Incidente na Cidade Imperial (Encerrado)

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Incidente na Cidade Imperial (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 09 Dez 2013, 17:29

[Categoria: Esporádico]

[Resumo: Sieg Hart é chamado para dar uma palestra na Cidade Imperial aos soldados teranianos. Katherina, Hatsuko e Wall estão presentes no auditório. Após a palestra, concordam em ir até a taverna com o restante dos soldados para beber e conversar.

Enquanto isso, Priyanka Chopra, antiga amante de Lei quando o mesmo ainda morava perto da taverna do lago, visita a Cidade Imperial. É abordada à frente da taverna por cinco homens maltrapilhos e bêbados. A confusão começa e Hatsuko vai até lá, seguida por Sieg Hart.

Priyanka mata dois homens e Hatsuko mais dois. O quinto homem é poupado por Sieg. Os habitantes assistem o assassinato, chocados, e exigem julgamento, prometendo testemunharem contra Priya, Hatsuko e Sieg.]





Narrador:
Após aquela polêmica pré-reunião, Lei pararia Sieg para pedir algo. O barbudo pediu ao sacerdote que, se o mesmo tivesse tempo e disponibilidade, que fosse até a Academia Imperial um dia para dar uma palestra aos alunos e contar sobre suas próprias experiências, dar conselhos e outras coisas. Caso Sieg cobrasse pela palestra, Lei daria a desculpa de que o salário de Cavaleiro Imperial já cobria isso e sairia rapidamente do local.
Enquanto isso, na Academia Imperial, Hatsuko recebe treinamentos em diversas artes. Lei a colocou no treinamento Imperial contrariando sua esposa, Minami, e, se a mesma descobrisse, a vida do barbudo corria sério perigo. Hatsuko fez novas amizades na academia, mas uma pessoa ela já conhecia: O soldado Wall, que também passava pelos treinamentos. Foram chamados até o auditório da academia um dia, onde uma palestra de um Cavaleiro Imperial foi anunciada.

Sieg
*Sieg não era la uma figura muito estranha em meio ate mesmo aos soldados mais "rasos", ele estava sempre observando tudo e todos, e ate prontamente se metia em conversas respondendo perguntas que não precisava. Apesar disso, o sacerdote tinha sempre uma postura mais "reservada". Entraria conforme indicado agradecendo com uma referencia a pessoa que o apresentava, falava com calma olhando para todos*
- Saudações alunos da academia, para quem não me conhece me chamo Sieg Hart, Sacerdote do Tempo, Cavaleiro Imperial e Representante do Reino de Atlan, é um prazer ver todos vocês aqui.

Hatsuko
Hatsuko até tentava ajudar o pai com o segredo sobre os treinamentos mas os hematomas, os dias em que chegava meio torta em casa… Ou Minami era tonta ou estava fazendo vista grossa. Enfim, palestras não eram de seu agrado mas precisaria assistí-la, pelo jeito.
Estava sentada próximo à saída para, quem sabe, escapar à francesa dali de dentro.

Narrador
O auditório estava lotado e tinha grande capacidade. Seu formato deixava as fileiras de cadeiras bem perto do palco central, portanto, o apresentador não precisava elevar muito sua voz para que todos ouvissem com clareza. Havia também uma mesa de madeira, caso o convidado quisesse colocar seus pertences ali.
Como havia muita gente e se sentara nas fileiras mais à frente, Wall não avistou Hatsuko. Ele fitava Sieg com grande interesse. Adorava tudo que era relacionado aos Cavaleiros Imperiais.

Katherina
*Kath era uma das poucas figuras, se não a única, que trajava vestes diferentes dos uniformes padrões dos soldados imperiais. De notável, somente a Tablarde com a cruz gótica azul e vermelha e o grimório que a acompanhava, além da espada. Ela chegou, um tanto atrasada, e entrou segundos antes da apresentação de Sieg. Por tal motivo, ela ficou discretamente no canto do local, bem ao lado da porta da saída, e ora olhava para o palestrante, ora olhava para o público, procurando alguém em específico.*

Sieg
- Enfim...O comandante Keylosh solicitou que eu viesse ate aqui e falasse um pouco para vocês dos imperiais, de seus propositos e um pouco de mim mesmo. Entretanto, imagino que se estão aqui sabem bem as duas primeiras. E poderia falar um pouco a respeito de como recentemente impedimos que Firelands fosse completamente obliterada ou como impedi que todo tempo-espaço fosse rasgado apagando completamente a realidade conforme conhecemos a algumas semanas atras durante a minha visita a Atlan, mas não quero entedia-los
* A forma que Sieg falava de coisas no minimo "incomuns" com a naturalidade de quem falava se estava ou não chovendo la fora sempre chamava a atenção, alguns susurros eram gerados por alguns soldados que comentavam o fato, ate que o sacerdote voltava a falar*
- Acho mais relevante responder alguma pergunta que possam ter...Conhecimento é sempre a resposta para a grande maioria dos problemas.
*Olhava com tranquilidade aos presentes, aguardando questionamentos*

Hatsuko
Hatsuko permanecia olhando as pessoas, procurando quem estava ali, quem não estava. Viu Wall, muito mais interessada que ela mesma, e viu a estranha de roupas diferentes. Perdeu alguns bons minutos olhando-a, "farejando-a" se conseguisse. Ouvia uma ou outra palavra de Sieg, coisas isoladas que não faziam sentido quando sozinhas. "Firelands", "tempo espaço", "perguntas"…. Blá blá blá.

Katherina
*Kath não se importou em ser "Farejada". Ela apenas olhou a outra garota curiosa, deu um sorriso gentil, e voltou a olhar a palesta. Depois de um tempo, viu o soldado Wall, e manteve um sorriso no rosto. Pensou em abordá-lo depois. Ela é uma garota tranquila, e consegue transparecer isso como se Hatsuko pudesse até farejar essa sensação de tão próximas que estavam uma da outra. Quanto a palestra de Sieg.. Ela ouvia, até entendia, mas realmente não estava ali para participar, apenas mantinha o respeito.*

Narrador
Já que nenhum dos personagens fez uma pergunta, um NPC qualquer aluno da academia ergueu o braço e perguntou:
- Muito prazer, senhor Sieg Hart. Meu nome é Jones e minha pergunta é a seguinte: O senhor tem medo de ferir algum inocente em suas missões? Tem medo de causar mal a alguém, mesmo tendo fazer o bem?

Sieg
*Sieg parecia pensar um instante ou dois, olhando para cima, talvez recordando de eventos anteriores*
- Sim, Apesar que não diria "medo", mas sim "receio".Vocês deveriam ter essa preocupação. Eu poderia exemplificar: Recentemente, me vi em uma situação onde uma Naga portava um artefato em meio a uma multidão, que caso explodisse, poderia matar algumas dezenas de inocentes. Eu o "isolei" em uma redoma magica de forma que não poderia feri-lo...Mas mesmo assim ele morreria, e a minha pergunta a vocês: Essa seria a melhor opção? Deixar que ele morresse dessa forma, em frente a inocentes, crianças, mulheres, mesmo ele sendo o culpado? Acreditam que essa é a forma que um imperial deveria agir?
*O sacerdote de cabelos azuis parava alguns instantes olhando diretamente para Wall, mas talvez fosse apenas coisa da cabeça do soldado*

Hatsuko
Desconfiada como era, Hatsuko não retribuiu o sorriso: pelo contrário, arqueou um tanto as sobrancelhas e desviou o olhar. Bufou, entediada. Já sabia tudo aquilo. Seu pai era o comandante. Não precisava de palestra alguma…

- E qual o problema em ser perto de mulheres? Não são todas frouxas. - resmungou lá do fundo da plateia. Seu pai havia perdido de Minami. Mulheres não era assim fracas, inúteis, frágeis.

Katherina
*Se Kath soubesse que Hatsuko é filha de Lei e Minami, ela com certeza saberia de onde Hatsuko tinha herdado aquele jeito, mas até então ela só parecia uma garota sabichona e extremamente geniosa. Com a colocação dela, Kath balançou a cabeça e murmurou* Acho que o correto seria dizer.."inocentes". Creio que ele foi um pouco infeliz na colocação, não creio que você deva levar este comentário para o lado pessoal tão assim..*Falou, alto suficiente para ser ouvida por Hatsuko, mas baixo o suficiente para que sua voz não ecoasse no local.*

Narrador
A plateia de jovens cadetes homens e mulheres agora olhava para Sieg, Hatsuko e Kath alternadamente. Estavam ansiosos para saber o que Sieg responderia. Wall também olhou para trás e sua surpresa foi grande ao ver que as duas vozes femininas na discussão eram conhecidas, e uma delas era de Kath. Ele quase se levantou da cadeira para ir até lá, mas achou melhor esperar a apresentação acabar primeiro.

Sieg
*Muitos ali se viravam e olhavam de forma surpresa para Hatsuko, Sieg por outro lado, sequer piscava. Respondia da mesma forma tranquila*
- Não eram mulheres com treinamento militar como você ou sua mãe Hatsuko. Eram comerciantes, pescadores, pessoas simples que sequer haviam visto um imperial em sua frente. Imperiais lidam com sangue e morte diariamente, mas eles não. Eu pensei em simplesmente deixar aquele ser "explodir" ali. Seria errado? Não. Mas me ocorreu algo: Eu estava representando os cavaleiros imperiais ali. Todos vocês representam. Estão sendo julgados, observados e avaliados por tudo e todos, e não se esqueçam disso. Ser um Imperial é muito mais do que "combater vilões". Vocês são os verdadeiros "campeões da justiça" aos olhos de todos.
*Chamava Hatsuko pelo nome, talvez Lei tivesse falado dela, Mas sendo Sieg nunca se sabia*

Hatsuko
- Minha mãe não tem treinamento militar. E não levei comentário para o lado pessoal. Não acho certo que fiquem tratando mulheres, sejam treinadas ou não, como coisinhas frágeis e incapazes de aguentar problemas. Se alguma é assim, sinto muito, mas vai ter que amadurecer.
Claro que Hatsuko responderia. Tinha imenso orgulho dos pais, da sua mãe. Sabia tudo o que ela havia enfrentado sozinha. Se ela conseguia, qualquer outra conseguiria.

Katherina
*Kath preferiu se manter em silêncio. Sieg parecia mais do que capaz de lidar com a jovem, então a capelã não iria se dar ao trabalho de explicar. Só deu de ombros, concordava com parte do comentário dela, o resto julgava que ela só precisava.. Amadurecer um pouco mais e aprender que cada um tem um limite diferente.*

Sieg
- Me desculparia se soou dessa forma, mas como você não se ofendeu é desnecessario.
*Hatsuko correspondia a tudo que Sieg sabia e havia observado, talvez muitos se surpreenderiam com ela, mas não o sacerdote. Parecia arrumar alguns papeis no palanque improvisado a frente dele, ouvindo a mesma ao mesmo tempo que os demais ali que susurravam*
- Você optou por "amadurecer", foi a sua escolha. A escolha de outros é viver a sua vida de forma pacifica, se destinando a outros fins que não lutar por nossa causa. Não julgo serem escolhas certas ou erradas, cada um de vocês é responsável pelo seu destino, podem fazer naturalmente o que quiser dele. Uma mulher que vive pacificamente, gerando sustento a toda sua familia trabalhando toda sua vida em uma taverna é menos "madura" que vocês porque sabem se defender caso sejam envolvidos em combate?
*Não se dirigia a Hatsuko, ao menos para ele aquilo não era uma discussão, olhava para todos apesar de voltar-se aos seus papeis em seguida*
- O que pensa a respeito disso Wall?
*Questionava se olhar diretamente para ele*

Hatsuko
Hatsuko seguiria discordando. Eram mulheres. E se dependessem de homens para defendê-las, muitas estariam em maus lençois. Precisavam se defender. Precisavam saber o básico… Ainda assim não o respondeu, cruzando os braços e suspirando mais uma vez. Agora queria ver como Wall se viraria para responder.

Katherina
*Kath também ficou em silêncio. Não tinha o que falar. Por um momento então, em todo o local, ninguém falava.. Provavelmente, esperavam Wall fazer seu grande pronunciamento..*

Narrador
- Hã... o que? Eu...
Wall foi pego desprevenido por aquela pergunta tão direta, principalmente por estar perdido em pensamentos desde que avistou Kath. Ele arrumou a gola da farda e pigarreou, ficando em pé para responder. Agora podia ser avistado por todos os companheiros, e olhou para Kath lá nos fundos, sorrindo. Um segundo depois voltou a se concentrar na pergunta:
- Eu concordo plenamente com o senhor, senhor Hart. Inclusive, há muitas mulheres entre os ranks militares que prestam serviços que não envolvem combate, como o serviço de inteligência, enfermeiras, administrativos, etc. Toda ajuda é bem vinda e muito importante.
Wall se sentaria caso Sieg não tivesse outra pergunta. O pobre Jones quase se arrependera de ter começado aquilo.

Hatsuko
Bah….. - não era exatamente o que ela esperava ouvir de Wall, muito menos testemunhar aquele olhar para Kath e o sorrisinho. Hatsuko levantaria-se e sairia da palestra. Óbvio que não haveria nada de útil ali dentro. E aquela Katherine… Devia ser uma frouxa.

Katherina
*Kath apenas retribuiu o olhar e o sorriso para o soldado. Não olhou para Hatsuko e nem falou nada, ouviu que a garota saiu, e depois que ela fechou a porta, Kath deu um suspiro. *

Sieg
- Concorda...Interessante
*Sieg permanecia não olhando para ele, terminava de organizar os papeis os batendo contra a mesa. Logo completaria*
- Porque eu não posso garantir que estou absolutamente certo, ninguem pode.
*Voltaria mais uma vez a olhar para todos deixando os papeis de lado, parecia não se afetar com aquilo, alias se surpreendeu apenas dela estar ali*
- Hatsuko pensa de uma forma, Wall de maneira oposta. Quem esta "certo"? Ambos, nenhum, depende da meneira de vocês pensarem. Vocês não pensam de forma igual, e não queremos que seja assim. Tudo que queremos é seu melhor, que sigam seus instintos, que não traiam seus ideais e que VOCÊS acreditem que sua atitude é a certa. Não poderam convencer ninguém que estão fazendo o certo se não convencerem sequer a vocês mesmos. Não procuramos verdades absolutas, apenas confiamos em seu potencial de dar o seu melhor...

Katherina
*Kath filosofou por alguns instantes, pensando nos ensinamentos passados por seu mentor, enquanto ouvia o que Sieg falava. Já tinha ouvido algo bem parecido antes. Deixou que as coisas simplesmente seguissem seu curso, e não quis mais atrapalhar.*

Narrador
A palestra ainda correria por mais algum tempo com perguntas não tão polêmicas. (Pra dar uma resumida) Aoo final, os alunos aplaudiriam e alguns deles iriam até Sieg agradecer pessoalmente. Wall levantou-se rapidamente e foi até Kath, acompanhando o fluxo de pessoas que deixavam o auditório.
- Kath! - Exclamou o jovem Wall, abraçando Katherina. Se Hatsuko estivesse ali fora e ainda próxima, estaria vendo a cena.

Hatsuko
- Seguir meus instintos… - resmungou enquanto encostava-se em uma das paredes. - Metade já estaria morta.
Aguardou ali que a palestra terminasse para não denunciar que não havia assistido nada, se fosse vista andando sozinha. Viu, sim, o abraço de Wall em Katherine e ficou um tanto mais… irritada. O que ela tinha para ser assim?!

Sieg
- Você ja teve que lutar com um dos imperiais em combate direto?
*Sieg riu, o que aconteia pela primeira vez ali, e talvez muitos jamais tivessem visto o sacerdote fazer aquilo antes. Era realmente uma pergunta que quebrava o clima pesado e bem frequente, alguns risos poderiam ser ouvidos dos mais proximos*
- Não, eu geralmente sequer tomo uma posição ofensiva frente a outros que considero serem mais aptos como o comandante ou o arqueiro imperial, geralmente prefiro ser util de outras formas. Como Wall disse a pouco, existem diversas formas de "ser util".
Parecia ter terminado mas logo completaria.
- Mas eu admito que ja pensei varias vezes o que faria lutando contra cada um deles, especialmente o comandante. Obrigado a todos pela atenção, estarei a sua disposição sempre que estiver pelo local.
*Faria a tradicional saudação discreta em resposta aos aplausos e ouviria os que se aproximavam ao final daquilo tudo, mas ainda com certa atenção a Wall, por alguma razão...*

Katherina
*Kath ficou bem quieta na dela, deixando transparecer que não estava lá para ver a palestra, mas respeitando o espaço de Sieg que ela tinha invadido. Esperou apenas o término dela. Se distanciou um pouco da porta para não atrapalhar a saída. Quando Wall se aproximou, ela o viu, deu um sorriso, ficou um pouco sem graça pelo abraço mas retribuiu, com certa força, dando-lhe um tímido beijo na bochecha.* Wall! Não achei que o veria tão cedo! Mas como fiquei um bom tempo internada depois.. Do que aconteceu em Warjillis.. Achei que não custava nada revê-lo.* Não tinha ideia que a outra garota estava olhando. Soltou o abraço e se afastou um pouco, ajeitando as vestes.*

Narrador
- Eu achei que vc havia voltado para Warjillis! Se soubesse que ainda estava aqui, eu a teria visto, sem dúvida! - Respondeu Wall, segurando o rosto de Kath com as duas mãos. Até perceber que os recrutas ao redor ainda estavam saindo e observando a cena. Ele abaixou as mãos, pigarreando, percebendo que Hatsuko também olhava e ainda estava ali por perto. Wall continuou então:
- Os cadetes resolveram ir até a taverna para beber algo, quer ir para lá? Assim podemos colocar a conversa em dia! Vejo que já conheceu a filha do comandante Lei. Ei, Hatsuko!
Wall a chamou repentinamente, não sabendo se ela o atenderia ou não. Sieg seria avisado sobre o encontro na taverna, naturalmente. Lei já mandou avisar que não pagaria caso o sacerdote deixasse alguma bebida na conta do lugar.

Hatsuko
Hatsuko ainda olhou o casal por mais um longo período, respondendo a um ou outro colega caso passassem questionando algo a ela. Mas os olhos estavam fixos lá no casal, quase como um… predador.
Respirou mais profundamente ao ouví-lo. Não queria exatamente ficar segurando velas para ninguém mas ainda assim aproximou-se dos dois.
- Oi, Wall. E… Oi Katherine, pelo o que consegui ouvir.

Katherina
Eu iria voltar ontem.. Mas, bom, tenho algumas.. Hmm* Pigarreou* pendências a resolver por aqui.*Desviou o olhar, quando percebeu que atraia demais a atenção, deixando transparecer que estava um pouco sem graça.*Ah.. Taberna? Ah sim, claro, posso ir sim, depois.. Se tiver um tempo, gostaria de conversar em particular contigo sobre algumas coisas.. *Coçou a nuca um pouco sem graça, e quando a voz de Hatsuko a interrompeu, ela se virou, curvando ligeiramente o corpo para frente, em cumprimento.*Prazer, Hatsuko, Sou Katherine, líder e capitã dos cavaleiros capelões de Warjillis.* Sorriu, gentil como sempre. * Então.. És filha do Comandante Lei Keylosh? Tive a honra de lutar lado a lado com seu pai.. E sua mãe.. É a Minami?*Falou um pouco baixo, desejando estar certa sobre a suposição.* Eu a conheci durante o evento do cerco a Warjillis.. Sinceramente.. Se não fosse por eles, eu não estaria aqui hoje. Seus pais são grandes pessoas. *Finalizou, com um tom firme. A verdade é que Kath não tinha esperança em sobreviver ao cerco.*

Sieg
*Sieg se despediria dos jovens enquanto respondia algimas pergintas, jamais parecia indisposto para isso. Porém antes que qualquer um dos três percebesse, estava próximo de Wall, Hatsuko e mais especificamente Katherine*
- A salvadora de Warjillis.
*O Sacerdote fazia uma saudação discreta, logo seguiria falando*
- Talvez a solicitação de Lei tenha sido equivocada, tenho certeza que muitos gostariam de ouvi-la, especialmente sobre os acontecimentos que acompanham seu título...Acredito que muitos tenham a reconhecido, o relato de Wall a seu respeito é bem preciso, apesar de não ser claro a respeito de sua idade, o que torna ainda mais impressionante.
* O que Sieg queria dizer com "Relato de Wall" somente ele sabia, ou talvez não...Quem sabe?*

Hatsuko
Não conseguia ser gentil demais quando algo a desagradava tão abertamente mas ainda assim forçou um sorriso.
- Sim, sou filha de Lei e Minami. É, eles falaram sobre essa luta lá, mas sem muitos detalhes. - comentou, calando-se quando Sieg aproximou-se já se dirigindo à Kath.

Narrador
Wall mal fez o afirmativo para Kath de que também queria conversar com ela em particular, e um segundo depois viu Sieg ao seu lado. Wall chegou a dar um passo para trás de susto, deixando que Sieg conversasse com ela. Diria para todos eles em seguida:
- Vamos indo até a taverna, tenho certeza de que poderemos conversar melhor lá, sim?

Enquanto isso, Priyanka Chopra atravessava os portões da Cidade Imperial. Portava uma licença para compra de produtos na cidade, o que era bem comum devido à rota de comércio da qual a Cidade Imperial fazia parte. Priya veria um grande grupo de recrutas com uniformes azuis idênticos se dirigindo até uma das maiores tavernas da cidade.

Katherina
*Kath ia responder, quando Sieg interrompeu, e ela perdeu totalmente a linha de raciocínio. Então, deixou para lá, sacudindo a cabeça e respondendo para o palestrante.* Ah.. É muita gentileza sua.. E Wall.. Ei, você continua falando tudo isso de mim, mesmo estando tão longe? *Kath fingia estar brava, mas de certa forma ficava feliz, ao menos o soldado se lembrava dela.* Desculpe, Sr. Sieg, mas eu não pretendia ficar mais tempo por aqui.. E também, eu não faço parte dos Imperiais, nem acho que tenho muito o que falar... E...*Quando foi citada a idade, ela parou de falar, ficou um tanto quanto sem jeito, e desconversou.* É, é, isso mesmo, vamos para a taverna.. Nos acompanha, Hatsuko? *Katherine era sempre aquela pessoa gentil, ou pelo menos parecia. Quando virou de costas para Sieg, fez claramente uma expressão de ter ficado sem graça com a menção dele. E começou a andar para a taverna com os outros.*

Hatsuko
Hatsuko, filha do comandante, ainda insistia em seguir os passos da mãe e usar quimono, ainda que na cor azul como era "exigido". Antes mesmo que Katherine a chamasse, ela já havia começado a andar rumo à taverna, um pouco na frente do trio.

Narrador
- Vc me conhece, Kath, eu adoro contar a sua aventura em Warjillis! - Brincou Wall enquanto andava em direção à taverna, observando Sieg e Hatsuko mais à frente. Não havia tido muito contato com Sieg. Nenhum, na verdade, então, estar com ele ao redor era novo.

Sieg
- Sua idade responderia grande parte das perguntas, alguem questionaria isso certamente. Apenas Sieg Hart, por favor. Sua habilidade é equiparavel a sua humildade, poderia ser uma imperial sem grandes problemas caso desejasse. O soldado Wall também tem um potencial que o mesmo talvez desconheça....
*Sieg parecia atento a Wall apesar desse pouco se manifestar, seguiria com eles até a taverna, olhando para Htasuko enquanto caminhavam ja que Wall falava com Katherine*
- É uma pena que não tenha despertado seu interesse Hatsuko, acredito realmente que sua opinião era importante de ser apresentada aos presentes ou tratariam minha verdade pareceria "absoluta".
*Ele parecia realmente honesto naquilo que falava, sem ser sarcastico. Apesar que alguem que parecia NUNCA alterar o tom de voz era realmente dificil de ser julgado não é?

Priyanka
*Como já fora dito, Priya adentrava a cidade um tanto curiosa, nunca tinha colocado os pés na Cidade Imperial desde que se mudara para a fronteira. A jovem de 20 e tanto anos chamava a atenção de algumas pessoas, mas nada alarmante. Priya solicitava os serviços de um auxiliar para fazer as compras, embora fossem poucos itens ela não estava acortumada a lidar com tanto gente em uma cidade daquele tamanho. Aquilo lhe lembrava vagamente a sua Jaipur e o movimentado mercado de rua. Por um instante ela se distraia em pensamentos e logo sentia a necessidade de encontrar algum lugar para comer e beber algo, a viagem não era tão longa, mas um pouco cansativa. Após pedir algumas informações ao auxiliar contratado, ela caminhava tranquilamente na direção em que ele indicara estar a taverna. Aquela taverna lhe lembrava vagamente uma outra que já havia frequentado a anos atrás, e lá conhecera Lei Keylosh e seu filho Jason. Boas e más lembranças lhe vinham na mente, mas ela logo as sufocava como havia feito com seus sentimentos em relação ao passado. Ela então adentrava a taverna e procurava uma meda vazia, em algum canto de preferência, afinal, não tinha a intenção de chamar atenção de ninguém. *

Hatsuko
- Meu pai fala muito sobre você. E sobre outros Imperiais. - não fingiria que ficou interessada na palestra pq seria uma mentira lavada, já que a abandonou quase no começo. - Falou desse dia em que conheceram a… Katherine. Eu queria ter ido. Mas minha mãe não pode nem mesmo sonhar que ele deixou que eu fosse do exército. Ela proibiu. E meu pai geralmente obedece…

Katherina
A Verdade, Sr. Sieg, é que nunca me fizeram esta pergunta, e a esta altura do campeonato, acho que ela é irrelevante.. Bom, Sieg então, como prefere. Mas.. Já expliquei para o Capitão Lei quais os motivos que me levam a não ser uma Imperial, e ele compreende. Afinal.. Bom.. Warjillis agora precisa de mim, mais do que nunca..* "-E eu dela.." Foi o que Kath refletiu, pois para ela, aquela cidade era a família dela.* Quanto a Wall.. Ele é um bom soldado, e uma ótima pessoa. *Deixou escapar um sorriso e só. Acompanhou o grupo até a taverna, e ficou quieta. Sabe-se lá o que se passava na cabeça dela, bom, na verdade, muitas coisas. Deixou que Hatsuko e Sieg conversassem em paz.*

Narrador
Priya não queria chamar atenção, mas uma mulher como ela atrai atenção em qualquer lugar. Alguns cadetes a olhariam, naturalmente, mas, estando na presença de um Cavaleiro Imperial, eles tentariam se comportar. Havia todo tipo de pessoa ali, entretanto, e não demoraria até que um homem, obviamente embriagado, se aproximasse de Pirya e dissesse:
- Minha nossa... vc não é daqui, é? Esta cidade não tem mulheres tão bonitas assim!

Wall arrumaria uma mesa onde todos pudessem se sentar com espaço. Sieg, Hatsuko, Katherina e Wall em uma mesma mesa. Aquilo só podia ser um sonho. Ou um pesadelo. Wall obviamente se sentaria ao lado de Kath, com Hatsuko ao seu outro lado.

Priyanka
*Priya ouvia aqui e então como a clássica estratégia de fuga ela pronunciava as seguintes palavras de forma pausadamente, gesticulava um pouco e sorria.* क्षमा करें, मैं आपकी भाषा बोलते नहीं है और आप समझ में नहीं आता. *A intenção era apenas se livrar daquele homem, não era uma pessoa antissocial, mas atualmente isso era uma forma de sobreviver.

Sieg
- Poderia ser uma imperial mesmo estando em Warjillis, assim como sou um imperial estando agora quase que em periodo integral em Atlan. Não se engane, entre nosso comandante ter compreendido suas razões e concordado com elas existe uma ampla diferença. A questão sobre Wall é mais...Complexa, mas acredito ser assunto para outro momento.
*Sieg voltava-se para Hatsuko a mesa, como se aquela interrogação gigante que jogava sobre Wall não fosse algo digno do destaque de minutos atras*
- Considero importante sua presença entre o exercito.Muitos consideram que você é a filha do comandante portanto é "protegida", "privilegiada" e pode fazer o que quiser. Entretanto você não é apenas "A filha de Lei". Você é capaz de muito e limita-la a sombra do seu pai, apesar do mesmo ser o imperial mais digno que ja conheci, injusto. Seu potencial é ilimitado e jamais deixem a convence-la do contrário.
*Caminhava por mais alguns instantes antes de voltar a falar*
- Sua mãe se preocupa, o que é natural. Apesar de Minami ter habilidades impressionantes, ela parece acima de qualquer coisa zelar pelo seu bem. Mas posso ver que prefere seguir os passos de Lei? Estar as frentes de combate? Se destacaria rapidamente...

Narrador
Wall estava começando a ficar preocupado com as referências de Sieg, mas achava que o Imperial estava fazendo aquilo de propósito ou que apenas gostava dele mesmo. Ele virou-se para Kath, pedindo um vinho ao atendente:
- Kath, eu queria tanto ter estado em Warjillis quando a cidade foi atacada. Eu estava em uma missão na fronteira norte, fomos atacados lá também. Eu... fiquei muito preocupado.
Enquanto isso, o bêbado responde à Priya:
- O quê?! Que diabo de língua é essa, mulher?! Mas não tem problema! Eu sei de uma linguagem que é universal... Me dá um beijinho, dá! - O bêbado fez biquinho e só isto serviu para um bafo terrível de hidromel sair da boca dele.

Hatsuko
- Sempre falam isso. E sempre que falam, alguém quebra algum osso e aí todo mundo sossega. - sabia muito bem usar sua força "sobrenatural" quando era conveniente. - E meu pai perdeu para minha mãe, sr Sieg. Prefiro ser conhecida como "filha da Minami".
Sua preferência xplicava o quimonoe o daisho que quase sempre carregava, herdado da mãe.
- Não gosto muito de estar bem na frente. Surpreender é sempre melhor, como em uma caçada. Só um instante, tenho que perguntar uma coisa. Mas pode responder, estarei ouvindo.
Após responder Sieg e sentar-se, Hatsuko, no AUGE de sua discrição e noção, cutucou Wall e perguntou sem rodeios: - Ela é sua namorada, não é? Fala muito dela.


Narrador
Wall engasgou com o vinho quando ouviu a pergunta de Hatsuko. Deixaria que Kath respondesse primeiro.

Katherina
Há vários motivos, Sieg, mas acho que é mais cabível que você discuta isso diretamente com Lei. Afinal de contas, ele saberia explicar por que entende e aceita minha postura. *Kath não ia começar com aquele sermão todo de poder e conhecimento da ordem, aquilo era meio que desnecessário. Os acontecimentos com a tentativa de envenenamento em massa de Warjillis eram bem frescos em sua memória, e aquele Capitão sujo ainda a assombrava, de certa forma. Ela se arrepiou, mas tratou de ficar quieta. Acompanhou, logo entrariam no bar. Ela se sentaria e acabaria aceitando um vinho e apenas um, mas não sabia exatamente que tipo de assunto puxar. Estava um pouco enferrujada no quesito diplomático, ou talvez só estivesse sem jeito.*Essa.. Situação me deixa.. Um pouco sem.. Graça.. Sabe... Por acaso o Comandante Lei lhe disse.. Alguma coisa?*Se referia a algo que talvez só ela soubesse no momento. Por um instante, Kath viu o bêbado, mas chegou a conclusão de que ele estava com amigos suficientes para contê-lo de fazer uma besteira. E mesmo que pensasse em fazer algo, a pergunta indiscreta de Hatsuko a fez desviar o olhar, e olhou Wall, esperando que ele respondesse algo, numa troca de olhar completamente... Sem saber o que dizer.* Ahm.. Namorados..? Ah.. É que.. Passamos por muitas coisas juntos.. E... Bom, ele É uma pessoa importante para mim..* Frisou o "É" ao falar, e então, preferiu o silêncio.*

Priyanka
*Priya então via o biquinho do bêbado e abria um sorriso um tanto quanto maldoso, mas ela resolvia não provocar incidentes, ela apenas se levantava, desviada do bêbado e se dirigia a qualquer cadete dos Smurfs Imperiais e dizia baixo* Tá afim de ganhar cinquenta moedas de ouro? Tire o moço alcoolizado de perto de mim e serão suas! *Ela então sorria e se sentava em algum lugar no balcão, enquanto esperava o rapaz cumprir seus serviços ela pedia um vinho e virava para observar o público da taverna. Quando recebia seu vinho, ela dava um curto gole e nesse meio tempo ela ouvia o nome de Lei ser pronunciado, um arrepio lhe percorria a espinha. Por um segundo pensar naqueles fantasmas talvez os estivessem atraído. *

Hatsuko
- São. - concluiu Hatsuko depois daquela resposta de Katherine. Não havia qualquer dúvida para ela a respeito do envolvimento dos dois. Não tardou a virar-se para Sieg, para que continuassem conversando sobre qualquer coisa que o Imperial sugerisse.
Observou discretamente a atitude da estranha. Não era a melhor aos seus olhos mas, se tinha dinheiro pra contratar, paciência.

Narrador
Wall respondeu à Hatsuko então, tentando limpar, em vão, o vinho que caiu em sua farda:
- Hã... Não! Quero dizer... sim! Quer dizer, não sei! Se ela... Ela está certa, passamos por muita coisa juntos e Kath é importante para mim também. - Ele a fitou, sorrindo, e continuou. - Desde o dia em que ela chegou aos portões de Warjillis, vestida em trapos e suja dos pés à cabeça... Lembra, Kath? Vc parecia um pedinte! - Wall deu risada e prosseguiu:
- E depois quando enfrentamos o capitão Cross. Hatsuko, deveria ver Kath. Estaríamos todos mortos se não fosse por ela!

Sieg
- "Discutir" com Lei implica em convence-lo de algo contrario a sua logica. Acredito que isso seria apenas...Perda de tempo.
*Deixava um sorriso, todos ali sabiam que Lei era firme com relação ao que acreditava ser o certo e não mudaria de opinião a respeito de algo como aquilo. Voltava a falar com Hatsuko*
- Ser respeitada e ser temida tem resultados semelhantes, a diferença é que ser respeitada faz com que a opinião se mantenha a mesma você estando perto ou longe, apesar de não achar que se importe com isso. Sobre sua mãe, não me surpreende. Mas sua própria historia esta ainda por ser escrita, antes de ser filha de Minami, você é...Hatsuko.
*Ele não dava grande atenção a pergunta de Hatsuko sobre o relacionamento do casal, olhava para Prya ciente de tudo mas...Por alguma razão não interferia por hora*

Hatsuko
- Tá, Wall. Não quero saber o que ou como ela fez, tá? Não me interessa, nunca interessou! Pode continuar… namorando. - estava mesmo irritada com a resposta dela e ainda mais com a dele, toooooooda cheia de coraçõezinhos. Continuava de costas para o casal, na cara dura mesmo.

Narrador
O cadete responderia à Priya:
- Hã, senhorita, não podemos fazer este tipo de coisa. Mas, se quiser pedir autorização ou ajuda, é melhor falar com o Cavaleiro Imperial. É aquele li. - O jovem apontaria Sieg Hart, sentado à mesa de onde Priya havia ouvido o nome de Lei.

Hatsuko
- Se é preciso fazer com que temam para que me respeitem, não ligo. E mesmo para isso eu nunca precisei crinar nem nada disso. - suspirou no meio da conversa, irritadinha - Sim, sou Hatsuko. Hatsuko, filha de Minami. Minha história já começa assim.

Katherina
*Bom, enquanto Wall falava, Kath ficava olhando para o reflexo da taça. Neste exato momento, ela esqueceu um pouco do que estava acontecendo e foi se lembrando do que o soldado falava. Era engraçado se sentir assim, fazia tempo que não se sentia um pouco mais.. Criança. Quanto a colocação de Hatsuko sobre o "Casal", Kath pareceu ter ignorado por completo, e aliás, nem reparava muito no que acontecia ao redor.* Você é muito Humilde e Gentil quando diz isso.. Wall.. Mas você sabe que eu não teria feito coisa alguma, se você não estivesse naquele momento, nos portões... Mas acho que algumas coisas.. Gostaria de conversar com vocÊ em particular.*Murmurou, enquanto virava a taça de vinho, segurando com as duas mãos e fazendo ela borbulhar antes de dar um gole.*

Priyanka
*Priya permanecia no lugar em que estava, dava outro gole no vinho, tirava um pequeno saquinho de algum lugar do saree e deixava em cima do balcão, junto com o copo de vinho. Por um segundo ao olhar para a mesa indicada ela pensou em perguntar sobre Lei, mas aquele não era local nem momento para isso. Não havia ido lá para ressuscitar fantasmas, muito menos para encontrá-los. Ela se levantava e saia da taverna, sem dizer mais uma palavra. Ao chegar ao lado de fora ela respirava fundo, era melhor ir para casa. Lá ela estaria segura. *

Narrador
Wall respondeu à Kath:
- Claro, Kath, claro. Será a primeira coisa que faremos ao sair daqui. Eu também queria isto. Já estou querendo há algum tempo.
O rapaz sorriu, não entendo a atitude de Hatsuko. Hatsuko sentia algo por ele? A oriental nunca havia demonstrado nada até então. Ele estava confuso quanto à isto. O rapaz tentou amenizar o clima voltando a conversar com Hatsuko:
- Então, Hatsuko... Por falar nos seus pais... Quando o comandante vai pedir revanche à sua mãe?
Enquanto isso, no lado de fora, quando Priya achou que estava livre do incômodo, ela ouviu o bêbado atrás de si, que a seguiu até o lado de fora:
- Ora, não vá embora agora, gracinha! A diversão mal começou! Ainda mais agora que meus amigos chegaram! - O bêbado soluçou, enquanto outros 4 homens se aproximaram, cercando Priya no meio da rua. Até então, ninguém ao redor estava ciente da situação.

Sieg
- "Medo" se trata de impor algo a força."Respeito" em que eles entendam por si. Eu diria para ter paciencia e que seu futuro ira definir como sera conhecida mas... Não acredito que iria ter qualquer efeito. Sua mãe quer que você esteja segura, seu pai que esteja "pronta" para qualquer coisa que possa aparecer em seu caminho. Como disse mais cedo, pontos de vista diferentes, mas não necessariamente certos ou errados.
Era filha de Lei e Minami, pedir para ela ter paciencia era tão eficaz quanto pedir para Zrill não atacar qualquer inimigo que passasse a frente deles. Ouvia Wall, mas permanecia olhando para o lado de fora. Parecia ciente do que ocorria com Prya mas parecia não querer intervir, por razões que para ele eram bem claras...

Hatsuko
- Ele não vai pedir. Vai perder de novo e sabe disso.
Agora ignoraria Wall mais uma vez, tornando a olhar Sieg e em seguida a porta. Não parecia difícil para ela entender que havia alguma coisa errada ali. Hatsuko afastou a cadeira e levantou-se, seguindo para fora da taverna.

Katherina
É.. *Kath em fim ergueu o olhar, e fitou Hatsuko. Sentia da garota, não um ar de ciúmes, mas ela parecia um pouco.. Possessiva? Provavelmente. Ela deu de ombros.* Depois do que aconteceu recentemente, eu achei que seria uma boa ideia conversar sobre algumas coisas.. Bom.. o Comandante Lei não comentou algo com você sobre aquele dia, certo?*Questionou Wall, e logo ficou quieta, vendo que estava atrapalhando um pouco a conversa alheia. Kath, diferente de todos, estava completamente alheia ao que acontecia ao redor. Não tinha noção, não que ignorasse, mas pensava em tantas coisas que acabou corando, sem motivo algum, e bebeu a taça de vinho rápido demais para alguém que não tinha costume. Acabou sentindo um calor subindo até o próprio rosto, corou mais, e então percebeu que Hatsuko seguia para fora da taverna.. E Kath já não entendia mais lhufas do que acontecia naquele lugar.*

Narrador
Wall respondeu à Kath:
- Está se referindo ao dia da invasão de Warjillis? Bem, o comandante havia me enviado ao norte antes do ataque, mas não voltei a conversar com ele desde então. Por quê? - Wall se assustou com a forma como Kath bebeu o vinho, mas depois apenas deu uma curta risada, bebendo ele da própria taça em seguida.

Priyanka
*Priya respirava fundo e então dizia* Rapazes, eu não estou afim de brincar, então se puderem colaborar com o simples fato de me deixarem em paz eu agradeço! *Ela parecia um tanto quanto calma, relaxada. Priya ajustava o saree no corpo e mantinha uma das mãos na parte interna do mesmo.*

Sieg
*Quando parassem para olhar, Kath e Wall viam que Sieg não estava mais a mesa, ou nem proximo, mas provalvemente estavam ocupados demais para notar isso prestando atenção..um ao outro*

Katherina
Acho.. Que não quero falar disso em público.*Os olhos da garota ficaram úmidos, provavelmente por lembrar de alguma coisa. Secou com as mangas do robe que usava por baixo do Tablardo e então respirou fundo.* Sou uma garota boba, só isso..* Quando olhou ao redor, notou que..*Wall.. Onde é que eles foram parar..?*Kath arqueou uma sobrancelha, notando que eles.. Simplesmente sumiram! Ela teria divagado tanto assim?*

Narrador
O bêbado respondeu à Priya, entre soluços:
- E se vc pudesse colaborar em me dar um beijão, eu agradeço! Segurem ela, seus infelizes!
O bêbado deu um comando e, por mais incrível que parecesse, ele foi atendido. Dois de seus comparsas, barbas por fazer e roupas bem abaixo do padrão da cidade, seguraram Priya, um em cada braço. O terceiro olhou para Hatsuko saindo da taverna e assoviou, dizendo:
- Minha nossa! Vejam esta gracinha! É mais nova ainda! Eu vou ficar com esta! - O homem obviamente não sabia do parentesco de Hatsuko.

Wall enxugou as lágrimas de Kath com os dedos, fitando-a. Havia aproximado mais a cadeira à dela e também estava totalmente alheio ao que acontecia ao seu redor, sequer se lembrando de perguntar por que todos havia se levantado da mesa. Respondeu à Kath:
- Não sei onde eles foram... Por que diz que é boba, Kath? Vc é uma garota incrível, isso sim. Eu sei que este não é o lugar e nem a hora, mas eu preciso dizer que... Eu senti muita saudade. Eu senti muita vontade de te ver.

Hatsuko
- Vem pegar. - sorriu, desembainhando a espada mais longa. Pelo menos agora poderia desestressar um pouco…. Bater em alguém sempre era uma ótima terapia.

Narrador
O quarto homem era o que estava menos entorpecido e estreitou os olhos, fitando Hatsuko. Ele soltou um grito de surpresa e avisou o terceiro, que estava indo na direção dela:
- Seu imbecil, não sabe quem é ela? É a filha do comandante!
- Cale-se, seu covarde! Não me importa quem seja, eu vou experimentar um pedaço dela hoje!
O homem então saiu correndo na direção de Hatsuko, descrente nas habilidades da jovem. Sequer achava que aquela espada era de verdade.

Hatsuko
*Tá, poderia ser covardia atacar bêbados com uma espada. Mas estava de saco cheio e só de tentarem forçar uma mulher a algo, já mereciam uma surra. O primeiro que se aproximou não deu trabalho algum: Hatsuko avançou e com poucos golpes [que estou com preguiça de escrever] o homem estava no chão, sangrando bem e inconsciente.* Próximo?

Priyanka
*Ao ser imobilizada Priya dizia* Okay rapazes, mas é só um beijinho... *Ela sorria e se aproximava do bêbado mor e então iniciava um beijo de leve e logo o transformava numa mordida violenta no qual ela tiraria pelo menos um pedaço do lábio inferior do homem. Enquanto aos outros dois, se desvencilhava de um e atacava o outro com uma pequena adaga que retirara de dentro do saree, embora pequeno, o corte acertava a jugular e o homem caia no chão, sangrando. Priya recuava um pouco, afinal ainda restavam dois bêbados.*

Narrador
Nenhum dos sujeitos foi páreo para as duas mulheres. Ao que parecia, o que Hatsuko havia dito sobre a força das mulheres havia sido provado ali na prática. Priya mordeu o bêbado número 1, matou o bêbado número 2 e o agora o bêbado número 3 estava paralisado de medo. O bêbado número 4 foi morto por Hatsuko e o bêbado número 5 começava a correr para longe, tentando se enfiar no meio dos transeuntes para desaparecer dali o mais rápido possível. A multidão ao redor, assustada, abriu uma clareira.
Resumindo, há apenas o bêbado 3 paralisado de medo e o 5 que fugiu, SE Hatsuko permitir.

Hatsuko
- Você cuida desse? Eu vou buscar o outro. - embainhou a espada e afastou-se alguns passos na direção de fuga do quinto. Caçar!
Tornou-se lobo, bem parecida com a mãe, e disparou atraás do homem. Olfato, agilidade…. Caso o alcançasse, mataria-o com um ataque no pescoço, tipo caça mesmo. u.u Pq ela tá puta com Wall namorando.

Sieg
- Acho que ja observei o suficiente...
*Os homens caiam ao chão desacordados sem uma esplicação clara aparente, a medida que o mesmo sacerdote de instantes atras se aproximava, com uma das mãos erguidas e um leve brilho azulado, comentando junto a ela*
- Impressionante...A sua maneira claro

Priyanka
*Priya dava o ombros após a moça virar as costas e ir atrás do número 5, pobrezinho. Ela então se aproximava do bêbado que estava com o lábio cortado (número 1) e como um movimento rápido ela quebrava o pescoço dele e então se virava para o outro(número 3) e falava baixo com um olhar frio e quase doentio. Quase pior que uma mulher de TPM (mas ainda fica fofa perto da Hatsuko) * Corre ratinho, por que se eu te pegar...

Narrador
Nem é preciso dizer que as pessoas na rua correram de medo ao ver um lobo matando um homem ferozmente. O único sobrevivente da cena toda foi o sortudo bêbado número 3, que caiu inconsciente com a magia de Sieg. Ele iria desmaiar de qualquer jeito. Saldo: Priya: Matou o 1 e o 2. Hatsuko: Matou o 4 e o 5.
Depois de milênios, agora os cadetes na taverna finalmente ouviam a confusão e rebuliço e decidiam sair para a rua para ver o que havia acontecido. Quase que ao mesmo tempo, a guarda da cidade, os soldados teranianos chegaram ao local. Ignoraram os cadetes, indo diretamente até o oficial com patente mais alta: Sieg Hart. O soldado perguntou a ele o que havia acontecido. Impediriam Priya de se afastar do local, caso ela tentasse.

Hatsuko
*A lupina ia trazendo o quinto pelo pescoço quando avistou a guarda da cidade. Interrompeu sua caminhada e soltou o cadáver. Afastaria-se para casa. Quem sabe aquilo nunca chegaria aos ouvidos de Lei?!*

Sieg
- Levem este homem para a cadeia. Solicitarei que um relatorio seja enviado mais tarde...
*Aguardaria que os guardas levassem o homem e diria antes que Hatsuko se afastasse, como se a voz soasse na mente dela*
- Precisava realmente de uma espada?

Narrador
A ordem foi acatada e dois soldados levaram o bêbado inconsciente para a cadeia do quartel. Um outro soldado apontou Priya, perguntando à Sieg:
- E quanto a ela, senhor? Como devemos prosseguir? - Até o momento, nenhum dos soldados havia percebido a fuga de Hatsuko.

Sieg
*Olharia para Prya por um instante ou dois, antes de falar para ela*
- Imagino que ela estava...Deixando o local?

Priyanka
* Priya via tudo aqui, um homem era arrastado para a cadeia e o outros estavam mortos. É, Houston temos um problema. Ela então se ajeitava e olhava para Sieg e respondia* Se me permitirem, eu tenho que partir...

Hatsuko
Bah…. *Quando afastou-se por uns 200, 300 metros, Minami retornou a forma humana. Abaixou-se e retirou a espada da bainha apenas para limpar a lâmina na barra do quimono. Claro, não fez isso no meio da rua. No cantinho, discreta e tal.*

Narrador
- Está louco?? - Uma voz gritou ali perto. O homem se aproximou, vindo da multidão que permaneceu ao redor durante toda a cena.
- Esta mulher matou dois homens à sangue frio!! Ela é uma assassina! Nós vimos tudo!!

Sieg
*Sieg olharia para o homem, esperaria ate que a multidão se afastasse, dando "destaque" ao mesmo*
- Mesmo? Imaginei que havia visto ela sendo segurada contra sua vontade, prestes a ser abusada, e provavelmente estuprada... Mas você testemunharia o contrario em defesa do homem preso? Logicamente, se submetendo a implicações como falso testemunho, claro que se tem certeza do que diz não sera problema...

Priyanka
*Priya ouvia a indignação do homem e dizia, mesmo sem saber quem era.* Sim, eu matei, baseado em um tratamento abusivo e violen... *E se calava quando ouvia Sieg defende-la. ele não estava errado, mas porque ele defenderia uma estranha? Ela então recuava um pouco e fitava o homem que estava acusando-a injustamente. Ela então suspirava e pensava em falar algo, mas preferia ficar quieta, até agora estava funcionando.*

Hatsuko
*E Minami só de longe, encostada na parede e de braços cruzados. Até conseguiria conversar com o Wall sem querer trucidá-lo agora.*

Narrador
O homem respondeu à Sieg imediatamente:
- Falso testemunho?! Há pelo menos uma dezena de pessoas aqui que podem afirmar isto!
Outro homem continuou a frase:
- Também vimos aquela garota filha do comandante! Ela também matou um homem!
O primeiro cidadão voltou a falar para Sieg:
- Pode ter certeza de que testemunharemos contra esta assassina, senhor Imperial!!
Os soldados se entreolharam e um deles disse à Sieg:
- Bem, devemos deter esta mulher até que a situação seja averiguada, senhor Hart.

Hatsuko
- Viiixi…. - murmurou ao ouvir todas as acusações. Desencostou-se da parede e seguiu afastando-se. Iria para casa, ficar longe da cena do crime e preparar todas as desculpas possíveis para se safar.

Sieg
*Sieg olharia na direção de Hatsuko, ela antes de sair poderia ver os olhos do mesmo brilhando por um instante, e ele voltava-se aos homens*
- Isso não foi uma insinuação. Vocês são as testemunhas, logicamente serão ouvidas. Inclusive na parte que diz respeito a..Filha de Lei?
*O sacerdote agora voltaria-se para os guardas, procedimentos legais como aquele se faziam necessarios afinal, Sieg não concordava mas sabia disso. Não poderia criar a sensação que estava "acima da lei"*
- Certo, a levem sob custodia.

Priyanka
*Priya ouvia a quilo e não demonstrava surpresa nenhuma. Ela então dizia a Sieg.* Senhor Hart se me permite, eu preciso mandar os suprimentos comprados de volta e mandar um recado junto com eles, não vai levar mais que um minuto, eu prometo.

Narrador
O soldado iria acatar a ordem de Sieg para levar Priya e respondeu ao que ela pediu à Sieg:
- Senhorita, como forma de preservar as informações que coletaremos, a senhorita não pode se comunicar com ninguém fora da Cidade Imperial. Se havia alguém com vc, esta pessoa ou pessoas ficarão retidas na cidade até que as investigações se concluam.

Sieg
*Olharia para os guardas. Os mesmos estavam determinando o que aconteceria ou não, quanto menos se intrometesse melhor*
- Imagino que estão no controle da situação. Eu preciso averiguar a..."parte ausente" o quanto antes.

Priyanka
Tudo bem, eu compreendo. *Agora Priya demonstrava um pouco de preocupação, se os soldados quisessem arrasta-la, poderiam fazer. Ela não reagiria ou tentaria se soltar. Ela apenas ia tentar fazer tudo da forma correta.*

Narrador
Os soldados levariam Priya para um alojamento na Cidade Imperial que não era a cadeia em si. Era apenas um lugar onde os suspeitos ficavam para aguardar as investigações e o subsequente julgamento. Priya tinha tudo o que necessitava neste aposento, mas ela não poderia sair de lá sem escolta e, naturalmente, não poderia deixar a cidade. Se ela quisesse falar com a pessoa que estava junto dela, ela teria que fazê-lo com supervisão. Seu ajudante também seria detido.
Wall concordou em acompanhar Katherina até a enfermaria para que ela pudesse pegar seus pertences. Ao saírem da taverna, Wall instintivamente segurou a mão da garota e os dois sairiam desta forma à rua. Avistaram Sieg parado juntamente com soldados e concluíram que nada demais havia acontecido. Totalmente alheios às quatro mortes ocorridas ali, eles andaram para longe.

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