mais. Após deixar a bolsa no chão, o monge bebeu um gole de água de seu cantil e o deixou sobre a bolsa e segurou firme o bastão.

O monge que usava um broche com a insígnia dos Justiceiro ainda estava perdido por entre as divisões de soldados que agitavam-se com os rugidos. Havia anoitecido rápido e tudo indicava que a noite seriam longa para todos ali. OS olhares do monge percorreram o local, procurava ver Toussel ou alguma outra pessoa que pudesse orientá-lo. Tinha a esperança de que pudesse ver também Lei Keylosh, mas nem mesmo lembrava-se ao certo de como ele seria.


Zzrill:

Zzrill estava ali, ponderando o que fazer em seguida, se obliterava de vez o acampamento inimigo com sua técnica nova ou se prestava ajuda na defesa da cidade, até que sua visão parou em olhos que não podiam retornar-lhe o olhar: Annabela. Um pequeno surto de energia demoníaca percorreu o corpo do drow, como uma tênue aura negra, para logo desaparecer. Bem sabia que aquela garota significava confusão na certa. Se aproximando de Lei novamente e fazendo com que sua voz fosse escutada pela garota ele disse. :

"Lei, eu decidi o qu.." Ele fora interrompido por um grande rugido no céu. Aparentemente a horda contava com dragões. "Droga, por essa eu não esperava.. " praguejou o drow "Lei, você sabe muito bem o que uma baforada de dragão é capaz de fazer. um grupo é capaz de transformar Warjilis em pó em menos de um minuto. Eu vou auxiliar nas barreiras mágicas." O drow bateu continência [ coisa que não era obrigado e só fazia quando pensava em algo suicida, normalmente. ] E então concentrou a energia ao redor dele em um grito.

"VOLLSTÄNDIG!!"

Assim, o drow fora envolto por uma pilar de luz, trovão e trevas que rodopiaram, por um segundo para revelar a forma suprema dos usuários das Armas de Oloth: a manopla, que ele usava agora na mão direita estava brilhando ferozmente, conduzindo energia em niveis astronômicos para abastecer as poderosas 'asas' que brotaram das costas do drow, presas por vários cintos energéticos que prendiam-a firmemente no corpo do drow, e o detalhe mais curioso: uma espécie de halo em forma de uma teia de aranha se formou um pouco acima da testa dele, como se fosse algo para coletar e infundir energia ao redor do corpo dele. Assim, ele esticou as asas e saltou para os céus, voando acima da cidade. Uma voz poderosa, como se fosse a voz de uma multidão, pode ser ouvida, então

" KIRCHENLIED - SANKT ZWINGER! " [ Hino Santo - Santa Basílica ]

Concentrando toda a luz que tinha em seu ser, Zzrill lançou-a em forma de uma grande onda sobre a barreira mágica dos magos. Resultado: uma nova barreira cresceu lentamente do chão, esta visível, e de uma brancura insuperável, encimada com várias cruzes de vários tipos. Zzrill continuava acima da cidade, aumentando o poder da barreira ainda mais, com o passar do tempo.

http://dailyanimeart.files.wordpress.com/2012/09/sankt-zwinger-juha-bach-e1348075765463.png [Como a barreira é. ]

http://th01.deviantart.net/fs70/PRE/i/2012/122/6/0/quincy_vollstandig_by_aerial_and_brain-d4y9ugc.png [A vollstandig, pra quem não conhece. a roupa do Zz não muda, ele está usando uma roupa de arqueiro comum, apenas com mais bolsos. Razz ]



Annabela:

Ninguém ali estava seguro. E se a situação estava muito ruim agora, depois ficaria incontáveis vezes pior. Precisava insistir com o Comandante, explicar sua visão com mais riqueza de detalhes. Talvez assim...
- Mas Comandante, eu...
Por causa dos estrondosos rugidos, certamente ele não tinha escutado, e Annabela também não teve chances de terminar a fala, se assustando com o barulho. O que quer que fosse, não era nada bom. Todo o seu corpo estremeceu de pavor e expectativa. Cada segundo se tornava muito precioso. Novamente ia retomar a frase quando Keylosh se dirigia a Kel, que estava mais nervoso que a própria Annabela. E a culpa nem era dele, já que tinha sido ela a envolvê-lo nisso. Porém, assim como o rapaz, não teve chances de dar continuidade em suas informações, pois outras pessoas roubaram a atenção do Comandante. Como ele se afastou, perdera sua oportunidade. No entanto, ainda estava perto o suficiente para que pudesse escutar sua conversa, e não achou certo interromper. O calor começava a lhe queimar as solas dos pés, mesmo estando calçada... Na verdade, era apenas uma sensação, não acontecia na realidade. Por enquanto.
Podia escutar um misto de vozes, todas desconhecidas. Nesse momento, se sentia um pouco deslocada. E além do mais, não terminara de falar com o Comandante. Soltou um largo suspiro, abraçando o próprio corpo numa tentativa de conter os intensos tremores que de vez ou outra, se arrastavam por sua coluna. De repente, foi pega por um pensamento... Em certo momento, sentira um arrepio diferente enquanto estava com Lei, e em seguida escutou apenas uma outra desconhecida voz. Não que tivesse alguma coisa de errada com o homem que falara, mas estranhamente sua presença não parecia humana. E logo, novamente escutou sua voz, prestando atenção em suas palavras - mesmo que não estivesse falando com ela.
- D-Dragões? - gaguejou para si mesma.
Então, foi atingida por mais uma intensidade de distintas energias que vinham da direção do arqueiro. E se tinha alguma dúvida, esta morrera nesse exato momento: ele não era mesmo humano.
A situação não estava sob controle, e quase podia sentir o cheiro da tensão. Ou melhor, a mesma era até palpável. E como já sabia, a tendência era só piorar... assim como sua crescente inquietação.


Sieg:

Raios, explosões, poderes impressionantes revelados diante de si, confronte de forças descomunais. Muitos se apavoravam, gritavam avisos ou tremiam no próprio lugar, mas não Sieg. Não era algo que poderia ser chamado de "coragem", era realmente como se aquilo não fosse deveras surpreendente para ele a ponto de expressar grande reação. Tinha sim olhado com certa surpresa para os rugidos, mas era essa toda extensão de suas reações: Olhar de forma surpresa.

- A extensão dos poderes do arqueiro imperial sempre parece comprovar que talvez elas desafiem limites mortais. Me faz repensar na questão de que como já falei, vocês todos são "eixos do caos" capazes de ameaçar o equilíbrio temporal dessa realidade de uma maneira alarmante.

Comentava baixo, de forma que só os presentes (quem decidir que ouviu ou não) poderiam saber. Não se tratava de esconder de alguém sua opinião, apenas por estar basicamente divagando, e não falando com alguém em especial. Voltavasse para Anabella enquanto a figura de cabelos azuis e vestes brancas voava a poucos centímetros do chão, olhando no direção da jovem e falando com calma.

- Mas estou apenas divagando, me desculpem. Acredito que apesar das ameaças, este é o lugar mais seguro que poderia estar Milady Anabella, os imperiais vai garantir a sua segurança e a de todos ali.

Comentou daquela forma inexpressiva e quase sem emoção, que mostrava uma tranqüilidade talvez quase incomoda a Anabella, como se o sacerdote ao contrario das reações dela não considerasse o que estava acontecendo ali. Voltava o olhar calmamente em seguida a emanação de luz da barreira de Zrill, e seguia a observando em silencio e sem grandes reações ainda parado próximo a Anabella e Lei aguardando as palavras finais do mesmo.


Annabela:

E no meio do caos que começava a se mostrar cada vez mais presente, Annabela escutou uma voz desconhecida, que a princípio falava coisas estranhas, mas com a evolução do assunto, passou a compreender - um pouco. Só não tinha certeza se o homem estava falando com ela. Entretanto, tirando sua dúvida, o homem a chamara pelo nome, atraindo ainda mais sua atenção, que se virou para ele, mas os olhos sem foco estavam direcionados para seus ombros - sendo que procuravam o rosto, muito provavelmente. Não era apenas com sua segurança que estava preocupada... De certa forma, mal pensara nos danos que poderia arranjar por causa daquele desvio - como o Comandante mesmo dissera, deveria estar seguindo para outro lugar.
- Minha segurança não é minha maior preocupação no momento, senhor - ela falou, baixo, mas o suficiente para que ele pudesse escutar - Não sei como pretendem agir, mas posso sentir que a qualquer instante esses... demônios começarão a brotar da terra, cavando buracos com as próprias unhas... - suspirou de leve, arriando os ombros - Espero que estejam preparados para isso ou... muitos inocentes vão... - não terminou a frase, sentindo uma pressão forte em seu pescoço a impossibilitando. Annabela fechou os olhos.
- Mas o senhor não parece preocupado... - comentou, logo se arrependendo - Me desculpe. Isso... não é da minha conta...


Katherina:

Depois de ter dado a notícia, mantenho-me em silêncio, enquanto Lei toma a palavra. Apenas meneio positivamente, e respondo brevemente.
-A coisa mais próxima que tenho como casa, agora, é esta cidade.. É algo natural, tentar defendê-la... - Dou um breve sorriso, tornando logo em seguida a uma expressão mais séria - Temos poucos homens aqui na cidade, Sr. São cerca de 300 soldados hábeis para lutar, sendo que a maioria são recrutas. Tirando os recrutas, há a guarda mais antiga, que não foi retirada para a capital imperial..-
É algo amargo de se dizer. Afinal, a maioria dos bons soldados, assim como Wall, eram levados de Warjillis para a capital imperial. Isso enfraquecia as defesas.
-Nós sozinhos não aguentaríamos tudo isso.. Na verdade, não tínhamos muita esperança de sair daqui vivos, mas a população que segue para a capital é mais importante nesse momento.. Eles são Warjillis, não esse monte de terra, se me entende.. - Dou um sorriso gentil. Talvez agora Lei entenda o que quis dizer quando pedi para ele avisar Wall. Não tinha a intenção de sair viva dessa batalha, se com meu sacrifício garantisse que toda a população de Warjillis se salvasse.. E bom, a maior parte dos soldados estava de acordo com isso.
Quando vou responder a Sieg, um som estrondoso interrompe.. Rugidos? Para mim, parece como uma tempestade. Eu nunca vi um dragão em minha vida, não posso dizer como eles são. Dêmonios.. Bom, isso é outra história. Apoio minha mão sobre o cabo da espada em minha cintura, fitando o horizonte.
-O que diabos..?- Pareço um pouco pasma, mas reparo que todos mantém uma enorme tranquilidade diante da situação. E tento me manter calma. Volto a responder Lei quanto a disposição das forças de Warjillis.
-Quanto as forças.. Não sei lhe dizer. Não conheço o inimigo, não sei com que estamos lidando.. Não sei que estratégia tomar, sabe que eu não tenho tanta experiência assim.. Porém, só o fato de vocês estarem aqui, já nos dá uma enorme vantagem. E nossas chances de vitórias quase nulas, subiram um pouco mais... Agora.. Voltando ao assunto...- Faço uma pausa para retomar o pensamento- Nossa ideia é fazer uma resistência militar com as ruas da cidade- Me aproximo do mapa que ele tem aberto- Temos barricadas aqui, aqui, aqui.. - Aponto no mapa cada uma das barricadas - arqueiros prontos para assumir postos nestes locais.. - Indico os pontos onde eles assumirão no topo das casas- e além disso, parte da nossa guarda e dos feridos já foram recuados para a sede dos capelões, onde o cenário está preparado para uma resistência ferrenha.. Bom.. A melhor que podemos oferecer.. Para ser sincera, Sr. Lei.. Eu não esperava apoio da cidade imperial.. Tão pouco tinha alguma crença em sair viva daqui.. Por isso lhe mandei a mensagem. Talvez.. -começo a divagar, em tom baixo. Ainda assim, audível.- Eu tenha me exaltado quanto a informar Wall.. Como.. Ele está?- Faço uma pausa, e balanço a cabeça - Não, não, isso não importa agora, é melhor focarmos no que interessa.. Depois de protegermos a cidade.. Eu dou um jeito de encontrá-lo.-
A verdade é que sinto falta da companhia do guerreiro, mas isso pouco importa no momento.
Dou um suspiro e me viro para Sieg, agora sim, para respondê-lo.
-Perdão, não me apresentei.. Sou Katherina, Líder local dos Cavaleiros Capelões, e esse título.. Bom, foi algo que um bom amigo espalhou por aí.. -Levo minha mão direita ao peito, e curvo meu corpo ligeiramente para frente, em cumprimento.
Quando a explosão de luzes vindos do arqueiro iluminam o chão ao meu redor, tudo que faço é olhar para trás. Eu nunca.. Vi algo como aquilo. Por um momento fico parada, sem saber o que falar ou o que fazer. Já tinha ouvido falar das peculiaridades daqueles que formam as fileiras dos Imperiais.. Mas ver, é uma coisa completamente diferente. Aquela explosão de poderes me tira as palavras, e a única coisa que me resta é o sentimento do quão pequena e insignificante eu sou no meio de tudo o que está acontecendo. Isso não significa que vou desistir, porém. Mas no momento, recolho-me ao silêncio do quão frágil pareço diante da situação.



Sieg:

Sieg Hart olhou para os olhos dela, ouvindo com atenção as palavras de Anabella, acompanhando até mesmo o olhar em direção ao solo quando ela havia dito sobre "demônios começarem a brotar da Terra". Havia anteriormente interpretado aquilo em um sentido menos literal, achando se tratar de uma analogia ou algo como uma previsão vaga, entretanto pelo visto estava enganado. Balançou a cabeça negativamente a voltou a olhar para ela.

- A extensão dos poderes do Arqueiro Imperial IK ja se mostraram impressionantes, não sendo algo que ainda me surpreenda. Entretanto a situação assim como sua segurança é preocupante Milady Anabella. Não se desculpe, seu aviso é importante e tenho certeza que o comandante mesmo que preferi-se a salvo é grato. Por favor me chame de Sieg Hart.

Fechava os olhos e fazia uma leve referencia respeitosa fechando os olhos, após aquela narrativa em tom sério. Poderia ajudar Zrill, mas não acreditava que aquilo era realmente necessário no momento. Lei deveria pensar da mesma forma, afinal estava ali próximo a eles. O homem vestido com um sacerdote realmente não parecia a pessoa mais simples do mundo de ser interpretada, sempre parecendo vago e misterioso. Katherine se apresentava, Sieg olhou para
ela por alguns segundos...Que pareciam um pouco longos demais, era como quando alguém esta prestes a dizer algo após olhar para você, mas Sieg nada dizia. Após o que mais parecia ser uma "analise", ele fazia uma saudação respeitosa com a cabeça, para somente então falar:

- Imaginava que isso deveria deixá-la ligeiramente desconfortável.[OBS:Se referindo ao título "Salvadora de Warjillis"]. Seus feitos a precedem, apesar de ser mais jovem do que o esperado. Os relatos curiosamente não foram precisos com relação a esse ponto. O soldado Wall em especial foi bastante exato no que diz respeito a outros aspectos. É um prazer, sou Sieg Hart, guardião do tempo.

A analise era feita sem grande tom de emoção ou alteração, sendo que o sacerdote de cabelos azuis parecia sempre calmo e como Anabella havia dito, despreocupado com tudo. Era uma calma que era quase perturbadora, como se ele não percebesse que tudo poderia desaparecer em segundos. Talvez sequer se importasse, talvez disfarçasse bem, era realmente uma resposta difícil de se ter apenas em uma observação.


Lei:

“Alguma última solicitação por hora, comandante?”, perguntou Sieg. Lei não pensou nem um segundo para responder ao sacerdote do tempo:

- Apenas fique vivo, Sieg!

Enquanto Zzrill fazia sua barreira, Lei respondeu primeiramente à Annabela:

- Annabela, se brotar da terra é uma estratégia de surpresa dos demônios, temos que agir primeiro que eles. E você é a chave para isto. Eu não queria que estivesse presente diretamente no conflito, mas suas habilidades salvarão a cidade. Se estiver de acordo, faremos o seguinte. Rapaz! – Chamou o escudeiro Kel. – Eu quero que mantenha Annabela próxima do batalhão de soldados que defenderá os portões. Annabela, mantenha este amuleto consigo a todo custo. – Disse Lei, colocando um pequeno objeto frio na mão da jovem. Continuou então:

– Este é um dispositivo psiônico. Você se tornará os olhos sobrenaturais dos soldados. Você pode “ver” os demônios e seus movimentos, e pode dizer quando eles surgirão. Apenas se concentre na direção e posição dessas criaturas, e os soldados saberão onde atacar imediatamente. Eu e os demais faremos de tudo para mantê-la segura. Por favor, faça isto por nós, Annabela.

Em seguida conversou com Katherina e decidiu responder sobre Wall primeiro:

-Wall está bem, Katherina. Ele deveria estar comigo, mas eu achei melhor envia-lo a outra cidade na fronteira norte de Terânia a fim de defender o reino caso sejamos atacados por aquele lado. Eu sinto muito que não possa vê-lo agora. Mas você ainda o verá, tenho certeza. Ele sabe se cuidar. Teremos notícias rapidamente assim que tudo aqui acabar. – Lei fez uma pausa, olhando o mapa, e depois continuou:

- Para ser sincero, eu mesmo não queria enviar tropas à Warjillis. Mas quando soubemos o tipo de ameaça, percebemos que esta cidade passou a ser o portão de Terânia, por estar na fronteira. Se esta horda passar por aqui, será muito mais difícil detê-los, e o fato de outros reinos do Império estarem sendo atacados não ajuda. Katherina, já era hora de Terânia reconhecer esta cidade definitivamente. Não pouparemos esforços para proteger este lugar! Envie seus arqueiros nos locais que você indicou no mapa. Caso falharmos em impedir a entrada deles por estes portões, teremos que recuar para as barricadas. A sede dos capelães será nosso último retiro.

Terminou de falar e só agora olhou à sua volta, procurando por Minami com os olhos. Enquanto a procurava, sacou sua arma mágica na forma de um bastão de dentro da roupa. Sua mão tremia ligeiramente. Só agora descobriu que é muito pior ir para a batalha quando se tem tanta coisa a perder.


Sieg:

Um sorriso que não duraria por mais do que um segundo surgiu no rosto do sacerdote ao ouvir aquilo, enquanto voltava-se ao cenário ao redor.

- Farei o possível comandante...

Era tudo o que dizia, antes de voar em velocidade na direção em que havia indicado os homens conforme as instruções de Lei, esperando o que viria pela frente, sentindo o vento nos cabelos observando um pouco de cima a situação, mesmo sem demonstrar tensão não significava que não podia sentir aquela a sua volta ou a do local.

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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Admin em Qui 04 Jul 2013, 09:53

Capítulo 1 - Parte 9

Warjillis:


Um dos soldados de Warjillis se aproximou, era Rukh, um dos guardas que era de idade mais avançada, mas ainda assim se esforçava para entrar para a tropa dos Capelões. O mesmo trouxe informação de mais cedo, onde Sun ainda queria ver Lei.


- Sr Commandante, antes que pudesse mover as tropas, gostaria de lhe trazer que um oriental está a sua procura. - E logo o mensageiro apontou Sun que estava comendo o que podia e com rapidez já que estava esfomeado.


Toussel aproximou-se de Sun. Estava bem e firme como sempre.


- E então garoto, está pronto para ajudar de novo? A quantidade é bem maior agora. Se tem alguma coisa pendente é melhor fazer o quanto antes. - Apontou Rukh que apontava para Sun.


Lei agora estava em uma muralha de informações, desde observadores, Katherina, Sun, Warjillis e até mesmo mais um mensageiro que chegava, e este era de Ahmik tentando dizer a urgência. Retratava da possível armadilha que estava no subsolo, apenas confirmando o que Annabella havia dito. E o pior, pelo mapa que o amenti havia dado, estava bem no portão onde tinha acabado de mandar alguns homens e onde estava boa parte da defesa ainda da cidade.


Mas conforme chegou a noite, e os dragões foram anunciados, as tropas da Horda estavam quase prontos para atacarem. Embora a contagem tivesse chego aos seus 3000 também, pareciam estar melhor preparados com escudos grandes de metal, e os gigantes mesmo estavam armados com broqueis para bloquear boa parte da arquearia. Porém com as recentes notícias, Lei não podia mais contar com as paredes da cidade. Precisava recuar o quanto antes ou sabia que iria perder boa parte da tropa na armadilha.


Katherina notando que os gigantes estavam bem guardados, notava que aquela estratégia dos arqueiros não iria funcionar duas vezes.


Uma vez que os arcanos prepararam aquela barreira mágica, havia um pouco mais de calma no coração e todos.


[Tempo para os voadores chegarem: 3 rodadas]
[Tempo para a Horda avançar em Warjillis: 1 rodada]




Ahmik:


O mensageiro saiu correndo, e com a rapidez dele, provavelmente iria alcançar Lei em poucos minutos.


Com a investida de Ahmik de tentar derrubar o demônio, falhando num acidente, o plano de surpresa acabava cedendo. O amenti que acabou tropeçando, agora estava de frente ao bicho de fogo que o encarou por alguns segundos e deu um rugido cheio de ódio e sua fúria era praticamente frenética. As paredes estremeceram, os tetos deixaram poeira cair. Era um urro tão alto que alguns locais acabavam cedendo e inclusive, o teto que o demônio supostamente estava armando, cedendo mais.


- Criatura tola!!!! Morram todos queimados vivos!


Labaredas que saíram do corpo do demônio se espalharam pelo chão, o fogo crescia mais enquanto que a quantidade de ar desaparecia cada vez mais. Todo o rastro do fogo, de tão quente, começava a criar pequenos poços de lava... ou então estavam sendo puxados. Ahmik então notava que aquele demônio não estava fazendo só buraco para as forças de Warjillis cairem na armadilha, ele estava tentando puxar o calor de dentro da terra puramente. Era completamente diferente alguém cair no buraco e ainda sobreviver com muitos “Se”s mas cair diretamente num poço de lava era completamente uma outra história.


Basicamente o Amenti ainda estava em xeque, como lutar contra uma criatura de fogo e se fugir realmente seria melhor para os homens que vieram consigo.





Melantha:


Paz, era tudo o que Melantha precisava. E mesmo assim, iria acabar logo sem que a ninfa soubesse.


- As curandeiras imperiais cuidaram de sua doença, não deve se esforçar. Apesar da falta de fome, precisa se alimentar pelos próximos dias.


Mesmo após as primeiras colheradas, sentia a sopa descer como um tijolo no estomago. O sabor, seu paladar tinha decaído nos últimos dias e agora não sentia algo muito saboroso ao deixar o líquido escorrer por sua língua. Gabrielle olhava Melantha com uma preocupação sem igual. A ninfa estava no seu auge da perda de peso, as temporas, as costelas, estavam todas levemente aparentes. Coisa que lembrava que Astraeus a forçava que comesse algo, mas mesmo assim a falta de fome fez a ninfa bater o pé e ignorar nisso, querendo se aprofundar na busca de seu ex-mentor. E uma vez que terminava o máximo que podia tomar da sopa, Gabrielle se retirava para levar para fora do quarto.


E dessa vez notava algumas coisas diferentes, uma mochila que certamente tinha sumido, familiar, mas que chegava a lhe custar para relembrar. E além dela, sobre a mesa, via uma lamparina que iluminava o quarto junto de uma luz mais azulada que vinha de um pequeno pingente feito de safira.


Lá fora chovia intensamente, e trovoadas eram bem audíveis. Mas seu momento de paz terminou bruscamente com um enorme estrondo nada parecido com raios e trovões. E este mesmo estrondo foi suficiente para derrubar a lamparina e espalhar o óleo do chão. A garota que até então tinha saído, retornou de imediato vindo conferir a ninfa e logo apagava o fogo com as botas que calçava.


- Srta Melantha, está tudo bem com a senhorita? Estamos bem no centro da cidade para evitar mais barulho, mas me parece que não conseguimos algo melhor, sinto muito. - FEchava os olhos quando outro estrondo fazia o chão e toda a estrutura tremer de leve.

Minami:

O cheiro vinha certamente de fora da cidade, mas a ventania vinha de duas direções alternando, e ficando difícil definir. A força dos ventos a fazia presumir que havia mais um elemento manipulando aquilo. E da mesma forma que os observadores, pode ver que a tropa da Horda estava pronta, a lupina que estava perto do portão de entrada havia divagado para longe do grupo. E quando menos esperava, ouviu, junto à toda barulheira, uivos. Uivos familiares mas vindos diretamente de onde estava a Horda. Será possível que eles estavam atrás? Alguma armadilha? Aquela matilha havia mudado muito desde que saiu e o líder foi trocado.


Zzrill, Minami e Annabella:

Magias das sombras começaram a brotar de dentro do solo, não de onde poderia ocorrer a armadilha do demônio de fogo, mas onde estava a horda. Os mestres dos túneis de Underdark criaram as bocas de cavernas dos inúmeros corredores subterraneos que agora simplesmente se abriram em vários locais. Dentro dela, pela familiaridade de Zzrill, pela sensibilidade de Annabella, pelo faro de Minami, as presenças de drows, elfos que foram tocados pela corrupção da aranha brotavam do chão.


Annabela:

À medida que os minutos passavam, Annabela se sentia cada vez mais nervosa, ao ponto de em certos momentos, chegar a ranger os dentes. E não podia ser julgada por sua sensibilidade, pois apesar do crescente desconforto, mantinha-se firme, e as palavras que escapavam dos delicados lábios eram direcionadas apenas para ajudar a resolver... aquele imenso problema. E, a presença dos imperiais ali a deixavam bem mais tranquila. Não estava sozinha, e isso era uma novidade. Não que a presença de Bark durante esses anos fora em vão, muito pelo contrário. Graças a ele, conseguira uma vida. Porém... aquelas pessoas... Elas entendiam. Naquele meio, não seria julgada por ser... diferente.
As palavras do homem a fizeram erguer a cabeça de leve, chegando a arrancar um sorrisinho de Annabela, apesar de nenhum motivo aparente. No entanto, a tranquilidade dele, de certa forma, chegava a ser um tanto contagiante.
- Obrigada, senhor... - sussurrou.
Novas vozes podiam ser escutadas, próximas. De uma mulher, cuja o nome era Katherina. Talvez devesse se atentar mais a esses detalhes, pois num futuro próximo certamente seriam necessários. Então, cortada de seus pensamentos, escutou a voz do Comandante, e se assustou com o pedido, ficando até sem fala. Estendeu as mãos trêmulas, segurando o amuleto, prendendo-o entre os dedos.
- C-Comandante, mas...
Não negaria o pedido, claro que não, só que não estava certa se conseguiria fazer aquilo. Podia sentir o peso da responsabilidade em seus ombros, e gemeu só de pensar que se falhasse, muitos morreriam. Passou a escutar o que ele dizia, com toda atenção. Ser os olhos... Grande ironia. Mas sabia que podia fazer esse papel perfeitamente. Apertou o amuleto e o levou até o peito, e acenou com a cabeça, concordando com Lei Keylosh.
- Claro, Comandante. Vou dar... o meu melhor.
Torcia mentalmente para que o seu melhor fosse o suficiente.
Depois disso, ficou no mesmo lugar, esperando o próximo passo. Além do mais, precisava de alguém para guiá-la até o local, mas Lei cuidaria disso. Mordia o lábio, nervosa, até que de repente... As finas sobrancelhas se juntaram. Era como se algo estivesse partindo ao meio, e da brecha formada, escorria uma fumaça tóxica e escurecida. Então, Annabela arregalou os olhos, reconhecendo aquela nova sensação. De um modo inconsciente, apertou ainda mais o amuleto contra o corpo.
- Eles... chegaram - Annabela sussurrou, e começou a sentir a conhecida pressão na garganta.

Sun:

Sun ia terminando sua refeição quando Toussel se aproximou. Enquanto
Toussel ia começando a falar, Sun bebia um pouco de água e ia
escutando o que o monge ia lh dizendo.

- Ah!

Dizia aliviado ao terminar de beber a água.

Sun então sorria de um modo divertido, pelo jeito que Toussel se
dirigia a ele e ia levantando-se e batendo as vestes.

- Eu suponho que não há outra escolha além de estar pronto. Não sei o
que está por vir, para por todo aquele barulho não será nada fácil.

O monge fitou na direção que Toussel indicava e olhava o homem que o
apontava e o homem perto dele. Sun erguia as sombrancelhas olhava de
lado para Toussel.

- Eu acho que conheço. Eu acho que conheço aquele outro homem que está lá.

Dizia indicando Lei. E então percebia que aquele homem só poderia ser
Keylosh. Era única pessoa que conhecia o nome e que deveria estar por
ali.

- Eu irei então até ele.

Sun ajeitava as vestes e fazia um meneio com a cabeça, em despedida a
Toussel e então se apressava em correr na direção de Lei. Se fosse
mesmo quem ele gostaria que fosse, aquele homem poderia ajudá-lo. Mas
teria que garantir ficar vivo e que ele também ficasse vivo. Ainda não
sabia como faria isso, mas sabia que deveria ser assim.

O ex-Justiceiro seguia na direção de Lei Keylosh de maneira apressada.

(caso ele ainda consiga chegar em keylosh, segue a a ação)

- Mestre Keylosh?

Sun perguntava num tom meio de dúvida, como se não reconhecesse bem Keylosh.

O oriental era Sun Wukong dos Justiceiros? Deveria ser, pois assim
indicava o broche em sua camiseta velhaca. Ele usava o emblema dos
justiceiros na altura do peito. Porém Sun parecia muito "menor" do que
antes. Parecia meio fraco e talvez até bem frágil se comparado ao Sun
Wukong dos justiceiros. A aparência de vadio já era meio comum, o
monge era viajante e nem sempre era possível fazer barba e cortas os
cabelos ou tampouco ter roupas luxuosas. Sun vestia roupas velhacas e
sandálias de cordas. Segurava por sobre o ombro, com a mão direita um
longo bastão. Certamente aquele homem ali era Sun Wukong, mas
certamente ele não parecia ter nem a metade da capacidade que tinha
quando Lei o conheceu.


Zzrill:

Zzrill fortificou a barreira até quase não mais ter luz dentro dele. a barreira cresceu por cima da barreira dos magos, se amalgamando com ela e se alimentando da magia que ela emitia. Satisfeito, ele pegou o cristal psiônico e mandou uma mensagem destinada aos magos que mantinham a barreira.

"Irmãos em magia. Quem vos fala é Zzrilldhrack Darrksin, Comandante das Tropas de Arquearia do Império de Terânia. Peço humildemente que vocês mantenham a barreira a todo o custo. Minha magia de barreira só pode existir graças á ajuda de vocês, então peço: Mantenham-na."

Em seguida, Zzrill voou devolta para onde Lei estava, suas asas agora estavam um pouco mais escuras, com detalhes em azul que lembravam trovões, assim como todos os detalhes em branco de sua exótica forma de combate. Pousando ele deu de cara com um novo rosto, este portando as roupas mais velhas que ele já vira em uma pessoa que NÃO estava pedindo esmolas na rua. Seus olhos se guiaram para o broche dos Justiceiros Sagrados, que ele reconheceu por ter visto um certo prisioneiro há algum tempo atrás. E bem sabia que a presença dele ali não era tão bem-vinda, embora fosse a última preocupação do drow.

'Imagino, Justiceiro, que você esteja BEM longe de casa.' Falou o drow em um tom imparcial, mas não rude. 'Como posso ver, e vi, você ajudou as pessoas dessa cidade, então creio que o Comandante.. ' e nesse momento apontou Lei, de um modo um tanto displicente ' Pode conversar com você depois que essa situação estiver resolvida... ' Ele ia falar mais, mas uma aura bem conhecida dele tomou-lhe a atenção. Drows. Seus irmãos e irmãs de sangue, vieram das profundezas saudar-lhe. E Zzrill responderia a saudação. Se virando para o comandante ele disse, em um sorrisinho cínico, de piadista infame

'Comandante, aparentemente meus irmãos e irmãs de sangue chegaram á festa. Irei 'saudá-los', se não se importa.'

Dito isto, o drow sacou de duas Seele Schneiders [ Destruidoras de Almas, pra quem não sabe, lembra um sabre de luz. ] e correu a agilidade drow e demoníaca agindo de uma maneira espantosa, guiada apenas pela fúria e poder de um drow amante de batalhas. Apenas um golpe era capaz de separar cabeças, braços e pernas tamanho era o poder e velocidade do drow
aliado aos Imperiais.

Imagem Seele Schneider http://images.wikia.com/bleachfanfiction/images/4/49/Caligula%27s_Seele_Schneider.jpg


Minami:

Minami demorou um pouco para perceber o quanto havia se afastado enquanto seguia aquele cheiro tão familiar. Parou pouco antes do portão de entrada, a tempo de ver a horda organizada e os cheiros misturando-se de acordo com a direção e força do vento. Um uivo…. Vários outros uivos pouco depois e ela precisou se conter para não responder e avançar mais para descobrir o que estava acontecendo.

Não demorou a iniciar a caminhada apressada de volta para onde o grupo estava - ou achava que estava. Se a matilha estivesse por ali certamente a encontrariam com facilidade e a ideia de reencontrá-los parecia tentadora, apesar do líder não ser o mesmo que antes.


Lei:

No meio de todas aquelas informações, Lei não reconheceu a voz de Sun de imediato. Passaram-se muitos anos desde a última vez em que se encontraram. Era a última pessoa que Lei esperava ver ali. Olhou para o oriental imediatamente. Não sabia o que havia lhe surpreendido mais: Ver Sun novamente ou avistar o escudo dos Justiceiros Sagrados, algo que não via há pelo menos três anos. Lei exclamou então:

- Pelos deuses! Este dia não para de me surpreender! - Foi na direção de Wukong e o segurou pelos ombros, dando um meio abraço nele. - Sun!! Não acredito! Eu nunca poderia prever isto! Você ainda é um... - Apontou o brasão JS e mal daria tempo a ele para responder, já continuando:

- Meu velho amigo, eu quero muito saber o que diabos você faz aqui e como tem levado sua vida, mas nos encontramos na pior hora possível. A cidade será atacada. Eu me lembro de como me ajudou na época em que éramos Justiceiros, você me ajudou a levar muitos criminosos à justiça. Sei que é abuso de minha parte, mas, se estiver em condições, ajude-nos a defender a cidade! Como nos velhos tempos! Fique junto com o grupo, meu amigo!

Frente ao aviso de Annabela e de Ahmik, Lei achou melhor recuar:

- Não conseguiremos usar os túneis e nem mesmo a área dos portões devido à ameaça demoníaca! Se estiverem de acordo, recuaremos até a primeira rua da cidade, deixando que a barreira mágica faça seu trabalho e atacando-os à distância! Certifiquem-se de que Ahmik saia vivo daquele túnel e se junte a nós!


Sieg:

Antes de sair dali, Sieg pode ouvir Annabela e ver seu sorriso, aparentemente estava mais tranqüila naquele instante. Não havia até então percebido que a mesma não era capaz de ver. Talvez em uma situação mais calma teria tempo de analisar, mas tempo era algo que ironicamente parecia estar sempre contra ele ultimamente.

Permanecia voando no ponto indicado, imediatamente acima dos soldados mesmo que devido ao horário não fosse possível ve-lo com clareza. Ficava com o olhar fixo no horizonte esperando o que imaginava serem as forças inimigas se aproximarem,mesmo com a barreira eles certamente não desistiriam de um ataque, então era necessário aguardar. Logo falou de forma firme a ser ouvida pelos soldados claramente.

- Aguardem o meu sinal.

Dizia com a tradicional tranquilidade que era quase incomoda...A tensão no ar poderia ser cortada com uma faca, mas Sieg permanecia no controle de suas emoções, ao menos aparentemente


Melantha:

Melantha concordou com a garota com a cabeça. Até iria responder tentando falar, esquecendo momentaneamente da falta de voz. Se esforçava para tomar o que podia da sopa, já que sentia a fraqueza sem igual e definhando desse jeito só iria causar problemas. Olhava um tanto quanto triste por não conseguir terminar nem de comer um prato de sopa e acompanhou a garota sair do quarto com o olhar.

Assim que olhava o resto do quarto achou a mochila e como a achava familiar, se levantou e se aproximou para ver se conseguia lembrar, pegando inclusive o amuleto com a mão. Sua concentração se foi com o forte estrondo que tremeu tudo, fazendo até ela levar um susto´, largando o amuleto. Quando olhou para o óleo no chão já vinha Gabrielle para socorrê-la.
A ninfa deu um pequeno sorriso e falou "Tudo bem", esperando que isso fosse fácil de compreender sem voz. Após o outro estrondo deu um beijo na testa da garota.



Sun:

Sun aproximou-se mais de Lei de dava de cara então com alguma figura, algum ser que desconhecia por completo. Ele se dirigia ao monge antes mesmo que Lei tivesse lhe dado atenção.

- Longe de casa!?

Sun falou num leve tom humorado, enquanto analisava calmamente a criatura diante dele.

- Se eu pelo menos lembrasse onde ela ficava.

Ele olhava então na direção de Lei, que logo o reconhecia e lhe dava alguma atenção. Lei não estava de fato atento sobre as diferenças em SUn, mas era um momento conturbado. Pelo menos aquele homem realmente o conhecia e isso era alguma coisa. Sun teria agora que sobreviver e a todo custo fazer com que Lei também sobrevivesse, ele era a única pessoa que poderia lhe ajudar a lembrar do passado que esquecera.

Sun não teve tempo de responder Lei inicialmente. Ele o olhou falar com o estranho homem que logo partia para o combate e depois fitou Lei.

- Eu quero ajudar... Mas.... O que devo fazer?

Sun recuava junto a Lei, para o local que ele indicou ser apropriado. Ainda não tinha total certeza do que deveria fazer, mas ainda assim ele olhou para Lei e lhe disse.

- Você não deveria estar morto!?

Sun lhe perguntou, meio confuso.


Ahmik:

Ahmik não tinha carta nenhuma na manga naquele momento, mas um plano surgia em sua mente assustada. Seu ataque fora ridículo e só serviu para enfurecer a criatura. Será que seus deuses não ouviram-lhe as preces? O Amenti ficou preocupado, principalmente que a visita até Amenphis o enchia de culpa, sua revolta tinha tragado um pouco de sua humanidade e para um Sefekhi isso era muita coisa, Noerya o tinha avisado.

Ainda assim, Ahmik não pensava em desistir, parou um pouco distante daquelas labaredas, se escondendo em frestas nas paredes escavadas e buscou novamente os deuses, o jeito seria terminar aquela demolição que a criatura de fogo tinha começado, se ele abrisse de vez aquela parte do teto o plano da criatura estaria arruinado ou....a criatura poderia trabalhar para ele e derrubar seus inimigos.

- Tudo bem....farei isso. - disse para si mesmo - Osíris proteja minha alma para que eu faça o necessário! - Gritou aos que estavam com ele - SUBAM! AVISEM PARA QUE NÃO FIQUEM SOBRE O TÚNEL DE ACESSO DA ENTRADA!

Pensando estar abençoado pelos deuses, fato que Ahmik comprovaria posteriormente, ele saiu correndo tunel a dentro esperando a criatura lhe seguir. Ahmik levaria a criatura para frente, para tentar aumentar a area do buraco que estava no portao e dessa forma jogar a própria horda ali dentro, ele teria que ser rapido.



Lei:

Lei olhou para Sun, ligeiramente surpreso pela pergunta. Um segundo depois ele se lembrou que de fato havia morrido quando ainda era um Justiceiro, sua cabeça achada na famigerada taverna por um membro do grupo. [ Aliás, por uma personagem Justiceira da Beer/Katherina lol ] A notícia deve ter chegado até Sun na época, portanto, a pergunta dele fazia sentido. Lei engasgou um pouco na resposta, mas disse:

- Sim, deveria, meu caro. Mas eu retornei graças ao Imperador Renon Slade, que é o líder do grupo que eu defendo hoje. Assim que esta cidade estiver segura, meu amigo, eu o levarei até o Imperador para que o conheça, e quero que você permaneça conosco! Por enquanto, fique próximo do batalhão, Sun!



Capítulo 1 - Parte 10

Warjillis:
Barreira: 66% {sobrevive a mais duas rodadas sem intervenção dos dragões}
Dragões: {1 rodada}


Centro:


A horda tinha terminado todas as suas formações. Tambores, cornetas paravam num silêncio total. O tempo de espera e o ritual todo de iniciar a guerra tinha acabado. Com o silêncio, o líder da horda simplesmente soltou um grito de guerra que foi seguido pelas tribos goblinóides na escala dos menores aos maiores. Logo em seguida vieram os gigantes que estremeceram o chão.


- ZULMOG USTAR! - Gritou o lider em meio a tantos gritos de guerra e avançou com sua montaria.


Os membros da Horda se chocaram contra a barreira providenciada. Desde os pequenos bordões, machadadas e lançadas, até mesmo clavas gigantescas que sacudiam a própria estrutura. Era questão de tempo para a barreira cair.

Com uma visão mais ampla por cima, Sieg notaria que aqueles buracos que se abriram do chão, brotaram vários drows e outras criaturas da própria Underdark, incluindo duergars, outras espécies de anões menores e gnomos das profundezas, tudo isso, claro, além dos elfos.


A quantidade de 3mil que antes tinha sido reportado agora era o mínimo, deveriam ter expandido o exército muito mais além dessa capacidade com a entrada das tropas de Underdark. Estranhamente, o sacerdote notava que a maioria usavam uniformes vermelhos (estes que vieram de Underdark).


Zzrill por sua vez encontrava-se no portão, no limite da barreira. Podia sentir de perto que os gigantes quando atingiam a barreira, estremecia a estrutura toda. E no momento que os dragões se unissem, aquilo realmente não seguraria mais nada. E por partes, via como Sieg, a horda de Drows, Duergars e Gnomos da profundezas emergirem e se unirem às criaturas vis.


Sem que o sossego terminasse ainda, vultos escalavam pelas costas dos gigantes e tentavam atacar a barreira por uma região mais alta. Eram vários lupinos de tribos diferentes que tinham se unido a uma causa em comum da Horda, mas infelizmente aqueles híbridos entre animal e humano não eram apenas lupinos, mas criaturas pequenas como morcegos, javalis e carcajus tinham se juntado nas tropas que tinham estratégicamente esperado até a noite.


Por causa da barreira, as tropas da Horda começavam a circular, destruindo tudo o que era de obstáculo fácil. Se continuassem nesse ritmo, poderiam muito bem circular Warjillis em certas regiões, evitando a fuga após a barreira se partir.



[isso se passa depois do post da Minami e Ahmik!]
Annabella podia sentir a quantidade esmagadora de pessoas, era talvez a primeira vez que deparasse com algo de contagem colossal. Mas sua senbilidade fez notar que o demônio das chamas estava próximo mais do que nunca, não mais fazia algo diretamente no solo, estava se movendo finalmente. Embora a barreira esteja segurando a Horda, ainda havia o fator de ter um demônio do lado de dentro. E agora que poderia ver, ficava na opção entre ajudar a defender a barreira ou simplesmente ir em ajuda de Ahmik e Minami.


- Srta. Annabella, espero que n-não seja uma dessas aventureiras que gosta de coisas excitantes e bastante adrenalina. - Falava isso pelo fato de não estar preparado, e claro, o medo.


Com as defesas semi prontas, os arqueiros, tanto Teranianos como de Warjillis estavam prontos. Soldados e combates de corpo-a-corpo estavam prontos para receber os primeiros que entrariam. Todas as tropas ainda aguardavam as decisões de seus superiores, seja para dar a ordem de avançar, seja para manter a posição de defesa.





Ahmik e Minami:


Os tremores foram sentidos, tanto por Ahmik que estava em baixo como por Minami que estava por perto. Tremores que eram sinal da Horda avançado que misturados ao dano causado no subterrâneo pela criatura ígnea começavam a criar buracos de rachaduras que se expandiam como um efeito dominó. Logo, o portão já não existia mais.


Felizmente com a ordem anterior, pouquíssimos eram as casualidades, e agora a cidade encontrava-se indefesa da invasão, salve a barreira mágica.


Ahmik era seguido pela criatura para outro lugar. Seus homens haviam obedecido suas ordens, mas sabia que logo iria precisar de ajuda.


O chão cedeu em vários locais, inclusive perto de Minami onde nem pode notar a aproximação da Horda e de sua antiga matilha. Escorregava junto a uma das aberturas que mal teve tempo de tentar escalar de volta. Sentiu o cheiro de Ahmik bem forte, provavelmente misturado com o Suor realçava mais ainda. Notou também a sua frente, um bicho todo embebedado de fogo que seguia Ahmik.


[mas se ela quiser realmente escalar de volta, precisa se transformar em lupina]


Ahmik que corria finalmente notou que evitou um grande desastre, a armadilha não estava funcionando 100% e agora era arranjar um método de derrubar aquela criatura.



Melantha:


O tremor... Gabrielle estava tremendo de medo e era bem notável quando a ninfa se aproximou e beijou ela. Mas a serviçal não parou. Assim que um segundo estrondo veio, Gabrielle alertou a ninfa.

- Precisamos sair daqui logo!


Pegou na mão da ninfa e fez menção de sair.


- Existe um abrigo num lugar mais seguro! Protegido! Me espera do lado de fora, eu preciso ir buscar algo!


Gabrielle abriu a porta e saiu correndo. O corredor estava cheio de pessoas que corriam em meio à muvuca de transito. Seria difícil para a ninfa em seu estado completamente frágil, conseguir sair. O amuleto azulado não mais era encontrado depois que o derrubou. A mochila por sua vez... lembrava-se de algo vivo, um mímico que vivia dentro da mochila ou um mímico que era na verdade a mochila. O nome... lhe fugia da cabeça mas sabia quem era. Fazia tanto tempo assim?

Sieg:

Mesmo com a barreira, os homens pareciam nervosos com todos aqueles tambores e aproximação. Isso parecia não ter efeito sobre Sieg, ainda parado, mas sentindo a tensão dos homens que a cada segundo apertavam suas armas de maneira mais forte, como se fossem correr para cima das tropas ou rumo as suas casas a cada segundo. Zrill, o arqueiro imperial parecia mais preocupado com aqueles do lado de dentro, de forma que ele poderia preocupar-se com outras ameaças.

Com o grito, as criaturas pareciam ter ganho um novo fôlego e avançavam atacando a bareira. Os soldados pareciam em duvida se atacavam ou permaneciam aguardando, Era chegada a hora de deixar um pouco de lado a postura de observador e partir para ação, os imperiais eram sua causa agora, e ele não mediria esforços para impedir a ameaça, ao menos não desta vez. Se aproximava dos limites da barreira próximo a maior concentração de criaturas tentando derrubá-la que pudesse observar.

- MANTENHAM A POSIÇÃO!!!

Surpresos talvez em ouvir o sacerdote gritar, os soldados imperiais olhavam para cima, enquanto Sieg em um gesto brusco jogava seu manto ao chão revelando roupas mais leves. Parecia aproveitar a maior mobilidade para realizar uma série de gestos rápidos enquanto pontos de luz apareciam no céu, já do lado de fora da barrira, ligando-se por uma linha de luz que os fazia expandir. Sieg fazia um gesto final Mantendo as mãos juntas estendidas a frente do corpo, em uma clara posição de "disparo" antes de poderosos raios de energia dourada serem liberados da figura que era formada pela ligação dos pontos, que lembrava até mesmo uma pequena constelação.

- SHICHISEIKEN!!

A voz de comando podia ser ouvida até mesmo a distância por qualquer um na cidade, parecendo ecoar pela noite enquanto cada "ponto" de luz liberava um feixe de energia que ia em direção aos adversários antes de explodir, criando uma luminosidade que parecia incomodar os olhos até mesmo dos soldados afastados, iluminando a escuridão de forma a confundir as noções de dia e noite revelando claramente Sieg, que permanecia com os braços juntos, em sua expressão calma e sem reação atento as movimentações.


Imagem de referencia: http://images2.wikia.nocookie.net/__cb20110822221648/fairytail/images/6/69/Grand_Chariot.gif


Melantha:

Com o segundo tremor e a reação de Gabrielle, Melantha começava a achar que não era uma simples tempestade. Confirmou com a cabeça as instruções da garota. Como levar muita coisa iria a atrapalhar, optou por pegar apenas seu bandolim, arco e uma adaga. Com o olha firme - ao menos tentando ser, por conta da sua fraqueza física - virou-se para a mochila de novo, tentando se lembrar. Um mímico... e argh, perdera o amuleto que estava nela! Mas porque a mochila estaria no quarto dela?
A ruiva resolveu dar umas cutucadas na mochila enquanto tentava se lembrar, mas sua exaustão não permitiria ela tentar lembrar de detalhes. Deixaria sua curiosidade e busca pelo amuleto quando tudo se calmasse. Se levantou de novo respirando fundo e preparando-se para sair.
Logo no começo já levava uma trombada, a fazendo dar uns passos pra trás. Parou num canto para se recompor para voltar a caminhar mas durante seu avanço acabou sendo empurrada com tudo, esbarrando em mais pessoas, quase saindo no chão se não fosse a parede no qual conseguiu se segurar. Começava a ficar com medo. Se ela caísse, poderia ser pisoteada. E não seria um jeito bonito nem épico de uma barda ninfa morrer. Respirou fundo para se acalmar um pouco. Assim que conseguisse, retornaria a caminhar, dessa vez sem nenhum grande incomodo, além do provável roxo que deveria ter ganhado dos esbarrões anteriores. O que estava acontecendo naquela cidade afinal? E com sua mãe e Astraeus...?


Zzrill:

Zzrill, depois de cortar a cabeça, braço e sabe-se mais o quê, sentiu uma forte concentração de energia. Se afastando mais, e se alçando ao céu novamente viu os gigantes começarem a bater com toda a força na barreira improvisada dele. Claro, era uma coisa que ele nunca tinha antes, e fizera de impulso, logo depois do arduo treinamento com Ergo Proxy, para tentar bloquear o maior ataque possível daquele estranho ser, que se consistia em uma gigantesca lança de plasma, sabe se lá o que era aquilo, na verdade. Olhou para o céu e viu algo que lhe surpreendeu de um modo positivo: algo que parecia tomar a forma da constelação de Auriga [ Blé, Sieg, eu curto astronomia!] E disparar grandes quantidades de energia direto nos inimigos. Voando entre os raios, ele instintivamente coletou um pouco da energia, voltando a ter energia de luz dentro de si [ Tinha gastado toda para fazer a barreira ] Então uma ideia surgiu, baseada no ataque que acabara de ver e de certas observações que el fizera com o uso das Armas de Oloth. Um ataque combinado. sacando do seu arco e fazendo levitar cinco Seelenchneiders e cinco tubos de contenção de magia ele puxou uma única flecha usando toda a força que a manopla podia juntar. as estadas exibiram suas lâminas e os tubos se abriram exatamente atrás das mesmas, e atrás deles estava o arco e a flecha de Zzrill. Um grito gutural, como o de mil vozes pode ser ouvido quase logo em seguida do grito do sacerdote.

VERBREITER, SEELENSCHNEIDER! [Espalhem-se Destruidora de Almas ]

As espadas voaram com o impulso dado pelos tubos de contenção de magia , se espalhando para cobrir uma grande área para fora e mais adiante da barreira, para não acertar nenhum soldado amigo. ao atingirem o chão com força, as lâminas se enterrando no chão. Linhas surgiram rapidamente das espadas, ligando-as em um exótico símbolo similar á uma cruz de cinco pontas, para logo o drow soltar a flecha ultra carregada no exato centro de onde as linhas se convergiram.

SPRENGER!!!

Um segundo grito. Toda á area que estava dentro das linhas brilhou e explodiu em um impossivelmente alto pilar de energia desintegrando tudo o que tinha tocado. De longe não era nem tão vistoso e poderoso quanto o ataque do sacerdote, mas era suficiente, por hora. Quando o pilar deixou de brilhar as espadas voltaram para a mão do drow, que as guardou novamente. Não poderia usá-las pois estavam sobrecarregadas, mas ainda tinha mais algumas no bolso. Eram incrivelmente fáceis de se carregar, tão mais fáceis quanto qualquer adaga. Cambaleou um pouco no voo, mas conseguiu voar para a barreira novamente, em uma tentativa de fazê-la resistir. as cruzes se ergueiram um pouco mais, para receber a energia do arqueiro, mas ele não sabia por quanto tempo ela resistiria.


Lei:

Zzrill e Sieg faziam um bom trabalho em reduzir as fileiras inimigas, destruindo muitos ao mesmo tempo, mas ainda não era o suficiente, já que ainda havia gigantes e milhares de adversários. Lei achava que o reforço trazido daria conta do ataque, mas ao perceber que a contagem inicial de três mil da Horda era apenas o começo, concluiu que não tinham chance nas condições atuais, pois os "dragões" - esperava que fosse, porque pelo menos conhecia estas criaturas - ainda nem haviam chegado.

Seu bastão se transformou em uma foice que ele apenas segurou com uma das mãos. Com a outra, agarrou o capitão mais próximo do exército e gritou ao homem:

- Volte para a capital e traga tudo o que tiver lá! Todos os homens, wyverns, construtos, TUDO! Também entre em contato com os postos próximos e mande todos para cá! Eu disse TODO MUNDO! AGORA! - E largou o homem, que correria para o ponto de teletransporte acompanhado de alguns soldados, aproveitando que a Horda ainda não havia cercado aquela área.

Em seguida, viu Minami cair no subsolo, o chão cedendo sob seus pés. Qualquer que seja a reação dela em seguida, Lei correu até o local em desespero, mesmo que isto significasse se afastar do resto do pelotão, correndo o risco de estar na linha de frente quando a Horda quebrasse a barreira. Lei não desceu pelo buraco aberto, apenas gritando o nome de Minami.

Enquanto isso, os cavaleiros wyverns sobrevoavam a multidão da Horda e arremessavam bombas alquímicas, trazidas nas bolsas de carga de seus animais, que estouravam assim que atingiam o solo, visando matar os inimigos na área de efeito. Enquanto a Horda não apresentasse uma forma de defesa aérea, eles continuariam a fazer isto. (Ou até que os dragões chegassem) Dois dos cavaleiros concentraram suas bombas em um dos gigantes que tentava atravessar a barreira.

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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Admin em Qua 10 Jul 2013, 13:13

Minami

Não foi nada agradável a surpresa de ver lupinos atacando-os junto da tal Horda, muito menos quando sentiu o chão ceder sob seus pés. A queda havia sido dolorosa já que estava em sua forma mais frágil, mais delicada. O daisho precisou ser ajeitado depois que Minami se ergueu e tossiu algumas vezes devido à tanta poeira. Viu a besta, sentiu o cheio de Ahmik e logo depois a voz de Lei.

Olhou o marido, olhou a besta… Ahmik saberia se defender e foi nisso que Minami quis acreditar ao transformar-se em crinos e escalar para cima outra vez. Caso conseguisse, se esforçaria para voltar a forma humana.

- Tem algo seguindo aquele seu amigo. Algo envolto em fogo, não tive coragem… Ficar longe de você…

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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Admin em Qua 10 Jul 2013, 13:13

Annabela

Podia sentir a confusão de pessoas, as misturas de cheiros e um crescente calor - humano e demoníaco, ela sabia distinguir muito bem. Continuava apertando o amuleto, tendo fé que tudo acabaria logo. Novamente Kel estava ao seu lado, mas quase podia sentir os tremores do rapaz, que acabara - por causa dela - sendo envolvido nessa confusão tão perigosa. A fala do rapaz arrancou um sorrisinho nervosa de Annabela, que passou a balançar a cabeça em vários movimentos negativos.
- Não... Eu não sou nenhuma aventureira. Na verdade, muito longe disso. Mas... Preciso fazer alguma coisa.
Ela fechou os olhos e respirou funda, buscando levar um pouco de calmaria ao coração acelerado. E então, se concentrou. Sua testa se enrugou de leve, e sua expressão era séria demais. Passou a sentir o ar com mais intensidade e se deixou levar, até que o encontrou. Nesse instante, separou as pálpebras, determinada a se levar pelos seus instintos.
- O Comandante terá que me perdoar, mas... Esse demônio está me atormentando desde muito tempo, Kel. Por favor, fique aqui. Eu não... pretendo demorar. Sinto que... - esse demônio atrapalharia algo, tinha quase certeza absoluta disso.
Kel não teria tempo de compreender suas palavras, e muito menos de prever suas futuras ações. Era como se um caminho tivesse sido traçado em sua mente diferenciada, e Annabela o seguiu, correndo, sem medo de trombar em alguma coisa ou alguém. Era uma coisinha miúda se deslocando por aquela imensidão. E não parou. Não comandava mais seu próprio corpo. O calor começava a envolvê-la e então soube que estava seguindo o trajeto correto. E então, ela caiu no buraco que momentos antes Minami conseguira sair. Certamente a mulher do Comandante e o próprio estariam próximos, mas Annabela surgira do nada, e como estavam envolvidos numa outra situação, só notariam sua presença quando a mesma já estivesse caída no buraco.
O impacto foi forte, ainda mais por ela não estar esperando. Caiu de barriga para cima, numa posição não muito agradável. Acabou ralando as palmas e outras partes do corpo - e por ser muito clara, acabaria ficando com alguns hematomas, mas nada grave. O amuleto continuava bem preso em uma das mãos. Foi se levantando com muito cuidado...
Aonde quer que tivesse caído... ali era justamente a 'toca do monstro'.

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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Admin em Qua 10 Jul 2013, 13:14

Sun

Sun ainda estava próximo a Lei quando tudo começou. Ainda não havia se afastado, pois tinha a preocupação de que Lei permanecesse bem. Logo urro de batalha do exército inimigo levava os grupos para um novo conflito e Sun logo via a performance do exército aliado. Por um momento um rápido pensamento correu por sua cabeça.

- "O que estou fazendo aqui?"

Sun era um homem simples, um lutador das estradas numa grande guerra. De um momento para outro parecia que a terra havia sido tragada pelo inferno dos monstros e sair dele não seria fácil. Toda aqueles poderes de escala grandiosa, e por um momento Sun desviou o olhar para o bastão em sua mão e suspirou. Tinha dúvidas se sua presença faria alguma diferença, mas estava ali, não poderia retroceder. Não poderia se acovardar. Talvez sua presença fosse a garantia de vida de uma pessoa, talvez ao menos uma pessoa poderia ainda ser salva, caso ele ainda permanecesse por ali.

O monge então respirava com um fôlego renovado e quando dava por si, via Keylosh seguir correndo sem o menor cuidado pelo campo de batalha. Não sabia o que poderia tê-lo eito agir daquele modo, mas Sun o seguiu. Correu com o bastão sobre o ombro na direção que Keylosh seguia e seu chamado o fez perceber por que tinha corrido. Havia ali uma pessoa importante para ele. O que quer que fosse aquilo.. Pensava sun num primeiro momento ao ver a criatura que surgiria de um poço.

- Envolto em fogo? ... O demônio de antes!?

Sun falou num tom meio surpreso e olhou em volta para ver em que situação os 3 se encontravam no momento.

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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sab 13 Jul 2013, 20:13

A Ascenção do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados - parte 10

Warjillis:
Barreira: 66% {sobrevive a mais duas rodadas sem intervenção dos dragões}
Dragões: {1 rodada}

Centro:

A horda tinha terminado todas as suas formações. Tambores, cornetas paravam num silêncio total. O tempo de espera e o ritual todo de iniciar a guerra tinha acabado. Com o silêncio, o líder da horda simplesmente soltou um grito de guerra que foi seguido pelas tribos goblinóides na escala dos menores aos maiores. Logo em seguida vieram os gigantes que estremeceram o chão.

- ZULMOG USTAR! - Gritou o lider em meio a tantos gritos de guerra e avançou com sua montaria.

Os membros da Horda se chocaram contra a barreira providenciada. Desde os pequenos bordões, machadadas e lançadas, até mesmo clavas gigantescas que sacudiam a própria estrutura. Era questão de tempo para a barreira cair.


Com uma visão mais ampla por cima, Sieg notaria que aqueles buracos que se abriram do chão, brotaram vários drows e outras criaturas da própria Underdark, incluindo duergars, outras espécies de anões menores e gnomos das profundezas, tudo isso, claro, além dos elfos.

A quantidade de 3mil que antes tinha sido reportado agora era o mínimo, deveriam ter expandido o exército muito mais além dessa capacidade com a entrada das tropas de Underdark. Estranhamente, o sacerdote notava que a maioria usavam uniformes vermelhos (estes que vieram de Underdark).

Zzrill por sua vez encontrava-se no portão, no limite da barreira. Podia sentir de perto que os gigantes quando atingiam a barreira, estremecia a estrutura toda. E no momento que os dragões se unissem, aquilo realmente não seguraria mais nada. E por partes, via como Sieg, a horda de Drows, Duergars e Gnomos da profundezas emergirem e se unirem às criaturas vis.

Sem que o sossego terminasse ainda, vultos escalavam pelas costas dos gigantes e tentavam atacar a barreira por uma região mais alta. Eram vários lupinos de tribos diferentes que tinham se unido a uma causa em comum da Horda, mas infelizmente aqueles híbridos entre animal e humano não eram apenas lupinos, mas criaturas pequenas como morcegos, javalis e carcajus tinham se juntado nas tropas que tinham estratégicamente esperado até a noite.

Por causa da barreira, as tropas da Horda começavam a circular, destruindo tudo o que era de obstáculo fácil. Se continuassem nesse ritmo, poderiam muito bem circular Warjillis em certas regiões, evitando a fuga após a barreira se partir.


[isso se passa depois do post da Minami e Ahmik!]
Annabella podia sentir a quantidade esmagadora de pessoas, era talvez a primeira vez que deparasse com algo de contagem colossal. Mas sua senbilidade fez notar que o demônio das chamas estava próximo mais do que nunca, não mais fazia algo diretamente no solo, estava se movendo finalmente. Embora a barreira esteja segurando a Horda, ainda havia o fator de ter um demônio do lado de dentro. E agora que poderia ver, ficava na opção entre ajudar a defender a barreira ou simplesmente ir em ajuda de Ahmik e Minami.

- Srta. Annabella, espero que n-não seja uma dessas aventureiras que gosta de coisas excitantes e bastante adrenalina. - Falava isso pelo fato de não estar preparado, e claro, o medo.

Com as defesas semi prontas, os arqueiros, tanto Teranianos como de Warjillis estavam prontos. Soldados e combates de corpo-a-corpo estavam prontos para receber os primeiros que entrariam. Todas as tropas ainda aguardavam as decisões de seus superiores, seja para dar a ordem de avançar, seja para manter a posição de defesa.




Ahmik e Minami:

Os tremores foram sentidos, tanto por Ahmik que estava em baixo como por Minami que estava por perto. Tremores que eram sinal da Horda avançado que misturados ao dano causado no subterrâneo pela criatura ígnea começavam a criar buracos de rachaduras que se expandiam como um efeito dominó. Logo, o portão já não existia mais.

Felizmente com a ordem anterior, pouquíssimos eram as casualidades, e agora a cidade encontrava-se indefesa da invasão, salve a barreira mágica.

Ahmik era seguido pela criatura para outro lugar. Seus homens haviam obedecido suas ordens, mas sabia que logo iria precisar de ajuda.

O chão cedeu em vários locais, inclusive perto de Minami onde nem pode notar a aproximação da Horda e de sua antiga matilha. Escorregava junto a uma das aberturas que mal teve tempo de tentar escalar de volta. Sentiu o cheiro de Ahmik bem forte, provavelmente misturado com o Suor realçava mais ainda. Notou também a sua frente, um bicho todo embebedado de fogo que seguia Ahmik.

[mas se ela quiser realmente escalar de volta, precisa se transformar em lupina]

Ahmik que corria finalmente notou que evitou um grande desastre, a armadilha não estava funcionando 100% e agora era arranjar um método de derrubar aquela criatura.


Melantha:

O tremor... Gabrielle estava tremendo de medo e era bem notável quando a ninfa se aproximou e beijou ela. Mas a serviçal não parou. Assim que um segundo estrondo veio, Gabrielle alertou a ninfa.


- Precisamos sair daqui logo!

Pegou na mão da ninfa e fez menção de sair.

- Existe um abrigo num lugar mais seguro! Protegido! Me espera do lado de fora, eu preciso ir buscar algo!

Gabrielle abriu a porta e saiu correndo. O corredor estava cheio de pessoas que corriam em meio à muvuca de transito. Seria difícil para a ninfa em seu estado completamente frágil, conseguir sair. O amuleto azulado não mais era encontrado depois que o derrubou. A mochila por sua vez... lembrava-se de algo vivo, um mímico que vivia dentro da mochila ou um mímico que era na verdade a mochila. O nome... lhe fugia da cabeça mas sabia quem era. Fazia tanto tempo assim?
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sab 13 Jul 2013, 20:17

Sieg:

Mesmo com a barreira, os homens pareciam nervosos com todos aqueles tambores e aproximação. Isso parecia não ter efeito sobre Sieg, ainda parado, mas sentindo a tensão dos homens que a cada segundo apertavam suas armas de maneira mais forte, como se fossem correr para cima das tropas ou rumo as suas casas a cada segundo. Zrill, o arqueiro imperial parecia mais preocupado com aqueles do lado de dentro, de forma que ele poderia preocupar-se com outras ameaças.

Com o grito, as criaturas pareciam ter ganho um novo fôlego e avançavam atacando a bareira. Os soldados pareciam em duvida se atacavam ou permaneciam aguardando, Era chegada a hora de deixar um pouco de lado a postura de observador e partir para ação, os imperiais eram sua causa agora, e ele não mediria esforços para impedir a ameaça, ao menos não desta vez. Se aproximava dos limites da barreira próximo a maior concentração de criaturas tentando derrubá-la que pudesse observar.

- MANTENHAM A POSIÇÃO!!!

Surpresos talvez em ouvir o sacerdote gritar, os soldados imperiais olhavam para cima, enquanto Sieg em um gesto brusco jogava seu manto ao chão revelando roupas mais leves. Parecia aproveitar a maior mobilidade para realizar uma série de gestos rápidos enquanto pontos de luz apareciam no céu, já do lado de fora da barrira, ligando-se por uma linha de luz que os fazia expandir. Sieg fazia um gesto final Mantendo as mãos juntas estendidas a frente do corpo, em uma clara posição de "disparo" antes de poderosos raios de energia dourada serem liberados da figura que era formada pela ligação dos pontos, que lembrava até mesmo uma pequena constelação.

- SHICHISEIKEN!!

A voz de comando podia ser ouvida até mesmo a distância por qualquer um na cidade, parecendo ecoar pela noite enquanto cada "ponto" de luz liberava um feixe de energia que ia em direção aos adversários antes de explodir, criando uma luminosidade que parecia incomodar os olhos até mesmo dos soldados afastados, iluminando a escuridão de forma a confundir as noções de dia e noite revelando claramente Sieg, que permanecia com os braços juntos, em sua expressão calma e sem reação atento as movimentações.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sab 13 Jul 2013, 20:17

Melantha:

Com o segundo tremor e a reação de Gabrielle, Melantha começava a achar que não era uma simples tempestade. Confirmou com a cabeça as instruções da garota. Como levar muita coisa iria a atrapalhar, optou por pegar apenas seu bandolim, arco e uma adaga. Com o olha firme - ao menos tentando ser, por conta da sua fraqueza física - virou-se para a mochila de novo, tentando se lembrar. Um mímico... e argh, perdera o amuleto que estava nela! Mas porque a mochila estaria no quarto dela?

A ruiva resolveu dar umas cutucadas na mochila enquanto tentava se lembrar, mas sua exaustão não permitiria ela tentar lembrar de detalhes. Deixaria sua curiosidade e busca pelo amuleto quando tudo se calmasse. Se levantou de novo respirando fundo e preparando-se para sair.

Logo no começo já levava uma trombada, a fazendo dar uns passos pra trás. Parou num canto para se recompor para voltar a caminhar mas durante seu avanço acabou sendo empurrada com tudo, esbarrando em mais pessoas, quase saindo no chão se não fosse a parede no qual conseguiu se segurar. Começava a ficar com medo. Se ela caísse, poderia ser pisoteada. E não seria um jeito bonito nem épico de uma barda ninfa morrer. Respirou fundo para se acalmar um pouco. Assim que conseguisse, retornaria a caminhar, dessa vez sem nenhum grande incomodo, além do provável roxo que deveria ter ganhado dos esbarrões anteriores. O que estava acontecendo naquela cidade afinal? E com sua mãe e Astraeus...?
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sab 13 Jul 2013, 20:17

Zzrill:

Zzrill, depois de cortar a cabeça, braço e sabe-se mais o quê, sentiu uma forte concentração de energia. Se afastando mais, e se alçando ao céu novamente viu os gigantes começarem a bater com toda a força na barreira improvisada dele. Claro, era uma coisa que ele nunca tinha antes, e fizera de impulso, logo depois do arduo treinamento com Ergo Proxy, para tentar bloquear o maior ataque possível daquele estranho ser, que se consistia em uma gigantesca lança de plasma, sabe se lá o que era aquilo, na verdade. Olhou para o céu e viu algo que lhe surpreendeu de um modo positivo: algo que parecia tomar a forma da constelação de Auriga [ Blé, Sieg, eu curto astronomia!] E disparar grandes quantidades de energia direto nos inimigos. Voando entre os raios, ele instintivamente coletou um pouco da energia, voltando a ter energia de luz dentro de si [ Tinha gastado toda para fazer a barreira ] Então uma ideia surgiu, baseada no ataque que acabara de ver e de certas observações que el fizera com o uso das Armas de Oloth. Um ataque combinado. sacando do seu arco e fazendo levitar cinco Seelenchneiders e cinco tubos de contenção de magia ele puxou uma única flecha usando toda a força que a manopla podia juntar. as estadas exibiram suas lâminas e os tubos se abriram exatamente atrás das mesmas, e atrás deles estava o arco e a flecha de Zzrill. Um grito gutural, como o de mil vozes pode ser ouvido quase logo em seguida do grito do sacerdote.

VERBREITER, SEELENSCHNEIDER! [Espalhem-se Destruidora de Almas ]

As espadas voaram com o impulso dado pelos tubos de contenção de magia , se espalhando para cobrir uma grande área para fora e mais adiante da barreira, para não acertar nenhum soldado amigo. ao atingirem o chão com força, as lâminas se enterrando no chão. Linhas surgiram rapidamente das espadas, ligando-as em um exótico símbolo similar á uma cruz de cinco pontas, para logo o drow soltar a flecha ultra carregada no exato centro de onde as linhas se convergiram.

SPRENGER!!!

Um segundo grito. Toda á area que estava dentro das linhas brilhou e explodiu em um impossivelmente alto pilar de energia desintegrando tudo o que tinha tocado. De longe não era nem tão vistoso e poderoso quanto o ataque do sacerdote, mas era suficiente, por hora. Quando o pilar deixou de brilhar as espadas voltaram para a mão do drow, que as guardou novamente. Não poderia usá-las pois estavam sobrecarregadas, mas ainda tinha mais algumas no bolso. Eram incrivelmente fáceis de se carregar, tão mais fáceis quanto qualquer adaga. Cambaleou um pouco no voo, mas conseguiu voar para a barreira novamente, em uma tentativa de fazê-la resistir. as cruzes se ergueiram um pouco mais, para receber a energia do arqueiro, mas ele não sabia por quanto tempo ela resistiria.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sab 13 Jul 2013, 20:18

Lei:

Zzrill e Sieg faziam um bom trabalho em reduzir as fileiras inimigas, destruindo muitos ao mesmo tempo, mas ainda não era o suficiente, já que ainda havia gigantes e milhares de adversários. Lei achava que o reforço trazido daria conta do ataque, mas ao perceber que a contagem inicial de três mil da Horda era apenas o começo, concluiu que não tinham chance nas condições atuais, pois os "dragões" - esperava que fosse, porque pelo menos conhecia estas criaturas - ainda nem haviam chegado.

Seu bastão se transformou em uma foice que ele apenas segurou com uma das mãos. Com a outra, agarrou o capitão mais próximo do exército e gritou ao homem:

- Volte para a capital e traga tudo o que tiver lá! Todos os homens, wyverns, construtos, TUDO! Também entre em contato com os postos próximos e mande todos para cá! Eu disse TODO MUNDO! AGORA! - E largou o homem, que correria para o ponto de teletransporte acompanhado de alguns soldados, aproveitando que a Horda ainda não havia cercado aquela área.

Em seguida, viu Minami cair no subsolo, o chão cedendo sob seus pés. Qualquer que seja a reação dela em seguida, Lei correu até o local em desespero, mesmo que isto significasse se afastar do resto do pelotão, correndo o risco de estar na linha de frente quando a Horda quebrasse a barreira. Lei não desceu pelo buraco aberto, apenas gritando o nome de Minami.

Enquanto isso, os cavaleiros wyverns sobrevoavam a multidão da Horda e arremessavam bombas alquímicas, trazidas nas bolsas de carga de seus animais, que estouravam assim que atingiam o solo, visando matar os inimigos na área de efeito. Enquanto a Horda não apresentasse uma forma de defesa aérea, eles continuariam a fazer isto. (Ou até que os dragões chegassem) Dois dos cavaleiros concentraram suas bombas em um dos gigantes que tentava atravessar a barreira.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sab 13 Jul 2013, 20:19

Minami:

Não foi nada agradável a surpresa de ver lupinos atacando-os junto da tal Horda, muito menos quando sentiu o chão ceder sob seus pés. A queda havia sido dolorosa já que estava em sua forma mais frágil, mais delicada. O daisho precisou ser ajeitado depois que Minami se ergueu e tossiu algumas vezes devido à tanta poeira. Viu a besta, sentiu o cheio de Ahmik e logo depois a voz de Lei.

Olhou o marido, olhou a besta… Ahmik saberia se defender e foi nisso que Minami quis acreditar ao transformar-se em crinos e escalar para cima outra vez. Caso conseguisse, se esforçaria para voltar a forma humana.

- Tem algo seguindo aquele seu amigo. Algo envolto em fogo, não tive coragem… Ficar longe de você…
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sab 13 Jul 2013, 20:19

Annabella:

Podia sentir a confusão de pessoas, as misturas de cheiros e um crescente calor - humano e demoníaco, ela sabia distinguir muito bem. Continuava apertando o amuleto, tendo fé que tudo acabaria logo. Novamente Kel estava ao seu lado, mas quase podia sentir os tremores do rapaz, que acabara - por causa dela - sendo envolvido nessa confusão tão perigosa. A fala do rapaz arrancou um sorrisinho nervosa de Annabela, que passou a balançar a cabeça em vários movimentos negativos.
- Não... Eu não sou nenhuma aventureira. Na verdade, muito longe disso. Mas... Preciso fazer alguma coisa.
Ela fechou os olhos e respirou funda, buscando levar um pouco de calmaria ao coração acelerado. E então, se concentrou. Sua testa se enrugou de leve, e sua expressão era séria demais. Passou a sentir o ar com mais intensidade e se deixou levar, até que o encontrou. Nesse instante, separou as pálpebras, determinada a se levar pelos seus instintos.
- O Comandante terá que me perdoar, mas... Esse demônio está me atormentando desde muito tempo, Kel. Por favor, fique aqui. Eu não... pretendo demorar. Sinto que... - esse demônio atrapalharia algo, tinha quase certeza absoluta disso.
Kel não teria tempo de compreender suas palavras, e muito menos de prever suas futuras ações. Era como se um caminho tivesse sido traçado em sua mente diferenciada, e Annabela o seguiu, correndo, sem medo de trombar em alguma coisa ou alguém. Era uma coisinha miúda se deslocando por aquela imensidão. E não parou. Não comandava mais seu próprio corpo. O calor começava a envolvê-la e então soube que estava seguindo o trajeto correto. E então, ela caiu no buraco que momentos antes Minami conseguira sair. Certamente a mulher do Comandante e o próprio estariam próximos, mas Annabela surgira do nada, e como estavam envolvidos numa outra situação, só notariam sua presença quando a mesma já estivesse caída no buraco.
O impacto foi forte, ainda mais por ela não estar esperando. Caiu de barriga para cima, numa posição não muito agradável. Acabou ralando as palmas e outras partes do corpo - e por ser muito clara, acabaria ficando com alguns hematomas, mas nada grave. O amuleto continuava bem preso em uma das mãos. Foi se levantando com muito cuidado...
Aonde quer que tivesse caído... ali era justamente a 'toca do monstro'.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sab 13 Jul 2013, 20:20

Sun:

Sun ainda estava próximo a Lei quando tudo começou. Ainda não havia se afastado, pois tinha a preocupação de que Lei permanecesse bem. Logo urro de batalha do exército inimigo levava os grupos para um novo conflito e Sun logo via a performance do exército aliado. Por um momento um rápido pensamento correu por sua cabeça.

- "O que estou fazendo aqui?"

Sun era um homem simples, um lutador das estradas numa grande guerra. De um momento para outro parecia que a terra havia sido tragada pelo inferno dos monstros e sair dele não seria fácil. Toda aqueles poderes de escala grandiosa, e por um momento Sun desviou o olhar para o bastão em sua mão e suspirou. Tinha dúvidas se sua presença faria alguma diferença, mas estava ali, não poderia retroceder. Não poderia se acovardar. Talvez sua presença fosse a garantia de vida de uma pessoa, talvez ao menos uma pessoa poderia ainda ser salva, caso ele ainda permanecesse por ali.

O monge então respirava com um fôlego renovado e quando dava por si, via Keylosh seguir correndo sem o menor cuidado pelo campo de batalha. Não sabia o que poderia tê-lo eito agir daquele modo, mas Sun o seguiu. Correu com o bastão sobre o ombro na direção que Keylosh seguia e seu chamado o fez perceber por que tinha corrido. Havia ali uma pessoa importante para ele. O que quer que fosse aquilo.. Pensava sun num primeiro momento ao ver a criatura que surgiria de um poço.

- Envolto em fogo? ... O demônio de antes!?

Sun falou num tom meio surpreso e olhou em volta para ver em que situação os 3 se encontravam no momento.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Sab 13 Jul 2013, 20:20

Ahmik:

Ahmik tinha afastado a criatura do exército aliado, isso já era uma boa coisa. Ali embaixo o Amenti sentia o chão tremer, pois os adversários caminhavam sobre sua cabeça. Já tinha tudo muito bem esquematizado em sua mente, apesar que nunca se sai do jeito pensado.

Ahmik parou, a criatura vinha em seu encalço, esperaria um tempo enquanto o ser de fogo iluminava tudo e enchia o túnel com o calor da terra.

- Muito bem....Acho que é isso!

O sacerdote preparou-se, mas ele não iria atacar, com a força das bençãos dos deuses Ahmik escalaria a parede, junto à coluna de sustentação do túnel, o mais rápido que conseguia. Acreditava que a criatura iria atrás e era isso que ela deveria fazer.

- Venha seu monstro do inferno....venha me pegar!!
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Qui 01 Ago 2013, 07:55

A Ascenção do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados - parte 11



Warjillis



Sieg:



Todos confuses, receosos, amedrontados diante de uma moral elevada da Horda, os homens de Sieg só tiveram sua postura quando seu líder chamou a atenção. Muitos soldados foram obrigados a cobrirem sua visão com aquele ataque estrelar. E quando atingiu os primeiros, foi o suficiente para criar um buraco nas linhas da tropa inimiga.



Mas suas luzes foram suficientes para incomodar mais inimigos da Horda. Alguns drows e outros soldados tiveram que se esconder atrás de algumas criaturas enormes, mas logo retornaram a atacar a barreira.







Zzrill:



Seguido o ataque do meio drow, a força suficiente para criar outro buraco enorme nas tropas, apenas as criaturas mais resistentes permaneciam, não inteiras, mas fortes ainda para continuarem.



A tropa de arqueiros seguiu o ataque de Zrill, dando outra saraivada de flechas em conjunto aos arqueiros de Warjillis, às bestas e outras armas de cerco também. O quanto antes pudessem derrubar mais antes da barreira partir era um motivo essencial de sobreviver.





Sieg e Zzrill:



Mas isso era apenas o começo da resposta dos Imperiais, a Horda até então tinha chego apenas para medir as forças, significava que ainda estavam para testar mais coisas. Os corpos que sobraram foram arrastados pelas menores criaturas goblinóides e para longe. Tanto Sieg como Zzrill que estavam voando, podiam ver que os mortos, tanto por magia como flechadas e afins eram ajuntados numa pilha enorme. E lá, oito figuras encapuzadas formavam um círculo, seus corpos em chamas violetas. Difícil era discernir o que se passava, mas algo estava para vir com certeza.







Lei:



Capitão William das forças de Warjillis ouviu os comandos de Lei. Ordenou que dois mensageiros fossem à capital para pedirem reforços, era uma medida instantânea uma vez que havia o portal, mas a demora da chegada, esse era difícil de calcular.



Os dragões por sua vez eram variantes de adolescentes e adultos, nada muito ameaçantes comparados aos mais velhos, mas todos eram enormes. Com a baforada em conjunto daqueles que possuíam um raio reto, a barreira enfraqueceu rápido. Aqueles que possuíam baforadas em forma de cone eram os mais rápidos a se aproximarem e foram abordados pelos voadores de Terania. Era um piccolo tempo que atrasou para a barreira não ser destruída completamente.



Estranhamente os dragões que estavam alí eram somente três tipos, azuis, brancos e verdes. Os verdes principalmente se encarregaram dos voadores, onde seus gases venenosos desarmavam muitos dos voadores, e nem toda bomba alquímica tinha efeito neles. Os brancos por sua vez, carregando enormes rochas, jogavam sobre a barreira, enfraquecendo de imediato.









Todos:



E com uma última maçada, somada a varias rachaduras de vários pontos, a barreira cedeu. Os mais rápidos que eram os lupinos entraram e avançaram o quanto antes. Seus alvos eram os elementos mais fracos e indefesos onde arranhavam e mordiam, mas sem matar. Os maiores entraram logo em seguida e começaram a limpar qualquer meio de obstáculo. E em terceiro vieram vultos de sombras que se dissiparam para dar a forma de seus corpos humanos mas extremamente pálidos. Seus alvos eram soldados que já estavam se defendendo de lupinos e recebiam ataques em locais que certamente o sangue pulsava mais forte.



Noite e lua cheia eram uma combinação dura que dava uma vantagem para a Horda, sem igual. Mas a porção mais séria começou a ocorrer quando o resto se juntou aos tres primeiros grupos. Bugbears, goblins, hobgoblins, elfos negros[drows] e outros que não tiveram oportunidade de entrar, foram juntos.





[obs: Se deixarem mesmo a horda avançar, eles vão alcançar o buraco em que Ahmik e Anna estão, e certamente alcançar onde Lei e Minami estão.]



Deliah que comandava boa parte das tropas da frente, organizou uma defesa bem sólida. Os lanceiros mais habilidosos foram ordenados para derrubar os maiores o mais rápido possivel. Ela ajudava impedir que avançassem sobre o buraco causado. Precisava proteger o comandante, e por isso quando o resto da horda avançou, se juntou a seus homens para batalhar.





Annabella e Ahmik:



Annabella sentia a presença da ira, não mais do calor. E estava tão próximo do que nunca, mas também sentia uma outra figura estranha, era Ahmik, em sua percepção, mesmo que não o avistasse, ele era diferente.



E como o amenti desejava, o monstro pareceu seguir, mas parou a um certo ponto. Seus urros e gritos de pura ira cessaram de forma repentina que chegava a incomodar o sacerdote.



- Ahhhhh.... que presença... difffferentttte.... Com certeza vão querer sssssaber disso!



Foi quando o demônio parou de seguir Ahmik por completo e voltou para o buraco. Coisa que Annabella tambem sentiu, o demônio tinha mudado o rumo da perseguição.



Kel, o escudeiro, desceu logo depois e por isso Annabella agora poderia “ver” o que e passava dentro na altura da sua visão. Aquele artifício que Lei havia dado à cega de ver pelos olhos do outro era algo avassaladoramente impressionante e ao mesmo tempo exigente, uma vez que eram tantas informações de uma vez. E claro, daquele lugar que estava, podia ver o que Minami também via, a aproximação esmagadora da Horda somada à defesa frágil de Warjillis e tropas de Terania.



[proxima rodada demonio chega, aproveitem bem essa chance!]







Sun(Sun pode ler todas as cenas que incluem Lei, Minami e a Annabella, mas não Ahmik):



Sun por sua vez, acompanhando a tudo isso com Lei, lembrava-se daquele demonio de fogo. Seus urros pararam de ecoar pelos túneis que eram abalados pelos sons de marcha da horda. Toussel passou pelo monge oriental e foi se juntar a Deliah que segurava a posição para que recuassem logo, era loucura segurar as linhas contra a Horda sem mais reforços ainda.



Um Lupino veio correndo em sua direção com a rapidez animalesca e iria atacar Lei diretamente. Aparentemente o comandante que estava com Minami não iria perceber muito cedo, e cabia agora ao monge fazer algo. Aquilo que havia comido antes era suficiente para forrar o estomago depois de uma viagem longa. Suas forças estavam certamente restauradas para um combate mais rápido e potente vindo de sua parte.







Terania

Melantha:



A mochila pareceu dar um arroto, mas não atacou a ninfa, ficou no canto dela sem ser ofensivo. Mas sem que a ruiva notasse, em seus pulos, seguiu ela para fora. Levou muito mais chutes e tropeçadas, mas não foi notada por ninguém.



A ninfa que por pouco acabou não sendo pisoteada, chegou do lado de fora, e não só viu uma quantidade imensa de pessoas nas ruas, como viu também elas correndo para abrigos mais seguros como templos e construções grandes com a fundação rochosa.



Mas como julgou, não eram só tempestades que afetavam a cidade, uma barreira gigantesca, erguida por vários pilares de luzes protegiam o local. Rugidos foram acompanhados pelas trovoadas, reconheceria a voz de Joshua a kilometros por causa da gravidade. Mas entre as nuvens, os flashes dos raios, viu criaturas voadoras pequenas que sobrevoavam a cidade e atacavam outras colossais, bem maiores que o próprio dragão azul.



Um rugido... dois rugidos, duas cabeças, uma negra e outra azul emergiram das nuvens e abocanharam o regente de Uris. Um em cada ombro da forma draconica. E com a intensidade do ataque daqueles animais colossais, caíram sobre a barreira, mas este não se partiu em nenhum segundo, e evitando que caíssem sobre Terania.



Gabrielle retornou depois de muita dificuldade, carregava uma mochila que quase chegava nos joelhos dela. Puxou Melantha pea mão e gritou.



- Precisamos sair daqui logo! A cidade está cercada, mas os túneis internos podem nos levar para um lugar fora daqui! - Foi puxando a ninfa para uma espécie de entrada de porão.
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Qui 01 Ago 2013, 07:56

Lei:

Assim que a barreira cedeu, Lei sabia que a batalha ficaria extremamente difícil. Em sua mente, o objetivo imediato era atrasar a horda o máximo possível para que os reforços chegassem. Lei se comunicou com Zzril através do cristal psiônico que todos os Cavaleiros Imperiais carregam, dizendo:

- Sieg e Zzrill! Vocês são os únicos alados no momento! Tentem retardar os dragões ajudando os cavaleiros wyvern! Nós tentaremos retardar os inimigos em terra!

Depois se virou para Minami, respondendo ao que ela havia dito:

- Não se preocupe, lobinha. Ficaremos juntos até o final disto! Mas agora eu preciso de toda a sua fúria, de toda a sua força! Transforme-se e acabe com estes vermes! E retornaremos para Hatsuko quando acabarmos com eles!

Lei não estava ciente do ataque surpresa da criatura contra si.


Última edição por Joshua Stranford em Qui 01 Ago 2013, 07:56, editado 1 vez(es)
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

Mensagem por Joshua Stranford em Qui 01 Ago 2013, 07:56

Annabella:

Ainda estava com uma leve expressão de dor quando ficou de pé, mas sua atenção logo fora desviada para um assunto mais sério e delicado. Presenças... Diferentes, claro, mas com intensidades semelhantes por ambas serem marcantes e tão contrárias. Um era o demônio, não tinha dúvida alguma, e o outro... Não sabia dizer muito bem, e não conseguiu reunir concentração suficiente para descobrir, pois logo percebeu que o alvo do monstro tinha mudado. E qual não era sua surpresa ao saber que era ela própria. No entanto, diferente de um passado, que certamente teria fugido, Annabela se manteve parada, o esperando. Claro que sentia medo... Suas pernas não paravam de tremer, porém não fazia menção de se mover dali para outro lugar.
Então, de repente, ela sentiu uma pontada na cabeça, cambaleando de leve. Por escutar passos próximos, chegou a pensar que essa pessoa tinha lhe dado uma pancada. Porém, para sua surpresa, viu uma mulher desconhecida. Era jovem e meio pálida, e o tom claro de sua pele se acentuava ainda mais por causa dos longos e anelados fios escuros. Ela parecia assustada, estava bem explícito nos grandes e expressivos olhos azuis dela. Porém, era tão frágil... Simplesmente parecia impossível acreditar que ela tivesse lhe agredido. Annabela estendeu a mão, meio hesitante, e se assustou ao ver a garota fazer o mesmo movimento. As palavras do Comandante, em dado momento, ecoaram em sua cabeça. E Anna finalmente compreendeu.
Ela era aquela desconhecida.
- Olhe para esta direção - apontou com a mão trêmula, como se estivesse dando a ordem para si mesma - O demônio está chegando, então, por favor, tome cuidado. E... - ela cerrou as pálpebras, e Kel perceberia que Annabela segurava as lágrimas - você é meus olhos agora.
Claro que estava emocionada. Mesmo que de forma indireta, estava enxergando. Apenas uma vez isso acontecera, mas... Agora parecia tão diferente. Era real. No tempo de Mizabel fora uma estúpida e sofrida ilusão.
- Kel...? - ela arriscou.
Mesmo medroso, o garoto seguia as ordens sem hesitar. Se sobrevivesse, tinha o dever de agradecê-lo por tudo.
- É você?
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Re: A Ascensão do Triunvirato - Capítulo 1: Novos Aliados

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