Laços afetivos - Lei e Hatsuko (Encerrado)

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Laços afetivos - Lei e Hatsuko (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg 16 Dez 2013, 07:52

[Categoria: Esporádico]

[Resumo: Lei e Hatsuko conversam sobre o incidente à frente da taverna na Cidade Imperial, onde Hatsuko matou dois homens. Os homens eram assassinos e estupradores, mas os civis que presenciaram a cena desejam punição para Hatsuko. Lei diz que estará ao lado de sua filha, não importa o que aconteça.]






Lei
*Após terem se despedido de Sieg, Lei caminhou com Hatsuko até de volta à casa deles, caso ela realmente fosse voltar para lá. O barbudo pegou o caminho da feira de propósito, para que a caminhada fosse um pouco mais longa. Enquanto isso, as pilhas de papéis se acumulavam na mesa dele, mas como aquele era um cargo público, então foda-se, ele faria o horário de almoço que quisesse.* Então, Tsu... achou que eu iria lhe dar uma bronca, fazer um longo discurso ou lhe punir de alguma maneira?

Hatsuko
Uma bronca... Um castigo... Mas não muito além disso. Eu falei com o sr Sieg que nada aconteceria. A não ser que exijam mesmo esse julgamento né? *Hatsuko caminhava ao lado dele, sem uniforme ou qualquer outra coisa que poderia identificá-la como alguém em treinamento. No dia do incidente estava com o uniforme, bem como outros recrutas que também estavam no bar.* Ser filha do comandante tem suas vantagens.

Lei
Então vc tinha certeza que nada aconteceria por ser minha filha? Eu sempre farei tudo por vc, Tsu, mas tem coisas aqui que nem eu mesmo posso controlar. Como a audiência, por exemplo. Sim, ela vai acontecer, mas eu estarei ao seu lado todos os momentos, filha. * Ele sorriu, fitando-a, enquanto parava à frente de uma barraca que vendia bonecos de pano. A lembrança da elfa gorda era inevitável. Lei deu uma pequena risada ao se lembrar disso.*

Hatsuko
Nada nunca acontece. As pessoas sempre tratam diferente... E você é meu pai, sempre vai me proteger. Mas acho que o comandante Keylosh não vai poder me defender assim né? *Pegou um dos bonecos que mais se assemelhavam à elfa, lembrando-se do passado.* Era bom ser criança... Às vzs queria voltar no tempo.

Lei
Eu também, Tsu, eu também. Foi... muito bom criar você, sabia? Infelizmente sua mãe não estava conosco, mas mesmo assim... Foi muito bom, minha pequena. *Sorriu, colocando o boneco de volta no lugar e continuando a andar.* Bem, sim, o comandante Keylosh não vai poder tirar vc de toda situação, dependendo do que for... Mas seu pai Lei sim. Sempre. Eu não queria dar nenhum discurso porque não é assim que nós somos, Tsu. Eu te amo mais do que tudo e não exigirei nada, apenas vou confiar em vc em tudo que fizer.

Hatsuko
Foi um ótimo pai. É, na verdade. Eu posso ter agido sem pensar. Ter errado... Mas se fosse outra mulher ou uma criança... Mesmo bêbados ou fora de seu juízo por única vez, nada disso justifica o que fizeram. Pelo menos para mim. E aposto que mãe faria o mesmo. Você sabe disso... *Caminhava sem pressa já que não apareceria em treinamento algum naquele dia.*

Lei
Obrigado pelas palavras, filha. E sim, eu sei que sua mãe faria a mesma coisa. E concordo, no fundo, e não tenho que fingir o contrário. Os Justiceiros Sagrados agiam com hipocrisia, acreditando em uma coisa e agindo de outra maneira aos olhos dos outros. Mas os Imperiais não medem esforços para eliminar qualquer forma do mal, não importa o método. Alguns habitantes daqui, entretanto, não estão preparados para fazer o que é preciso, e acabam condenando vc quando deviam agradecer. Esta não será a primeira vez que as pessoas serão ingratas, Tsu, mas vc superará isto. Vc é forte e firme de si. Eu tenho muito orgulho de vc, Hatsuko. *Sorriu, fitando-a, bagunçando os cabelos dela ligeiramente.*

Hatsuko
*Riu, abraçando após ter os cabelos desarrumados. Recuou um pouco apenas para perguntar, com a cabeça um pouco inclinada.* Pai, mãe te contou que encontrou pessoas como ela? Que sabem do pai dela?

Lei
*Ele parou de andar, fitando-a, já quando estavam à frente de uma tenda de doces.* Hmm... Não, Tsu, ela não me falou nada. Pessoas como ela? Vc quer dizer... lobos como ela?

Hatsuko
Não. Pessoas como ela, de olhos pequenos e cabelos lisos. Foi quando Warjilis foi atacada, ela disse que sentiu cheiros que parecia conhecer e daí foi ver o que eram. *Arqueou um pouco as sobrancelhas, surpresa por ele não saber do assunto.* Disse que falam outra língua e que o comandante deles conheceu o pai dela.

Lei
*Lei parou por um instante para pensar.* Tem razão. Quando Warjillis foi invadida, no meio da confusão, ela se afastou do grupo. Eu achei que ela havia apenas ido para outra parte da cidade. Sequer imaginava que havia se encontrado com estas pessoas. Ela nunca me falou nada. *Lei tirou uma moeda de ouro da bolsa da farda e comprou um doce embrulhado em um papel rosa, parecia ser de chocolate. Ofereceu à Hatsuko.* Sua mãe também nunca me contou nada sobre a família dela. É até uma surpresa saber que ela encontrou ligações com seu próprio passado.

Hatsuko
*Hatsuko riu de Lei, mordendo um pedaço do doce antes de voltar a falar.* Tem um pano dela, muito velho, com um desenho. Ela disse que reconheceram isso e queriam que ela voltasse para lá. Mas aí ela disse que tinha vc e eu, que não iria. Eu vi um homem de olhos puxados andando na cidade, com roupas diferente e espada como a dela.

Lei
Mesmo? E ele ainda está na cidade? Eu gostaria de falar com ele. *O barbudo deu uma mordida no doce, sujando seu bigode loiro de farelo.* E eles aceitaram a recusa dela pacificamente, ou tentaram algo?

Hatsuko
Está. Eu o vi ontem enquanto ia pra casa. *Ainda se divertia com seu pai e sua falta de informações. Como podia um comandante ser assim?!*Quer que eu o encontre?

Lei
Gostaria sim, Tsu. Obrigado. *Sorriu, comendo mais um pedaço do doce e continuando a andar.* Acha que teria alguma chance de sua mãe ir com eles? De voltar para o passado dela?

Hatsuko
Acho que não. Mas isso ela não comentou comigo, pai. Sobre voltar ou não. Já que ela nem te falou, então acho que ela não pensa em ir. Vai para casa? Posso levar o homem lá.

Lei
Vc... pode levar o homem até lá? *Lei fitou Hatsuko, surpreso. Acabou de comer o doce e limpou as mãos na farda.* Sim, claro, eu gostaria de conversar com ele.

Hatsuko
Posso. Eu lembro do cheiro dele. *Já estava empolgada com a "missão" que havia recebido do pai, até distanciando-se um pouco dele.* Vai lá! Vai!

Lei
Oh, certo, certo! *Disse o barbudo, meio perdido, voltando rapidamente até sua casa para esperar o tal oriental.*

Hatsuko
*Hatsuko demoraria cerca de meia hora para chegar em casa, cansada.* Não achei! *Estava puta por não ter encontrado, jogando-se no monte de peles.* Af!

Lei
*Lei estava sentado à poltrona na sala. Virou o corpo, vendo Hatsuko se jogar nas peles, e coçou a barba, pensativo.* Sem problemas, Tsu. Mesmo se ele tiver saído, com certeza os soldados se lembrarão dele e podem indicar a direção. Aguardemos mais alguns dias. Confesso que fiquei curioso quanto à família de sua mãe. Vc não tem curiosidade em saber mais? Conhecer seu avô?

Hatsuko
Mãe disse que ele morreu. A mãe também. *Falou de modo abafado, com a cara enfiada no meio das peles. Só um pouco depois ela se ergueu um pouco.* Eu disse que ia achá-lo!

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