Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Ter 01 Out 2013, 16:18

Sieg balançou a cabeça negativamente. Ela podia ser a causa, mas não estava fazendo aquilo de propósito, ao menos aparentemente. Ela estava colaborando e sendo útil, afinal de alguma forma ele podia contar com "segundas chances" mesmo que um numero limitado de vezes, ou talvez fosse apenas sua natureza agradecer e ser formal. Respirou de maneira longa esclarecendo apenas a pergunta final:

- Duas vezes na verdade. No Pier e com Tundra. Sim, o tempo voltou a instantes antes de forma que eu sabia o que acontecera, então era apenas uma questão de evitar o ponto em questão. Como eu ja havia explicado para você em Tundra, mostrar que eu sabia o que aconteceria automaticamente os convencia e evitava. É mais simples do que realmente parece...


Ele não achava grande mérito seu, ainda mais sendo um sacerdote do tempo e tendo sua vida dedicada apenas a aquilo: Garantir que o fluxo do tempo seguisse de maneira adequada. Aquela tranquilidade até o momento desaparecia quando ela falava sobre seu "verdadeiro nome". Sim, Sieg virava a cabeça de forma brusca e parecia ver um fantasma. Porque talvez fosse isso que ela realmente era naquele momento.

- Seu verdadeiro nome?! Mas isso significa que você também se...

Após aquela frase um tanto afoita. Sieg interroupeu-se e fechou os olhos, voltou sua posição original virado para a entrada do local e respirou longamente. Sabia que ela não entenderia, não sem uma longa explicação. Infelizmente, era quase que contra a natureza dele fazer aquele tipo de coisas, de forma que logo começou em seu tom tradicional mais calmo.

- A algum tempo, os imperiais foram em uma missão em Firelands. As coisas se mostraram um tanto...Complicadas. A parte que realmente importa agora, é que eu recebi um aviso. Alguém me avisou de um perigo eminente, algo que eu precisava fazer, algo que precisava ser detido. Essa pessoa era como eu um Sacerdote do Tempo, e o aviso acabou custando sua vida...O nome dela era Tanamilla.


Obviamente a história não havia acabado, mas Sieg pareceu esperar que ela fizesse mais alguma pergunta para esclarecer algum ponto em especial de forma melhor, ou talvez apenas precisasse de um instante para se recompor, Sieg parecia realmente abatido enquanto falava aquilo, parecendo mais "humano" do que em, qualquer outro momento que Milla havia percebido.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter 01 Out 2013, 22:41

Sieg pôde ouvir um suspiro de surpresa de Milla ao saber da história. Ele sabia qual era a expressão da moça, mesmo de costas para ela. Milla se levantou e deu alguns passos na direção de Sieg, parando exatamente atrás dele, mas sem tocá-lo. Era como se houvesse uma barreira invisível entre eles. Apesar de ter percebido que Sieg tinha momentos mais humanos e que ele era uma boa pessoa, ela não sabia como confortá-lo. A voz dela saiu balbuciante:

- E-eu... Eu não sabia. Perdoe-me, Sieg. Eu sinto muito por ela. E o aviso que ela deu... Salvou sua vida ou ajudou-lhe a realizar alguma coisa?

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Qua 02 Out 2013, 06:51

Seig respirou profundamente e abriu os olhos em resposta a aquela pergunta. Imaginava sim muito bem como deveria ser a expressão "daquela" Tanamilla, e era exatamente isso que o impedia de olhar para ela. Observou Tundra com o canto dos olhos, talvez tentando concentrar-se nos acontecimentos atuais mas era inútil, precisava concluir aquela história.

- O aviso...Ela me dizia que eu devia deter os imperiais, que um inimigo precisava ser poupado ou estaríamos condenados. Mas existe um detalhe que eu não esclareci: Eu JÁ conhecia Tanamilla. A capitã do transporte que nos enviou até Firelands, Tanamilla Irving Gervais. O aviso havia sido dado por uma versão "futura" dela. Ela...

Sieg se levantou e caminhou até uma janela, olhando o lado de fora. Era mais simples para ele analisar fatos e esclarecer como um simples observador, no ponto que ficava diretamente envolvido as coisas pareciam sair de seu controle. Ele parecia realmente fora do seu eu normal em descrever aquilo, voltando-se para ela.

- Tanamilla ela... Eu não sei explicar. Eu realmente não sei explicar. Ela era brilhante, ela construiu um gigantesco navio voador que nos levou em nossa jornada. Ela possuía um comportamento singular e único, uma prova disso foi que quando comentei que a realização dela era impressionante ela pareceu... Romanticamente interessada. A versão da "Tana do futuro" também deixava claro que pelo visto tínhamos, ou teríamos algum envolvimento.

Ele sorriu, de fato sorriu olhando para baixo preso em suas lembranças. Tana tinha um comportamento que ele classificaria como "divertido". Talvez não tivesse admitido isso para ninguém, talvez nunca o faria, mas ela realmente parecia cheia de vida. Ele balançou a cabeça negativamente mais uma vez sorrindo lembrando de como uma desconhecida se auto declara sua noiva em questão de minutos, mas logo o sorriso daria espaço para lembranças piores.

- Entretanto as coisas não eram tão simples: Para seguir o aviso de Tana, eu deveria deter os imperiais. Pior do que isso, eu teria que condenar milhares, dezenas de milhares de pessoas na capital do império. Me pareceu mais lógico que... Eu poderia usar o aviso dela de uma maneira a precaver aquilo, então eu optei por não dete-los. Apenas avisa-los, pareceu a melhor escolha. O inimigo foi derrotado e então...

Sieg voltava-se a se sentar. A postura ereta e centrada entretanto dava espaço para uma visão mais abatida e cansada, os braços apoiados nas pernas, os punhos das mãos fechavam-se com força como se contendo uma raiva ainda existente. A cabeça olhava em um angulo reto para o chão entre as suas pernas.

- O navio foi atacado. Eu fui um dos primeiros a chegar la. Não restou nada. Do navio, de Tana. Nada. Ela...Morreu duas vezes por minha causa. E para que? Para que eu a ignorasse? Para que eu optasse em sacrifica-la ao invés de seguir seu aviso?

Perguntas retóricas que frequentemente vinham a cabeça de Sieg, mas a muito tempo não tão fortes quanto agora. Não era uma tristeza que poderia ser aliviada com choro e lagrimas. Ele se sentia vazio, se sentia incapaz, sentia-se culpado e aquilo fazia com que ele sentisse....Apenas um vazio. Colocou ambas as mãos no rosto com os cotovelos dobrados nos joelhos e apoiando, para instantes depois abrir de forma a deixar os dedos na testa e revelar seu rosto mais uma vez, olhando em uma expressão mais tradicional do imperial, sem emoção nenhuma em direção ao solo. Falando com uma tristeza clara.

- A culpa foi minha. Não importa o que o comandante imperial diga. Não importa o que todos digam. Ninguém entende melhor a respeito do tempo e suas possibilidades que eu. Eu condenei Tana. Eu decidi. E eu falhei. E nada do que eu faça vai mudar isso. Nunca.

Mais silêncio. Ele ainda não havia explicado exatamente o ponto que ligava a Tana ali com ela com a Tana do navio, mas naquele instante mais uma vez precisava parar. Conhecendo o sacerdote mesmo a pouco tempo, Milla sabia que ele não deixaria uma explicação em aberto. Mas da mesma forma ele parecia realmente transtornado com o próprio destino, talvez ela não fosse a única ali a amaldiçoa-lo no final das contas...
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex 04 Out 2013, 10:15

Milla ouviu todo o relato de Sieg e quando ele parou de falar, ela foi até a poltrona (supondo que Sieg esteja sentado em uma poltrona), apoiando-se sobre o braço da mesma e fitando o Imperial. A mão dela tocou o ombro dele e aquele era o primeiro toque realmente afetivo entre eles. Haviam se tocado antes, claro, mas em situações de batalha. Ela disse então:

- Sieg, você teve que escolher entre a vida dela e a vida de milhares de pessoas! Isto não é justo! Você fez a escolha mais lógica! Eu também teria escolhido esta opção, por mais que deteste admitir! Eu tenho certeza que a Tanamilla, onde quer que esteja, está feliz com isso e não o culpa. Eu tenho certeza que ela se sacrificaria se tivesse a chance! Ela era uma mulher incrível, pelo que você disse. Ela te perdoaria, Sieg.

Milla então deixaria que Sieg concluísse seu raciocínio, explicando o último ponto de ligação. Ela continuaria ali, bem perto dele, os braços levemente abertos. Sua vontade era de abraçá-lo, mas ela esperaria a decisão dele, respeitaria seu tempo, não forçaria nada. Caso ele precisasse desta demonstração de carinho, ela estaria lá para ele.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Sex 04 Out 2013, 10:36

Sieg levantava-se balançado a cabeça olhando para Milla, ele seguia balançando a cabeça negativamente com força e até mesmo era bem contrastante o seu comportamento atualmente "transtornado" com o homem que havia a acompanhado o dia todo. Ele quase derrubava a poltrona ao levantar, provavelmente fazendo com que a própria Milla recuasse para não cair, enquanto o sacerdote dava um passo ainda mais perto dela, apontando para si mesmo.

- Eu não deveria ter feito uma "escolha". Eu deveria ser um guardião do fluxo do tempo, apenas um observador que protege sua integridade. Mas eu me deixei envolver. Com vocês, com esta realidade. E o resultado? Eu acreditei fazer a diferença,e ja que agora protejo essa realidade, me juntei aos Imperiais. E para que Tanamilla? Para vir a Atlan em uma tentativa de ajudar e ser assombrado por meus fantasmas pessoais?

Permanecia ali próximo a frente dela, jogando uma tonelada de perguntas que a jovem não poderia responder. Não era culpa dela, talvez fosse apenas um "desabafo" que estava mantendo dentro de si por tempo demais. Ele continuava a descarregar informações com aquela força na voz:

- E claro, encontro Tanamilla aqui, o que alguem que sabe como a trama temporal funciona se recusa a aceitar como tudo sendo mera coincidência ou acaso. E nem mesmo eu que dediquei minha vida a estudar fenomenos como esse consigo entender ao certo o que esta havendo! Qual o significado disso e quem está por trás? Kim'Vah? Tundra? Você? Talvez seja o próprio destino quem tenha resolvido me pregar uma peça com uma nova Tana a ser salva! Pior ainda! Talvez EU MESMO tenha criado isso frente a minha incapacidade de aceitar os fatos, minha própria vontade pode ter forjado esta realidade perante minha falha! E NADA DISSO SEQUER SEJA REAL! APENAS O DESTINO QUERENDO MOSTRAR QUE QUE QUANDO RESOLVO ME ENVOLVER PESSOAS MORREM E TUDO SE REPETE SEMPRE E SEMPRE!

Sieg parava a fitando mais uma vez, mas menos de um segundo depois percebia que estava gritando. Tana, ou Milla devia estar assustada com aquele que devia estar a protegendo ali, jogando um balde de fatos aleatórios que talvez ela não sequer compreendesse ou tivesse culpa emcima dela. Acalmou-se em um instante com aquela facilidade habitual, mais semelhante ao seu comportamente habitual restando apenas uma certa frustração com sua recente "explosão".

- Desculpe Milla eu...

Levava a mão direita a altura dos olhos, mais uma vez os fechando e terminando sua narrativa. Apesar de aparentemente ter deixado incompleto, não havia mais nada a ser dito.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 07 Out 2013, 10:17

Milla de fato fitou Sieg assustada enquanto ele desabafava. Não era medo e sim surpresa, pois aquela exaltação contrastava com a natureza fleumática que Sieg apresentara até ali. A moça precisou de alguns momentos para se recompor, ao longo dos quais permaneceu um silêncio denso, incômodo. Ela respirou fundo e quebrou o silêncio, imaginando que Sieg não o faria:

- Eu... Sinto muito por tudo o que estou causando a você, Sieg. Eu sou uma vergonha para meu tio e um incômodo para um Cavaleiro Imperial. Eu prometo que resolveremos isto logo e então você não terá mais que me ver, nunca mais. Com licença, eu irei descansar no outro quarto, me avise quando estiver pronto para ir.

Como mulheres geralmente fazem, Milla deixaria o cômodo imediatamente, sem deixar espaço para nenhum "Mas...". Sieg agora permanecia sozinho no quarto com o rakshasa inconsciente.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Seg 07 Out 2013, 11:40

Sieg não conseguiu responder a tempo, parando apenas com a boca entreaberta enquanto Milla, aquela "nova versão" de Tana saia da sala. O sacerdote do tempo ficou ali com a mão extendida, mas incapaz de manter a jovem ali enquanto esta deixava o comodo. Respirou de maneira pesada e balançou a cabeça negativamente enquanto juntava a poltrona que se sentava antes, a colocando em pé mais uma vez.

- Brilhante Sieg Hart, vamos torcer para que ela não faça o tempo voltar de novo, eu não conseguiria me sair bem nesse dialogo não importa quantas vezes ele se repita...

Sentou-se com violência pensando a respeito daquilo. Era como se Milla realmente sempre "fugisse" de seu alcance. Alguém estava por trás disso, e descarregar emcima de Milla não resultava em nada. Ele não queria que ela saisse dali, de forma que estava ali apenas por ela. Ele não sabia bem o que estava acontecendo, mas sabia que alguém estava por tras daquilo e teria aquelas respostas. Podia explicar-se com Milla depois, se houvesse um depois.

Aguardaria olhando pela janela o começo da noite. Já estaria próximo de Tundra acordar quando se levantava, parando na frente deste.

"Oleg...Acho que estamos prontos, se puder indicar aos guardas..."

Olharia ainda para Tundra começando a acordar, antes de se direcionar para o mesmo.

- Esta pronto para acabar com isso Tundra? Farei questão que seu auxílio em resolver tudo será levado em conta.

Ainda não sabia ao certo o que faria, com Tundra, Milla e até mesmo Oleg. Mas era hora de resolver tudo de uma forma ou de outra...
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qua 09 Out 2013, 13:53

Enquanto Oleg cumpria o pedido de Sieg, Tundra despertava lentamente. Mexeu-se um pouco, percebendo que estava amarrado, e depois fitou Sieg, dizendo:

- Onde está a garota? Ela morreu novamente enquanto você me colocou para dormir? - Chacoalhou a cabeça, acordando definitivamente e complementou:

- Ouça, Imperial. Se fizer com que eu saia vivo desta, você será um homem muito rico, eu lhe garanto. Eu não quero a garota, ela é apenas problema, e também não me importo com a dívida. Juntos iremos acabar com o líder deste esquema e teremos Pretoravani só para nós. Eu quero que seja meu guarda-costas e cobrirei qualquer coisa que o Imperador esteja lhe pagando!

Palavras desesperadas de uma criatura desesperada, principalmente porque Tundra não possuía mais nada. Isto mostrava o quanto o rakshasa temia seu superior. O senhor Jensen já havia fechado a loja medicinal mas deixara a passagem para a rua aberta. Sieg ouviria batidas à porta e, caso abrisse, veria cinco guardas no corredor. Um deles disse:

- Estamos prontos, senhor.

Outro grupo de cinco guardas já havia chamado Milla. Ela deixou seu quarto e passou pelo corredor, fitando Sieg em silêncio e depois indo para fora acompanhada pelos homens. Caso Sieg desejasse, os guardas o ajudariam a amarrar Tundra de uma forma que ele conseguisse andar, mas não se soltar. Oleg já aguardava na rua junto com o resto dos homens.

[Eu vou continuar o turno pra agilizar, mas caso Sieg quiser armar uma estratégia, dizer ou fazer algo antes de ir até o pier, fique à vontade.]

Todo o grupo se dirigiu até a rua, que agora estava deserta, uma vez que ninguém mais sabia do encontro noturno. A lua cheia pairava redonda e brilhante no céu escuro e nem parecia resultado de uma anomalia temporal que poderia destruir todo o espaço-tempo. Haviam colocado cordões de isolamento ao redor do prostíbulo vazio e avariado.

Oleg ainda estava com toda a energia, apesar da hora avançada, e quando Milla passou por ele, o garoto falou:

- E aí, Milla, descansou?! Quem nós vamos encontrar, hein?!

A moça passou por ele sem responder, segurando seu vestido que flamulava com a brisa marítima. Oleg logo observou:

- Nossa, que peixe a mordeu?! Sieg! Senhor! Os homens já estão a postos no pier! Isto é emocionante! Quem virá, senhor Sieg? É um pirata? Ele virá em um barco grande e assustador?!

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Qua 09 Out 2013, 14:19

- Se ela estivesse morta, não haveria razão para estarmos aqui. Imagino que ela esteja segura.

Levantou-se e olhou para o mesmo fazendo uma breve avaliação sobre aquelas palavras desesperadas. Ele queria sair vivo, ele queria Pretoravani para si, a ponto de realmente fazer uma jogada desesperada daquelas. Logo para Sieg, que talvez fosse a mente mais incorruptivel de toda aquela cidade no momento.

- Sua segurança esta garantida, mas suas ofertas não são relevantes no momento. Apenas quero acabar com isso e dinheiro algum pode me ajudar nisso. Se estou, talvez, lhe proporcionando uma nova chance seria astuto aproveitar...Ou posso voltar em uma outra situação, ou algum outro Cavaleiro Imperial não tão cordial...Entendeu?

Parava e olhava para Tundra, deixando claro que se ele joga-se aquela chance fora e não mudasse, talvez não houvesse outra. Todos podemos mudar nossos destinos, mas é necessário querer mudar. Todo dinheiro do mundo não podia comprar a única coisa que Sieg mais parecia se importar: Tempo.

Recebeu os guardas e concordou com a cabeça os seguindo, utilizando Tundra para "guia-los" ainda amarrado. Andava com eles até o porto comentando com eles.

- Tundra esta nos guiando ao verdadeiro responsável. Eu realmente não recomendaria que vocês me acompanhassem, mas estão fazendo seu papel da mesma forma que o meu. Este "homem" por trás da operação é uma pessoa de recursos ainda superiores a Tundra, de forma que as chances de cairmos em uma emboscada é grande. Mas encontra-lo é a unica maneira de acabar com isso, então recomendo que fiquem a uma distancia relativamente segura enquanto eu levo Tundra até ele e descubro a verdade. Interfiram apenas se houver a necessidade.

Mesmo sendo um imperial, ninguem garantia que eles simplesmente ouviriam Sieg, e ele sequer poderia impedi-los, ja que nem mesmo ele sabia se aquilo daria certo. Um "confronto direto" resolveu com Tundra, talvez fosse mais simples daquela vez. Se fosse tão influente ou poderoso quanto imaginava, realmente qualquer outra estratégia não daria certo. E a escolha do sacerdote sempre parecia ser o dialogo. Oleg entretanto pareia realmente animado como de costume.

- Não tenho a menor idéia...O que podemos esperar Tundra?

Indiferente da resposta do Rakshasa, ele voltaria a falar com Oleg, agora deixando de lado a pergunta e falando em um tom preocupado, de forma a ser ouvido por qualquer um ali

- Oleg escute. Não importa o que aconteça, eu preciso que mantenha Milla protegida. Eu não quero que se preocupe comigo, não importa o que aconteça. Milla precisa ser salva, a segurança dela é prioridade. Se eu não for capaz de tira-la daqui preciso que você a mantenha a salvo, e sei que você vai encontrar um jeito. Essa sera minha ultima solicitação para você.

Demonstrava sua preocupação com Milla no final das contas sem mesmo falar diretamente com esta, mesmo que fosse ouvido. Não poderia falar com Tanamilla...Não de novo.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qua 09 Out 2013, 16:36

Tundra não tentou outro suborno depois da resposta de Sieg. Estava começando a achar que era melhor aceitar apenas o "não ser morto" depois que tudo aquilo tivesse acabado. Ele não reclamou de ser levado daquela maneira como um prisioneiro. Ele permaneceu em silêncio por todo o trajeto. Silêncio demais, na verdade, para alguém que estava falando qualquer coisa para sair daquela situação.

Os guardas se entreolharam após ouvir as recomendações de Sieg e acataram imediatamente, permanecendo na área da rua e deixando que apenas Sieg levasse Tundra amarrado até o pier. Oleg ouviu a ordem e fez nova continência:

- Sim, senhor Sieg! Fique tranquilo, vou cuidar de Milla!

Tundra parou de andar e respondeu à Sieg com um sorriso irônico, o que era muito estranho:

- O que podemos esperar, Sieg Hart? O que você pode esperar, isto sim! Esta farsa acaba aqui! Rápido! Homens, me desamarrem! Matem este verme Imperial!

Oleg e Milla olharam para o rakshasa assustados, crentes de que uma luta generalizada estava prestes a começar. O que se viu em seguida foi... nada. Os guardas permaneceram parados, alguns até mesmo cruzando os braços e olhando Tundra em desprezo. O rakshasa se moveu e sua agitação acabou rapidamente quando percebeu que nada aconteceu. Ele olhou para os guardas e gritou:

- Malditos! Traidores! Espero que morram com suas moedas de ouro no fundo do mar!

Oleg começou a dar risada enquanto Milla respirou aliviada. Ao que parecia, aqueles guardas não eram da folha de pagamento de Tundra. Folha de pagamento que não existiria mais a partir daquele dia.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Qui 10 Out 2013, 06:33

Sieg concordou com a cabeça ao ouvir Oleg, e pareceu um tanto confuso ao olhar a ordem do rakshasa, como se demorasse um pouco a entender. Contudo, felizmente mais uma vez a sorte não se mostrou ao lado de Tundra, que parecia mais uma vez frustrado com aqueles acontecimentos.

- Você demonstra certa dificuldade em aceitar acordos Tundra. Sua melhor escolha no momento é colaborar, apesar que você mesmo esta se prejudicando.

O sacerdote olhou de maneira fria e dura para Tundra. Realmente ele só mostrava que não mudaria, e provavelmente boa parte do acordo de "deixar ele ir" ja estava sendo anulada. Ele passava na cabeça de Sieg Hart de "colaborando pacificamente" para "colaborando por não ter escolha." logo Sieg completava:

- Vou tentar manter em mente que MESMO ASSIM você esta colaborando, se você finalmente desistir de truques e nos levar até o verdadeiro responsável...
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui 10 Out 2013, 10:56

Tundra murmurou um palavrão depois do que Sieg disse e fez um afirmativo. Ele estava chegando à conclusão de que o Imperial estava sendo até mesmo muito bonzinho. Qualquer outro já teria esbofeteado Tundra por tentar estas coisas. Sieg finalmente poderia seguir até o pier. Oleg, Milla e vinte guardas ficariam na rua, antes do começo do longo tablado de madeira.

Caso Tundra estivesse amarrado apenas da cintura para cima, ele andaria normalmente. Caso contrário, andaria em pequenos passos que pareciam pulinhos, devido à curta distância entre as pernas amarradas. De qualquer maneira, ele ia no ritmo de Sieg, dizendo para irem até a ponta do tablado.

A única fonte de luz eram os sinais luminosos no porto para guiar os navios. Ali no pier não havia luz, o que deixava os dois na penumbra. A água se tornava negra e sumia no infinito, enquanto a brisa soprava mais forte. Esperaram ali alguns minutos, até Tundra abrir a boca de novo, olhando ao redor:

- Eu nunca me encontrei com o chefe da operação pessoalmente. Ele sempre enviou mensageiros. Não estou gostando disto tanto quanto você, Imperial. - O rakshasa fez uma pausa, olhando ao redor e falou:

- Há algo errado. Aqueles homens não são meus, mas também não são honestos. Em meu ramo de trabalho, sei reconhecer este tipo de gente. Mas se não são meus... - Tundra deu uma risada e fitou Sieg:

- Acho que ambos caímos em uma armadilha, Imperial!

A água começou a borbulhar à frente do pier de maneira violenta, como se algo estivesse vindo à superfície. Pela área que ocupava e a intensidade das bolhas, era possível afirmar que algo grande vinha. De repente, uma criatura enorme saltou da água e caiu no pier. Era pesada e não conseguiu se elevar muito, apenas o suficiente para cair sobre o tablado. Sieg e Tundra teriam que recuar alguns passos ou a coisa os empurraria.

Era uma criatura marinha gorda e com tentáculos. Ela se arrastou alguns metros pelo pier até parar, espalhando água e uma gosma semi-transparente por todo lugar. O que parecia ser a cabeça da criatura era uma bola de carne do tamanho de uma pessoa. Esta bola se abriu, suas membranas e estruturas se retraindo, e outra criatura saiu de lá. Possuía muitas estruturas aquáticas em seu corpo esguio, mas era claramente uma figura feminina.



A fêmea falou então, sua voz sendo abafada pela água em sua boca, que logo sairia, deixando sua voz limpa:

- Tundra, finalmente nos encontramos em pessoa. Fui avisada de seu convidado ilustre. É uma honra conhecer também um Cavaleiro Imperial.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Qui 10 Out 2013, 11:49

Sieg seguia Tundra sem parecer ligar muito para a dificuldade do mesmo em andar, afinal de contas ele realmente estava sendo "compreensível" demais, principalmente pensando o que outros imperiais teriam feito no lugar dele. Deu uma última olhada para trás aonde estavam Milla e Oleg antes de seguir para conhecer a pessoa por trás da operação.

Ficava em silêncio frente aos primeiros comentários de Tundra. Entretanto, quando questionado a respeito de uma eventual "armadilha" para eles. Falou com a mesma calma aparente.

- Este dia como um todo esta sendo uma armadilha interminável, não imaginava terminando diferente.

Observou a criatura que quase os esmagava com uma expressão surpresa, ficando um passo a frente de Tundra, talvez em uma tentativa de garantir sua segurança. Observou tudo aquilo até a figura finalmente se revelar. Não fazia grandes demonstrações, mas realmente aquilo era algo que o surpreendeu:

- Tão logo imaginei que alguém de tamanha influência e poder saberia minha chegada, de forma que preferi por uma abordagem mais direta. Como pode vir a saber, sou Sieg Hart. Um sacerdote do tempo a serviço dos Cavaleiros Imperiais.

Tundra reconheceria aquela "saudação discreta e formal", como se ele não se preocupasse com o perigo a frente dele. Sieg fez uma leve parada e logo após continuou.

- Imagino que da mesma forma sabe o que aconteceu com o estabelecimento de Tundra. A razão para isso foi a dificuldade dele em aceitar a razão que estou aqui: Existe uma anomalia temporal crescente aqui, e estamos presos nela. A causa direta para isso é uma jovem chamada Milla, que consegue "retroceder" o tempo para este mesmo dia, de forma que nem mesmo a morte dela impede que isso volte a ocorrer. A unica forma de impedir que toda esta realidade entre em colapso eu acredito ser a libertando. Tundra e eu ja chegamos a um...Acordo, mas ele me disse que se fazia necessário falar com você.

Sieg olhou para um ainda surpreso Tundra enquanto falava, e voltou a figura feminina concluindo.

- Ao menos que ja tenha conhecimento do que realmente esta acontecendo, dessa forma eu gostaria que me esclarecesse os eventos por trás de tudo isso...
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Dom 13 Out 2013, 21:16

O rakshasa mal podia acreditar em seus olhos. Aquela era a última coisa que esperava como sendo seu chefe. Ele chegou a soltar um palavrão quando a criatura quase caiu em cima deles e só esboçou alguma reação depois que Sieg havia falado tudo.

- Sim, eu fiz um acordo com o Imperial. Eu a entreguei mesmo. Se eu não posso ter Pretoravani, então você também não terá!

A figura feminina fitou Tundra calmamente e depois Sieg, dizendo:

- Você tem sido um empecilho para minha operação por meses, Tundra. Todos estão insatisfeitos com o seu trabalho. Você sabe qual é o segredo para o sucesso de tudo isto? Eliminar aquilo que não funciona.

Dito isto, a figura esticou o braço na direção do rakshasa e uma daquelas estruturas aquáticas se projetou à frente como uma lâmina, atravessando o pescoço de Tundra. Ainda amarrado, ele caiu no tablado de madeira, seu sangue jorrando em abundância do enorme buraco em seu pescoço. A figura feminina retraiu aquela estrutura estranha e fitou Sieg:

- Agora sim podemos tratar do que é importante, Cavaleiro Imperial.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Dom 13 Out 2013, 22:21

Sieg conseguiu entender o que aconteceria apenas instantes antes do golpe. E não sabia ao certo se iria, ou ao menos se conseguiria bloqueá-lo se as coisas tivessem ocorrido de uma forma diferente. Ficou observando o golpe, ou ao menos o resultado dele já que era rápido demais. Viu ainda o corpo de Tundra caído no chão, enquanto tirava algumas conclusões em seus julgamento mentais:

- Se fosse sua vontade, poderia ter me atacado ao mesmo tempo. Mesmo tendo consciência que possuo mais habilidade em combate que Tundra, não sei ao certo se meu fim seria diferente.

Voltou ao olhar para a criatura ali a frente. Realmente não sabia o que teria acontecido se um ataque surpresa como aqueles fosse direcionado contra si, mas o importante era que não estava nada disposto a medir forças, e sim a acabar logo com aquilo.

- Prefiro acreditar que por não ter me atacado, esta disposta a como diz "tratar o que é importante". Como devo lhe chamar?

Sieg permanecia controlado, e mais especificamente: Atento. Era necessária cautela absoluta, ao menos se quisesse resolver aquilo e sair dali andando com as próprias pernas.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 14 Out 2013, 13:49

- Um ataque destes não seria capaz de derruba-lo. Você é inteligente, Imperial, além de forte. Meus homens me relataram como acabou com Tundra e seus homens hoje de manhã. Eu nunca teria atacado você desta forma, porque você é uma figura de respeito. Você é um Cavaleiro Imperial, um membro do grupo de elite do Imperador. E quem era este ser? Alguém que tentou me enganar, assumir meu negócio sob minhas guelras. O que faço pode não ser honroso do ponto de vista dos outros reinos, mas também temos princípios, e Tundra passou por cima deles.

Falava com calma e tinha até mesmo uma certa elegância, um ar ligeiro de nobreza. Ela indicou o pier para que Sieg caminhasse ao seu lado, enquanto a criatura na qual ela chegou voltou para a água, onde aguardaria. Ela respondeu então:

- Sim, claro, perdoe minha falta de educação. Pode chamar-me de Soreena. Não sei o seu nome, pois meus homens não souberam informar. - Ao dizer "meus homens", Soreena apontou para os guardas que permaneciam na rua juntamente com Oleg e Milla. Ela continuou então:

- Então para que essa... "Anomalia temporal" pare de existir, esta mulher chamada Milla tem de ser libertada? E o que isto tem a ver comigo, senhor Imperial? Meu negócio é legítimo de acordo com as leis de Atlan. A não ser... É claro. Esta tal de Milla é uma de minhas garotas, não é? O nome não me é estranho.

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Seg 14 Out 2013, 15:13

Talvez um cavaleiro como Joshua pensaria daquela forma, talvez o arqueiro imperial, confiante de suas habilidades também pensaria que sairia ileso a um ataque daqueles. Sieg por outro lado,sabia que muitas vezes bastava um pequeno erro para terminar com a existência do mais "invencível" dos heróis. Ele era cauteloso, e acima de tudo evitava sempre travar conflitos desnecessários. Conversas geralmente garantem que ambos os lados saiam ilesos, conflitos por outro lado só garantem isso a uma das partes. Ouviu atentamente as palavras da criatura, e tudo que dizia parecia razoável.

- Colocando as coisas dessa forma, é uma lógica perfeita.

Direcionou mais uma vez o olhar a Tundra. Realmente tudo era extremamente lógico e bem colocado, de forma que até mesmo Sieg não encontrava observações relevantes a serem feitas. Claro que aquele ali a frente dele era o "peixe maior", mas não havia se comportado de maneira errada até o momento. Havia matado alguém que seria considerado "escória" para muitos, e talvez não tivesse um fim mais correto no final das contas. Fez uma referência discreta antes de seguir Soreena, não fazendo questão de repetir seu nome que havia dito instantes atrás.

- Sim, la é aquela que acompanha os "seus homens" juntamente com um garoto. Lady Soreena entendo que as leis de Atlan tornam sua transação como legítima, pelo que eu sei foi "negociada" como parte da dívida que um homem chamado Kim'Vah tinha com sua pessoa. A questão é que como expliquei a Tundra...Nada disso é "real". O local onde estamos, eu, você, toda essa área faz parte da anomalia, que do lado de fora apenas é um local completamente congelado no tempo. Ela esta se expandindo, e se continuar dessa forma ela vai seguir aumentando até que logo toda a realidade vai entrar em colapso. Eu tentei explicar a Tundra, ele tentou..Conseguiu matar Milla e isso apenas fez com que tudo se repetisse. Se a vê apenas como uma "posse", imagino que ela tenha um valor. Eu estaria disposto a tentar chegar a um acordo em comum.

Olhava mais uma vez o cenário ao redor. Não sabia exatamente até quando os "princípios" de Soreena seriam amigáveis, e era bom permanecer preparado.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter 15 Out 2013, 17:23

Soreena ouvia Sieg atentamente, sem zombar ou duvidar dele em nenhum momento, respondendo em seguida, enquanto ainda andavam:

- Eu diria que isto é uma história inventada por você para conseguir a liberdade daquela prostituta, mas então penso: Por que um Cavaleiro Imperial viria até Pretoravani, com uma história inventada de colapso da realidade, apenas para conseguir libertar uma meretriz? Você não viria até aqui sem um bom motivo, portanto, sei que o que está dizendo é verdade.

Soreena fez uma pausa. Era uma pessoa inteligente e lógica o tempo todo. Não gostava de perder tempo e não faria Sieg perder o dele. Afinal, “tempo” era o que não tinham e isto já virara rotina para o Imperial. Ela continuou:

- Você está correto. Kim’vah deu Milla e outras três prostitutas à mim para sanar a dívida que ele tinha comigo. Diferente de Tundra, ele não tentou me apunhalar pelas costas, e sim acabar com suas dívidas. Ele é meu principal captador de garotas e garotos. Vê, Imperial? Não se passa por cima de seu superior, mesmo neste negócio. Kim’vah aprendeu isto. Tundra nunca.

Assim que alcançaram a passagem para a rua, deixaram a penumbra do píer e alcançaram a iluminação daquela área, ficando plenamente visíveis. Assim que isto aconteceu, os vinte guardas curvaram-se em reverência à Soreena. Milla permaneceu parada, com medo daquela criatura.

O único que agiu de maneira inesperada foi Oleg. Ele saiu em disparada, correndo na direção de Soreena, animado. Soreena agachou-se ligeiramente, abrindo os braços. O garoto então deu um salto, caindo no colo dela, e fitou Sieg, dizendo:

- Sieg! Por que não me disse antes que você encontraria minha mãe?!

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Qua 16 Out 2013, 07:30

Soreena não parecia uma ameaça. Sim, era poderosa, sim tinha provavelmente a guarda e metade da cidade nas mãos, e sim tinha suas "operações" que a muitos soariam duvidosas mas também estava dentro das leis de Atlan, e tinha um aparente código de honra que a diferenciava de Tundra. Sieg concordou com a cabeça com aquela conclusão da mesma, mais uma vez uma lógica perfeita:

- De forma que não precisarei esperar que tudo se repita e adiantar suas palavras para que acredite em uma segunda tentativa, felizmente.

Ouviu mais palavras a respeito de Tundra e Kim'Vah. Enquanto as intenções de Tundra pareciam claras para ele, o segundo ainda tinha certo mistério.

- Pelo que sei, Tundra até mesmo armou uma armadilha onde supostamente "libertou" Milla com uma quantia de dinheiro como empréstimo, apenas para os subordinados dele ataca-la e retomar a mesma quantia fazendo com que Milla literalmente "a pertencesse". Você tem sua honra e princípios Lady Soreena, ao contrário de seu falecido subordinado como disse. O que não entendo...É que Kim'Vah que me chamou aqui, disse que havia "alguem importante para ele" aqui dentro. Talvez fosse uma mentira apenas para me trazer para ca mas...Se ele for o responsável por essa anomalia, não faria sentido chamar a tenção imperial para isso.

Seguiram novamente até os guardas e fez um sinal para que Milla , balançando a cabeça negativamente mostrando que não era necessário se preocupar. Observou Oleg correr em direção a Soreena e abraça-la, e ouviu o que o jovem disse a respeito da mesma e a pegunta.

- Sua...Voce...

A falta de palavras combinava com uma expressão um tanto incomum do imperial: Estava surpreso.

- Isso... Foi uma surpresa para nós dois Oleg. Aparentemente sua mãe pode nos ajudar a resolver a situação de Milla.

Uma vez que Soreena parecia ter um controle de tudo ao seu redor, não acompanharia Sieg até seu filho se não quisesse que ele escutasse algo semelhante. Observou o pescoço do jovem e novamente para Soreena. Realmente era algo que ele jamais considerou, mas o dia poderia se repetir 1000 vezes e jamais o faria.

- Seu filho tem coragem, raciocínio rápido e foi de grande ajuda nesse dia mais longo que o comum. Ele tem potencial o bastante para se tornar um excelente cavaleiro imperial no futuro.

Não estava tentando usar a situação a seu favor, de forma que ja havia pensado nisso ao menos duas ou três vezes durante o dia. Estava aguardando um momento adequado para fazer aquele comentário com o garoto, mas como a situação havia mudado achou mais apropriado fazer naquele momento.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qua 16 Out 2013, 11:00

Oleg arregalou os olhos, fitando Sieg. Mal podia acreditar no que ouvira:

- Uau! Ouviu isto, mãe?! Serei um Cavaleiro Imperial quando crescer!

Soreena mexeu suas próprias guelras, produzindo um som que parecia uma demonstração de carinho dentre os de sua raça. Ela respondeu em seguida:

- Então já se conhecem. Você é livre para seguir o caminho que desejar, Oleg. Agora volte para lá, preciso terminar minha conversa com Sieg, está bem?

O garoto desceu e fez uma continência para Sieg antes de voltar para a rua. Soreena permaneceu ali e continuou o diálogo:

- Peço para que não conte à Oleg sobre meu negócio, Imperial. Eu não quero que isso influencie a escolha dele sobre o que deseja ser. Acredito até que ele desconfie do que se trata, mas eu evito revelar-lhe a verdade até que ele tenha maturidade para entender. Talvez ele me odeie no futuro.

"Futuro". Palavra incômoda para Sieg ultimamente. Soreena retomou o assunto:

- Acredito que Kim'Vah referiu-se à Oleg, já que os dois são muito próximos. Kim'Vah é como um pai para ele, pois o verdadeiro morreu em uma batalha em nossa cidade submersa. Eu não acredito que Kim'Vah tenha sido capaz de produzir algo assim. Ele é um genasi, mas não estuda magia ou qualquer outro tipo de artifício. - Soreena se calou por alguns instantes, pensativa, e continuou:

- Então se Milla for libertada, o problema será resolvido. Negócios são negócios, senhor Sieg. Eu a venderei pelo valor de tabela dos escravos de Atlan. Mas admito que estou curiosa: E se a anomalia não sumir após isto? Afinal, o senhor está preso aqui conosco, correto?

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Qua 16 Out 2013, 13:01

Era um dia realmente atípico. Sieg sorriu para Oleg, antes que ele voltasse se abaixando sob um dos próprios joelhos.

- Você pode ser o que quiser Oleg, e jamais deixe que qualquer um lhe diga o contrário. Conversaremos melhor sobre isso quando tudo estiver terminado certo?

E logo se levantaria, deixando o jovem seguir seu caminho. Ouvia as palavra de Soreena e logo respondia.

- Você é a unica que tem esse direito Lady Soreena, jamais o faria. Entretanto permita-me discordar: Você é a mãe dele a baseado no pouco que observei parece fazer bem este papel. Ele acabaria por entender.

Observava ela traçando aquelas análises que nunca pareciam julgamentos mediante ao tom de Sieg, que falava de forma a que tudo soava natural como falar das condições do tempo. Futuro, tempo, destino... Aquelas palavras realmente estavam soando perturbadoras.

- Isso responde uma pergunta. Entretanto isso anula um provável responsável, e deixa a vaga em aberto. A conclusão que me parece mais lógica é que a própria Milla tenha feito isso, mesmo que inconscientemente. Apesar de inexplicável, é isso ou acreditar que algúem permanece nos observando ciente de tudo. Acreditei que seria vossa pessoa, mas não estou nem um pouco decepcionado em estar equivocado. Imagino que isso seja o suficiente para arcar com a quantia?

Ele tinha algumas teorias complicadas que não havia tido tempo para elaborar, a mais "lógica" apontava as duas "Tanamillas", a sua visão quando o tempo regrediu da última vez e o fato da mesma em algum ponto do tempo/espaço ser uma sacerdotisa do tempo como ele. Entretanto não precisava se preocupar com aquilo agora. Ouvia o comentário dela sobre o "preço" de Milla e não esperaria um valor exato, fazendo a mesma oferta da bolsa de pedras que tinha feito para Tundra, entretanto desta vez a extendendo e aguardando que pegasse Soreena a recolhesse ao invés de "arremessar" como havia feito com o finado Rakshasa. Respirou fundo ao ouvir aquela questão, não era exatamente como se não tivesse pensado nisso.

- Acompanharei Milla e verei se esse dia finalmente pode chegar ao fim. Minha lógica implica que estamos presos ao destino dela, se a anomalia permanecer mesmo ela aceitando que tudo esta certo...Eu realmente não sei. Tentaria cruzar o ponto de onde vim com ela, ou talvez ela ainda precise encontrar o tio que veio a encontrar depois de muitos anos. Se realmente isso não resolver... Encontrarei uma forma.

Sieg falava com calma, realmente parecia não saber ao certo qual seria o próximo passo. Ele não tinha pistas a não ser que as vezes que o destino conspirava contra Milla e o tempo voltava atrás. Entretanto, parecia firme e determinado em acreditar que haveria uma maneira de acabar com tudo aquilo, e não pouparia esforços em escapar daquela falsa realidade.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qua 16 Out 2013, 16:19

Como esperado, Soreena aceitou o pagamento das pedras. Fez um sinal para que um de seus homens se aproximasse, entregando a bolsinha a ele. Ela continuou a conversa em seguida:

- Eu nunca seria capaz de fazer algo deste porte, Sieg. E não conheço ninguém que possa. Julgando pelo fato de que você também está lutando para resolver isto, apesar de todo o seu poder, podemos dizer que não é uma questão simples. Se realmente houver alguém por trás disto, eu quero pegar o maldito. Por hora, vamos tentar a solução imediata.

Soreena caminhou até Milla, enquanto Oleg foi para outra parte e os guardas se dispersaram. Milla deu alguns passos na direção de Sieg, ficando perto dele como medida de segurança, enquanto Soreena falou, fitando a moça:

- Você é Milla, certo? Este Cavaleiro Imperial a comprou e pagou qualquer dívida que você possuía com Tundra. Você pertence a ele agora, não tendo mais nenhum vínculo comigo ou com minha operação.

Milla se surpreendeu com a notícia e um choro de felicidade veio à tona. Ela abraçou Sieg enquanto soluçava de forma aliviada. Suas lágrimas chegaram a molhar a roupa do Imperial, e ela ergueu o rosto, dizendo:

- Sieg, eu... Eu nem sei o que dizer. Eu nunca achei que conseguiria me livrar disto. Eu posso começar de novo agora. Posso fazer meu tio orgulhoso novamente. Obrigada, Sieg, muito obrigada! - E apertou mais o abraço.


Última edição por Admin em Seg 06 Jan 2014, 23:00, editado 1 vez(es)

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Qua 16 Out 2013, 21:04

Talvez o maior problema era exatamente não ter alguém para culpar. A expectativa que fosse Kim'Vah fazia com que o imperial pensasse em alguém para descarregar tanta frustração daquele dia interminável, mas não saber ao certo ainda o que estava acontecendo tornava tudo ainda mais confuso.

Ouvia as palavras dirigidas a Milla, balançando a cabeça negativamente:

- Na verdade Milla você não pertence a ninguém, você é completamente liv...

Era interrompido pelo abraço subito, ficando completamente sem reação. Sentia os braços da jovem ao redor do seu corpo, e era como mal conseguisse se mover não por uma questão fisica, mas por algo ainda mais complexo. Ouvia o choro seguido do agradecimento. Mesmo se o tempo continuasse a se repetir, apenas aquilo teria valido a pena. Após alguns instantes a abraçou da mesma forma, colocando a cabeça no ombro da jovem,fechando os olhos e falando baixo

- Fico...Feliz que tenha conseguido salva-la Tanamilla.
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui 17 Out 2013, 10:27

Ela colocou uma das mãos no rosto dele, fitando-o, e disse:

- Desculpe pelo que eu falei antes. Você é bom, Sieg. É o homem mais honrado que já conheci. Eu tive sorte de ter sido você quem veio me salvar.

Soreena fez um som rápido com suas guelras que lembrava uma tossida e disse:

- Bem, se esta era a única questão, senhor Sieg, eu peço licença. Ficarei um pouco com Oleg antes de voltar à cidade submersa. Tenho que lhe agradecer, afinal, sem a sua interferência, eu nunca descobriria o que Tundra planejava pelas minhas costas. Até, senhor Sieg.

Soreena se afastou e... Nada aconteceu. Tudo continuou exatamente como estava. Milla olhou para o Imperial e disse:

- Sieg, podemos ir embora?! Vamos encontrar meu tio em Pretora! Por favor, não conte a ele sobre o que eu fazia. Eu quero apenas que ele saiba que agora estou livre. Posso até mesmo ir morar com ele em Terânia!

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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

Mensagem por Sieg Hart em Qui 17 Out 2013, 11:06

Sieg Hart ainda olhava para o rosto de Milla fazendo uma série de associações com Tana enquanto a ouvia,quase que hipnotizado e incapaz de dizer coisa alguma. Dessa forma ficou até mesmo grato por alguém ter "forçado" uma interrupção, soltaria Milla daquele raro momento em que o sacerdote demonstrava alguma emoção e ouviria as palavras de despedida de Soreena, fazendo uma saudação formal e discreta.

- Agradeço sua colaboração Milady Soreena para a resolução disso tudo. Isso não sera esquecido, peço que lembre dos imperiais caso algum dia esteja com problemas fora de seu controle. Se não se opor, preciso de um último favor...

Sieg tiraria o próprio brasão dos imperiais da roupa e entregaria a Soreena.

- Entregue isso a Oleg e diga que eu sou muito grato por toda ajuda dele. No dia em que ele achar que esta pronto pode ir até Nova Terania e iniciar o treinamento necessário, se assim decidir. Como ele ira fazer para chegar até a capital do império sera o teste final para ele.

Não tinha como garantir que Soreena entregaria aquilo, mas algo dentro dele dizia que pelo pouco que conhecia Oleg, o jovem daria um jeito de alcançar aquele objetivo. Soreena se afastou e Sieg viu que nada havia acontecido. Respirou profundamente e pensou a respeito, apenas para ser interrompido mais uma vez, agora por Milla.

- Pelo visto nossa jornada ainda não acabou. Não se preocupe, acompanharei você até seu tio. Podemos partir de imediato?

Aguardaria uma resposta enquanto pensava mais uma vez a respeito de tudo aquilo. Havia uma outra possibilidade, e mais uma vez o destino parecia lhe guiar em uma determinada direção. Nada mais correto que seguir o caminho apontado...
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Re: Escravos do Destino - Aventura em Atlan (Encerrado)

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