O Ataque do Enxame - INVASÃO - (Tópico Principal)

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O Ataque do Enxame - INVASÃO - (Tópico Principal)

Mensagem por Imperador Renon em Dom 19 Jan 2014, 23:33

O primeiro presságio será virtuoso: A terra morta, renascerá. Os feridos serão curados sem tratamento. Colheitas prosperarão.
Esta é a mácula da "Mãe-de-Tudo". E do seu sangue vital, todas as criaturas se beneficiarão e se tornarão dependentes...

O segundo presságio será alarmante: Três são os enviados dos céus para popular a nova terra. Passarão pelo céu como brilhantes estrelas e dormirão em seus berços de morte.
Estes são os "primeiros filhos" da "Mae-de-Tudo". Eles trarão as primeiras mortes.

O terceiro presságio será mortal: Da fartura a morte. Da cura a doença que devora. Da terra morta a terra mortífera. Seja planta ou seja fera, cresceram desenfreadamente. Enlouquecidos pela fonte de vida a eles dada. Feridas se transformarão em carne, carne que irá crescer sem controle, deformando seus corpos e mentes, preparando-os para a chegada da matriarca primordial.
Tudo será mortal. Planta e animal, todos irão se rebelar contra o que é vivo. Frutos terão veneno, animais terão bílis no lugar de sangue. O homem será predado pela nova natureza.

O quarto presságio será o início do fim: Do plácido mar sem fim virá a verdadeira criadora. Como uma estrela de luz ela cairá sobre o berço escolhido. Seus três primeiros filhos se erguerão, e 1/4 das vidas do mundo será tomada.
Ela chegará, modificando o que chamamos de vida, para sempre. Terá tantos filhos quanto há de grãos de areia no mundo. Eles marcharão sobre o mundo, desfigurando-o de forma irreversível. Não haverá escolhidos. Nada será poupado.

O quinto presságio será desconhecido: A nova vida irá se proliferar, engolir e transformar o mundo. Muitos terão que fazer escolhas que mudarão o rumo do mundo, para sempre. Alguns abraçarão a nova oportunidade, outros serão a última chama de resistência contra o fim de tudo como conhecemos. Quem prevalecerá?
Como se destrói a origem de toda a vida? Quem decide o que tem que viver e o que tem que perecer? Como alguém faz a distinção do que é bom ou ruim? De bem e de mal? Podemos ter certeza de que merecemos a vida, mesmo tirando outras vidas?
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O Primeiro Ataque: A Queda de Warjillis

Mensagem por Imperador Renon em Sex 31 Jan 2014, 10:54

NARRADOR
*Vários dias haviam se passado desde o contato com os estranhos dentro da mente coletiva. Os enxaminideos já haviam preparado totalmente Amenphis. Aquele local havia se tornado uma colmeia, autossuficiente, criando mais e mais criaturas a partir da poça evolutiva, onde toda massa orgânica capturada, viva ou morta, era lançada para garantir a criação de mais criaturas. Durante todo este período a mente coletiva ficou estranhamente silenciosa. Alguns sussurros indecifráveis eram notados, além do sinal constante que serviria como guia para o lugar onde ele deveria ir. Isso foi até hoje. O som começou como uma espécie de assobio. Um silvo, longo e ininterrupto e muito próximo. E aquela voz invasora mais uma vez surgiu na mente coletiva. Dessa vez as criaturas do enxame não foram "cortadas" da mente coletiva, e continuaram seus afazeres. Jarvik, agora mais monstruoso do que nunca, quase nem mesmo lembrando a criatura que fora antes, virou-se para Ahmik e sibilou.*

Molda Carne Jarvik
- Nova invasão. Enxame está preparado para isso desta vez. Mente principal está a salvo, isolada. Invasores não tem acesso a matriz de pensamentos. Podem ser rastreados agora. *Assim que ele terminou, a voz de Serpion von Krauss, que se intitulava como regente de Deskrausser, soou ali.*


Lorde-Poeta de Deskrausser, Serpion von Krauss
- Saudações, criaturas. Temos uma mudança de planos. A situação no mundo encontra-se demasiada instável para que façamos vocês virem até nós e, por isso... o local mudou. Sigam a novo sinal e, por favor, venham incógnitos. Não queremos assustar o resto do povo...* *O sinal realmente estava muito próximo... a leste... poucas dezenas de km... na fronteira entre Terânia e En Sabah Nur... Vinha da Cidade Livre de WARJILLIS. Mais palavras seriam ditas.* - Estarei na praça principal, um ambiente movimentado, isso garantirá nosso mútuo bem estar. Desejo apenas conhece-lo... e conversar!

AHMIK TSEERU, PRIMONATO DO ENXAME
Ahmik aproveitou-se do silencio da mente coletiva, Amenphis se tornara apenas mais uma parte do deserto e naquele lugar ele se sentia o ultimo humano , ainda existisse dentro de si um deles. Ficara acordado por dias, não sentia tanto sono como antes. Ficara vigiando os trabalhos de seus novos operários, via aqueles bichos nascerem, morrerem e voltarem a nascer. Durante o dia trabalhava com o Concílio, buscando aperfeiçoar o feitiço nos corpos daquelas criaturas, o concilio seguia sem questionamentos, mesmo ainda vendo aquelas criaturas esquisitas tomando conta de tudo. Jarvik então sofrera a maior das mudanças e isso os chocara, no entanto a fé deles em Ahmik não permitia que perguntassem algo, seja lá o que fazia, confiavam que seria algo bom, além de estarem aprendendo sobre a magia oculta de Amenphis. Quebrando toda a rotina daqueles dias de preparação a voz invadiu novamente a mente coletiva, mas dessa vez a evolução rápida do enxame não permitiria a eles o acesso que obtiveram na ultima. Ahmik atentou-se a Jarvik, mas já sabia que Ragnorra estava protegida daquela influencia, eles não poderiam ler os planos do Enxame. O ditador de Deskrausser disse o que queria, Ahmik não se dignou a responder, eles iriam, Deskrausser queria poder e Ahmik daria a eles o poder que mereciam.

Molda Carne Jarvik
*Jarvik pareceu surpreendido com algo... Junto suas mãos.... ou melhor... garras... todas as SEIS, em seus novos SEIS BRAÇOS, saídos da costas, finos e articulados, feitos para moldar carne.* - Dois sinais. Sinal do Primonato em Deskrausser, sinal que captamos originalmente. Segundo sinal em local chamado Warjillis. Multiplos sinais mais fracos formando um sinal mais forte. Comportamento não previsto. Não detectamos enxaminídeos no local.

Ragnorra, A Mãe-de-Tudo
*Jarvik foi interrompido pela voz grotesca de Ragnorra.* - Como isso é possível? Não existe ENXAME se ele não vem da MÃE-DE-TUDO! *Jarvik virou-se para Ahmik, a cada vez que falava, soava mais artificial, menos criatura...* - Mestre Ahmik, não há informações na mente coletiva sobre possíveis causas da anomalia em Warjillis. Capturar fonte poderia ser muito interessante para aprimoramentos. Dê as ordens e o transporte, tropas e suporte estará pronto em alguns minutos.

AHMIK TSEERU, PRIMONATO DO ENXAME
Ahmik não entendeu bem o que estava acontecendo, eles estariam utilizando que tipo de magia para forjar aquela conexão¿, mas como utilizar magia contra os Primonatos, se esses possuíam o anti magia do enxaminideos¿ Ahmik esperou até que a voz sumisse.* -Estamos indo a Warjillis, quero discrição até o momento oportuno. Estaremos próximo as terras dos Imperiais. O Enxame não entrará na cidade até a segunda ordem, irei até lá como humano. Traga o Concílio, vamos ver de que somos capazes. * Ahmik suspirou. Passar por Warjillis primeiro era perigoso. Conectou-se a Ragnorra. * - Mãe, qual são suas ordens¿

Molda Carne Jarvik
- Como quiser, mestre. Prepararei apenas as tropas furtivas, rastejantes sob as areias. Vermes tubulares irão escavar os tuneis quando estivermos a uma distancia segura, e seguiremos até as bordas da fronteira por ali. Aguardaremos suas ordens de dentro da cidade.

Ragnorra
, A Mãe-de-Tudo

*Jarvik partiu, saindo do salão. Logo Ragnorra falou.* - Meus primonatos estão sendo usados... Eu não sinto sua mente ativamente. Parecem ser apenas... cascas... conectadas ao mim como sombras do que eram antes. Esta criatura... Serpion... Como ele pode ter meios para subjugar e corromper meus primeiros filhos dessa maneira? Vá, descubra o que acontece. Massacre a todos apenas após sabermos o que essa criatura tem que nós não possuímos...

AHMIK TSEERU, PRIMONATO DO ENXAME
Ahmik ouviu a voz de Ragnorra e traçou para si seu objetivo. Jarvik foi providenciar o enxame responsável pelo cerco.* - Certo, Mãe, assim será. * Ahmik preparou-se, transformando-se em sua forma insectoide, deixando que suas asas viessem para fora do corpo. Caminharia para fora e seguiria sozinho rumo a Warjillis, sabia que os demais chegariam depois, estava tudo a um pensamento de distancia. O sacerdote da destruição, era isso que Ahmik era agora, ele estava pronto pra fazer o necessário.

Lorde-Poeta de Deskrausser, Serpion von Krauss
*Quanto mais próximo de Warjillis, mas forte era o sinal. E mais estranho ele parecia, as vezes estando em sintonia com os sinais dos enxaminideos, as vezes ficando totalmente errático, como nada antes sentido na mente coletiva. Logo ele chegou as portas da grande cidade... Era inicio da tarde, sol alto, muitas criaturas estranhas, povos diferentes, estavam ali para fazer negócios. Se caminhasse até a praça principal ele notaria que o sinal concentrava-se exatamente do lado oposto onde ele estava... A praça principal era enorme, com uma grande fonte/chafariz bem no centro. Ao redor o comércio era tão intenso, que a seguinte figura parecia ser totalmente comum ali, ainda mais porque, embora tendo tal aparência, ele não demonstrava agouros demoníacos... Ao seu redor estavam pelo menos 6 pessoas totalmente cobertas por mantos de tecido nobre. Um destes encapuzados estendeu a mão na direção de onde Ahmik vinha... E a figura exótica de asas sorriu...*



AHMIK TSEERU, PRIMONATO DO ENXAME
Assim que chegou a cidade Ahmik foi ao chão e voltou a sua forma humana, não queria chamar atenção, apesar de tanta estranheza naquele lugar de comércio, o corpo insectoide poderia chamar atenção por ser uma nova raça, e ninguem deixa de notar isso, principalmente uma cidade protegida pela guarda Imperial. Caminhou, sentindo o chamado estranho do Primonato abduzido pelos deskraussianos. Ahmik aproximou-se do local, observando possíveis espiões e algum tipo de trapaça por parte daqueles homens. O sacerdote os avistou, parou aos vê-los , quem eram aquelas figuras¿ Ahmik sorriu para eles e reverenciou-os, sem oferecer a mão.* Senhores...

Lorde-Poeta de Deskrausser, Serpion von Krauss
- Ai está ele! *O estranho abriu os braços, caminhando na direção de Ahmik. Tinha uma voz MUITO agradável, sua aparência, embora exótica, era de uma presença EXTREMAMENTE agradavel também. Parecia haver uma aura sobrenatural naquela figura, algo que fazia Ahmik sentir-se confortável. Fora aqueles ali presentes no encontro não parecia haver ninguém mais interessado. Daqueles que acompanhavam, cinco o acompanharam quando ele avançou, sem ameaça, mas um deles não se moveu... e recebeu um olhar de soslaio do líder de deskrausser...* - Algo errado, Raven? *Raven... Ahmik não acharia aquele nome totalmente estranho. Serpion voltou-se para Ahmik, observando-o com cuidado.* - Incrível... o nivel de simbiose é perfeito... e você tem uma mente individual... Magnífico...

AHMIK TSEERU, PRIMONATO DO ENXAME
- Ao que percebo os padrões de Deskrausser não são tão alinhados assim. * Disse ao ser abraçado pelo homem, ao contrario daquele deskraussiano, a aura de Ahmik não inspirava conforto, era como se algo dissesse aos que estivessem ao redor que algo estava errado ali, era natural a alma Sefekhi que fazia parte daquela vida. No entanto não era insuportavel ficar próximo, apenas desconfortável, mas nada que os deskraussianos não conhecessem.* - Imagino que você seja Serpion, regente de Deskrausser. Admito que não era o que eu esperava encontrar aqui hoje. Devo dizer que o que você fez conosco é um feito memorável...Foi uma experiência única...Quem são os demais¿

Lorde-Poeta de Deskrausser, Serpion von Krauss
- Fruto de incontáveis horas, vidas e esforço dedicados a criaturas tão únicas. *Serpion novamente olhou para a pessoa que havia ficado afastada... e essa pessoa falou agora. Era uma voz feminina.*

Katherine Raven
- Serpion... Este híbrido... ele é um CAVALEIRO IMPERIAL... ou costumava ser. Sumo Sacerdote Ahmik Tseeru! *Serpion recuou alguns passos, olhando no arredores. Ele ficou sério por instantes... e falou.*

Lorde-Poeta de Deskrausser, Serpion von Krauss
- Tem certeza? O Império tem controle sobre essas criaturas? Katherine Raven, você está me decepcionando... *Katherine Raven... Ahmik teria certeza do nome... Líder desaparecida da Inquisição Imperial. Serpion voltou suas atenções para Ahnmik novamente.* - Eles são seus... "meios-irmãos"... digamos assim. Achei interessantíssimo explorar as possibilidades de sua espécie... Mas não imaginava que o Império detinha algo tão a frente do que eu consegui... *Os cinco encapuzados revelaram suas cabeças, mostrando amalgamas enxaminideos mesclados com carne e metal.* - Eu mesmo teorizei e criei-os... Mas você está a frente disso... e eu sinto... *Pareceu farejar o ar por instantes...* - Magia... como conseguiu?

AHMIK TSEERU, PRIMONATO DO ENXAME
Ahmik não gostou de se ver revelado. Olhou Raven com certa desconfiança, se lembrava do nome, mas não sabia nada demais. Sempre estivera envolvido no culto Imperial, não almejava saber nada demais, começara a se enovelar com a Inquisição apenas recentemente e ainda não era influente demais para descobrir muito.* - Ao que parece você achou o original e o refez em vários corpos. Você tem uma visão única das coisas Serpion, mas o que me intriga é como você conseguiu descobrir –los e ainda capturar o Original. Sabe, ficamos impressionados. *Observou enquanto ele fungava o ar* - Acho que você está precipitado. * Ahmik olhou ao redor.* - Penso que deveríamos ir a outro lugar. Temos muito a dizer a Deskrausser.

Lorde-Poeta de Deskrausser, Serpion von Krauss
- Digamos que meu deus sorriu para mim no momento oportuno. E também dou méritos a senhora Raven, pois tinha tudo preparado para sua captura. Mais ainda, sr. Ahmik. Devia entender que toda simbiose... toda comunhão... tem como regra implícita a CORRUPÇÃO de uma criatura. *Sorriu, abrindo os braços e curvando o corpo em cumprimento levemente.* -Deixe que eu me apresente devidamente... sou Serpion von Krauss... Herdeiro do Trono de Deskrausser e descendente direto de SERHAZA, deus da corrupção neste mundo. *Sorriu, maldoso.* - A corrupção toma muitas formas, a maioria delas não é bem compreendida pelas criaturas, mas todas elas são conhecidas pelo deus da Corrupção. Notei que vocês são altamente resistentes a magia. Mas existem elementos que podem afetar até os deuses... Não é, Katherine? Traga até aqui nosso segredo. *Raven caminhou devagar. Parecia desconfortável em ter sua identidade revelada... ergueu o manto e tirou dali uma adaga de metal prateado, fosco. Serpion teve uma leve expressão de desconforto com aquele objeto. A medida ela caminhava, e se aproximava de Ahmik, ele sentiria a aura que aquele objeto emanava: NULIDADE. Estar próximo daquilo era como se aproximar do FIM. A Sensação de nada, de vazio eterno. Os meio-enxaminideos de Serpion recuaram no mesmo instante... Serpion continuou.* - Acho que aqui é o lugar ideal. Sente isso? Essa sensação? Aproximando-se, tentando engolir você? Deseja se afastar para o mais longe possível? Bem... eu sinto isso. *Observava as reações de Ahmik agora.*

AHMIK TSEERU, PRIMONATO DO ENXAME
*Ao que parecia Serpion estava amedrontado quanto as intenções de Ahmik, isso o fez se sentir poderoso, e como sempre aquela sensação do seu Sefekhi lhe cravando as unhas no estomago de tanto prazer. Ele sorriu.* - Eu entendo de simbiose como ninguém, e você está errado quanto a corrupção. *Disse com a voz firme* - Nem todas as simbioses são filhas do seu pai. É um prazer lhe conhecer Serpion, herdeiro de Serhaza. Eu não posso me apresentar de modo devido, pois não tenho herdeiros, muito menos pais. Me parece que as verdades se ruiram por aqui.* Ahmik calou-se e observou enquanto Serpion revelava a ele o que escondia afinal. A adaga de nulidade lhe era mostrada, sentia um vazio perto dela, mas era uma sensação um tanto familiar, apesar de tudo. Teria medo sim, de ser atingido por ela,mas a proximidade apenas não lhe causava nada, a não ser pelo olhar misterioso de Raven e de Serpion. Deskrausser nunca foi um exemplo de pureza.* - Eu sinto...mas a sensação é a de me entregar a ela...* Ahmik ofereceu uma expressão nada sã, mas que condizia com seu espírito mortuário.* - Serpion....creio que a essa altura, alguém capaz de invadir nossa mente já saiba o motivo de eu estar aqui. *Olhava a adaga, e tentou aproximar sua mão dela para sentir a aura mais de perto*

Lorde-Poeta de Deskrausser, Serpion von Krauss
- Não, simbiose não é corrupção, ela causa corrupção. Não me entenda de maneira equivocada. Veja, sua natureza, quando mesclada a outra natureza, faz as duas deixarem a integridade e pureza original. Essa é minha habilidade especial, digamos assim. E, em seu lugar, eu não tocaria essa arma. *Cruzou os braços e chamou um dos soldados encapuzados.* - Porque digo isso? Observe... Raven, dê-lhe a adaga. *Raven caminhou até o soldado encapuzado e entregou a adaga em suas mãos. O efeito foi imediato, o homem caiu de joelhos, e foi cercado rapidamente pelos demais, ocultando a cena. Ahmik pode ver, e sentir, que assim que tocou o objeto a pele, carne e ossos daquele ser pareceram ser rasgados... segundos depois o homem caiu, desacordado, e de seu manto saiu um ROUBACARNE... os mesmos que Jarvik havia dito serem os coletores de material orgânico para o Enxame. A criatura, assim que deixou a simbiose, cambaleou e morreu, sendo encoberta pelos demais. Serpion continuou.* - Entendeu a mensagem que eu tentei passar? Sempre que corrompemos algo, nós também descobrimos maneiras de... exterminar isso. *Quanto mais próximo, mas Ahmik sentia a sensação da porção do enxame em seu corpo estar sendo arrancada, repelida, de forma brutal. Podia sentir fibras musculares e placas quitinosas querendo se afastar uma das outras. Era a sensação de ser desfeito.* - Mas não sou uma ameaça, não, pelo contrário. Estou aqui porque acho que temos muito, MUITO em comum. Eu quero purificar este mundo da podridão na qual ele estar imerso. Eliminar tudo e todos os que fazem isso. Vocês, pelo que entendemos de sua mente coletiva, querem moldar o mundo em algo... novo. E eu apoio isso. Então vamos aos negócios... Ofereço meus recursos... e vocês me oferecem um lugar em sua nova futura ordem. Esta adaga é feita da única coisa na existência que tornar iguais quaisquer criaturas. Algo que seu Imperador desaparecido descobriu, mas resolveu que usaria sozinho para seus fins... quanto egoísmo... Este é o metal anti-deus... e apenas eu possuo este metal neste mundo. Posso ser um grande aliado... *Abriu os braços, como que falando inconformado.* - Ou o único que irá para-los. Obviamente você não viria sozinho, mas eu também não sou tolo de não estar preparado. Tenho homens fieis prontos para se sacrificar, portando armas feitas desse material. Estão espalhados pela cidade e nem eu mesmo sei quem são. São leais a nossa Inquisitora, Katherine. O que me diz? *Mostrava as cartas agora, E tinha um Full house em mãos...*


AHMIK TSEERU, PRIMONATO DO ENXAME
* Ahmik não tinha intenção de mata-lo naquele momento, e eles deixaram a informação de que queriam se unir a Deskrausser para que ele pudesse ouvir. Ahmik riu. * - Eu imaginei que sua audácia de invadir nossa mente não seria um blefe infantil, Serpion. Sou um sacerdote, mas não um idiota. Gostaria que ficasse claro. * Fez uma pausa, se afastando pela primeira vez com o desconforto produzido pela nulidade* - Eu vim para firmarmos um acordo, temos os mesmos interesses, podemos nos ajudar. É claro que gostaríamos de dividir nossos espólios também. Oferecemos o poder de controlar uma legião de nós. Compartilharemos todas as informações, não esse arremedo de sintonizador que você produziu. É bem simples...

Ragnorra, A Mãe-de-Tudo
*A voz de Ragnorra ecoou forte.* - Anti-deus? A Mãe-de-tudo é o nemesis dos deuses! Ragnorra deve ter esse metal! Ragnorra precisa desta arma, precisa aprender a como usa-la! Primonato, essa metal anti-deus precisa ser encontrado e isolado! Utilizaremos isso para DESTRUIR deuses que tentem se opor. Essa criatura, este Serpion, ele mente. Algo além da corrupção está escondido com ele! Mesmo depois de solto o Roubacarne não estava na mente coletiva!

Lorde-Poeta de Deskrausser, Serpion von Krauss
*Serpion sorriu com o que escutava de Ahmik...* - Eu não esperava nada menos razoável vindo de organismos tão fascinantes... Raven, guarde a adaga. E dê sinal para que seus homens deixam a cidade agora. *Foi o que ela fez, pegando a adaga e saindo dali. Serpion continuou.* - Como prova de minha boa vontade neste acordo, e também para limpar essa sensação de que você ainda é um imperial, eu proponho um ato de confiança. Esta cidade possui uma forte milícia, que no passado recente foi capaz de impedir uma invasão. É claro que eles estavam aguardando este ataque. *Apontou para o norte da cidade.* - Naquela direção eu tenho mais algumas centenas de híbridos que eu criei. Você deve ter tropas ao sul. Proponho que nós derrubemos essa cidade. Você leva toda a carne que precisa para criar mais criaturas. E eu vou embora, e mando novas instruções em breve... *Um sorriso maldoso cobriu a face de Serpion.* - Podemos..?

AHMIK TSEERU, PRIMONATO DO ENXAME
Ahmik o olhou, Serpion estava tripudiando de seu poder. A nulidade poderia ser evitada pelas criaturas se fossem submetidas? Eles precisavam daquilo, e Serpion era um mero obstáculo, Raven era quem tinha as informações.* - Não me trate com arrogância, apesar de ter essa matérias, tenho certeza que o número poderia derrotar os soldados que as empunham antes que pudessem usa-la, então não ache que seguirei suas instruções. * Ahmik não estava nada amigavel, permitiu que seus olhos se transformassem em puro caldo de morte que escorreu em seus olhos.* - Tenha cuidado ao falar com o Primonato de Ragnorra, Serpion, muito cuidado.* Ahmik liberou sua forma insectoide, rasgando suas vestes e revelando as asas. Deu um urro e saltou para os céus, já podia sentir o Enxame, e pelo comando da mente coletiva ele permitiu o ataque a Warjillis. Começara, então, a revelação da Mãe-de-Tudo. * -Matem todos, façam-nos de matéria prima para nosso irmãos.

Lorde-Poeta de Deskrausser, Serpion von Krauss
*Serpion sorriu ao ver a forma real do Primonato. Nos arredores, pessoas estranharam, houveram gritos... mas nada se comparou quando o chão se abriu sob seus pés, e dali imensas mandíbulas surgiram e com suas centenas de dentes trituravam os infelizes que ali caiam. Ao mesmo tempo despejavam uma "chuva" de criaturas enxaminídeas. Serpion falou antes de partir.* - Eu sabia que existiam criaturas do tipo verme, escavadoras. Saber que elas podem transportar tropas é algo que eu não pensei! *O regente de Deskrausser abriu as asas, revelando-as imensas, e alçou voo para o norte.

Narrador
Vindas do sul as criaturas do enxame destruíam as fundações da cidade, fazendo quarteirões inteiros afundarem na terra. Todo tipo de criaturas eram massacradas, sem distinção. Descendo do norte, os híbridos de Serpion demonstravam eficácia, matando aos montes. Gritos de desespero tomaram a cidade durante aquele crepúsculo... Enquanto a noite caia, Warjillis era dizimada... até que antes das luas gêmeas estarem altas nos céus, tudo que restava era um imenso buraco. Sem sobreviventes. Sem rastros. Sim, aquela era a primeira prova. A primeira grande cidade que sucumbia ao poder do Enxame. Não havia como resistir a aquilo, a onda de criaturas saindo do solo era imensa, incessante. A vida naquele local deixou de existir em poucas horas... Pouquíssimos sobreviveram, muitos deles simplesmente enlouqueceram com a visão das criaturas saídas de pesadelo devorando amigos e parentes seus.
O mundo, dali em diante, mudaria para sempre.
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