Um almoço na Cidade Imperial - Lei, Sieg e Hatsuko (Encerrado)

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Um almoço na Cidade Imperial - Lei, Sieg e Hatsuko (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 16 Dez 2013, 07:43

[Categoria: Esporádico]

[Resumo: Lei chega em casa e avista Sieg Hart e Hatsuko conversando na varanda. Os três vão até a taverna almoçar. Sieg dá risada por uma piada feita por Hatsuko. Sim, isto é a coisa mais estranha a acontecer neste jogo.]






Hatsuko
Meu pai não faz nada. Ele era quem mais queria que eu treinasse. Ele que me levou até a cidade flutuante para que eu treinasse com outros… metamorfos. E ele sabe que se eu matei é pq devia estar morto mesmo. *Respondeu-o, acompanhando-o com o olhar enquanto Sieg se erguia. Estavam na frente da casa de Lei, Hatsuko sentada e Sieg de pé, conversando.*

Lei
Lei podia ser facilmente visto se aproximando de sua própria casa. Avistou Sieg e Hatsuko e se aproximou, sem ideia do que os dois conversavam.
- Ora, vejam só! Bom dia, filha. Bom dia, Sieg. Esqueci alguns documentos em casa que tenho que levar para o quartel. Resolvi passar aqui e ficar para o almoço.

Hatsuko
- Mãe não está, não deve ter almoço. - respondeu o pai enquanto ainda estava sentada. Era bom saber que ele ainda sabia de nada. Olhou Sieg e sorriu, quase cínica.
- Viu?

Sieg
*Como ja estava em pe, Sieg não precisou se levantar para fazer aquela mesma saudação discreta fechando os olhos e curvando a cabeça levemente, como ja havia visto 78 vezes aquela semana* - Comandante... *Olhou para Hatsuko e sorriu, falando com Lei em seguida* - Ela me faz pensar como você devia ser quando tinha a idade dela...Talvez seja um ponto interessante de se observar em uma oportunidade..

Lei
- Eu era bem mais tolo, com certeza, Sieg! - Lei segurou o ombro de Sieg e deu uma risada ridícula, olhando para Hatsuko em seguida.
- Diferente desta nova geração. Tão inteligentes, é incrível. Bem, deem-me um momento para que eu pegue o documento e depois podemos ir até a taverna almoçar. O que acham?

Hatsuko
- Ahn… Melhor não. Acho que vou ficar por aqui mesmo, pai. Estou… ahn… cansada hoje. - Era um pouco difícil mentir tão descaradamente.
Continuou sentada, apenas dobrando as pernas sobre o banco. Caçar parecia uma boa ideia… Sumir alguns dias…

Sieg
*Sieg olhava para ela, não iria ser o mesmo a estragar aquela farsa de maneira prematura*
- Bem...Você iria para a taverna de uma forma ou outra certo? Acho que posso acompanha-lo...

Lei
- Excelente, Sieg. Ora, vamos, Hatsuko. Vc é jovem, tem energia de sobra! Pedir a comida em uma mesa ao invés de caçá-la apenas um dia não fará mal a ninguém. - Lei parou e fitou Hatsuko seriamente por um instante. Sua boca fez um convite, mas seus olhos davam uma ordem de pai. Em seguida ele adentrou a casa, indo buscar os documentos. Voltaria em poucos minutos.

Sieg
- Ele vai saber de uma forma ou outra... *Diria olhando para ela enquanto Lei se ausentava*

Hatsuko
Arqueou levemente as sobrancelhas com o olhar que recebeu de seu pai. Bufou assim que ele entrou em casa, emburrando. Não era de seu feitio desobedecê-lo. - Saco! Vou ter que ir… E que ele saiba longe de mim, oras. Uns dias fora e tudo ficaria bem. Sem broncas, sem nada.

Sieg
- Fugir implica em estar errada, ter medo de algo...Acredita que esta certa, defenda seu ponto. Somente porque é mais simples não quer dizer que seja a melhor hipotese

Hatsuko
- Claro que não. Como se fosse adiantar defender o ponto para quem deve dar o exemplo de autoridade. É meu pai. Mas também é o comandante.

Sieg
-Acredite em mim, você não tem razões para fugir. O fazer apenas faria com que parecesse que acredite estar errada mas...Eu não estou tecnicamente lhe impedindo... *Sorria e seguria olhando para a porta, achava que se ela fosse fugir ja teria feito, mas era verdade, não podia impedi-la*

Lei
Lei retornou segurando alguns papéis embaixo do braço e fez um sinal para uma direção, dizendo:
- Muito bem, então vamos! Hoje o almoço é por conta do Império!
Ironicamente, Lei tomaria o rumo da mesma taverna onde toda a confusão com Priya e Hatsuko ocorrera. Alguns clientes periódicos reconheceriam Hatsuko e até mesmo se afastariam assim que entrassem. O mais assustado ali, com certeza, era o taverneiro, ao ver os 3 adentrando o lugar. Lei indicou uma mesa encostada à janela, onde a luz do sol atravessava boa parte das frestas.
- Eu até tomaria uma boa caneca de hidromel agora, mas estou em serviço. Então eu beberei o que pedirem.

Hatsuko
Hatsuko seguiu no melhor estilo "estou emburrada". Braços cruzados, cara fechada e nada de palavras. Sentou-se e evitou olhar para o taverneiro ou quem mais ela se lembrasse. - Não estou com fome… Nem sede. Posso voltar pra casa, pai? Não tenho o que fazer aqui...

Sieg
*Sieg não era exatemente a melhor companhia do mundo, e habilidades sociais não era exatamente o seu ponto forte. Questionava a respeito das opções para um atendente e parecia tão indiferente aos acontecimentos quanto Lei, apesar que Hatsuko sabia que a situação não era exatamente esta*

Lei
- Vamos, Tsu, não seja assim. Faz tempo que não saímos para conversar. Não vai doer nada ficar alguns minutos conosco. Certo, Sieg?
Lei fitou o sacerdote apenas para contemplar o silêncio do mesmo. Lei estava tentando fazer de tudo para tornar aquele almoço agradável, mas não estava tendo muito sucesso. Ele pediu um pequeno assado ao atendente e alguns pães e um jarro de suco. Após mais alguns momentos de silêncio, Lei finalmente suspirou e assumiu um tom mais sério.
- Certo... Eu precisava mesmo conversar com vocês. Eu sei o que aconteceu aqui. Eu li os relatórios oficiais. Antes de mais nada, apenas me digam: Por que o silêncio todos estes dias? Por que não me contaram?

Hatsuko
Não tinha como fazer um almoço agradável sabendo que vai se ferrar muito em breve. Recostou-se melhor na cadeira e suspirou, cruzando os braços.
- Por que será, pai?! Porque vai ter que agir como comandante e vai me prender, punir, sei lá o que? Eu devia ter ido pra floresta ontem mesmo.

Sieg
*Sieg não pareceu exatamente surpreso, nem incomodado ou coisa alguma, apenas fez um meneio com a cabeça antes de responder*
- Imaginei que os guardas teriam lhe procurado no mesmo instante, mas realmente fui enganado pela sua atuação...Bem apenas acreditei que se alguem lhe contasse deveria ser Hatsuko. Eu não estive realmente envolvido na verdade e não poderia lhe explicar as razões dela...O que considero ser mais importante

Lei
- Eu só quero esclarecer isto antes de fazer qualquer coisa. E entendo seus motivos, Sieg. Nem posso cobrá-lo por isto, já que não é sua função reportar tudo o que acontece na Cidade Imperial. Mas eu gostaria de perguntar sobre alguns fatos.
Lei colocou os documentos que pegara sobre a mesa e começou a folhear. Enquanto o jarro chegava, ele ia dizendo:
- Eu conheço a mulher envolvida na confusão. Seu nome é Priyanka Chopra. Nós éramos... envolvidos na época em que eu ainda era Justiceiro Sagrado, antes que eu conhecesse sua mãe, Hatsuko. Testemunhas alegaram que um grupo de 5 homens tentou agarrar Priyanka e vc. Isto é correto?

Hatsuko
- Ninguém tentou me agarrar. E quem tem esse nome… Af… Priyanka Chopra. Chopra! Pryianka já é feio o suficiente….
Serviu-se de um pouco de suco, mesmo que não fosse sua bebida favorita.

Sieg
- Aquela era...
*Sieg ficou em silencio pensando a respeito daquele nome. Realmente tinha deixado algo passar, ou não uma vez que a mesma ainda estava presa na cidadela dos imperiais. Sieg não pode deixar de rir do comentario de Hatsuko. Ele prontamente disfarçava pegando um dos pães, mas ambos poderiam notar a reação inicial dele*

Lei
Lei fitou Sieg assustado ao ver o sacerdote rir e depois voltou a se concentrar nos documentos:
- Se ninguém tentou lhe atacar, Hatsuko, por que matou dois homens? E Sieg... Vc estava presente. Não havia como impedir tudo isto? Já que Priyanka também matou dois homens.

Hatsuko
Hatsuko não conseguiu se segurar ao ver Sieg rir e não demorou a rir junto, sem disfarçar nada. - Chopra. Não tinha percebido né sr. Sieg??? Ahahaahahahah

Sieg
Sieg sorriu o olhou para ela, ele sorrir ja não era algo tão incomum para Lei nos ultimos tempos. Entretanto, sabia da seriedade daquilo e reassumia o semblante serio:
-Imagino que ja saiba da mesma forma mas estavam aqui o soldado Wall, Katherina de Warjillis e sua filha. Ela foi a unica a atentar o perigo: Um grupo de bebados estava sim a ponto de... "abordar" a sua antiga aliada. Ela agiu, ela os deteve. Com violencia em demasia talvez mas...Não posso julga-la. Joshua talvez faria pior.
*Colocaria o pão mordido sobre a mesa ainda o segurando*
- Quando permitiu a sua filha portar uma espada e treinar, imaginou que ela se meteria em situações como essa. Eu não impedi primariamente porque ela estava no controle da situação e...Exatamente porque em uma proxima vez poderemos não estar proximos. Eu queria ver como ela agiria. Talvez devesse ter detido ela, e por isso peço minhas desculpas comandante. Mas os metodos dela apesar de talvez violentos demais não podem ser considerados "errados". Como disse a ela, ela agiu dessa forma e é importante que arque com as consequencias

Hatsuko
- Não fui violenta demais. - contestou Sieg, já um tanto mais séria - Nem usei a força toda…. Eles que morrem fácil demais. Mais fácil que o javali da semana passada, pai. Tipo… passarinhos. Eu só ia ajudar a Chopra. Não sabia que ela sabia lutar…. Se soubesse, teria batido só no Wall.

Sieg
*Olhava para Hatsuko a respeito não da contestação, mas de Wall. Isso apenas confirmava algumas suspeitas, mas aquilo com certeza não era um ponto a ser citado*

Lei
- Sim, eu estava ciente do que Hatsuko seria capaz de fazer quando deixei que ela portasse uma espada e treinasse na academia especial da fortaleza flutuante. Mas eu esperava que ela usasse suas habilidades de maneira mais... responsável. Por conhecer o modo de vida da Cidade Imperial, por saber que devemos usar nossas habilidades com responsabilidade. Estes homens estavam fora de si, era nosso dever protegê-los de si mesmos. - Ele fitou Hatsuko, continuando:
- Sim, eles "morrem fácil", Hatsuko. Mas e se fosse homens de bem, que pela primeira vez beberam mais do que deviam e que passaram dos limites? Apenas uma noite na prisão seria o suficiente para que voltassem ao juízo. Então eles poderiam ter continuado suas vidas e voltado para suas famílias, e nunca mais incomodariam outras mulheres de novo. Não pensou nisto nem por um segundo?

Hatsuko
- Não! E se o tempo que eu perdesse pensando fosse suficiente para que uma mulher… Não a Chopra… Mas uma que não sabe nada… Para que uma dessas morresse? Teria sido mais "justo", pai? Uma mulher morrer porque cinco irresponsáveis beberam mais do que deviam? E conscientes da diferença de força, atacassem uma mulher sozinha?
- Se ela tivesse morrido e eu não tivesse feito nada, mesmo tendo presenciado. Teria sido mais justo? Mais aceitável? Os cinco voltariam para suas famílias, mesmo depois de tantos erros. E a mulher, para debaixo da terra. Justo?

Sieg
- Eles foram influenciados pela bebida, mas não estavam em um estado contra a sua vontade. Aquilo apenas mostra sua indole. Concordo que a morte talvez tenha sido demasiado mas...
*Interrompeu-se mordendo o pão mais uma vez, ouvindo a explicação de Hatsuko*
- Não vou defende-la pelo fato que não precisa Hatsuko. Como falei mais cedo, seus pais se preocupam. Seus julgamentos, sua capacidade de certo ou errado. Desta vez eram a vida de 4 homens, mas você pode se ver em situações mais complicadas. Entenda que não queremos apenas repreende-la por simplesmente faze-lo, mas para instrui-la. Muitos conseguem usar uma espada, poucos tem a tranquilidade de analizar o cenário a sua volta ao segura-la e ver o todo. Acredite, é uma vantagem imensa.
*Pegaria um copo e completaria*
- Ela tem um julgamento objetivo e reto, é bem firme de suas decisões comandante.

Lei
- Sua observação foi anotada, Sieg. Obrigado. - Respondeu Lei seriamente. Depois fitou Hatsuko por mais alguns momentos, em silêncio, ainda analisando mentalmente a resposta dela. Com um ar de reprovação, Lei reorganizou os documentos, colocando-os de lado e cruzando os dedos das mãos sobre a mesa, suspirando longamente. Disse, por fim:
- Bem, felizmente, eles não eram pais de família. O serviço de inteligência teraniano nos informou que estes homens eram procurados nos Planaltos Ocidentais por terem estuprado e assassinado mais de uma dezena de mulheres em diferentes vilas. Mortos, eles nunca mais poderão machucar alguém. O sobrevivente será interrogado e poderemos saber se o grupo é maior e sua localização. - Ele fitou Hatsuko especificamente e continuou:
- Tsu, vc se lembra do Justiceiro Voltaire e de como ele falava. Eu soei exatamente como ele quando disse todas estas coisas, não? Estas coisas serão ditas por civis que testemunharão contra vc em uma audiência daqui a alguns dias. Eles exigiram e a cidade tem de oferecer este julgamento, caso contrário, a opinião pública pode se revoltar e teremos outra guerra civil na Cidade Imperial. Quanto à sua resposta, eu devo dizer que... - Nova pausa. Continuou em seguida, em tom menos severo:
- Esta é exatamente a resposta que eu daria. O mal deve ser eliminado, não importa sua forma. Como vc disse, os homens morreram, mas a mulher teria sobrevivido e é por ESTA mulher que lutamos. Se apenas esta mulher inocente sobreviver, então sabemos que fizemos nosso trabalho. Sieg está certo, talvez este tenha sido um teste não-intencional e vc o superou como uma verdadeira Keylosh. Eu farei de tudo em meu poder para que este julgamento não resulte em punição alguma para vc.

Hatsuko
- EU posso achar o resto do grupo. - ainda comentou pouco antes do pai chamá-la pelo apelido carinhoso. Ouviu-o outra vez, abaixando a cabeça em meio a um suspiro pesaroso.
- Se eles eram procurados e assassinos, por que ainda querem o julgamento? Eu nunca fiz NADA contra nenhum civil, contra ninguém. Nunca. Nem quando ouvia soldados debochando de você, mesmo tendo vontade de arrancar a língua deles, um por um.
Mais um pouco de silêncio enquanto o dedo passava pela mesa. Mais um suspiro antes de responder.
- Deixa punirem. Ou vão começar a dizer que sou sua filha, que por isso nada aconteceu… E aí serão injustos, não te respeitarão…. Sabe que sou forte. Não vai ser qualquer punição que vai me derrubar.

Sieg
*Sieg sorria e se levantava, carregando o mesmo pedaço de pão*
- Posso estar falando pelo seu pai e não tenho esse direito Hatusko, mas...Acima de confiar em sua habilidade, confie em seu julgamento. Seu pai não concorda comigo e nem o contrario muitas vezes. Mas sabemos que existe mais de uma verdade. As pessoas vão discordar de você, acusa-la...Eles fizeram comigo quando eu tentei defende-las, mesmo sendo um imperial, imagine o que diriam para vocês. Muitas vezes eles não agradecem. Mas não é sobre reconhecimento e gratidão, e sim sobre defender seus ideais.
*Sieg faria nova saudação*
- Sua filha realmente é impressionante comandante. Acredito que pode superar a todos nós um dia...Talvez ate mesmo Minami.
*Piscaria para Hatsuko sorrindo olhando para mesma, que deveria entender porque colocava a mãe dela "acima" deles ali*
- Se me permitem, tenho assuntos que esperam por mim, e ja me ausentei por demais de minhas atividades.

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