Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

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Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui 01 Ago 2013, 19:02

[Categoria: Jogo individual mestrado por Lei Keylosh.]

[Resumo: Sieg Hart atende à um pedido de ajuda vindo de Atlan. O porto da cidade de Pretoravani foi tomado por uma bolha temporal. O tempo parou, congelando tudo no interior desta bolha.

Sieg consegue adentrar o fenômeno e conhece uma garota chamada Milla. Após uma série de acontecimentos, ele descobre que seu verdadeiro nome é Tanamilla, idêntico à Engenheira-Chefe que morreu na aventura em Firelands. Sieg descobre que ela é um Gatilho do Tempo e que é, em parte, a causadora daquela distorção temporal.

A única forma de desfazer o fenômeno é se Milla deixar de existir, pois os dois estão interligados. Uma Entidade Temporal surge e revela à Sieg que ele é o causador de todos os fenômenos temporais que ocorreram ao seu redor desde que veio à este plano. Milla desaparece, juntamente com o fenômeno temporal.

Sieg recebe recomendações por sua bravura dos líderes de Atlan e Lei Keylosh decide promovê-lo a Representante Oficial do reino.]








[ Off: Podemos considerar que esse jogo aconteceu entre a saga “A Conquista” e “A Ascensão do Triunvirato”, ok? Não terá nenhum problema. ]

Como era sabido por todos, os Cavaleiros Imperiais formavam uma força de elite do Império. Isto significava que, além de proteger a população e os interesses do próprio Império, eram designados para cumprir tarefas e resolver problemas ao longo dos cinco territórios. Havia uma maneira para que os Cavaleiros tivessem informações sobre estes problemas, um canal através do qual pudessem saber qual lugar precisa de ajuda e de que tipo.

A biblioteca da Cidade Imperial acolhia todas as correspondências recebidas e as organizava para entrega. Uma sessão da biblioteca foi dedicada para conter apenas os maiores e mais difíceis pedidos de ajuda, ou seja, situações que as autoridades dos reinos não conseguiram resolver de nenhuma maneira, ou situações de extremo risco e grande responsabilidade, como uma criatura destruindo uma cidade, uma grande rebelião em um condado, etc.

Apenas os Cavaleiros Imperiais possuem autorização para ler estas correspondências. Muitos deles visitam a sessão regularmente, como Lei Keylosh e até mesmo a ex-Amazona Imperial Malak Nawar. Na época, ela atendeu uma ocorrência nos Planaltos Ocidentais, na cidade-estado de Limm, onde um político estava usando erroneamente a imagem do Imperador. É um canal útil para as missões que não são coletivas e não necessitam de convocação geral.

Era de se supor que Sieg Hart já conhecesse este sistema, tendo em vista sua fome de conhecimento sobre o reino e sobre o grupo. O sacerdote talvez tivera tempo para ler as cartas, mas não para atender de fato as ocorrências, devido às obrigações recentes do grupo. Agora, entretanto, ele teria esta oportunidade. Em qual pedido deveria se concentrar?

Uma carta em particular lhe chamaria a atenção. Vinha do arquipélago de Atlan e era escrita por alguém que se identificava como Kim’Vah:

--

Ao Imperador Renon Slade e aos Cavaleiros Imperiais:

Meu nome é Kim’Vah. Sou um genasi de Pretoravani, uma cidade que fica na ilha ao lado da que abriga a capital de Atlan, Pretora. Há cerca de uma semana, algo estranho aconteceu em nosso porto. Toda a área da última rua antes do limite da ilha até o píer foi tomada por um fenômeno sobrenatural. Tudo dentro desta área parece congelado, como se estivessem parados no tempo. Os mercadores das lojas perto da água, os transeuntes e seus escravos, os marinheiros, objetos e animais na rua, até mesmo um navio que estava prestes a zarpar, tudo está parado. A guarda da cidade não consegue adentrar a área e ninguém consegue resolver o problema.

O comércio portuário da cidade está parado por causa disto e se isto perdurar, a cidade entrará em crise, pois é sua principal atividade econômica. A crise em Pretoravani possivelmente afetará Atlan como um todo. Por favor, venham depressa, Cavaleiros Imperiais.


--

Kim’Vah assinava a carta. A julgar pelo texto e a letra, era alguém muito bem letrado. Abaixo havia um pequeno desenho, provavelmente feito por outra pessoa, dos traços faciais de Kim, para que fosse identificado facilmente uma vez que um Cavaleiro fosse até o local.



Como não havia nenhum sistema de teletransporte entre os reinos e os navios teranianos zarpavam seguindo datas fixas, era preciso embarcar em um deles rumo à Atlan. Felizmente, os navios teranianos se utilizavam de vários aprimoramentos mágicos, o que tornava a viagem bem mais curta. A carta dava instruções para que o Cavaleiro em questão ancorasse em Pretora e fosse até Pretoravani através da gigantesca ponte que há entre as duas ilhas, já que ancorar em Pretoravani era impossível na situação atual.

O teletransporte não levaria Sieg diretamente até Atlan, mas o levaria até a zona portuária usada por Terânia, que ficava longe da capital. Havia intenso trânsito de pessoas de Terânia até os outros quatro reinos. Um navio por semana zarpava rumo à Atlan e, para a conveniência de Sieg, o navio daquela semana sairia na manhã seguinte, aos primeiros raios de sol.


Última edição por Admin em Seg 06 Jan 2014, 22:45, editado 2 vez(es)

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Qui 01 Ago 2013, 20:01

Tempo...Sempre havia tempo.

Essa frase servia bem para Sieg Hart. Não apenas por sua posição, mas o sacerdote sempre parecia sem pressa. Observando, analisando, lendo, estudando. Os questionamentos constantes sobre mais de como funcionava a estrutura dos imperiais o levara a aquela sessão da biblioteca. Era um mundo de perigos e riscos, e alguns só os mais altos imperiais poderiam resolver. Era um deles agora, era esperado que fizesse parte daquilo. A leitura das cartas parecia interessante como um livro ou vários, mas sua atenção logo foi chamada por uma em especial.

Era difícil logo ele não se sentir tentado a saber mais sobre um acontecimento daqueles. Um fenômeno temporal, algo que ele conhecia muito bem, apesar das causas por trás daquilo parecerem um completo mistério. Pareceu não ter passado mais do que minutos enquanto o sacerdote havia pego mantimentos e alguns livros em uma mochila de viagem e solicitado que um guarda entregasse a carta ao comandante Keylosh quando este tivesse tempo, servindo como explicação a sua ausência, levando apenas uma cópia do desenho, aparentemente Sieg tinha algum talento não revelado nesse tipo de coisa.

Logo na manhã seguinte, a figura do sacerdote de cabelos azuis talvez chamasse atenção ou não, nem ele mesmo sabia enquanto lia um de seus livros sentado antes mesmo do sol surgir. Estava aguardando que o seu "transporte" surgisse e prontamente se levantava ao ver o mesmo. Imaginando que sua posição de "imperial" não traria impecilhos, apenas adentraria o mesmo e aguardaria a viagem sem sequer fazer questão de chamar atenção para si. Ou faria conforme outros protocolos mais formais caso o interrogassem.

De uma forma de outra, Sieg logo estaria no navio sem saber ao certo o que aquela viagem teria pela frente...
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex 02 Ago 2013, 09:17

Lei receberia a carta de Sieg e ficaria orgulhoso do Imperial. Isto mostrava a dedicação do sacerdote à causa. Lei sabia que Sieg era um grande observador e que até o momento preferira permanecer neutro em quase todas as questões, mas isto mudou, principalmente depois do que aconteceu em Firelands, e o fato de ter tomado a iniciativa de ir até Atlan mostrou que ele se importa com o futuro da Aliança.

Sieg seria acompanhado por soldados até a zona portuária teraniana pelo método que preferisse, ou poderia dispensar a companhia e ir sozinho. Embora estivesse longe da capital, a zona portuária era um pedaço da Cidade Imperial. Era tão agitada quanto, com seres de todas as raças se movimentando para todos os lados e realizando tarefas de diversas naturezas. Era uma área de intenso tráfego e se via pessoas de todos os reinos, exceto por habitantes de Firelands, já que o reino flamejante cortara relações com a Aliança. Comerciantes vendiam de tudo, desde criaturas pescadas na região até souvenirs provenientes de todos os reinos. Havia navios imensos e incrivelmente rápidos que chegavam e saíam ao longo de todo o dia. Apesar de ser muito cedo, o porto já funcionava à todo vapor.

Sieg não chamara atenção à princípio, já que ali havia uma diversidade de raças e estilos, além de outros oficiais teranianos. Havia uma placa enorme bem à frente dos píer que era escrita com magia, de forma que o mago responsável poderia anotar e apagar com facilidade os nomes dos navios, seus horários de partida e seus destinos. O navio de Sieg já estava ancorado. Bastava que ele observasse o nome do navio e o número da doca e seria fácil encontra-lo.

Aquele meio de transporte custava dinheiro e Terânia cobrava passagens dos navios, naturalmente. No caso de Sieg, a viagem era bancada pelo reino por ser em caráter profissional. O reino fazia o máximo para manter o preço das passagens justo, mas uma parte da população não podia pagar pelos navios mais confortáveis. Por este motivo, havia as embarcações de segunda e terceira classe. Os Cavaleiros Imperiais, naturalmente, apenas viajavam nos melhores transportes.

O navio era enorme e muito espaçoso por dentro. Havia aposentos para as viagens mais longas, refeitório, área de lazer e qualquer outro luxo que se espera do melhor que aquele sistema de transporte podia oferecer. No navio estavam mercadores, membros da nobreza e grupos de artistas, entre outros. Bastava olhar para algumas pessoas ali para dizer que eram escravizadores de Atlan. Eles não estavam com suas "aquisições", já que a prática era ilegal em Terânia. Eles só poderiam se reencontrar com seus escravos quando chegassem no arquipélago. Andar com um guarda-costas, entretanto, era totalmente legal, e alguns deles usavam esta brecha para andar com seus escravos.

Sieg poderia ficar em um dos aposentos, mas a viagem não era tão longa. Havia uma área comum no centro do navio com sofás e poltronas onde os passageiros poderiam passar as poucas horas do trajeto. Até então ninguém havia notado o símbolo dos Cavaleiros Imperiais nos trajes de Sieg ou abordado o sacerdote sobre isto. Independente de onde ficasse, quando Sieg estivesse naquela área, uma pessoa finalmente o abordaria:

- Ahh, um Cavaleiro Imperial. Não esperava ver um de vocês aqui.

O comentário veio da voz rouca e cansada de um senhor ao lado de Sieg. Se o Imperial estivesse sentado, o velho se sentaria ao lado dele. Caso contrário, apenas ficaria ali perto. O homem usava bons trajes e falava de forma eloquente.



O velho complementou então, não se importando muito se Sieg responderia de volta, como era típico de idosos:

- Eu sempre quis ser um Cavaleiro quando era jovem. Bem, nem sempre as coisas acontecem como queremos, não é?

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Sex 02 Ago 2013, 20:58

- Agradeço, mas não se faz necessário. Seus esforços serão de maior valor na capital.

Sieg dispensava os soldados, acreditava realmente naquilo que falava e não gostava de qualquer tipo de "posição de destaque" por ter uma escolta. Era apenas difícil muitas vezes saber se aquilo era uma arrogância ou humildade, mas ele não parecia ligar da mesma forma que geralmente parecia não ligar para basicamente qualquer coisa.

Todas aquelas pessoas, movimentação e até mesmo os custos envolvendo a viagem faziam surgir ainda mais pensamentos na mente do sacerdote do tempo, mas eram coisas que deveriam ser havaliadas em outra hora, um problema de cada vez. Ele observava uma vez dentro do mesmo as suas acomodações e presentes, sempre carregando sua mochila e evitando conversar ou até mesmo ser notado. Realmente preferia usar seu tempo não em seus aposentos, estava em uma investigação e tinha que descobrir pistas e essas poderiam aparecer a qualquer hora.

Sieg ouvia sentado (para não quebrar a idéia lol) as palavras do homem, fechando o livro que lia com atenção para dedicar maior atenção a este. Aguardou aquela pergunta retórica e disse em seguida.

- O destino acaba por nos surpreender, de forma positiva ou negativa. Da mesma forma estou indo até mesmo esta viagem a Atlan não era esperada...


Não via porque guardar segredo daquilo, e talvez ser aberto proporcionaria a figura misteriosa a fazer o mesmo...
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 05 Ago 2013, 09:34

- Tem toda razão, filho. - Respondeu o senhor. Era claro que "filho" era uma expressão usada para alguém mais jovem, embora ninguém soubesse ao certo a idade de Sieg. O velho continuou a conversa, então:

- Não era esperada? Mesmo? Então as coisas são incertas até mesmo para os Cavaleiros Imperiais. - O velho sorriu, continuando. - Perdão pela minha falta de educação. Meu nome é Duncan Van Ord. Estou indo para Atlan visitar minha sobrinha, Milla. Ela conseguiu um bom emprego lá e fez sua vida. Estou muito orgulhoso dela e quero mostrar isto pessoalmente. É melhor fazer isto enquanto posso, não é mesmo? - O velho parou por um segundo e continuou:

- E quanto a você, tem alguma missão ou algo do gênero? Perdoe-me pela curiosidade, mas admiro os Cavaleiros e fico empolgado com o assunto. Estou até mesmo agindo como um garoto ao ver um de vocês pessoalmente. - O velho deu uma pequena risada.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Seg 05 Ago 2013, 14:22

- É um prazer. Sou Sieg Hart. Imagino que ela ficara feliz em ve-lo...E que cargo exatamente ela ocupa?

Talvez Sieg estivesse interessado, talvez apenas querendo matar o tempo, era sempre difícil interpretar as razões por trás do guardião, apesar que alguém que segundo ele mesmo tinha como um dos deveres observar aquela linha temporal para garantir que tudo seguisse sua ordem natural, questionar uma pessoa a respeito das coisas mais banais não soava como algo tão absurdo no final das contas.

- Estou indo para Pretoravani, uma cidade próxima a capital. Algum tipo de fenômeno mágico ocorreu e os habitantes solicitaram auxílio dos imperiais para resolve-lo.

Não entrava em grandes detalhes não devido a figura de Duncan em si, mas por não saber quem poderia estar ouvindo aquela conversa. Mesmo não sendo algum tipo de missão secreta, não precisava gritar aos quatro ventos que parte da cidade estava em algum tipo de extase temporal que congelara o tempo e todos que ali estavam, não havia porque atrair mais atenção ainda a algo do tipo
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter 06 Ago 2013, 16:31

O velho respondeu a pergunta de Sieg:

- Admito que não entendi muito bem o que ela faz quando descreveu sua profissão. Acredito que é algo relacionado à organização de festas e eventos na cidade. É um ramo que cresce muito, segundo ela. Acho que há uma clientela boa, pois Atlan recebe pessoas muito ricas e bem sucedidas.

E depois o velho comentou sobre a resposta de Sieg:

- Ahh, então é por isso que todos os navios para Pretoravani foram redirecionados para Pretora. Eu ouvi falar deste incidente quando comprava minha passagem. As coisas estão bem complicadas por lá. Que sorte que o senhor esteja indo resolver o problema, senhor Hart! Parece emocionante mas igualmente perigoso. Tome cuidado, sim? - Disse o velho da maneira mais simpática possível. Dizer para que um Cavaleiro Imperial tomasse cuidado era quase redundante, mas ele o fez desejando o melhor. Ele complementou depois:

- Sei que é uma pessoa extremamente ocupada, senhor Hart, mas depois que o senhor tiver resolvido este problema, e tenho certeza de que resolverá, adoraria recebê-lo e apresenta-lo à minha sobrinha! Estaremos na estalagem Peixe Gordo em Pretora. Seria uma honra para nós!

Depois da resposta de Sieg, o velho não ficaria ali se sentisse que o Cavaleiro Imperial estivesse entediado por sua conversa. De qualquer maneira, o velho faria outra coisa depois em outra parte do navio e deixaria Sieg em paz até o final da viagem.

O navio finalmente aportaria em Pretora. As docas da capital eram mais do que capazes de suportar os desvios de rota das embarcações que deveriam ter ido para Pretoravani. Isto tornaria o porto da capital um pouco mais agitado e apertado, mas era uma diferença impossível de perceber para alguém de fora. O velho fez questão de descer juntamente com Sieg e, uma vez em solo, ele se despediria:

- Foi um prazer enorme ter lhe conhecido, senhor Hart! Boa sorte em sua missão! E visite-nos se tiver algum tempo!

O porto de Pretora era gigantesco. Era seguro dizer que aquele era, praticamente, o porto do Império, pois todo tipo de passageiro e mercadoria passava por ali. Assim como em Terânia, navios para todas as partes do Império e até mesmo fora dele zarpavam a todo instante. A primeira coisa exótica que Sieg notaria seria um mercador passando segurando uma corrente de ferro. A corrente terminava em uma coleira que estava ao redor do pescoço de um pequeno demônio, que acompanhava forçadamente seu mestre. Aquela era uma coisa natural em Atlan e estes escravos vinham em diferentes naturezas e tamanhos. Alguns dos escravos eram até mesmo humanos, cujos mestres pertenciam à outras raças.


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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Ter 06 Ago 2013, 18:10

Sieg escutou as palavras do homem e concordou levemente com a cabeça. Não havia grandes comentários a fazer, uma vez que o próprio Duncan não sabia ao certo os negócios da filha, talvez a viagem servia para que o próprio conhecesse melhor do que se tratava. Ele concordou claramente com a cabeça após ouvir o convite, não dando respostas mais longas pois parecia com um olhar confuso. Aquilo fazia o sacerdote lembrar de Lilianna, e pensar na jovem Sarah, não de formas ruins e melancólicas, apenas como lembranças fazendo que quando desse por si ja tivesse chegado ao local de destino.

Descia em meio a agitação caminhando daquela forma calmo, atento ao movimento e tudo ao local enquanto andava segurando sua mochila. Duncan estava la, de forma que o sacerdote novamente concordava com a cabeça se despedindo em silencio. Logo era perceptível mais uma questão de Pretora: A permissão de escravos, pelo visto extra planares o que por si ja era perigoso. Sem pensar muito no assunto, não se afastava muito do porto e perguntava para qualquer figura de autoridade (um responsável pelo porto, um guarda o até alguém do próprio navio que ele acabou de descer.)

- Desculpe...Eu preciso chegar a Preterovani. Sei que houve algo que fez com que os navios fossem redirecionados, mas é exatamente para investigar os acontecimentos que devo ir até la. Existe algum meio, ou mesmo alguém que eu precise receber um livre aval para esta viagem?
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui 08 Ago 2013, 14:41

A figura que parecia mais capaz de informar alguma coisa era um guarda do porto que verificava a chegada dos passageiros. Assim que Sieg se aproximou e fez a pergunta, a criatura marinha fez um barulho que parecia um gemido de alívio. Sua voz era abafada e levemente distorcida pelos aparatos que possuía no rosto. Provavelmente era bem desconfortável a ele usar tudo aquilo quando em terra firme:



- Você é um Cavaleiro Imperial, sim?! Finalmente vieram resolver este problema! As coisas por aqui estão loucas! Venha rápido comigo, venha rápido!

A criatura fez um sinal para que Sieg a seguisse. Ele correu até um veículo que era, literalmente, uma carroça puxada por outra criatura marinha, mais grotesca do que o guarda.



O guarda assumiu as rédeas do bicho e, assim que Sieg se sentasse ao lado dele, ele sairia em disparada, quase atropelando os transeuntes. Era quase engraçado ver aquele bicho, com suas patas relativamente pequenas em relação ao seu corpo, correr como um desesperado e quase arrastando a enorme barriga no chão. Apesar de seu porte físico, aquela criatura era bem rápida. O veículo se afastaria do porto e tomaria uma rua comprida da cidade que levava até suas cercanias. Pretora era uma cidade grande, portanto, o trajeto levaria alguns minutos. No caminho, o guarda ia falando. Era um péssimo motorista de carroças e o fato de falar enquanto dirigia apenas piorava sua coordenação motora.

- Aquela é a coisa mais estranha que já vi! Parece uma bolha e tudo dentro dela virou estátua! Nada consegue entrar naquilo, nem nós da guarda, os soldados, qualquer habitante, nem mesmo os navios conseguem quebrar essa bolha! Os nossos magos, aqueles incompetentes, dizem que aquilo não é magia. Se não for magia, eu quero que toda essa água ao redor de Atlan venha parar nas minhas guelras! - Ele pareceu tossir dentro de sua máscara e finalizou em seguida, olhando para Sieg e se esquecendo de olhar para a frente por alguns segundos:

- Aliás, já que você é um Cavaleiro Imperial, deixe-me perguntar uma coisa: Onde diabos está o Imperador?! Aquele almofadinha não dá as caras há meses! É por causa disto que porcarias como esta acontecem! - O guarda obviamente não tinha a melhor das maneiras. Ele até que falava a língua Comum bem para sua raça, mas seu palavreado não era o mais refinado. O mesmo podia ser dito de suas opiniões políticas.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Sex 09 Ago 2013, 06:49

Felizmente, Sieg Hart não era o tipo de pessoa facilmente impressionável, ou disfarçava muito bem. Sempre parecendo ja ter visto coisas que deixaram muitos impressionados em uma outra ocasião, parecia o tipo de pessoa que simplesmente responderia caso um dia uma parede lhe desse bom dia. De forma que a criatura que falava com ele, a montaria e demais elementos não pareciam lhe incomodar.

Mas aquele ritmo do condutor, bem aquilo estava começando a desafiar os limites.

Seguiu a criatura mas logo que esta começava o trajeto pensava que deveria ter ido a pé. Felizmente conseguia se destrair por alguns segundos ouvindo maiores detalhes a respeito do que se tratava. Imaginava uma série de teorias a respeito mas prefiria não opinar, em parte porque talvez causasse apenas um debate e outra porque talvez destraisse o ja ousado condutor. A próxima pergunta entretanto requiria cautela:

- Entenda que o imperador tem diversos assuntos que exigem sua atenção. Até mesmo nós muitas vezes passamos um longo período sem ve-lo. Mas farei o possível para resolver seus infortunios enquanto estiver aqui. Você conhece Kim’Vah? Deveria procura-lo ao chegar...


Última edição por Sieg Hart em Seg 12 Ago 2013, 12:06, editado 2 vez(es)
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 12 Ago 2013, 09:13

- Kim'Vah?! Não, não conheço! Ele é um genasi, não é?! Só aqueles mestiços malucos para terem nomes esquisitos como esse!

Não demorou muito até que o guarda puxasse as rédeas da criatura bizarra de forma violenta, o que faria a mesma parar bruscamente, quase arremessando ele e Sieg para fora do veículo. O guarda olhou para a frente e disse:

- Que todos os escravos de Atlan mordam meu rabo, que confusão!

O guarda estava olhando para a grande ponte que ligava a ilha de Pretora com a ilha de Pretoravani. A ponte tinha, aproximadamente, um quilômetro de extensão e era uma obra de engenharia formidável para a época. Daria uma vista muito bonita, se não fosse por um detalhe: Várias pessoas, pertencentes à diferentes raças de Atlan, tomaram a ponte e pareciam protestar por alguma coisa. Algumas partes da ponte até mesmo tinham focos de incêndio. O guarda se aproximou do grupo mais próximo e perguntou:

- O que está acontecendo aqui?! Por que este bando de inúteis está bloqueando a ponte?!

Um dos protestantes era um naga, um ser que possuía quatro braços e um corpo de serpente da cintura para baixo. Foi ele que fitou o guarda e respondeu:

- Estamosss protesstando contra o desscaso de Atlan com nosssa cidade. Aquele problema no porto já dura diass e ninguém fazz nada! Sse Atlan não quer cuidar de ssua cidade, então não queremoss fazer parte de Atlan! Não deixaremoss ninguém entrar em Pretoravani! Ninguém!

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Seg 12 Ago 2013, 12:17

Sieg apenas ouviu seu pouco talentoso condutor explicar que desconhecia a identidade daquele que havia enviado a carta. Estavam rumo ao seu destino quando teve uma parada brusca, que apesar de ser quase tão confortável quanto a viagem pelo menos colocava um fim nesta. Levantou-se e desceu, ouvindo o questionamento do condutor enquanto se aproximava alguns passos a frente da multidão.

- Se me permitem habitantes de Pretoravani...

O sacerdote falava em um tom claro e forte, esperando conseguir um instante de silêncio. Era uma situação um tanto singular para ele: Sieg observava, seguia, concordava e se questionado poderia até mesmo dar sua opinião. Contudo, raramente estava a frente de algo, especialmente no que dizia respeito a expressar-se diante de um grande grupo. Pelo visto, existe uma vez para tudo. Uma vez que conseguisse (ou não) um mínimo de atenção, falaria em um tom mais alto de forma a ser ouvido por todos ali.

- Eu faço parte dos Cavaleiros Imperiais. Peço que me perdoem a demora em chegar até sua cidade, mas estou aqui exatamente para resolver essa situação. Foi enviada uma carta a nossa ordem por alguém que se chama Kim’Vah, e tão logo permitirem minha passagem farei o possível dentro das extensões das minhas habilidades arcanas e conhecimento do fluxo natural do tempo para resolver a situação. Se permitirem que eu atenda a solicitação, naturalmente.


Apesar de que provavelmente nem todos ali, talvez até nem mesmo o seu guia entendessem o que seria o "fluxo natural do tempo", o discurso até que era bem especifico. Mostrava mais uma vez o desenho ao falar ao ser que devia ser uma naga a sua frente mais uma vez com naturalidade, aguardando se teria ou não passagem afinal de contas.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex 16 Ago 2013, 09:54

Sieg conseguiria sua atenção facilmente. Os Cavaleiros Imperiais eram uma instituição conhecida por todo o Império. Estar diante de um deles era raro, já que havia menos de uma dezena de Imperiais para milhões de pessoas ao longo do Império. Ninguém ali conhecia o rosto de Sieg mas reconheceriam o símbolo dos Cavaleiros facilmente e é por isto que todos ao redor parariam para ouvir o sacerdote do tempo.

O desenho que Sieg mostrou facilitaria a identificação. Pretoravani não era uma cidade pequena para os padrões da época, mas não chegava a ser uma capital megalópole. Alguns ali reconheceriam a aparência de Kim'Vah, mas não sabiam seu nome ou não tinham tido nenhum contato. Apenas uma pessoa ali perto reconheceu o autor da carta de ajuda. Era um genasi da água, como Kim'Vah. Ele disse:

- Eu o conheço. Ele tem uma loja de antiguidades perto das docas. Ele não saiu de perto do fenômeno desde que começou. Ele deve estar lá agora.

É preciso ter mais educação do que um pescador ou marujo para ter uma loja de antiguidades e isto talvez explicasse a boa escrita de Kim'Vah. Tudo parecia resolvido e deixariam Sieg passar para ir solucionar o problema, mas o naga não pensava assim. Ele respondeu:

(Nota do narrador: Não vou mais colocar os "S" extras porque vai atrapalhar no texto, mas imagine que o naga puxa o "ssss" como uma serpente.)

- Não importa quem escreveu a carta ou se um Cavaleiro Imperial veio para ajudar. Se deixarmos ele passar, nunca deixaremos claro nosso protesto em relação ao descaso do Imperador. Ou vocês se esquecem de todas aquelas requisições paradas? Há meses pedimos a revisão dos impostos e tarifas dos portos de Atlan e até agora NADA! Mercadores foram à falência esperando uma resolução! Mas agora eles se preocupam, porque o porto de Pretoravani dá bastante dinheiro ao Império! É só por isto que enviaram ajuda! Acordem, pessoas!

Típico discurso revoltado, mas ele tinha razão quanto ao sumiço do Imperador. Não era o foco agora, entretanto. Então, em um lampejo de sabedoria, o guarda e péssimo motorista de carroças que trouxera Sieg até ali disse, em seu tom nada delicado:

- Não sejam idiotas! Ele é um Cavaleiro Imperial, seus imbecis! Se quisesse, já teria matado todos vocês e voado até Pretoravani! Acha que uma ponte bloqueada vai impedi-lo de ir até lá?! Parem com o retardamento mental e deixem que ele resolva o problema e todos podemos voltar ao normal e eu não terei que ficar aqui ouvindo toda essa porcaria!

O naga se enfureceu com a observação do guarda e disse:

- Ahh, é mesmo?! Veremos então o que acha disto, Cavaleiro Imperial!

O naga então revirou uma grande bolsa de couro que carregava, com uma de suas quatro mãos vasculhando e as outras três segurando a bolsa. Ele retirou então um objeto esférico do tamanho da mão do naga, que continha inscrições mágicas em sua superfície. Um dos símbolos mudava para outro diferente a cada um segundo. Era um contador. Aquilo era uma bomba.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Sex 16 Ago 2013, 11:09

Pelo visto não havia sido tão ruim. Sieg era ouvido e em seguida escutava alguém que até mesmo conhecia o rosto da carta. Felizmente o Genasi deveria estar no mesmo local dos acontecimentos, de forma que o sacerdote ja começava a dar alguns passos em direção ao outro lado, imaginando que teria sua passagem concedida (e uma maneira discreta de dispensar mais uma jornada na carroça) quando ouviu a Naga, naquele argumento válido e que talvez nem Sieg tivesse uma resposta. O carroceiro logo entreviu em sua defesa. Realmente também não deixava de ser verdade, e talvez até uma opção valida.

- Entendo que minha presença não resolve tudo de imediato, mas se...

E antes que terminasse a criatura agia, de forma a arrancar reações diversas e assustadas da multidão. Sieg entretanto utilizou de segundos para pegar algo na mochila, e deixou o ar levar o que lembrava algum tipo de pó brilhante de cor purpura revelando em seguida seu propósito: Em volta da Naga um verdadeiro "cubo" semitransparente de cor similar ao material utilizado surgia, parecendo algum tipo de prisão ou cela pessoal.

- Você esta preso dentro de uma prisão de força: Ela é forte o suficiente para deter seus ataques fisicos ou de qualquer projeção de energia magica ou não de sairem de dentro. Você tem duas escolhas, desativar seu item e se entregar ou prosseguir com isso até o fim, e esse cubo também será seu tumulo.

Sieg permanecia a frente da Naga com uma das mãos erguidas após aquela ação. Parecia firme e determinado, olhando para a criatura. Não se preocupava tanto com o que viria a seguir, apenas em qual seria o desfecho afinal.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex 16 Ago 2013, 12:21

Alguns mais medrosos se afastaram do naga assim que ele colocou a mão dentro da bolsa de couro. A maioria, porém, só foi perceber que aquilo era uma ameaça quando Sieg acionou a prisão. Depois disto, todos em volta correram para longe, abrindo uma clareira na multidão onde agora só restavam Sieg e o naga preso. O naga continuou segurando o objeto e começou a rir, dizendo:

- Sim, será meu túmulo, Cavaleiro! Eu ficarei feliz em saber que pelo menos uma pessoa morreu por sua presença aqui, mesmo que seja eu mesmo! HAHAHA!!

O guarda ficou atrás de Sieg por precaução, mas não perdeu a oportunidade de continuar ali perto para dar suas opiniões alheias:

- O que ele diz é uma grande porcaria, Cavaleiro! Se alguém será culpado pela morte dele, será ele mesmo! Aliás, se eu fosse você, acabava com ele agora mesmo!

Outra pessoa ficou perto de Sieg. Era uma elfa aquática, que se aproximou do sacerdote e disse:

- Não, senhor Cavaleiro, por favor, não o deixe morrer! Eu tenho certeza de que ele se arrependerá disto depois! Tente salva-lo, por favor!

Enquanto isto, o contador na bomba continuava diminuindo. Sieg reconheceria os símbolos. Faltava apenas 10 segundos para sua detonação, e o naga não parecia disposto para desativar o mecanismo.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Sex 16 Ago 2013, 13:19

A reação de Sieg foi quase nula, apenas a naga e os mais atentos podiam perceber que os olhos do sacerdote arcano pareciam emitir relâmpagos e até mesmo mudar sua coloração enquanto ele mantinha a mesma postura e falava ainda de forma firme e determinada:


- Minha presença aqui se fez necessária para deter uma ameaça,de forma que você se tornou apenas um obstáculo a ser contornado para um bem maior. Você mesmo foi aquele quem selou seu destino, e não eu. Cabe apenas assistir e aceitar sua decisão.


Sieg ainda contava com o apoio do seu ex-condutor, mas seu julgamento parecia extremamente reto: A Naga decidia seu caminho, se tornava uma ameaça e seria detida. Nunca foi um blefe, e assim seria feito. Ele não parecia exitante e nem mesmo piscou com a determinação da criatura que optou pela morte. Até o momento que ouviu o comentário da jovem ali perto.

"Você agora faz parte dos Cavaleiros Imperiais Sieg. Tenho plena confiança e certeza que vai agir de acordo com as expectativas."

Era uma mistura de lembranças. Juntamente com as palavras do comandante que soavam em sua mente, o pedido da jovem que provavelmente faziam com que ele mais uma vez lembrasse de Lilianna ou até mesmo de Sarah, duas das pessoas que havia tido mais contato desde que chegou naquele plano desencadiavam uma série de pensamentos. Ele era um "herói", um "campeão" ali. Sua postura podia ser justificavel, a mais lógica ou qualquer adjetivo semelhante, mas seria a esperada de alguém como ele?

Não, e isso mudava tudo enquanto ele via aquele "10" no artefato e arriscaria tudo por uma chance por menor que fosse.

Sieg fechava a mão e a prisão se desfazia em uma explosão de luz purpura, que deveria cegar os demais ali ou ao menos faze-los desviar o olhar por um segundo. Logo em seguida, o sacerdote parecia ter desaparecido, apesar que logo era visto, aparentemente tendo se teleportado poucos metros a frente, com uma das mãos segurando o artefato explosivo, enquanto reconhecia o numero "5" no mesmo. Instantes e ações que ocorriam velozmente com o auxilio de seu conhecimento do fluxo do tempo.

- Espero que aprecie mais os seus membros restantes.

Antes que pudesse ser melhor explicado, a mão de Sieg, o artefato e o braço da criatura, tudo naquela área de pequenos centímetros parecia ser "ocupado" por uma esfera de energia negra. Ela lembrava um nada absoluto, um pequeno buraco negro, ou a olhos mais treinados uma esfera da aniquilação, sugando até mesmo o ar próximo. Apesar de permanecer na palma da mão do sacerdote por poucos segundos, a esfera de Sieg sugaria para o "vazio" não apenas o artefato, mas parte do braço da criatura, que certamente não daria um resultado muito agradável ao ser arrancado, mas deveria ser melhor que a morte. alguns magos eram capazes de dominar os chamados "fragmentos de entropia", frações do nada entre os planos que tinham o proposito apenas de anular todo o tipo de matéria. Sabios consideravam como loucos os que se aventuravam a tentar controlar aquela energia.


Entre aqueles "loucos", la estava Sieg Hart buscando salvar a todos ali, por razões que nem ele compreendia bem.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 19 Ago 2013, 09:40

Enquanto todos ao redor estavam cegos pelo clarão, a naga gritava de dor ao ter o braço arrancado. Seu membro e a bomba eram sugados pela entropia e nunca mais seriam vistos. A naga caiu ao chão, agonizando. Assim que os habitantes ao redor recuperaram a visão, viram apenas a criatura mutilada e Sieg parado à frente dela.

Um silêncio tomou a multidão e ninguém parecia ter entendido o que acontecera. Mais uma vez, o guarda que acompanhara Sieg iluminou a situação com sua sabedoria, constatando o óbvio em alto e bom som:

- Pelos Cinco Regentes, o Cavaleiro nos salvou!

A multidão, então, começou a comemorar e se aproximaram de Sieg, parabenizando-o. A elfa aquática que havia feito o pedido ao sacerdote se aproximou novamente, dizendo:

- Obrigada pelo que fez, Cavaleiro. Poucos se arriscariam desta forma. Você fez a coisa certa, tenho certeza. - Disse ela, sorrindo.

O guarda então arrastou a naga para um canto, tirando a criatura do meio da rua, e depois foi falar com Sieg:

- Vou avisar os outros guardas! Aquela serpente vai viver, mas vai pagar pelo que fez. Eles demorarão um pouco para chegar porque, como pôde reparar, Cavaleiro, as autoridades de Atlan são uma grande PORCARIA! Já deviam estar aqui há horas! A maioria dos membros da corporação têm seus bolsos molhados por grandes escravizadores, e não estou falando de molhados pela água ao redor destas ilhas, se é que me entende! Mas você, Cavaleiro... Você parece ser uma pessoa decente e se importou o bastante para salvar estas pessoas! Eu não faria o mesmo e acho que a maioria aqui também não! - Ele olhou ao redor, ajeitando a máscara desconfortável, e concluiu:

- Muito bem, vou deixar que resolva o problema maior agora! Caso precisar de uma carona, estarei em Pretora. Bah! Fui!

Alguém gritou do meio da multidão:

- Deixem que ele passe! Ele é um Cavaleiro Imperial! Deixem que ele passe!

Sieg agora poderia atravessar a ponte tranquilamente, já que todos ali abririam caminho para ele. Sua imagem começava a mudar, pelo menos localmente. Os Cavaleiros Imperiais possuíam uma imagem de negligentes para aquelas pessoas, mas o ato de Sieg lhes provou o contrário.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Seg 19 Ago 2013, 09:52

Vazio. Um olhar vazio era direcionado a Naga que gritava no chão. Bela reação para quem estava prestes a morrer, urrando de dor por um braço arrancado. O olhar do sacerdote era focado ao sangue que pingava. Ele apenas analizava, apenas absorvia os acontecimentos e os colocava em ordem como se tomando anotações mentais. O quanto sua presença ali determinava os eventos daquela linha temporal Sieg Hart?

Ouviu o grito do guarda e pareceu mais uma vez "despertar". Concordava com a cabeça um pouco sem jeito com relação as pessoas que o parabenizavam, talvez sem entender muito bem a razão daquilo tudo. Ouviu a elfa da mesma forma e pensou nas palavras dela uma a uma. "A coisa certa", era algo estranho de se analizar, certo e errado eram conceitos relativos. Aquela linha de pensamento parecia confusa e lhe causava incomodo, de forma que se afastou lentamente juntamente com seu "amigo guarda", ouvindo suas palavras.

- Era...Esperado que eu agisse dessa forma. Obrigado pela ajuda.

Parecia um pouco incerto e afirmar isso, fez uma referência formal ao guarda, que lembraria de nunca, jamais novamente solicitar uma carona enquanto o mesmo se afastava. Em seguida, começava a avançar pela ponte, ainda um pouco confuso em meio a congratulações e sussurros das pessoas, aproveitando para pegar mais informações sobre as docas e seguir em direções indicadas. Talvez um observador tenha certas dificuldades em ser o centro dos acontecimentos...
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui 22 Ago 2013, 10:39

As pessoas ao longo da ponte iam agradecendo Sieg enquanto ele caminhava. No momento, apenas os mais próximos sabiam do que aconteceu, mas logo a notícia se espalharia localmente. Da ponte, Sieg já avistava o fenômeno. Era de fato uma bolha, uma redoma que se instaurou nas docas. Havia uma fina película ao redor desta bolha que seria totalmente transparente, não fosse pelo modo como esta camada distorcia a luz para quem a observava do lado de fora. Sieg sentia a distorção temporal vinda do fenômeno. Na última vez que isto aconteceu com o sacerdote, ele recebeu a visita de Tana de um universo alternativo. O que encontraria desta vez?

Não seria difícil seguir a bolha apenas olhando pelo horizonte, já que as construções eram baixas e a bolha era gigantesca. Sieg chegaria facilmente até as docas, ao limite de onde a redoma alcançava. Uma pequena multidão estava parada à frente do fenômeno. Ali havia figuras da autoridade local, provavelmente corruptas. Também havia magos, analistas, trabalhadores portuários desempregados e apenas curiosos. Ali não havia nenhum rebelde. Eles se concentraram próximos da ponte e era nítido que o restante da população ou não se importava com o problema ou sabia que explodir coisas não era a solução.

Assim que avistaram Sieg, alguém lá correu se afastando da multidão para avisar e trazer outra pessoa. O sacerdote reconhecia quem se aproximava: Era Kim'Vah, autor da carta de ajuda. Ele não conhecia Sieg, mas reconheceu o brasão em seu traje e sua expressão de alívio era evidente:

- Ohh, muito obrigado por vir, senhor. Muito obrigado. Eu sou Kim'Vah. Eu escrevi a carta pedindo ajuda aos Cavaleiros Imperiais. Venha comigo, por favor.

A expressão de preocupação no rosto do genasi era evidente. Nutria ele tamanho afeto pelo porto de Pretoravani ou havia algo além? Kim foi abrindo caminho na multidão, trazendo Sieg consigo, até parar em frente à barreira do fenômeno. Kim continuou então:

- Estamos tentando entrar nisto há uma semana. Ninguém conseguiu. Os magos tentaram magias de dissipação, tentamos perfurar esta barreira com tudo o que pode imaginar, e nada. Cavaleiro, há uma pessoa lá dentro que é muito importante para mim. Tente, por favor. - Disse ele, abaixando a cabeça em seguida. A tristeza em seu semblante era evidente.

Assim que Sieg se aproximou, a película pareceu reagir à presença do Imperial. A camada se distorceu e parecia atraída pelo sacerdote. Um "braço" formado pela película avançou e parecia ansiar por um contato do Cavaleiro. Kim constatou isto imediatamente:

- A barreira! Está... Reagindo a você! Isto ainda não havia acontecido com ninguém!

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Qui 22 Ago 2013, 10:54

A expressão de Sieg ia gradualmente mudando enquanto se aproximava do local e cada novo detalhe era revelado. Não esperava nada como aquiulo, talvez não houvesse como de fato se preparar. A descrição da carta era bem precisa, mas talvez mais uma vez as lembranças o impediam de analizar tudo de maneira imparcial. Porque o tempo estava "estaguinado" daquela forma? Caminhava sem tirar os olhos do que apenas podia se referir como "aquilo", e ouviu a voz de Kim'Vah, mas permaneceu observando o centro daquilo tudo.

- É sem dúvida uma distorção temporal.É algo extremamente singular e raro. Mas porque estaria logo...

Parecia "despertar" de sua analise ao ouvir a solicitação daquele que havia em primeiro lugar enviado a carta, concordando com a cabeça e o seguindo. Pararam em frente a barreira com certa apreensão, ouvindo os maiores detalhes a respeito daquilo, juntamente com a suspeita do interesse pessoal de Kim'Vah em tudo aquilo. Magias pareciam não funcionar, isso dificultaria um pouco as coisas...Ou ao menos era o que parecia, Sieg não pode deixar de dar um passo para trás um tanto surpreso, se direcionando ao genasi.

- Caso eu não retorne, preciso que envie essa carta a Lei Keylosh, comandante dos cavaleiros imperiais. Ele sabe que estou aqui e será o único capaz de contornar a situação caso eu falhe. Farei todo o possível Kim'Vah, apenas se mantenham afastados a uma distancia segura.

Sieg dizia todos aqueles comandos sem olhar para o genasi ou desviar o olhar da manifestação, entregando um pergaminho enrolado e lacrado com um simbolo que devia ser facilmente reconhecido na ordem ou pelo próprio Lei. Sieg arrumou a mochila em suas costas e pareceu encarar mais uma vez a "barreira", antes de lentamente andar em direção a mesma de maneira firme...
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex 23 Ago 2013, 09:17

- Sim, senhor Cavaleiro. A carta chegará a seu destino, eu lhe asseguro. Boa sorte e... Muito obrigado. - Respondeu Kim'Vah, segurando o pergaminho, e ficaria ali até que Sieg adentrasse a barreira.

A película recebeu Sieg em um abraço sobrenatural. A habilidade temporal do sacerdote ressonava em dualidade com a da distorção temporal. Ele estava em seu elemento. Sieg adentrou facilmente a barreira. Conforme atravessava, o tempo dentro da redoma ia voltando ao normal. A maçã jogada para cima por um garoto encostado na barraca de frutas voltava a cair. O vento voltava a soprar a bandeira no mastro do pier. O tempo ali voltava a correr em seu compasso natural.

Caso Sieg olhasse para trás, ele notaria que Kim'Vah não estava mais ali, assim como a multidão atrás. Estranhamente, a barreira da redoma não estava mais presente e a cidade estava normal até onde Sieg podia enxergar no horizonte. A única coisa que indicava o choque entre as duas realidades temporais era uma fina marca translúcida no chão da rua, que delimitava a área do efeito. Se Sieg a atravessasse, entretanto, ele não voltaria ao ponto inicial, o que significava que estava preso na distorção. A única maneira de sair era eliminar o fenômeno.

Sieg sentia que a fonte da distorção estava vindo daquela pequena área, mas ainda não conseguia rastrear o ponto exato. A área cobria apenas uma rua e os pier em frente, onde os navios ancoravam. Nesta rua havia cinco estabelecimentos, quatro deles facilmente identificáveis por placas em suas fachadas: A barraca de frutas, a loja medicinal, o ferreiro e o escritório de registros portuários. O quinto estabelecimento não possuía nenhuma identificação. Era uma construção de dois andares e muitos quartos e não havia nenhuma indicação do que aquilo poderia ser.

As pessoas ali não tinham ideia do que havia acontecido. Seguiam suas vidas normalmente. Antes que Sieg iniciasse qualquer investigação, o garoto que comia sua maçã se afastou da barraca de frutas e se aproximou de Sieg, dizendo:

- Uaauuu!! Um Cavaleiro Imperial!! Não acredito! Que demais!

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Sex 23 Ago 2013, 11:35

A sensação após passar a barreira causava um certo desconforto psicológico, de forma que observar os eventos imediatamente a sua frente fez com que pensasse que apenas a sua entrada resolvia tudo, mas tão logo olhava para trás chegava a conclusão que se tratava de algo diferente. Observou o "ponto de entrada" analizando com atenção a energia mágica, era algo muito mais complexo que o sacerdote havia imaginado, de acordo com o que ele devagava em voz alta consigo mesmo:

- Não era apenas uma área congelada no tempo....Se trata de uma realidade inteira a parte.Alternativa, uma linha do tempo criada em algum tipo de fenômeno estranho. Mas com que propósito alguém faria isso?

Olhava ao redor ainda um tanto confuso, tentando localizar a razão de tudo aquilo, para entre outras coisas sair daquele local. Balançava a cabeça negativamente procurando pistas, analizando as placas com cuidado.

- Bem...Uma construção sem nome certamente parece suspeito.

Observou a construção a frente logo quando o garoto se aproximou. Bem, ja que o garoto vinha da barraca, nada melhor do que se aproximar e fazer algumas perguntas.

- Sim...Poderia me ajudar? Por acaso você viu..Algum tipo de acontecimento estranho? Uma pessoa suspeita, alguém com comportamento estranho, qualquer coisa que tenha chamado sua atenção?
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 26 Ago 2013, 08:58

Um Cavaleiro Imperial pedindo ajuda? Era o dia dos sonhos para aquele garoto. O menino era humano à primeira vista, imagem esta reforçada pelos cabelos castanho-claros e os olhos bem azuis. Mas o olho treinado de Sieg notaria pequenas guelras na jugular do rapaz, bem como pequenas membranas entre os dedos. Era uma raça híbrida, esquisita em qualquer outra parte do Império, mas comum em Atlan. O garoto ficou muito animado, colocando a maçã dentro do bolso da calça surrada e fazendo uma continência:

- Sim, senhor Cavaleiro! Eu serei seu ajudante nesta missão! Ajudarei-o no que eu puder! Pode me chamar de Oleg, senhor! - O garoto então colocou a massa cinzenta para funcionar, ou o que quer que ele tivesse ali dentro, coçando o queixo e colocando a língua para fora em um esforço mental. Chegou rapidamente a uma conclusão:

- Não aconteceu nada estranho assim por aqui ultimamente, senhor Cavaleiro. Acho que a única coisa diferente é a moça que se senta na ponta do pier todo dia no mesmo horário e chora. Fico com dó dela, sabe?! Tentei ajuda-la um dia, mas me disseram que isso é assunto de adultos e que não era para eu me meter!

Oleg se distraiu por um instante e quando voltou a si, alertou Sieg de algo, puxando a manga da roupa do sacerdote:

- Ali, Cavaleiro! Lá vai ela para o pier de novo! Você poderia tentar alegra-la! Eu vou chama-la para o senhor, mas ela nunca escuta ninguém. - O garoto fez uma concha com as mãos e a colocou à frente da boca, gritando na direção da moça morena que caminhava na direção do pier:

- Milla! Hey, Milla, vem aqui! Está vendo, Cavaleiro? Ela nunca responde!

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Seg 26 Ago 2013, 10:05

Andar sozinho pelo império parecia cada vez uma idéia que tinha sido tomada as pressas e de maneira equivocada, ja que mais situações que o sacerdote pretendia jamais se colocar surgiam a cada segundo que se passava. Agora, tinha um "companheiro" tão singular quanto o carroceiro, uma vez que o jovem parecia animado em ajuda-lo. Talvez fosse muito otimismo imaginar um simples "sim" ou "não" vindo dele. Bem, fazer o que...

- Por favor me chame de Sieg Hart, conto com sua ajuda.

Ainda olhava ao redor achando que a sua idéia não havia sido das mais brilhantes, quando o garoto falou daquela moça. A primeira vista, não pareceu muito convencido, mas algumas palavras como "todo dia" e os acontecimentos recentes envolvendo o tempo pareciam merecer uma atenção em especial. Era a única pista que o imperial tinha, não podia simplesmente joga-la pela janela, podia?

- Talvez seja a hora de um"adulto" se intrometer...

Tão logo falasse nisso, la estava a jovem no pier. Oleg parecia animado em ajuda-lo, mas aquela que ele se referia como "Milla" não respondia. Talvez fosse alguma coisa, talvez não fosse coisa alguma. Uma lembrança não muito antiga veio em sua mente, e fez com que ele agisse.

- Oleg...Preciso que fique aqui. Não se aproxime, me de cobertura. Em hipotese alguma deixe este ponto entendeu?

Falava para o garoto sem olhar realmente em sua direção. As coisas começavam, a se interligar mas pareciam ainda não fazer sentido. Sieg não aguardaria que a jovem se aproximasse, ele mesmo caminhava em sua direção. Se ela não ouvisse, se ela não se manifestasse, assim que o sacerdote estivesse a poucos metros dela, ele mesmo usaria do que parecia ser uma coincidência muito forte para ser simplesmente deixada de lado.

- Você...É a sobrinha de Duncan Van Ord? Seu tio me falou sobre você Milla, ele esta vindo para ve-la. Nos conhecemos no barco para Atlan.


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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui 29 Ago 2013, 12:28

- Sim, senhor! - Respondeu Oleg frente à ordem, batendo uma continência e permanecendo em seu "posto". Aquilo estava sendo uma aventura e tanto para ele.

A jovem não interromperia seu andar nem mesmo quando Sieg se aproximasse. Ela abraçava a si mesmo e olhava para baixo o tempo todo. Mesmo sem ver seu rosto, a expressão corporal da moça denotava sua tristeza. Os cabelos longos e lisos caíam-lhe sobre o rosto, escondendo-o parcialmente. Era magra e sua pele ligeiramente pálida. Era muito jovem e bonita e a descrição batia exatamente com a que Duncan havia passado. Estava usando um robe branco caído levemente aos ombros. Naturalmente não se importava com o que estava vestindo no momento.

Assim que Sieg falou, a moça parou de andar e virou apenas o rosto, fitando-o. As lágrimas escorriam-lhe pelo rosto. Era realmente bonita, tendo dois grandes olhos castanhos e lábios roseados, mas seus traços eram ocultos por seu estado de espírito atual. Ela apenas o fitou, em silêncio, e depois virou o rosto para a frente novamente, voltando a andar até o final do pier. Sieg não tinha muita escolha a não ser segui-la, mas pelo menos tinha a atenção da moça.

A garota sentou-se na ponta das tábuas de madeira, sentando-se sobre as próprias pernas, e olhou rapidamente para o lugar vago ao seu lado, e depois para Sieg. Era um pedido silencioso para que ele permanecesse ali. O sol estava alto e fazia calor, mas a brisa marítima refrescava. Havia apenas água até onde se podia enxergar. A garota limpou as lágrimas de qualquer jeito, soluçando levemente, e então disse:

- Sim, eu sou a sobrinha de Duncan. Você... é um daqueles soldados de elite do Império, não é? Qual é seu nome? - Ela ouviria a resposta de Sieg e continuaria em seguida: - Devíamos nos encontrar na taverna Peixe Gordo em Pretora. Mas eu não quero vê-lo. Eu não aguentaria... A vergonha... - Apertou os olhos e o choro começou a voltar devagar.



Sieg sentia a anomalia temporal pulsando ali de maneira fraca, mas estava presente. Perceber isto era natural para o sacerdote, era como ouvir batidas do coração de um grande organismo vivo. O detalhe é que ele estava dentro deste organismo.


Última edição por Admin em Qui 29 Ago 2013, 13:07, editado 1 vez(es)

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

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