Inimigo nada Agradável- Introdução Ayrith[Encerrado]

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Inimigo nada Agradável- Introdução Ayrith[Encerrado]

Mensagem por Joshua Stranford em Qui 24 Jan 2013, 22:35

[Categoria: Individual mestrado por Joshua Stranford]

[Resumo: A mercenária Ayrith se envolve em uma aventura no deserto de En Sabah Nur e acaba encontrando o dragão Joshua Stranford. Joshua a leva até Uris, onde promete uma carreira para a genasi.]






Narrador:
Havia passado um bocado de tempo desde que as sobreviventes partiram para caminhos diferentes. Ayrith acabou parando por um deserto chamado En Sabah Nur que ficava completamente fora de qualquer mapa que tenha seguido desde então. Pela diferença climática E a diferença regional, já podia assumir que não estava mais nem um pouco da costa Oeste, muito menos no mapa inicial que deram. Estava... além dos limites. E incrívelmente estava num lugar tão árido e seco que certamente mataria qualquer ser vivo pela falta de água. Sorte que o elemento principal da genasi era o ar, se fosse água como Sundar, certamente teria perecido cedo ou tarde.

Suas caminhadas em baixo daquele manto que comprou recentemente para proteger do calor era a salvação. E ir a pé se tornou a única opção desde que seu camelo acabou morrendo. E por sorte, depois de dois dias, chegando perto de ceder, encontrava várias tendas nomades. Essa era a felicidade única naquele momento que poderia ser sua salvação contra desidratação. E dentro da sua cabeça era bem claro, quem iria superar sua arquearia? Provavelmente mostraria para o dono das tendas e certamente poderia provar ser util para ele em troca de favores.


Ayrith:
Outra sorte por ser ela ali... é que Ayrith nunca se incomodara com a solidão. Era fácil convver consigo mesma, sem emoções à flor da pele, sem querer matar um ou outro. Era quase uma terapia para a genasi... embora, obviamente, as circunstâncias não fossem as melhores. E mesmo ela tinha que admitir que precisava de uma mãozinha no meio daquele deserto que já a estava vencendo.

Foi com um suspiro de alívio que notou as tendas nômades. A comunicação não era seu forte, mas, se estavam em travessia e precisavam de alguma proteção, Ayrith certamente teria como barganhar.

Ela se aproximou das tendas, procurando por alguém com quem falar por ali. E assim que achava... lá estava se "apresentando" com seu jeitinho de nariz empinado cheia de si.

- Ei, para onde estão indo? Aposto que estão precisando de proteção por aqui. E eu... sou a escolha certa por um ótimo preço.


Narrador:
E em poucos dias Ayrith acabou por mostrar que era habilidosa e que realmente valeu a pena ter investido nela. Como o clima desértico foi problemático ainda juntando o fator que ela estava em terras não conhecidas, analizando os fatores, foi obrigada a ficar por um tempo com essa “tribo”. Tribo que a genasi do ar lentamente foi notando que não era nada santa. Em seu primeiro mes, notou que ela era uma tribo que saqueava pequenas vilas e outras tribos menores, escravizando todos e sempre vendendo entre intersecções comerciais. Notava que sempre que podiam, evitavam em ir para cidades grandes, o que já era raro no deserto que estava. Estava limitada a ser muito bem paga e oferecer seus serviços e limitada não ter tanta facilidade que eles tinham de lidar com o clima. E por muito tempo, ela ficou nessa dependencia até ouvir um dia que precisavam se preparar, por causa de uma aliança, um saque a uma cidade grande no deserto. Essa cidade era conhecida por sempre ter gente metida nesses comercializadores de escravos, e ou acabarem comprando tudo ou acabarem com o negócio com o uso de força brutal. Ayrith era requisitada a opinar sobre, sendo que a aliança juntaria mais de 10 tribos com o total de mais de 500 “atacantes”.


Ayrith:
Ayrith nunca se incomodou também em tomar partido. Se estavam pagando, então ela não tinha nada a dizer sobre seus métodos ou o que faziam. Só precisava fazer sua parte e ficar indiferente a todo o resto... não importava, simples assim.

Até o momento em que era chamada a participar mais ativamente.
Sinceramente, a elemental não tinha o menor interesse naquilo que não fosse o seu próprio. A cidade parecia ser uma pedra no sapato de sua atual fonte de renda. E, se fossem bem sucedidos... bem, então talvez ela ganhasse algo a mais por ali.

A questão... era opinar direito.

A elemental estudou um pouco a situação, ouviu o que tinham a dizer e repensou se seria válido realmente atacar. Estavam com uma força numerosa.... mas uma cidade era sempre uma estrutura a ser considerava mais seriamente.

Por fim acabava decidindo que o mais seguro era fazer um reconhecimento da área, saber com o que estavam lidando de verdade. Estava disposta a lutar, obviamente, mas sugeria que mandassem um grupo... ou que ela mesma fosse checar o lugar... já que era desconhecida por ali.


Narrador:
Aceitando a decisão da elemental, ela tinha a opção de seguir pelos fundos onde a montanha lhe daria cobertura suficiente. Poderia ir sozinha ou como sugerido, ir em grupo. Mas poucos eram tão experientes como Ayrith. Mas uma vez decididos, a genasi teria a liderança, sozinha ou não, de um grupo de dois batedores. E a melhor hora, claro, a noite para ir ver. E assim quando a noite chegou, o trio desviou o máximo que pode do angulo de visão da cidade e foi para as montanhas, conseguindo aos poucos se aproximar por trás da cidade. Notavam que além do templo no topo, ainda havia uma escadaria sem fim para cima da montanha onde uma torre ficava minuscula da onde viam. Fora isto, a cidade possuía uma ou outra catapulta que seria de maior problema, e a força armada não parecia ser tão boa assim. Se tivesse uma estimativa decente, Ayrith tinha idéia de que pelo menos daqueles mais ou menos 600 habitantes, 200 ou 250 fossem da milícia, quando muito. A noite ainda era bem menor na frequencia de patrulha, dando a entender que a defesa era relaxada.


Ayrith:
Parecia ser uma cidade descuidada e relaxada demais para quem causava tantos problemas entre os comerciantes... e ainda usando força bruta.
Parecia.... fácil. E por mais que Ayrith tivesse excesso de confiança em si mesma... ela aprendera a desconfiar e não gostar nadinha de coisas que pareciam fáceis demais. Normalmente eram armadilhas... e ela já tivera sua dose de surpresas indesejadas.

Mas, inicialmente, não parecia haver nada ali que dissesse que não podiam atacar, e a elemental não podia retornar com apenas seus temores sem consistência.

Mas ainda havia aquele templo... e a torre. Talvez a montanha escondesse o verdadeiro poder daquele lugar... e Ayrith estava bem disposta a explorar mais antes de retornar com uma decisão concreta.


Narrador:
Ao templo, Ayrith encontraria uma mulher(Jessica Arkantor) que estava deitada numa cama bem larga e confortável. Estava do lado de fora e estava apreciando a noite ao tomar uma bela taça de vinho.

Por alguns segundos ela parou de beber, mas depois retornou à atividade, despreocupada, cantarolando baixo. A tranquilidade da noite parecia deixar ela bem confortável e vermelha com o vinho, parecia começar a adormecer lentamente. O templo que mais parecia entrada da montanha, possuía o seu portão e se Ayrith desejasse, precisaria passar por essa mulher e pela porta, caso desejasse ainda poderia seguir para cima para a torre, que provavelmente demoraria 50x mais tempo para chegar no topo da montanha.


Ayrith:
O caminho a seguir parecia óbvio, embora a elemental não gostasse da idéia de passar por aquela mulher e talvez ter que criar alguma história para estar passando por ali.
O lado bom... é que ela parecia estar quase dormindo.

Esperaria que ela adormecesse sob efeito relaxante do vinho... e tentaria passar discretamente pelo portão.


Narrador:
Ayrith finalmente pode perceber que ela acabou adormecendo. Deixou até a taça cair de lado enquanto dormia. Provavelmente deveria ter tomado mais do que a garrafa que estava ali, que por sinal, a genasi notava que existia não uma, mas mais de 5 garrafas.

Uma outra mulher se aproximou dessa que dormia, tinha traços parecidos com a adormecida, e era mais jovem, provavelmente era alguma relativa, onde meneou negativamente desaprovando a atitude da adormecida e a levou para dentro. O caminho agora estava completamente livre.


Ayrith:
Talvez a sorte estivesse a seu favor daquela vez?!
Ayrith achava difícil de acreditar, mas seguia com a maré. Assim que via o caminho liberado, ela seguia para ir para a escadaria.


Narrador:
Ayrith se encontrava subindo uma escadaria sem fim praticamente. Era ingreme e certos pontos acabavam necessitando com que a arqueira usasse habilidade de escalar. Haviam se passado mais de meia hora e Ayrith ainda encontrava-se escalando e subindo a escadaria que simplesmente parecia não ter fim. Seria uma armadilha ou apenas um obstáculo.


Ayrith:
Chegara a cogitar que estava no meio de uma ilusão, que não estava saindo do lugar. Mas bastou uma olhada para trás para perceber que estava sim em movimento. E já que havia ido até ali... então o melhor a fazer era ir até o fim.


Narrador:
Ayrith atingia o topo da torre só quando o sol estava no horizonte mostrando o amanhecer. Chegava na torre que era gigantesca, larga, e estava bem no topo da montanha. Era não só uma torre de observação como vários magos frequentavam o local. Estava bem mais frio e tinha até neve espalhado. Era um posto de observação, vigia, observatório e ainda também muitos arqueiros estavam presentes, arqueiros que Ayrith entendia perfeitamente, arqueiros da montanha. E notava também que um pequeno deslize era suficiente para ser descoberta.


Ayrith:
E acima daquilo... notava que havia sido bom ter ido explorar até ali. Mostrava que teriam de lidar com mais do que esperavam inicialmente. Ali haviam magos, arqueiros..e sabe-se lá o que mais. Claro... a distância até onde ficava a cidade em si era longa... mas era bom saber com o que estavam se metendo.

Ela observava por algum tempo, tomando cuidado para não ser vista... e se percebesse que não havia mais nada para averiguar, então começaria a travessia de volta.


Narrador:
A arqueira também notava que a quantidade desses magos e arqueiros não passavam de 50 pessoas, precisariam ser muito habilidosos se iam tentar parar um grupo de 500 atacantes. A vantagem numérica ainda deixava uma vantagem, e o balanço ainda pendia melhor para as tribos ajuntadas. E assim como a ida, a volta foi demorada, com um cuidado maior ainda de não ser vista por ser de dia. Chegava na cidade, agora o local era bem ativo. E no mesmo lugar que tinha visto aquela mulher bebendo vinho, lá estava ela, batendo o pe de braços cruzados, esperando algo, impaciente. Naquele instante estava de costas à arqueira genasi.


Ayrith:
Não havia como passar..... e Ayrith também ficava curiosa. Afinal aquilo parecia ser um posto de guarda daquela mulher, ou talvez ela só ficasse esperando alguma coisa ou alguém ali eternamente... vai saber?
Mas a elemental aguardou e observou. Não atacariam antes da noite, de qualquer forma.


Narrador:
E por alguns segundos, a mulher olhou para os lados de onde estava. Ficou quieta... e depois voltou-se para dentro.  Parecia ter perdido a paciencia e decidiu entrar. A plataforma do topo do templo estava livre, e agora era apenas uma descida que a arqueira via como oportunidade, até ter que esperar entre várias vezes de novo e de novo. De peculiar e diferente da noite, vinha homens montados em salamandras enormes que rondavam pela frente e vira e mexe pareciam "raspar" as patas sobre as areias, andando em circulos. Assim existiam várias "bolas" na areia a um kilometro antes de chegar na cidade. Pareciam brincar por causa da tranquilidade.


Ayrith:
E no fim, parecia que não havia motivo para deixar de atacar.
Ayrith retornava para as tribos sempre mantendo o cuidado de não ser vista... para levar as notícias.

Diria-lhes das catapultas, do número estimado de milícia que deveria ficar entre 250... e falaria da torre com os magos e os arqueiros.
Iria sugerir que atacassem de noite, quando a cidade parecia ainda mais relaxada em defesa.


Narrador:
Ao retornar, Ayrith ainda tinha recebido a noticia que mais por volta de 100 pessoas haviam se reunido a essas tribos, todos uma aliança de gente escravagista. Dentre as pessoas da tropa, agora eram um grupo de mercenários que haviam se juntado. Era uma mistura entre orcs de maioria, humanos e anões, todos esses que participavam de mercado negro e eram gente da pior raça possível.

E ao anoitecer, a oportunidade era perfeita. A cidade tinha poucos pontos iluminado de tochas e Ayrith estava encarregada de liderar os mercenários. Os agentes menores e furtivos estavam encarregados de espalharem sacos de bombas que certamente causariam confusão. A cidade iria cair aquela noite e Ayrith iria enriquecer como nunca.



Ayrith:
Era uma baita bolada para quem havia perdido tudo numa ''emboscada''. Era sua chance de virar a mesa e conseguir uma vida boa, com equipamentos novos e melhores e a chance de poder juntar um bocado sem ter que se preocupar tanto com a falta de dinheiro.

Estímulo era o que não faltava. Bastava que saísse bem sucedida na empreitada.

Ayrith guiava o grupo por onde ela havia espionado e entrado na noite anterior, todos se posicionando da melhor forma possível, antes de começarem o ataque. As catapultas deveriam ser destruídas na primeira leva, junto com o susto inicial.


Narrador:
Tudo de noite estava guardado pouquissimos sinais de vida. E a arqueira sem suspeitar de nada, levou o grupo para a luta. Derrubaram as duas catapultas com facilidade que chegava a admirar. Mas um esforço grande tinha sido feito apra alcançar isso. A guarda da noite que resistiu na parcela deles, na medida deles, e o sorrateiro movimento tinha sido bom o sufiente para evitar que alarmassem a qualquer um. Uma camada após a outra, o ataque foi bem sucedido. Todos os civis estavam presos e prontos para serem vendidos como escravos, estranhamente algumas faces Ayrith reconhecera de antes, gente que tinha sido escravo da mesmo tribo que ela contribuia, e agora estava livre. E claro, o olhar deles para a arqueira não era nada boa. E logo, mesmo com a força esmagadora, os arqueiros e magos desceram de forma desenfreada. Derrubavam uma boa quantidade para serem vencidos pelos mercenários e tribos. Mesmo com força BEM reduzida, como havia calculado, tiveram a vantagem até então. Era a hora de pilhar, e juntar toda a riqueza que achariam.


Ayrith:
Ayrith não se incomodou com os olhares, tudo o que tinha em mente é que haviam vencido... e que ela estava rica!

Havia conseguido! E seu orgulho parecia ter aumentado consideravelmente dentro de si. A elemental sentia-se extremamente confiante e cheia de si. Não importava o lado, ela havia sido vitoriosa... e agora, além da riqueza, certamente havia conquistado algum respeito a mais naquele grupo.... algo que era até estranho para ela depois de tudo o que havia passado.

Isso alimentava sua crença de que estava melhor sozinha, sem dúvidas.


Narrador:
E para melhorar mais que tudo isso era que aquela noite estava uma ventania gostosa e geladinha. Fora isso, tinham conseguido aprisionar aquela mulher do topo da igreja. Ela não parecia ser uma pessoa fácil, mas andava com o nariz empinado, mesmo aprisionada. Não parecia estar abatida, se quer em choque com o acontecimento. Foi ainda trazida até Ayrith como o maior premio de captura até então, parecia ser uma figura importante de certa forma. E ela apenas virou-se para a arqueira para falar em tempo suficiente.

- Espero que esteja pronta para perder tudo, Ayrith Silverwind. - De alguma forma ela sabia o nome da arqueira, e isso certamente causava calafrios nela, será ela a sacerdotisa do templo? Provavelmente sim ou até mesmo um oráculo que vivia fazendo nada, mas ficava lá em cima no templo.

E conforme ela terminou de falar, a ventania tornou-se mais forte, até anunciar que o céu estava com nuvens pesadas e carregadas, mostrando o primeiro brilhar de um raio, e em seguida o som demorado do trovão. Retumbante, o som foi capaz de tremer a caixa toraxica de qualquer um ali.

- ULHAR DARASTRIX! - Gritou a sacerdotisa.

Grito que chamou a atenção e ecoou reverberando a mais vários raios e trovões, até verem num brilhar, a silhueta de um lagarto colossal nos céus, voando entre as nuvens. E em segundos pós a imagem da silhueta, o rugido draconico, mais alto que até mesmo um vermelho da mesma idade, a voz ecoou estremecendo cada construção.



Ayrith:
O ego de Ayrith estava tão cheio que ela até havia se esquecido daquela mulher. Estava muito focada no prêmio da batalha para pensar em qualquer coisa.

Mas quando ela a chamou pelo nome... algum estalo deu na mente da elemental,  ela encarou a mulher de forma mais atenta.... o cenho franzido.

Sentia a ventania aumentar... para então o inferno ter início. E a elemental não hesitou em puxar seu arco e cravar uma flecha no peito daquela mulher.

- Protejam-se! - ela gritou vendo a silhueta do dragão se formar no céu... cada construção estremecendo. E sabia, estavam encrencados.


Narrador:
Infelizmente era tarde para Ayrith, aquela mulher na frente da arqueira, nada mais nada menos que era uma dragoa de bronze que expandiu seu corpo, arrebentou os grilhões e esmagou vários homens com suas patas. Vários raios caíam sobre sua carapaça escamosa enquanto o outro dragão que estava nas nuvens descendeu com sua baforada de trovão diretamente num grupo de homens que queimava em uma linha reta. Seu chifre reluzia intensamente e sua coloração era azulada.

- Jaseve batobot tovekil ekess ve. origato udoka clax ekik fronah else! - Expeliu o dragão para a dragoa.

- Shar jaciv xoal'si ekess svent ve! - Respondeu ela.

- Jaciv ui woari vur jaciv geou xikin ihk batobot! - Continuou ele.

E em pouco tempo, a dragoa de bronze soltou uma baforada de trovão também, acabando com uma linha reta de homens de uma vez só. O que tinha sobrado como vantagem numérica, em poucos segundos estavam sendo reduzidos ao nada. O dragão azul que tinha dado uma boa olhada em Ayrith a ignorava, desprezando a arqueira por completo, ignorando ao ponto de fazer com que ela entenda que não era digna da atenção dos dois dragões.



Ayrith:
Não havia o que ser feito. Sua vitória se transformara em ruína com a velocidade de um respirar mais profundo. Nem deixara gosto.

E Ayrith não ia ficar ali para ver o desfecho. Sobrevivência em primeiro lugar... sempre.
Aproveitou o desprezo do dragão para buscar uma brecha e escapar. Se conseguisse fazê-lo com o resto de seu grupo...ótimo.... senão... bem, era cada um por si. Ninguém deveria ser louco para ficar e tentar enfrentar os dragões.


Narrador:
Dos que tentaram escapar, nenhum havia sido poupado, ou eram devorados vivos, ou esmagados, quando não eram fritos com o trovão das baforadas. E toda vez que Ayrith tentava escapar, um dos dragões batia a cauda com tudo na frente dela, bloqueando o caminho, deixando a entender que haviam encurralado a arqueira. E agora com o jogo virado, Ayrith era quem iria ser o premio... será que iria para o rumo de escrava?

Quando terminados, tanto o azul como a de bronze viraram-se para ela. A femea principalmente com o olhar suspeito, era menos tolerante que o azulado e tambem parecia mais nova, apesar dos tamanhos não diferirem muito.



Ayrith:
Ayrith cerrava os dentes com força, acuada entre duas criaturas muito maiores do que ela. Estivera tão perto!!!!!
Os olhos azuis se afinavam, e ela tinha o arco em mãos, mirando em um e no outro dragão conforme se afastava deles como podia, encarando-os sem sinal de rendição. Só poderiam matá-la ou desacordá-la.... antes disso ela estaria lutando com todas as suas forças.


Narrador:
- Lutando sempre até o fim... - Bufava o dragão azulado com sua voz tão grave, tão forte... tão estremecedora. - Ahhh... mas estar ao lado desses escravagistas... não vai lhe render nada de bom. TRANQUEM-NA na caverna mais obscura e sem vento. - Disse bravo... bravo era pouco, estava furioso. Seus olhos brilhavam de ira, suas pupilas amareladas afinaram enquanto encarava a arqueira.

A mesma foi desarmada com facilidade por dois homens e como dito, foi escoltada por mais seis para dentro da montanha onde os corredores da caverna eram praticamente abafadas, pouco ar, calor e pior, sem vento nenhum. Foi jogada numa cela à força por mais que resistisse e trancaram com pelo menos 10 trancas, era como se fosse feita principalmente uma espécie de criatura escorregadia.



Ayrith:
Com certeza Ayrith não foi sem lutar.... disparou, esperneou, mordeu e tentou se soltar até o último segundo possível.
Preferia lutar com dez dragões a ficar presa como estava.

Sem vento... sem saída.... Definharia naquele inferno!

Assim que a deixassem só ali, tentaria buscar alguma rota de fuga, alguma falha.... precisava encontrar um jeito de escapar antes que a falta do vento a corroesse.


Narrador:
Não, a cela era perfeita, não tinha como sair dali. E seja o que fosse, tinha sido feita para evitar que achassem alguma falha.

Ayrith estava com a sua frente, grades que estavam bem cravadas e firmes de forma maciça e levemente cromada.  Ao seu redor era só parede rochosa que não ia ceder tao cedo. E por mais que tentasse mais de uma, duas, três horas, acabava desgastando mais. Só mesmo depois da primeira hora já sentia seu corpo castigar pela ausencia de vento. Sentia todos os sintomas de dependente e fraca. A única coisa que serviram depois das primeiras 12 horas foi um cantil de água e nem mesmo ela teria algo para se abanar. E foi assim que sem notar, passou-se um dia inteiro e Ayrith não tinha mais forças, se fosse em outras condições, passar o primeiro dia não era nada, mas tinham explorado sua fraqueza.

E na noite do dia seguinte, uma figura alta, bem armada se aproximou, abrindo a cela para a genasi. Era escuro, e era difícil de ver. Forças fugiram de seu corpo.



Ayrith:
Ayrith não tinha nem forças para empinar o nariz e se fazer de forte quando a cela foi aberta. Tudo o que podia fazer era um último esforço para se arrastar para fora dali, esperando poder sentir algum vento quando estivesse do lado de fora. Não se importava por não conseguir ver naquele instante.... mas precisava de um ar.... ou não saberia sinceramente quanto mais suportaria.


Narrador:
Foi arrastada para fora da cela, sendo levado pela gola e para fora da montanha. Sentia uma brisa gostosa do friozinho da noite e foi jogado diretamente no bebedouro de cavalos. Quando notava, estava num estábulo, e a figura que era alta, cruzava os braços. Tinha um rabo de cavalo prendendo seus longos cabelos negros. Não parecia muito paciente naquele momento, ainda não podendo ver claramente quem era que estava alí.


Ayrith:
Alívio. Mesmo sendo arrastada numa humilhação que Ayrith não estava acostumada a ser submetida sem retaliação.... tudo o que podia sentir inicialmente era um alívio impossível de ser descrito.
O vento tocava sua pele, e a elemental começava a se sentir melhor quase de imediato.

Mas assim que tinha o mínimo de forças... e vendo-se na presença de um inimigo, Ayrith se levantava, mesmo cambaleante, mas com um ar selvagem de rebeldia.... cerrando seus dentes e se colocando em uma posição ofensiva.

- ......


Narrador:
- Mesmo me devendo a sua vida, ainda vai lutar assim? - Disse a voz impaciente de Joshua. - Atacou minha cidade, estavam para levar o que saquearam e pilharam, estavam levando dezenas de gente inocente e ainda quis levar minha esposa como troféu e ao mesmo tempo tentou matar ela. Eu deveria te deixar definhar na cela. - Joshua puxou a elemental do bebedouro dos cavalos pela gola e a levantou para ficar na altura dele, o que era alguns decimetros. O rosto do regente era finalmente visível, e tinha um mau humor considerável. - Bem vinda Uris, a Cidade dos Libertos. Mas vai ser retaliada se aparecer durante o dia. Viu o destino daqueles escravagistas? A torre lá em cima que vê é uma torre de vigia. Já tinham notado a presença de vocês. Ela é propositalmente mantida lá em cima para que os invasores não percebam. - Largou Ayrith por mais que ela não alcançasse o corpo de Joshua de qualquer forma, deixando que a genasi caia no chão. - Me deve sua vida agora duas vezes. E não pretendo botar o esforço de uma certa pessoa de tirarem vocês de Astarta ir por água abaixo. Esforço que veio do suor, do sangue, e de sacrifício dele. E sabe muito bem de quem falo. - Ergueu o cenho e cruzou os braços novamente. - Uris sofre muito ataque de drows e outras criaturas das profundezas. Então tudo o que foi feito para aprisionar essas criaturas, ou mesmo manter a torre de observação, foi estritamente planejado para tomar cuidado, apesar de ainda levarmos surpresas indesejadas as vezes. Entre outras palavras, sua saída daqui será impossível, Ayrith. Por isso quero que você mesma pense num castigo merecedor. E... AI DE VOCÊ SE FOR EMPINAR SEU NARIZINHO, TE JOGO DE VOLTA PARA A CELA. - Sua voz trovoante ecoou tão forte que assustou os cavalos que estavam no estábulo. - Tem cinco segundos para pensar em algo para ajudar Uris. Está em território hostil ao mesmo tempo. Vai ser recebida de forma hostil, não espere nada de bom grado. Enfim... CINCO.... - Iniciou a contagem.


Ayrith:
Foi só naquele momento que reconheceu a voz.... com certo horror. Fugira tanto do passado que agora que aparecia uma peça palpável deste a elemental ficava sem ação.
Sentiu-se erguida, fitando o rosto do dragão.... e nunca tivera nada contra ele para fitá-lo com raiva, mas esperneou um pouco, os olhos afinados enquanto o ouvia... para ser largada novamente no chão.

Não havia arrependimento além de não ter saído vitoriosa dali, não importava o que Joshua dissesse.

E estava prestes a empinar seu nariz e dizer-lhe que não podia mantê-la ali quando ele a amealçou. E não havia ameaça pior do que voltar para aquela cela.
A elemental baixou o rosto com o olhar rebelde ainda. Sinceramente não compreendia porque o dragão não a havia matado.

Esforço de uma certa pessoa? Pff...Ela não ia nem comentar sobre aquilo.
E céus, como odiava ser pressionada!!!

- Espera um pouco! Castigo? Ajudar?! Com quem diabos está me confundindo, grandão?
Eu sou uma mercenária, não tenho um lado a não ser que paguem melhor. - o fitava com seriedade. - Não tenho nada contra você... é verdade sim que eu te devo e não só pela minha vida, e isso é o mais próximo que vai chegar de algo honrado em mim. Mas não vejo porque me manter aqui vai servir para quitar essa dívida.


Narrador:
- Então eu talvez eu possa te deixar de volta na cela. Guaaaaardas, tragam os grilhões e levem-na de volta. - Dizia na maior simplicidade olhando a armadura e depois tirando um pouco da poeira.


Ayrith:
Os olhos dela se afinaram e ela reassumia uma postura mais ofensiva, pronta a lutar com unhas e dentes para não voltar para a maldita cela.

- O que diabos você quer de mim, Joshua? Para mandar para aquele inferno é mais fácil matar de uma vez!


Narrador:
- Trabalho comunitário ou cela. Dependendo do tempo, vai ganhar aumento, será paga por hora inicialmente com 5 peças de prata [o que não é nada ruim].E... com o tempo e bom comportamento vai ganhar benefícios e aumentos. E então? O que me diz?


Ayrith:
Franziu o cenho pensativa. Para quem havia atacado a cidade e causado um estrago... o que ele oferecia parecia quase um prêmio.

- Que tipo de trabalho comunitário você tem em mente?


Narrador:
- Hm, a cidade é ótima para se proteger físicamente. E infelizmente temos poucos arqueiros. Todos foram aqui escravos um dia e os arqueiros geralmente são os primeiros a morrerem quando se trocam saraivadas de flechadas, por isso existem poucas ocasiões em que pude libertar arqueiros. E mesmo assim nem todos são bons arqueiros, alguns são balisteiros ou mesmo preferem usar bestas. Contamos apenas com uma elfa(solar) que foi general, ela é ótima em arquearia e mira, mas ela não é especializada em distância. Também temos um orc que é mestre de bestas, tanto que o tamanho que ele usa é equiparável a uma balista. Imagino que vocês tres juntos possam formar uma combinação excelente. Estamos precisando de instrutores para os alunos que não são voltados a combate corpo-a-corpo. Fora isto, começará na camada mais baixa. Seu emprego será tutorar, mas seu serviço comunitário será a vigia de noite, que este por sua vez não será pago. Aguentará dormir só quatro horas por dia? Ou será que está envelhecendo, Ayrith? - Disse num tom desafiador procurando atiçar a arqueira contra o desafio.


Ayrith:
Aulas?!!!! Ela, Ayrith, impaciente por natureza, dando aulas?!
Era provável que enfiasse flechas em seus alunos por não serem bons o suficiente.
Não gostava.... nem um pouco.

Mas.... ao mesmo tempo... era um trabalho. E envolvia algo que ela gostava muito de fazer, além de ser inegavelmente boa naquilo.

Ela pensou um pouco, bufando com a provocação dele. Não a estava ganhando por provocá-la. A verdade é que era a cela ou o trabalho. E Ayrith não estava nadinha disposta a voltar para aquele inferno.

- Quatro horas é mais do que o suficiente. - falou empinando um pouco o nariz.


Narrador:
- Ora Ayrith, encare como um desafio. Se ganhar renome aqui será general assim como Verea, a sniper; e Taruk, o mestre da balestra. O que me diz? - Sorriu de leve. - Mas os primeiros dias terá de viver reclusa, coloque esse manto com capuz verde e será vista como uma iniciada aqui. Nem Verea nem Taruk sabem que estará entrando como aluna agora. Agora uma coisa. - Disse mais sério. - Aqui TODOS foram escravos, então certas palavras são tabús. Tome cuidado com o que fala ou a reputação e a imagem que estará tentando lutar por, pode ir agua abaixo. A vigia da noite ainda é comandada pelos dois generais, por isso, por hora terá de ganhar confiança deles e eles serão seus superiores. E mais algumas coisas, aqui DROWS são nossos inimigos, principalmente os de uniforme avermelhada, os que tiverem uniforme azul ou branco ou uma meia lua neles são drows aliados; fora estes DUERGARs, ILITHIDs e algumas outras criaturas da profundezas são extremamente hostis cnosco. Por causa da sua fraqueza, não ira ser mandada para missões dentro das montanhas, mas terá o trabalho de defender a cidade. Para sua vantagem, a torre também controla boa parte do clima, então constantemente será ventania, isso afasta indesejadas tempestades de areia. - Joshua tirou uma faca e um pergaminho de um compartimento de dentro da sua armadura e entregou à arqueira. - Se está ciente  e concorda a tudo isso, assina por favor.


Ayrith:
Ela o ouvia com atenção. Tirando a parte de ter que lidar com futuros alunos, de resto tudo parecia muito bom até.
Seria bom ter algum renome... e mesmo ocupar-se em fazer a vigia.

Com os inimigos por perto, não ficaria entediada também.

E sim... tudo se resumia àquilo. Teria dinheiro, possibilidade de crescimento... e esperava que nada de tédio. Joshua estava lhe oferecendo algo impensável, considerando o que havia feito.

E mesmo que não tivesse arrependimento por questões mais ''humanas'', ela teve que olhar para o dragão com um respeito a mais, um agradecimento mudo.
Pegou sem hesitar o pergaminho e a faca quando ele ofereceu, e assinou, mantendo uma expressão mais séria e menos altiva.

- Digo que vou me tornar a melhor general daqui, grandão.


Narrador:
E conforme o tempo foi passando, Ayrith não teve problema em mostrar as habilidades. Para construir sua reputação, competiu com todos de forma igual sem usar seu arco longo composto que era ligada somente a ela. Conheceu várias criaturas diferentes e típicas do deserto, alguns nem tanto, mas viu também de perto a sagacidade dos Dragonborns, meio draconicos que eram as criaturas mais fortes a ponto de serem treinados pelo melhor guerreiro da cidade que era um ORC e pelo próprio regente. Ser treinado pelos generais era não só uma honra, mas sim o símbolo de fidelidade. Embora Uris não seja uma cidade militar, por causa de constantes ataques surpresas dos DROWS ou ESCRAVAGISTAS, a atenção era sempre ligada no 200%.

Já no fim do primeiro ano acabou ficando como Comandante da guarda noturna. Suas atividades como guarda lhe renderam bons momentos e parceiros de serviço. Diferente dela, quem fazia guarda da noite realmente era empregado. Uris era uma cidade em constante crescimento, e muitos prisioneiros de guerra acabavam parando na cidade, seja por que foram comprados, ganhando direito a liberdade de ficar ou partirem; seja por serem buscados por um grupo de batedores; ou mesmo gente que era resgatado porque conseguiu escapar. E por causa disso, cultura nunca foi o forte da cidade, com a exceção de alguns que realmente não tinham como mais voltar para suas terras natais. Estes, poucos escolares acabaram por ficar e ajudar tanto na torre, como em vários outros aspectos. E por esta razão, a cidade possuindo uma simplicidade, Ayrith se dava bem pois acabava fazendo amizade com desde valentões, até mesmo cabeças duras. Mas todos ali possuíam um aspecto em comum, o fato de valorizar a liberdade. O primeiro ano seria o mais dificil ainda assim para Ayrith. Teria de viver em hospedaria e pagar o aluguel mensalmente. Um começo puxado para todos.

No segundo ano, Ayrith finalmente conseguiu o primeiro passo para ter o renome na torre. Alguns commandantes eram designados para cuidarem de grupos, tendo que ensinar os basicos para os novos aprendizes. Especialmente os humanos eram rapidos para aprenderem enquanto os elfos eram bons de mira, os outros tinham uma velocidade mais regular onde no combate faria diferencial, como resistência física até mesmo agilidade(anões, gnomos e afins). Comandantes eram monitores das salas de aula, enquanto que se casados com a atividade de guarda, ficavam encarregados de não só treinar como testar as as habilidades dos soldados, e claro, comandar da maneira mais eficiente. Individualismo na cidade era pouco, a razão de união era forte para inimigos em comum, inimigos que desestabilizariam a cidade em si só. De resto, o viver de cada um era individual, querendo ou não podendo fazer amizades. O segundo ano, como Joshua havia dito, Ayrith ganhava direito de ter um espaço, era a segunda camada que de acordo com o salário, era possível comprar.

O terceiro ano foi o ano que foi possível se tornar Capitã, tanto na torre como na guarda. O salário da arqueira agora já incluia a guarda noturna, sendo que poderia ficar durante o dia dependendo da oportunidade. Quem ficava de noite eram geralmente os plantonistas, coisa que Ayrith já teve que enfrentar. Foi um ano interessante, houve um torneio que o próprio Joshua quis realizar. A tropa de elite que eram os dragonborns estavam “adestrados” suficiente para mostrarem seu valor, assim como Ayrith teria a primeira oportunidade de usar seu arco próprio. Foi como uma brecha que Joshua deu para a genasi mostrar do que era capaz. Na categoria arquearia, foi analizado quatro aspectos importantes, distância, agilidade, mira e potência. Verea terminou com uma média de 9.58, Ayrith 9.53 e Taruk com 8.88. Foi apartir desse ano que uma rivalidade seria reconhecida. Verea estava de olho em Ayrith desde que acompanhou a novata na torre. E foi neste campeonato que ela oficialmente tornou-se a concorrente de Ayrith.

E o quarto ano seguinte foi o suficiente para conseguir a promoção tão rápido onde alguns demoravam um bom tempo. Ayrith estava a altura de Verea e Taruk. Tornou-se professora oficialmente naquele ano e muitas vezes foi designada a ir em missões em grupo para resgatar escravos à força. Tédio certamente nunca teve a não ser nos primeiros anos de guarda noturna. Fora isso, Ayrith já morava numa camada superior onde era mais silencioso e reservado. Não era necessário ter casas grandes, mas a camada mais baixa geralmente eram onde os comerciantes se alojavam e era um tanto barulhento. A camada superior também era mais próxima ao templo onde Joshua morava. Cada promoção da cidade era feita diretamente pelos generais, e quando de mesmo nível era feito principalmente pelo próprio regente, e assim ele fez no começo daquele ano para Ayrith. Mesmo que a arqueira tivesse uma dívida que dificilmente seria possivel pagar da mesma forma, tinha uma vida decente, e acreditando ou não, era melhor que ser mercenária. Era todos os dias recebida com simpatia, talvez não tanto pela general Verea, mas era uma concorrencia amigavel. E assim que houve a promoção, o Regente tornou-se ausente como nunca.

Mas um fato interessante aconteceu mais ou menos no meio do quarto ano. Ayrith ouviu que os treinos dos Dragonborns estava completo e agora estavam eles a serem mandados para uma capital chamado Terania. Cidade que Uris se aliou condicionalmente e em troca de alguns favores. Essa mesma Capital era onde Joshua era General, embora ausente. O nome do grupo era conhecido como Cavaleiros Imperiais e possuía um certo renome por três gerações de Imperadores. Com a data chegando para a escolta da porta-voz e diplomata Ral’Ylin – um dos poucos escolares que decidiram ficar em Uris por gratidão ou não poder voltar para a terra natal – uma algazarra foi enfrentada pela cidade. E em uma de suas rondas diárias em grupo, viu a silhueta de Melantha. Talvez seus olhos tivessem enganado ela, mas esse processo se repetiu mais duas vezes nos próximos quatro dias até a escolta ir embora com o próprio grupo de escolta. Os rumores espalharam-se de que ela procurava por Joshua e principalmente uma elfa do sol que a descrição não cabia a nenhum dos elfos solares presentes de Uris. E do jeito que agia, parecia estar desesperada. E para todas as outras coisas, eram rumores inventados que a arqueira já tinha idéia se era realmente a ninfa que conhecera antes.  A ausencia de Joshua também começou a incomodar bastante, nunca ficara tanto tempo ausente, onde raramente voltava para cuidar da cidade, e incrivelmente coincidia nos dias que os DROWS realizavam ataques. O último ataque tinha coincidido um pouco antes do grupo de escolta ser mandado. Joshua participou na defesa mas logo foi embora.



Ayrith:
No fim, acabara passando anos muito bons naquela cidade. Já admitia para si mesma que a vida daquele jeito era bem melhor do que a vida incerta de uma mercenária.
Ayrith conquistara seu espaço, seu posto... tinha uma moradia, emprego certo, e uma vida nada tediosa. Não havia onde colocar defeito. A vida dela finalmente parecia ter entrado nos eixos.

Mas o constante sumiço de Joshua começou a ser estranhado até pela elemental, que acostumara-se à presença do dragão. E junto com isso... as aparições de Melantha pareciam começar a trazer à tona uma vida que a elemental não gostaria de lembrar ou voltar a viver.... mas que também não podia ser ignorada.

Quando a escolta foi embora, a elemental ainda ficou pensando a respeito. Tendo ouvido que a ninfa procurava por Joshua e ele estando tão sumido atualmente... as coisas só podiam estar em situação alarmante em algum lugar fora dali.

Ayrith tinha um papel a cumprir ali dentro agora, mas os pensamentos a deixavam impaciente. Sabia que precisava tirar a história à limpo, mas só poderia fazê-lo se conseguisse falar com Joshua. Era nele em quem mais confiava agora para tomar decisões... e se ele estivesse precisando de ajuda... bem, talvez ela decidisse que estava na hora de parar de pensar só em si mesma para tomar uma atitude que pudesse fazer alguma diferença.

E se ele não estava ali, sua esposa deveria saber onde encontrá-lo. Ayrith só não sabia se e como a dragoa a receberia.


Narrador:
Não chegou nem a ser necessário a procurar sobre Joshua. Verea mesmo disse que ele tinha ido para Terania tempos atrás, e por isso Melantha partiu para a escolta para essa mesma cidade. Agora se a ninfa encontrou Joshua era outra história, e claro, da mesma forma se Joshua ficou ou não em Terania. Ayrith sabia que se a ninfa e o dragão estavam conectados em algum trama, com certeza era algum assunto que muito bem poderia coincidir com o passado da genasi. Sua curiosidade pela primeira vez começou a aflorar. Joshua ficara bem ferido anquela ultima invasão dos drows, ele mesmo tomando a frente como quase nenhum lider faria. Mas essa era a verdade, ele sempre havia preferido tomar a dianteira, mas da ultima vez a quantidade de drows somado à habilidade do dragão azul havia impactado de forma diferente na cidade; havia poupado inumeros feridos para manter uma guarda melhor da proxima vez. E mesmo ferido, as poucas bocas diziam que Joshua partiu com urgencia para Terania.


Ayrith:
E agora ela não sabia se deveria deixar tudo para trás quando Joshua a havia deixado ali e não contado nada para ela. Talvez estivesse contando que ela seria uma das forças a proteger sua cidade enquanto resolvia outros assuntos.
Mas o fato era que Ayrith estava atolada demais naquela história para deixá-la passar despercebida.

Obviamente Joshua não pretendia voltar tão cedo pelo modo como havia lutado na última invasão, e havia ido ferido para Terania em qualquer que fosse sua missão urgente.

Bem, a elemental não podia ficar parada de braços cruzados.

- Verea, vai ter que me cobrir, mas eu vou para Terania também.
Se o grandão estiver envolvido com o que acho que está, então eu devo uma ajuda a ele. - Ayrith falou com seriedade, permitindo-se empinar o nariz um pouco no final. - Vê se não deixa nenhum Drow acabar com a sua raça antes de eu voltar para fazer isso primeiro.


Narrador:
- ... - Verea deu uma risadinha desafiadora. - Uma pena eu não poder ir, se não eu te deixaria reduzida ao pó. Mas aproveite por mim também lá fora. Eu sei que tem assuntos ainda pendentes, todos temos. Agora xispa, está fazendo eu perder meu tempo valioso contigo. - Disse de maneira empinada da mesma forma, com certo ar pomposo até.- Vê se VOCÊ não morre hein!? - Empurrou Ayrith para fora da torre.


Ayrith:
Ayrith bufou, mantendo o nariz bem empinado enquanto começava a partir.

- Como se alguém fosse capaz de tal proeza. - dava a palavra final sem olhar mais para trás.

Esperava mesmo voltar e continuar de onde tinha parado. Mas... o passado parecia que sempre retornaria para tomá-la de assalto enquanto ela não resolvesse suas pendências.
Dessa forma, a elemental juntou suas coisas e se despediu de Uris. Iria para Tenaria encontrar Melantha e Joshua.... se eles ainda estivessem por lá.


FIM
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Joshua Stranford
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