De Santos e Assassinos (Encerrado)

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De Santos e Assassinos (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Seg 13 Ago 2012, 10:45

"Se encontrar um santo, mate-o."
-Lobo Solitário, "Uma Barreira Sem Portões"


EPÍLOGO (Jogo Terminado):


Relato de Lei Keylosh: --SOB REVISÃO DA DIVISÃO DE OPERAÇÕES SECRETAS DO IMPÉRIO---

Usamos a passagem pelas vilas do religioso Bruce Fanne, famoso na região, como uma armadilha para espionar as atividades do grupo conhecido como Corvos, que procura tomar conta daquela região. Houve um ataque na primeira vila por onde Bruce Fanne passou e achávamos que o atacante estava ligado ao grupo rebelde. O itinerário da comitiva do religioso era de conhecimento público, portanto, apenas podíamos supor que os Corvos fariam novo ataque na segunda vila por onde Bruce passaria.

Nós fizemos então uma duplicata de carne de Bruce usando magia, uma cópia que pudesse ver e ouvir tudo ao seu redor, uma espécie de marionete de carne. Desta vez nosso palpite se concretizou. O Corvo conhecido como ***** tentou atacar o falso Bruce, sem sucesso. Os soldados levaram o veículo dele para fora da vila, mas foram emboscados pelos Corvos no meio do caminho.

Um dos soldados então levou o falso Bruce para a floresta, onde foi abordado por *****, que havia fugido da vila e perseguido pelo ex-capitão Tidus. O soldado com a armadura característica teraniana revelou-se ser *****, autora do atentado contra Bruce na primeira vila. Tidus havia contratado-a para livrar-se do religioso pois a última cidade visitada seria Vars, onde Tidus mantinha em segredo uma operação de tráfico de escravos.

Tidus matou o falso Bruce Fanne e também *****. ***** estava presa em uma armadilha mágica e eu consegui desativá-la a tempo para que ela reagisse contra Tidus. --NOTA AO REVISOR: SUBSTITUIR O RESTANTE DO PARÁGRAFO POR:-- ***** e Tidus mataram-se em seguida, terminando este episódio de maneira drástica.

--DESCARTAR O RESTANTE DO RELATO--

--REGISTRAR NOVO SOMBRA IMPERIAL - CODINOME GIO--




--//--


INTRODUÇÃO:

Narrador:
*Três homens adentraram aquela movimentada vila. Trajavam capas longas com capuz e, apesar de ser um item básico de proteção usado por viajantes, era claro que o objetivo era esconder a identidade daqueles 3 homens. Andavam sempre em formação, o que mostrava que provavelmente um deles era uma espécie de líder para os outros dois. Os 3 foram até a maior taverna da vila. Era claro que eram de fora e eles não se importavam com isso. Estavam ali com um objetivo. Os dois que andavam sempre atrás se misturaram com os clientes da taverna e o terceiro foi na direção do balcão e começou uma conversa com o taverneiro, se ele estivesse disponível.* Vou querer algo bem forte... e sua atenção por alguns momentos. *Disse o homem misterioso, sem tirar o capuz.*

Agatha:
*Era sempre bom ter algum tipo de movimentação por aquela vila, eram raros os dias pacatos, aonde nada de mais acontecia. Era justamente essa falta de rotina que atraía Agatha a morar naquela região. Ela era boa no que fazia, muito boa, tanto é que ninguém sabia de fato se as histórias que contavam sobre ela eram reais ou puramente boatos, o fato era que ela sempre continuava na mesma, com uma aparência tranquila, mas um sorriso que causava arrepios em algumas pessoas. Sua residência era praticamente igual a inúmeras outras que haviam ali e ela não ostentava nenhum tipo de riqueza, apenas uma frieza muito fora do comum, ninguém era capaz de, em termos de aparência, julgar o que ela era capaz de fazer.*

Narrador:
*O taverneiro traria um uísque antigo. O homem colocaria o capuz para trás. Tinha a expressão dura e incisiva, algumas cicatrizes e cabelo raspado. Provavelmente era militar. Ele deu um gole na bebida e continuou, fitando o taverneiro.* Preciso de alguém para fazer um trabalho. Não é um trabalho honrado e é difícil. Preciso de alguém bom. A recompensa será igualmente boa. Conhece alguém nas redondezas?

Agatha:
*O taverneiro olhava para aquele homem e após servir o uísque para ele, olhava para os lados, parecendo não agradar tanto de falar sobre tal assunto, mas no final, respirava fundo enquanto começava a secar um dos copos ali, aproximando um pouco mais do galpão e inclinando o rosto um pouco na direção daquele homem.* Um trabalho não honrado...se for o que estou pensando, sei de boatos sobre alguém aqui na vila, porém nem eu, nem sequer outra pessoa por aqui tem certeza de que as histórias delas são reais ou apenas invenções em noites de bebedeiras por aqui. *Dizia ele aos sussurros e indicava com a cabeça para o meio da taverna, aonde havia uma mesa pequena, de dois lugares, mas apenas com uma cadeira ocupada, aonde bebia tranquilamente uma mulher.*

Narrador:
*O homem olhou para trás, avistando a mulher indicada pelo taverneiro.* Vamos conferir então. *Tomou o resto do uísque, deixou algumas moedas de ouro no balcão, suficientes pra pagar o uísque e a informação dele, e então afastou-se, andando na direção da pequena mesa. Os outros dois homens de capa continuaram circulando pela taverna, enquanto o terceiro sentou-se na cadeira vaga e olhou para a mulher.* Espero que não se incomode se eu juntar-me a vc esta noite.

Agatha:
Se for para me cortejar, está perdendo o seu tempo e eu não gosto de repetir as coisas. *Dizia ela, com uma voz suave, que remetia até uma certa delicadeza enquanto olhava para a direção daquele homem que acabava de sentar ali na cadeira vaga dela. Agatha era muito bonita, um rosto de traços finos e um olhar castanho claro encarava de uma maneira bem atenta aquele homem. Os cabelos dela eram lisos e longos, mas no momento estava preso, formando um rabo de cavalo que chegava até um pouco abaixo da metade das costas dela.*

Narrador:
*O homem também tinha olhos castanhos e a barba feita, sua postura era impecável, apesar da capa surrada.* Ótimo, eu também não. E também não gosto de incertezas. O taverneiro disse que talvez vc possa fazer um trabalho para mim. Um trabalho sujo mas altamente recompensador. Vc é a pessoa que estou procurando? *Fitou-a incisivamente.*

Agatha:
*Ela, que estava bebendo algo que remetia ser um vinho, dava uma rápida golada no copo e olhava para aquele homem, ficando breves momentos em silêncio e respirava fundo.* De quanto estamos falando da recompensa? *Visivelmente voltada ao que ganharia, gostava antes de saber o que teria de recompensa antes de saber de fato sobre qual seria o trabalho.*

Narrador:
Dez mil moedas de ouro. Não há bônus no trabalho, existe apenas um objetivo e se cumpri-lo, as moedas são suas. Metade agora e metade ao completar o serviço. As moedas estão em minha carroça. Naturalmente não as traria aqui comigo e também não explicarei o serviço em público. Precisaremos de um lugar mais privado caso decida aceitar. *Respondeu o homem com firmeza.*

Agatha:
*Apesar da recompensa ser alta, Agatha não demonstrava nenhuma empolgação ou alteração em sua face, ela permanecia um tanto quanto séria e dava mais um gole no vinho que estava chegando ao final.* Preciso ver essa carroça. *Queria garantias que de fato o dinheiro existia e finalmente dava o último gole, olhando para aquele homem.* E saber o nome com da pessoa que está falando comigo no momento. *Não importava com a movimentação ali, provavelmente haviam muitas pessoas olhando para a mesa dela e de fato o local era inapropriado para ter mais detalhes sobre o trabalho a ser realizado.* Já tem um lugar?

Narrador:
O nome é Tidus. Acompanhe-me. *Não havia como saber se esse era o nome verdadeiro dele. Ele apenas levantou-se e esperaria ela fazer o mesmo, para então dirigir-se até a saída com os outros dois homens acompanhando-o. Andariam até as cercanias da vila, onde a carroça estava parada próxima a uma rua estreita e mais discreta. O homem abriu a parte de trás da carroça e abriu uma bolsa grande de couro e deixou à mostra pra ela, revelando as inúmeras moedas de ouro. Os outros dois homens ficariam prostados ao redor para repelir qualquer curioso e também para agir caso a mulher resolvesse fazer algo repentino.* Cinco mil. Vc já deve ter alguma experiência e saberá que estou falando a verdade se conferir o peso da bolsa.

Agatha:
*Ela levantava, usava roupas discretas, uma blusa simples, além de uma saia que chegava até os joelhos, além de calçar leves sandálias. Não portava nenhuma arma a mostra e começava a seguir para a direção do lado de fora, aonde Tidus seguia e, uma vez ali, notava aquela bolsa na carroça, além dos dois "capangas" que acompanhavam ele. Agatha caminhava, de maneira calma e sem pressa, estendendo a mão para a bolsa e, caso não fosse interrompida, pegaria a bolsa para a erguer um pouco e sentir o peso.* Não parece estar mentindo. *Olhava mais uma vez ao redor, afastando da carroça, claro que sem a bolsa e olhava para Tidus.* O que quer de mim?

Narrador:
*Tidus revirou os bolsos internos de sua roupa, que parecia ser uma farda militar de cor azul, e desenrolou um pedaço de papel com o desenho de um rosto de um senhor com aparentes 50 anos. Entregou-o à ela.* O homem retratado aí chama-se Bruce Fanne. Ele é uma espécie de líder religioso na Cidade Imperial, capital do reino conhecido como Terânia, que não fica muito longe daqui. Caso não tenha ouvido falar, Terânia é governada pelo Imperador Renon Slade que tem um grupo de elite à sua disposição chamado Cavaleiros Imperiais. *Tidus fez uma pausa, continuando.* Enfim, o fato é que Bruce Fanne organizou uma expedição por várias outras cidades e vilas de Terânia a fim de pregar sua mensagem positiva, fazendo com que a moral dos civis e dos soldados aumente. O problema é que uma das cidades por onde ele passará é uma base de operação para o meu esquema de tráfico de escravos. O Imperador obviamente não sabe disso e Bruce Fanne também não pode saber. Se a expedição dele chegar até a cidade, eu e todos os envolvidos seremos julgados como traidores pelo Império. Bruce precisa morrer antes que sua comitiva chegue até Vars, que é a cidade onde funciona o meu contrabando. Naturalmente não preciso dizer que eu negarei tudo se vc for capturada. Oficialmente eu não a contratei e meu negócio não existe.

Agatha:
*Vai escutando com todos os detalhes o que Tidus dizia e em momento algum mudou a expressão, apenas focava-se naquele desenho, como se estivesse gravando perfeitamente a imagem de seu alvo. Para Agatha, pouco importava o que as pessoas que contactavam ela faziam, desde que ela fosse paga no final e, por conta dos serviços dela, sabia que 99% das vezes, seus "clientes" faziam coisas sujas e erradas, igual a ela.* E qual o prazo para que ele morra? *Continuava com o olhar fixado no desenho por mais alguns segundoe enrolava o papel, voltando a finalmente focar a atenção para Tidus, já tentando imaginar o que teria pela frente para alcançar esse homem.*

Narrador:
Eu calculei que ele levará 4 dias até alcançar Vars. Ele passará 2 dias em 2 vilas pequenas, 1 dia em cada, e depois 2 dias em uma cidade maior, e depois disso será Vars. Este é seu prazo. Eu tentei cancelar ou atrasar este itinerário o máximo possível, mas não tenho muita influência no alto escalão do Império. Um pouco mais de uma dezena de soldados estão envolvidos e eles lhe ajudarão em alguma coisa, desde que não comprometa a posição deles. O restante dos soldados ou funcionários do Império tentarão lhe impedir caso vc seja descoberta. Se vc puder fazer parecer um acidente, será melhor a todos, pois a chance de uma investigação póstuma é bem menor. Mas, no fundo, não importa como vc faça, desde que faça. *Fechou a bolsa de couro e voltou a olhar para ela.*

Agatha:
*Confirmava com a cabeça após escutar as orientações e olhava para a direção de uma das casas próximas da taverna, fazendo uma breve movimentação, também com a cabeça.* E é você ou um de seus..amigos que vai levar a primeira parte do pagamento ali agora? É um trabalho arriscado e com poucos dias, não quero ser enganada, não vai ser bom pra ninguém se isso acontecer. *Piscava para Tidus de uma maneira irônica e já começaria a caminhar para a casa, esperando que os 3, ou ao menos um deles a seguisse para deixar a primeira metade do pagamento ali.*

Narrador:
Eu levarei e estou supondo que vc aceitou o serviço. *Tidus pegou a bolsa de couro e levou consigo por baixo da capa, seguindo-a. Uma vez naquela casa, certificado-se de que ninguém mais estaria ouvindo, ele continuou.* A comitiva visitará a primeira vila amanhã saindo na parte da manhã. Nos encontraremos neste local no quinto dia aos primeiros raios de sol, independente do que acontecer, e se o serviço tiver sido cumprido, então terá a outra metade. De acordo?

Agatha:
De acordo! *Agatha abria a porta da casa dela, sem olhar para Tidus e uma vez que ele adentrasse aquela simples casa de madeira, poderia ver já algumas armas dependuradas na parede, mais especificamente um arco e duas espadas, além de uma pequena escada que dava acesso a um sótão. Ela olhava então para Tidus e estendia a mão direita, afim de selar o acordo.* Pode ter certeza que não sou de falhar.

Narrador:
*Tidus apertou a mão dela.* Ótimo. *E estenderia a bolsa de couro a ela, comentando algo em seguida.* Tome cuidado com os Cavaleiros Imperiais. Eles usarão um escudo parecido com este. *Afastou a capa na altura do peito, revelando um brasão bordado na farda.* Eles não têm de usar as fardas do exército, vc saberá quando encontrar um. *Fez silêncio em seguida, esperando que a transação estivesse encerrada.*

Agatha:
*Segurava a bolsa com as moedas e deixava a mesma repousada ali no chão enquanto observava aquele brasão bordado, quanto mais detalhes e informações tivesse, melhor seria.* Pode deixar! Vou partir o quanto antes, só preciso me organizar aqui, trocar de roupa, separar algumas armas e terá sua morte em 4 dias. *Apesar de não aparentar ser tão capaz de fazer isso, ela dizia com uma confiança tão grande, que provavelmente não estava mentindo quanto suas habilidades.*

Narrador:
*Tidus então entregou um pequeno mapa a ela, explicando a localização de Terânia e da Cidade Imperial e mostrando onde eram as vilas e cidades por onde Bruce passaria, incluindo Vars.* A comitiva sairá da Cidade Imperial. Eu não tentaria entrar lá se fosse vc, a segurança é obviamente forte demais, afinal, é a capital do Império. Mas uma vez fora, ele será protegido apenas pelos soldados que o acompanharem. Eu não sei se o Imperador irá designar um Cavaleiro para isto. *Se nada mais fosse dito ou perguntado, Tidus deixaria a casa então.*

Agatha:
Vou tentar intercepta-lo na primeira vila que ele for passar, talvez ele beba demais e caia de alguma ponte ou quem sabe puxou briga com alguma pessoa e não aguentou o páreo. *Abria um sorriso de maneira irônica para Tidus enquanto estudava o mapa e olhava mais uma vez para a bolsa de moedas que foi deixada ali. Agora só teria que se aprontar para partir.* Em 4 dias nos encontramos aqui!

Narrador:
*Tidus então voltou a seus homens e os 3 montaram na carroça e partiram da vila. Caberia agora à ela dar os primeiros passos em busca de seu objetivo. O território teraniano começava não muito longe dali, e a guarda era escassa longe da capital. Conforme mais perto, entretanto, a guarda se tornava mais intensa, e perto da capital era possível ver uma estação militar a cada vila. Isto significava que a guarda seria menor conforme Bruce se afastasse da capital teraniana.*

Agatha:
*Uma vez que Tidus deixasse o local, Agatha começaria a se organizar. Ela não era de carregar muitas coisas e já trataria de seguir para o fundo da casa, do qual tinha um cavalo ali, amarronzado, definitivamente já a acompanhou em muitos trabalhos.* Mais um serviço pra gente e esse é dos grandes! *Dizia ela de uma maneira sorridente e acariciava o animal, já o desamarrando enquanto colocava a sela nele. Após isso, seguia para a casa afm de se trocar,retirava a saia e a blusa comum para vestir uma blusa negra de alças mais justa, deixando parte da barriga dela a mostra. Na parte de baixo do corpo, vestiria uma tanga preta, deixando as pernas completamente a mostra em um visual bem ousado e sensual. Por fim, pegava suas armas, duas adagas, colocando-as em coldres e prendendo os mesmos uma em cada coxa e seguia até a parede, pegando ambas as espadas curtas, deixando elas em um "X" nas costas, além de levar o arco e flechas para prender no cavalo e enfim partir rumo a uma dessas vilas.*

Narrador:
*Ninguém a pararia uma vez dentro do território teraniano. Havia apenas uma espécie de pedágio montado um pouco depois de Vars, em uma construção que impedia a passagem de comerciantes e outros viajantes na estrada se a passagem não fosse paga. Com apenas algumas moedas aquele pedágio poderia ser pago. Depois dele não havia mais nenhum impedimento para se chegar até a capital. Depois de Vars havia outra cidade e depois 2 vilas. Na vila mais perto da capital, a guarda era bem reforçada. Muitos soldados com a armadura azul característica de Terânia eram vistos. Eles provavelmente estavam se preparando para a chegada de Bruce no dia seguinte.*

Agatha:
*Ela estava viajando focada, sempre com seriedade e de olho em tudo o que estava acontecendo ao redor. Pagava o pedágio e agia como uma pessoa comum, já que quanto menos atenção chamasse, melhor. Uma vez que estivesse aproximando daquela primeira vila percebia o quanto que a guarda estava reforçada, não seria uma boa tentar algo lá, mas ficava a observar, estudar como seriam as movimentações por ali, para ter uma idéia de como poderia agir da melhor maneira possível.*

Narrador:
*A guarda presente na vila parecia normal daquele lugar. Parecia que não haviam sido enviados soldados a mais apenas por causa do líder religioso. Apesar disso, era claro que a rotina dos soldados seria mudada um pouco. Eles ficavam ali prostados na rua, revezando a patrulha. A maioria era do exército, portando espadas e lanças, mas também haviam alguns magos entre eles. Magos aprendizes, era perceptível. Não seriam páreo para ela em uma situação mano a mano. A população parecia animada. Muitos deles estavam ansiosos para ver Bruce de perto, ele parecia ser uma figura popular na região. Já haviam pintado uma faixa com o nome dele, provavelmente escrito errado, pois poucos ali sabiam ler e escrever e mesmo eles não tinham certeza de como o nome do homem era escrito. De qualquer maneira, isso mostrava a fama dele.*

Agatha:
*Ao ver a situação naquela vila, Agatha respirava fundo e baançava a cabeça de maneira negativa, sabia que assassinar Bruce ali seria algo bastante arriscado, porém, se surgisse a oportunidade, não desperdiçaria. Ela olhava para todas as pessoas ali presentes, sabia que eram pessoas menos instruídas, ao menos a maioria e não deixa de reparar em alguns magos, nunca teve tanta apreciação por parte deles e sabia que os mais treinados poderiam ser um sério problema. Ela olhava também as construções, buscando por um lugar mais alto, quem sabe se uma flecha voasse na direção do coração de Bruce...o problema é que teria que ser discreta, por enquanto ficaria apenas a observar.*

Narrador:
*Havia apenas um prédio mais alto, o mais alto da vila, que era justamente o da taverna. A taverna tinha dois andares, provavelmente era uma estalagem, pois os quartos ficavam em cima. De onde ela estava, pelo menos, ela não poderia avistar ninguém no telhado. Havia soldados na rua, entretanto. Se ela quisesse ir até lá, teria que despistá-los, além das pessoas na rua. Talvez esperar anoitecer fosse uma boa ideia, já que os habitantes se recolheriam e haveria apenas os soldados na rua, sendo mais fácil se locomover.*

Agatha:
*Agir de noite para coisas discretas era sempre melhor e Agatha já olhava para tal local ali na taverna, seria uma boa, mas teria que aguardar. Queria ver se de lá do alto teria uma visão privilegiada para uma possível investida, se seria vista, enfim, estudar o local, caso o assassinato pudesse ser feito ali naquela vila, o quanto antes acabasse o trabalho, melhor seria e mais dinheiro ela ganharia. Ela seguia então para tal taverna, queria alugar um quarto, fingindo ser uma simples viajante que buscava apenas um momento de pausa ali naquela vila.*

Narrador:
*A taverna era pequena pois a vila era pequena, mas tavernas eram tavernas em qualquer lugar. Surpreendentemente, a taverneira era uma moça loira muito jovem, que cumprimentou a assassina com um sorriso.* Ahh, aposto que está aqui para ver Bruce Fanne, não? Infelizmente os quartos estão todos ocupados, querida, e ficarão até depois de amanhã. Mas se estiver muito desesperada, eu posso alugar um quarto da minha casa pra vc por apenas algumas moedas. Não faria isso para aqueles camponeses gordos e bêbados, mas vc parece ser uma pessoa legal.

Agatha:
*Ao olhar para aquela taverneira, Agatha respirava fundo ao escutar que os quartos estavam todos alugados e abria um sorriso pra ela, negando com a cabeça.* Não, não, muito obrigada, eu estou apenas de passagem, meu destino é outro. *Ela não gostava e nem queria envolver pessoas que não eram o alvo dela em seu trabalho e olhava ali em volta.* Bom, mas eu aceito algo para comer e beber. *Teria que matar o tempo até anoitecer, além do mais, ficando ali na taverna, poderia ver como eram as pessoas que frequentavam ali e tentar perceber se havia alguém em potencial para a atrapalhar.*

Narrador:
Claro, linda. Eu sou Melissa, qual o seu nome? *Perguntou, enquanto preparava uma bandeja com alguns pães, queijo e pedaços de assado. A taverna ainda estava movimentada e felizmente ainda havia uma mesa vaga.*

Agatha:
Me chamo Agatha! Está com muita gente aqui e sem ninguém pra te ajudar? *Olhava como que ela trabalhava e tentava manter um social, era até bom para retirar toda a tensão e ansiedade de cometer tal tipo de assassinato.*

Narrador:
Meu irmão deveria estar aqui, aquele preguiçoso, mas ele está impressionado pelo movimento nas ruas e não pára no lugar. Logo ele voltará para cá, eu espero! *E enquanto Melissa servia a comida e bebida para Agatha, um rapaz com outros 2 amigos adentrou a taverna. Melissa aparentava seus 18 anos e o rapaz devia ter 16, seus amigos na faixa de 15.* John, vem cá me ajudar agora! *Gritou Melissa, enquanto ele começou a subir as escadas com os amigos.* Espera, irmã, vou mostrar o ponto para meus amigos! Vcs vão ver, dá pra ver a vila toda de lá de cima! *E continuou subindo, até sumir no segundo andar.*

Agatha:
*Era muito bom escutar o que o irmão dela dizia, sobre ver a vila toda ali de cima e Agatha não deixava de acompanhar a direção dos passos daqueles rapazes até que eles sumissem da vista dela.* Quando acabar eu posso conhecer a taverna também? Fiquei curiosa com o que ele...seu irmão? Disse, em ver a cidade toda, as vezes é bom ter uma boa vista! *Dizia Agatha começando a se alimentar ali com calma.*

Narrador:
Ahh, claro, mas não com os amigos idiotas dele! Eu esperaria a volta deles se fosse vc! Há um alçapão no final do corredor dos quartos e quando vc abre tem uma escada que leva ao teto. Pode ir lá depois, é o mínimo que posso fazer por não termos um quarto pra vc, querida. *Melissa então voltou a seu posto, assim como John voltou lá de cima com os amigos. Conforme as horas iam passando a taverna começava a esvaziar mais.*

Agatha:
*Agatha apreciava as informações que Melissa passava pra ela e vai se alimentando com calma, sempre atenta a movimentação local e não deixava nunca de perceber cada rosto que entrava ali. Na medida que o tempo passava, Agatha, já alimentada, deixava o pagamento ali com Melissa e indicava com a mão, apontando para o alto.* Vou conhecer lá, tá? *E caso houvesse a permissão, começaria a subir para o alçapão, afim de alcançar o teto.*

Narrador:
*Melissa faria um afirmativo com a cabeça, atarefada com os clientes da taverna. Ela até mesmo se esqueceria de Agatha. O alçapão estava destrancado graças ao irmão dela, e quando se puxava a tampa, a escada vinha junto. Ela saía no teto da taverna que era de madeira e rangia, o que provavelmente podia ser ouvido pelas pessoas nos quartos. Havia uma parte na beirada, entretanto, que era mais alta que o telhado, e ali não fazia barulho diretamente. Era possível mesmo ver toda a vila, já que não havia construção mais alta que aquela. Havia sempre dois soldados dispostos em pontos distintos da rua principal e um ocasional mago entre eles. Ao que parecia, eles fariam a ronda ali pela noite, e o resto do contingente só viria no outro dia de manhã.*


Última edição por Lei Keylosh em Sex 07 Set 2012, 05:05, editado 4 vez(es)
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Re: De Santos e Assassinos (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Dom 26 Ago 2012, 02:57

Agatha:
*Uma vez ali em cima, Agatha dava uma boa olhada na cidade, principalmente por aonde a comitiva de Bruce passaria. Ela olhava para os dois guardas e o mago, não gostando muito da presença desse último, tanto é que resmungava algo de maneira baixa.* Droga...! *Mas nada fazia, estava ali apenas para estudar se seria possível já executar Bruce naquela cidade, sabia que tinha apenas 4 dias para isso e queria concluir sua ação logo. Ela desceria após algum tempo ali, caso nada de anormal acontecesse, caso não existisse nada que chamasse a atenção dela.*

Narrador:
*De fato não havia ponto melhor naquela vila. Bruce provavelmente passaria por ali, permitindo um ataque à distância como uma flecha, ou mesmo um ataque pessoal saltando de cima, pois a rua era estreita e a taverna dava diretamente à rua. Caso ela voltasse até a taverna, veria dois soldados teranianos parados à frente do balcão. Eles conversavam com Melissa, cada um deles segurando seu elmo embaixo do braço. A taverna já estava quase vazia, o movimento estava quase se encerrando.*

Agatha:
*Agatha descia, já fixava ali no teto um ponto para tentar assassinar Bruce, mas agiria até então como se fosse uma simples visita por ali. Ela passaria pela taverna, mantendo um sorriso de fachada e acenava para Melissa.* Tenha uma boa noite. *Era apenas cordial também com os guardas fazendo movimentações breves com a cabeça para sair dali. Teria que dormir nas redondezas, já que a taverna estava ocupada e não queria ficar em casas de outras pessoas, poderia levantar suspeitas.*

Narrador:
*Não havia nenhuma outra estalagem naquela vila. Se ela quisesse algum quarto para ficar, teria que ficar na vila seguindo a estrada, a segunda vila que Bruce visitaria. Era perto e ela conseguiria dormir lá e voltar para a primeira vila à tempo da passagem de Bruce. No mapa entregue por Tidus, havia o horário das passagens, e elas eram sempre de manhã, entre os primeiros raios de sol e o meio-dia.*

Agatha:
*Por não ter outra opção, Agatha já seguiria rumo a montaria que estava ali para ir na direção da vila seguinte, tinha que estar bem para o próximo dia e fazer um serviço tão importante com a mente e corpo de maneira cansada não ia ser boa coisa, por isso, galopava de uma maneira até mais forte para chegar logo na vila seguinte.*

Narrador:
*Não havia nenhum soldado teraniano na segunda vila, era muito cedo para fazer os preparativos lá. A taverna era administrada por um robusto senhor barrigudo e com um bigode maior que muitas adagas e ainda estava aberta apesar da alta hora da noite. E, surpreendentemente, havia um cliente sentado à uma das mesas. Apenas um rapaz trajando roupas de viajantes, barba aparada e o cabelo curto e separado, com duas mechas separadas caindo-lhe sobre os olhos. Ele segurava uma caneca e parecia perdido em pensamentos.*

Agatha:
*Assim que chegava ali, compreendia o fato de não haver guardas ali ainda e já tratava de seguir para a direção da taverna, olhando a movimentação ali e acreditava que a mesma estaria deserta, porém, surpreendia-se ao ver uma pessoa ali, apesar de não focar muita a atenção naquele rapaz, apenas seguia para o balcão, afim de pedir um quarto pra ela.*

Narrador:
Ora, vejam só... *Disse o senhor, alisando o honroso bigode e olhando para Agatha.* Nunca recebo viajantes no calar da noite e quando recebo, eles vêm em dupla. *Deu uma risada estranha.* Aquele rapaz ali também chegou há pouco tempo. Devem ter vindo antes para assegurar um quarto e ver Bruce Fanne, não? Há! *Fez uma cara de desgosto.* Aquele canalha! Não sei como as pessoas acreditam naquele mentiroso! Santo uma ova!

Agatha:
*Agatha não sabia da índole das pessoas por ali e não conhecia muito bem os feitos (ou não) de Bruce, por isso acharia melhor manter-se imparcial por ali. Ela não deixava de notar o desdém daquele rapaz, mas logo olhava de volta para o senhor.* Na verdade, estou apenas de passagem, apenas uma noite de descanso, acredito eu.

Narrador:
Então não está aqui pelo Bruce! Ótimo, já gostei de vc, moça! Aqui está a chave, suba as escadas, segundo quarto à esquerda! Tenha um bom descanso! *O rapaz sentado à mesa, iluminado precariamente pelas velas da taverna, agora passou a observar silenciosamente Agatha.*

Agatha:
Parece que Bruce aqui não é tão popular. *Ela abria um sorriso, raro por sinal e dava uma olhada para o rapaz que estava ali, de uma maneir anovamente séria antes de começar a subir as escadas lentamente, sem muita pressa para ver se encontrava facilmente o quarto.*

Narrador:
*Era o quarto de número 3, exatamente o segundo à esquerda. Se Agatha tentasse abrir a porta com a chave, perceberia que a mesma não girava até o final. Era a chave certa, pois ela entrava até o final e girava pela metade, mas não ia até o final.*

Agatha:
*Assim que colocava a chave ali, já estava pronta para entrar no quarto, mas se surpreendia quando a porta não abria. Ela tentava mais uma, duas vezes e quando notava que a chave não estava rodandoa té o final, respirava fundo e começaria a descer as escadas novamente para seguir até o balcão.* Não estou conseguindo abrir a porta. *Dizia ela para o taverneiro ali, quase que ignorando aquele rapaz que estava lá.*

Narrador:
*Ela não conseguiria ignorar o rapaz, já que, quando começou a descer as escadas, ele estava subindo e parou diante dela.* Não está conseguindo abrir a porta, não? Há um jeito, mas aquele gordo é muito preguiçoso pra explicar a todos que vêm para essa espelunca. *Deu uma pequena risada.* O quarto 5 está com o mesmo problema e eu tive que pedir explicações a ele duas vezes. Venha, eu lhe ajudo.

Agatha:
*Assim que estava descendo as escadas, levava até um susto por quase trombar com o rapaz e começava a ouvir o que ele dizia. Ela que estava com a chave na mão direita, já estendia a mesma para ele.* Tome, é toda sua então! *Esboçava um pequeno sorriso e daria meia volta para subir e aguardar a ajuda do rapaz.*

Narrador:
*O rapaz pegou a chave e foi até a porta. Girou um pouco na fechadura, depois puxou a chave alguns centímetros, deu um tranco na porta para trás, empurrou a chave de volta e depois girou a maçaneta pela metade 3 vezes. A porta abriu.* Eu não sei o que aquele gordo excroto fez com essas portas... talvez tenha se jogado em cima delas, por isso ficaram assim. *Deu uma pequena risada, entregando a chave a ela e abrindo a porta.* Pronto, senhorita...? *Ficou esperando que ela lhe dissesse o nome.*

Agatha:
*Era impossível ficar ao menos sem abrir um sorriso com o comentário que ele fazia e Agatha já pegava a chave de volta quando a porta estava aberta.* Sabrina...! *Novamente mentia o nome, não poderia colocar sua identidade em risco e nem queria deixar pistas para trás, ainda mais por um serviço tão grande.* E como devo chamar a pessoa que deixou ver o meu próprio quarto hoje? *Dizia ela um pouco melhor humorada enquanto dava uma espiadela de canto de olho para o quarto, afim de ver como o mesmo era, mas mantendo-se ali na porta.*


Narrador:
Pode me chamar de Shadow, senhorita Sabrina. Foi um prazer ajudá-la. Desejo uma boa noite. E se nossos caminhos não se cruzarem novamente, desejo toda a boa sorte a vc. *Ficaria ali parado no corredor.*

Agatha:
Igualmente, Shadow. *Aquele rapaz despertava uma certa curiosidade em Agatha que estava olhando pra ele parado ali, ficando em breves segundos em silêncio, mas logo a seguir, caminhava par ao quarto dela.* E boa sorte também ao abrir sua porta. *Ela sorria, olhando pra ele enquanto começava a colocar as coisasd dela ali pra dentro.*

Narrador:
*Ele agradeceu com um gesto e seguiu seu caminho. Apesar do estado das portas, o quarto era limpo. Era bem simples, mas estava tudo arrumado. O taverneiro provavelmente tinha ajuda de alguém pra manter tudo aquilo organizado e funcionando. O importante é que a cama estava inteira, o que iria proporcionar uma noite de sono de descanso para Agatha.*

Agatha:
*Uma vez instalada ali, Agatha fechava a porta do quarto e seguiria para se banhar e só então adormecer, buscava sempre esvaziar a cabeça em momentos antes da missão, relaxar e armazenar as energias necessárias para o dia seguinte, que era o que ela faria.*

Narrador:
*E ela conseguiria. Era uma vila silenciosa e ficaria assim por pelo menos mais um dia. Se despertasse bem cedo e deixasse seu quarto, sentiria o cheiro de leite, queijo quente e frutas vindas do andar de baixo.*

Agatha:
*Ao despertar cedo, Agatha já começaria a se preparar, não poderia perder muito tempo e começa a juntar as próprias coisas ali para descer e tomar um bom café, tinha que partir para a outra vila logo, já que seria hoje a passagem de Bruce por lá. Ela fingia tranquilidade, ainda mais que disse que estava por passagem apenas e pediria seu café.*

Narrador:
*Uma moça morena e com traços parecidos com o dono bigodudo, provavelmente filha dele, servia o café para os hóspedes em algumas mesas em um canto da taverna. E lá estava Shadow, comendo um pedaço de pão e observando o movimento. Avistou Agatha e perceberia se ela estivesse segurando a chave do quarto.* Sabrina, parece que apenas pernoitou. É uma pena, gostaria de ter mais tempo para conversarmos.

Agatha:
*Agatha estava de fato com a chave em mãos e devolveria para aquela moça, afim de liberar o quarto e, quando se acomodava em uma das mesas, olhava para Shadow ali e acabava levantando para ir na direção da mesa dele e tomar a liberdade de puxar a cadeira, sem pedir se poderia se acomodar ali, ela era educada sim, mas não parecia ter tantos modos.* Vai ficar por aqui mais alguns dias? Talvez eu consiga retornar.

Narrador:
Vou sim. Sou comerciante de especiarias, vim para fechar um grande negócio em Terânia, mas a negociação ainda vai durar alguns dias, então tenho que esperar aqui. *Comeu o pão e depois tomou um pouco de leite.* Irei esperá-la aqui então, Sabrina.

Agatha:
Entendo, bom, eu vou ter que me apressar, cada um cuida de seus negócios, não? *Ela sorria enquanto o olhava.* Mas acredito que retorno em um ou dois dias. *Ela olhava para Shadow e começaria a comer assim que fosse servida para partir logo dali.*

Narrador:
Ótimo. Assim poderemos abrir muitas portas emperradas. *Sorriu, comendo mais devagar e faria um gesto de despedida a ela caso ela saísse da mesa.*

Agatha:
*Agatha despedia de Shadow com um aceno e já trataria de seguir par ao cavalo dela, afim de montar e retornar para aprimeira vila, já tentando imaginar que a mesma estaria bastante movimentada, já que seria o dia em que Bruce passaria ali.*

Narrador:
*E de fato estava. Uma comitiva de muitos soldados teranianos e seguidores de Bruce se aproximava em uma marcha lenta na direção da entrada da vila. Bruce Fanne estava sob uma plataforma que era levitada magicamente, de forma que ele ficasse à vista para todos. Não havia nenhuma proteção ao redor dele na plataforma, pelo menos não visível. Os soldados e magos andavam quase colados à plataforma, mantendo as pessoas à uma distância segura, e tudo corria com calma na medida do possível. Havia muita gente em frente à taverna e Agatha não conseguiria entrar rapidamente ali.*

Agatha:
Droga...devia ter vindo pra cá de madrugada! *Resmungava ela pra sim mesma enquanto descia do cavalo, deixando seus mantimentos todos lá, usando apenas o necessário, duas espadas curtas e um arco, além de alguma flechas. Ela não dava atenção para ninguem ali, apenas focava-se em tentar abrir caminho para chegar até a taverna,. Provavelmente nunca falou tantas palavras como "com licença" ou então "deixe-me passar" em tão pouco tempo, mas ela tentaria adentrar na taverna para chegar até o teto da mesma o quanto antes fosse possível.*

Narrador:
*Antes mesmo dela começar a enfiar-se no meio da multidão, um soldado teraniano segurou o braço dela. A voz alterada e abafada por causa do grande elmo azul, portanto, não era possível ver o rosto do soldado.* Posso saber onde vai com este arco, senhorita?

Agatha:
Ei! *Levava um susto ao ser segurada pelo braço e olhava para aquele soldado.* Estou instalad anaquela taverna, quero apenas guardar para aproximar mais de onde o grande Bruce se encontra. Por favor, por favor, me deixa ir! *Ela se passava como se fosse a maior fã de Bruce, sabia que não poderia causar nenhuma confusão por ali e ficava a olhar par ao guarda, quase que com os olhos marejados.* Vim aqui só pra tentar ver ele de perto e sei que pra aproximar..ou tentar aproximar dele, não posso nem sonhar estar armada!

Narrador:
Tem razão nisto, senhorita. É exatamente por isso que vc não pode passar. *Disse o soldado, soltando-a e apontando a direção contrária. Outros dois soldados aproximaram-se, formando uma pequena barreira de armadura azul diante dela. A armadura fazia os soldados muito maiores do que seus corpos eram. Realmente não havia maneira de passar por ali sem passar pelos soldados. Quase que imediatamente, Agatha ouvia um "psst" e uma voz jovem dizendo "ei, moça!", de uma rua estreita há alguns metros atrás.*

Agatha:
*Ela não insistiria, ainda mais por estar diante a três soldados e mantinha a expressão entristecida, quando na verdade por dentro estava irritada e queria tentar lutar contra eles, apesar de saber que era praticamente suicídio.* Tudo bem..eu...eu entendo. *Ela recuava, cabisbaixa, mas assim que escutava aquela voz, virava para a direção de onde a mesma vinha para tentar ver quem a chamava.*

Narrador:
*Ela poderia ver então um rapaz novo chamando-a com a mão. Era John, irmão de Melissa.* Ei, vc é a moça que estava aqui ontem, não? Minha irmã disse que vc foi até lá em cima. Seria bom estar lá hoje, daria pra ver o cara famoso, mas tem dois brutamontes de azul lá na taverna impedindo qualquer um de subir.

Agatha:
Nem me fale! Eu queria subir para o ver, não tem jeito mesmo? Algum outro ponto mais alto? Estou aqui só por conta da passagem dele e não vou nem sequer enxerga-lo! *Dizia Agatha revoltada enquanto fingia aquela indignação com John. Ela estava pensando até em voltar logo para a cidade de onde se hospedou e ali ficar para aguardar a segunda passagem de Bruce,*

Narrador:
O ponto mais alto é o da taverna mesmo, moça. Mas eu conheço um jeito diferente de chegar até lá! Rá, eu conheço tudo nessa vila! *Gabou-se o rapaz. Como todo adolescente, ele queria impressionar a bela Agatha, mais velha e muito bonita.* Venha comigo! *Fez um sinal para que ela seguisse e então enfiou-se por entre as casas daquela área ali, andando por passagens bem estreitas, até chegar na porta dos fundos da taverna, que dava na cozinha e onde eles descarregavam alimentos e outros materiais.*

Agatha:
*Agatha olhava para John e notava que pdoeria tirar um bom proveito dele, tanto é que não pensava duas vezes para começar a seguir ele, atenta nas passagens que ele seguia e olhava ao redor, não querendo ser surpreendida. Uma vez ali naquela porta dos fundos da taverna, ela olhava para ele e piscava.* Essa foi muito boa!! Será que vamos conseguir entrar e subir?

Narrador:
Eu não vou lá dentro, moça, já me encrenquei demais e se minha irmã me ver fazendo coisa errada, ela vai me matar! Os soldados não estão deixando ninguém entrar, mas se vc for esperta, consegue chegar até o segundo andar sem ninguém te ver. Mas já aviso, os soldados devem estar lá em cima, moça! *Disse o rapazinho, que falava bem rápido.*

Agatha:
*Olhava para a parte interna da taverna e sorria para John* Sim, pode deixar que eu vou tomar cuidado e..obrigad apela ajuda extra! *Ela sorria e bagunçava o cabelo dele para começar a adentrar na taverna, seguindo abaixada e se precisasse, até rastejaria ali pelo chão apra começar a seguir rumo a escadaria.*

Narrador:
*O garoto ficou ali fora se achando o maior por ter tido o agradecimento de uma mulher mais velha e bonita, sem saber que estava contribuindo para uma grande tragédia. Não havia nenhum soldado na cozinha e Agatha passaria facilmente por lá. Então chegaria até a parte de trás do balcão, de onde era possível ver a porta da taverna, onde havia dois soldados virados para o lado de fora e impedindo a entrada das pessoas. Melissa estava próxima aos soldados e discutindo com eles sobre o fato de não poder ter clientes em uma hora tão boa como essa. Como não havia mais ninguém, Agatha conseguiria andar abaixada atrás do balcão até a escada para o segundo andar. O alçapão no final do corredor estava aberto e duas vozes masculinas vinham do telhado.*

Agatha:
*Uma vez que conseguia seguir até a direção daquele alçapão, Agatha já tratava de pisar de uma maneira bem mais amena, não querendo deixar nenhum passo ecoar ali e parecia até se equilibrar a cada passo que dava. Ela queria surgir bem devagar, querendo espiar a posição daqueles dois soldados ali em cima para ver como poderia agir.*

Narrador:
*Os dois soldados estavam próximos do parapeito do telhado observando a movimentação da comitiva, que já havia atravessado a entrada da vila e vinha na direção da taverna lentamente. Um deles segurava uma grande lança e o outro repousava a mão no cabo da espada que estava na cintura. Estavam conversando e não ouviriam Agatha se aproximar, até por todo o barulho que a multidão fazia.*


Agatha:
*Uma vez que avistava aqueles soldados, Agatha nao gostava nada de tamanha proteção e ficava a analisar os mesmos ali, olhando se havia alguma brecha no pescoço deles, teria que matar os dois de uma vez ou achar uma maneira de os distrair. Ela olhava também aquela escada para tentar bolar alguma tática.*

Narrador:
*A escada podia ser desencaixada dali, mas a distância entre o teto e o piso do segundo andar não era grande o suficiente para machucar uma pessoa que caísse daquela distância, no máximo uma leve torção de tornozelo. Onde havia abertura na armadura dos soldados havia uma cota de malha por baixo, portanto, seria difícil atingí-los através de todo aquele ferro. Do outro lado do telhado havia apenas uma viela e ninguém notaria se alguém caísse ali.*

Agatha:
*Assim que estudava o local, Agatha respirava fundo e retirava ambas o arco das costas, pegando uma flecha também para começar a seguir deitada pelos degraus. Ela queria eliminar ao menos um deles daquela maneira e esperava que um disparo a queima-roupa conseguisse atravessar a armadura. Caso conseguisse ter uma posição boa ali na escada, agaixaria-se para começar a armar o arco delicadamente, para não ecoar nenhum barulho e mirar as costas de um dos soldados, afim de disparar no centro do corpo para perfurar o coração dele.*

Narrador:
*O soldado que tinha a espada estava meio de lado em relação ao parapeito do telhado de forma que, quando a flecha atravessou sua armadura no coração, ele tombou para a frente e caiu no meio da multidão lá embaixo. O caos instaurou-se imediatamente, de forma que a multidão espalhou-se, a maioria gritando e correndo assustada, enquanto o soldado da lança virou-se para Agatha imediatamente e correu na direção dela, usando a lança para tentar perfurar a cabeça dela naquela posição. Os soldados teranianos lá embaixo imediatamente abaixaram a plataforma e colocaram Bruce no chão, fazendo um perímetro de defesa ao redor dele. Alguns outros soldados, incluindo os que estava na porta da taverna, começaram a correr para o segundo andar imediatamente.*

Agatha:
Droga! *Não era o esperado o soldado cair ali de cima na direção da multidão e Agatha ao ver que o plano falhava, começava a correr para a direção de um dos quartos, de uma maneir abem ágil para tentar arrebentar uma das portas com um forte chute frontal e tentar escapar dali de uma maneira extrema, atravessando uma das janelas que dava para o fundo.*

Narrador:
*A lança passaria zunindo pela cabeça de Agatha e ela podia avistar dois soldados correndo na direção dela no corredor antes que ela chutasse a porta e quebrasse a janela. Havia algumas caixas de madeira empilhadas em um canto da viela que ajudariam a amortecer a queda, mas ainda assim a aterrisagem seria bem dolorosa. Ela tinha que se mover rápido, entretanto, já que um dos soldados pularia atrás dela, usando a pesada armadura para amortecer a própria queda, abrindo um pequeno buraco na terra.*

Agatha:
*Assim que atravessasse a janela, sentia alguns cortes abrindo no corpo, além do pano da roupa que ela vestia rasgar em diversos pontos, mas o pior disso seria a queda. Aquilo era realmente doloroso e ela fazia uma expressão nada agradável, mas se vendo obrigada a levantar rapidamente, já que continuava a ser perseguida. Ela acabava por jogar o arco no chão para se livrar do peso e seguir a toda velocidade, apesar das dores, para tentar sair da cidade por aquela parte.*

Narrador:
Peguem-na!! *Gritou um dos militares, parecia ser o sargento ou algo parecido, ao ver os dois soldados perseguindo a mulher. Não era possível ver o rosto dela com clareza pois tudo acontecia muito rápido, mas agora os soldados sabiam que era uma mulher e com o biotipo dela. Havia alguns cavalos parados na saída da vila usados por alguns soldados e havia apenas um deles guardando os animais. Assim que viu a correria, o soldado sacou sua espada e começou a correr na direção dela tentando desferir um golpe na diagonal contra Agatha.*

Agatha:
Não!! *Ela ficava aflita ao ver aquele soldado indo contra ela, não era a primeira vez que encontrava-se em tal situação, mas sabia que estava em uma desvantagem imensa. Apesar de ver o soldado aproximar, Agatha não parava e já sacava uma das espadas curtas para tentar arremessar contra o soldado antes que ele aproximasse mais dela. Casdo conseguisse, já focaria os cavalos para tentar fugir dali.*

Narrador:
*O soldado bloquearia a espada voadora com a sua própria mas isso o impediria de tentar acertar Agatha, que conseguiria passar rapidamente por ele e poderia montar um dos cavalos. Como nenhum outro soldado ali tinha um meio de transporte rápido e os dois perseguidores ainda estavam longe de seus cavalos, Agatha teria uma boa distância de fuga e poderia sumir de vista desta maneira.*

Agatha:
*Ao alcançar um dos cavalos, Agatha partiria a toda velocidade para sair daquele local logo, estava com muitas dores e cortes pelo corpo por conta da travessia no vidro, mas sabia que antes de se preocupar com isso, teria que se preocupar em não ser pêga. Queria seguir rumo a próxima cidade, mas longe da estrada.*

Narrador:
*Havia um rio que passava pelas duas vilas há alguns quilômetros de distância e seria uma maneira mais segura de viajar até a outra vila. Havia alguns problemas: O cavalo dela havia ficado na vila e caso o animal ficasse lá, não haveria como os soldados e nem mesmo os habitantes saberem que Agatha havia chegado com aquele animal. Ele provavelmente seria levado por alguém e as coisas de Agatha roubadas. O outro problema seria saber se Bruce continuaria seu roteiro depois do que aconteceu, se as autoridades teranianas permitiriam isso. E além disso havia o detalhe de que o ocorrido chegaria nos ouvidos de Tidus. O que o soldado corrupto faria em relação a isso?*

Agatha:
*Agatha estava desesperada, não sabia como poderia arrumar as coisas e balançava a cabeça de maneira negativa, lamentando, com raiva dela mesma, já que toda a reputação dela poderia ser jogada por água abaixo. Ela cavalgava pelo rio, afm de não deixar rastros e já tratava de catar alguns cacos de vidros presos em uma parte ou outra do próprio corpo enquanto seguia para tal vila.*
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Re: De Santos e Assassinos (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Seg 03 Set 2012, 09:05

Narrador
*Já era noite quando Agatha chegou. Havia um pouco mais de soldados na vila, já que Bruce teoricamente passaria por lá no outro dia, mas nada muito absurdo. Terânia também não estava interessada em mandar muitos soldados apenas para aquilo, mas não se podia saber o que fariam depois da tentativa de assassinato. A taverna estava aberta como de costume e lá estava o taverneiro bigodudo e também o rapaz Shadow, que havia aberto a porta do quarto de Agatha. Além de outros clientes habituais, uma figura estava esperando próximo ao balcão, trajava armadura azul teraniana. Era Tidus, o contratante.*

Agatha
*Agatha chegava ali naquela região e lhava tudo ao redor, ao menos a movimetação não estava tão fora do comum e isso inspirava ela a seguir o seu caminho para a taverna. Ela buscou, ao longo do caminho, limpar as feridas, retirando uma pequena parte da própria blusa para ao menos limpar os escorridos de sangue que a travessia pelo vidro deixou nela e adentraria a taverna, já avistando rostos conhecidos ali, o taverneiro, Shadow e...Tidus...o que menos agradava ela, mas que ela mais se sentia na obrigação de ir falar com ele. Sabia que a aparência dela não era das melhores, mas já caminharia na direção dele com calma, pedindo uma bebida para o taverneiro, afim de manter-se um pouco mais na linha.* Já soube...não?

Narrador
*O taverneiro viu o estado da moça, assustando-se, e antes de entregar a bebida ele disse a ela.* Hã... moça... precisa de ajuda? Vc não parece bem. *Tidus respondeu imediatamente, o capacete da armadura repousando em cima do balcão.* Ela está bem, homem. Apenas sirva a bebida. *E voltou a olhar para a frente, respondendo Agatha. Falava num tom de voz mais baixo, mais privativo.* Sim, eu soube quando a notícia chegou na Cidade Imperial. Eu não sei o que fez, senhorita Agatha, mas, para a sua sorte, Bruce Fanne decidiu continuar sua viagem e passará por aqui amanhã conforme combinado. Vc terá uma segunda chance. Não a desperdice.

Agatha
*Agatha olharia para o taverneiro rapidamente e também negaria a ajuda, mas para preservar o tempo, Tidus já falava por ela. Agatha então respirava fundo e balançava a cabeça de maneira positiva.* Sim..não a desperdiçarei e...caso queira...te devolvo o dinheiro..não sou de falhar, não sei o que houve....! *Ela estava realmente frustrada com ela mesma, era fácil notar isso.*

Narrador
Eu confio em suas habilidades, senhorita, mas também não sou de apostar no duvidoso. Tive que cobrar alguns favores, mas fui designado como o coordenador para a segurança de Bruce amanhã. *E falou num tom mais baixo ainda.* Eu vou lhe colocar como um dos meus soldados, vc ficará próxima a ele a todo instante. Só preocupe-se em escapar em seguida. Há um uniforme guardado em um baú no quintal da casa há duas de distância daqui. Vista-o amanhã e encontre-me na entrada da vila.

Agatha
*Aquela informação era muito, mas muito valiosa para Agatha que balançava a cabeça de maneria positiva e já até olhava para a direção da janela, como se quisesse ver tal casa.* Tudo bem, amanhã estarei a carater e pode ter certeza, não falharei, confesso que..foi a primeira falha que tive e não gostei nada disso.

Narrador
Todos cometemos falhas, senhorita. A falha de Bruce foi ter marcado esta viagem, mas espero que vc possa fazê-lo arrepender-se disto de fato. Até amanhã. *Fez um gesto de despedida e logo pegaria seu elmo e deixaria a taverna.*

Agatha
*Mais uma vez balançava a cabeça de maneira positiva e mantinha sua pose ali, apesar da aparência horrível, dando uma boa golada na bebida enquanto olhava para Tidus saindo e finalmente voltava o olhar para tudo ali em volta, olhando par ao taverneiro.* Aquele quarto ainda está disponível?

Narrador
Eu sinceramente não sei, milady. Aquele rapaz ali *apontou Shadow na mesa* pagou pelo quarto 3, onde vc estava, mas ele ainda está no 5. Não faço ideia do motivo. Mas ele pagou, então, não me interessa, não é verdade?? *Deu uma risada estranha.* Vc devia falar com ele.

Agatha
*Arqueava uma das sobrancelhas quando o taverneiro indicava Shadow e abria um pequeno sorriso, pegando o copo dela e começando a seguir para a mesa de Shadow.* Obrigada pela informação. *Dizia ela para o taverneiro e vai aproximando de Shadow ali.* Olá...lembra-se de mim?

Narrador
Mas é claro, Sabrina. *Levantou-se e só agora percebeu o estado dela.* Deuses... vc está bem?? Alguém te machucou??

Agatha
Foi um pequeno acidente. *Dizia ela sorridente, visivelmente mentindo e não querendo falar sobre o assunto enuanto acomodava-se na cadeira ali, bebendo um gole da bebida como se nada tivesse acontecido.* Fiquei sabendo que está em posse do meu quarto que fiquei daquela vez.

Narrador
Sim. Número 3. *Tirou a chave do 3 do bolso e colocou na mesa à frente dela.* Vc me prometeu que ia voltar e eu acreditei, então... achei melhor reservar o quarto pra vc antes que outra pessoa pegasse. *Sorriu, bebendo um gole do hidromel que ele segurava.*

Agatha
*Agatha...ou Sabrina, como ele a conhecia, ficou momentos em silêncio e quase sem acreditar naquele feito dele, mesmo sem querer, ele ajudou ela demais.* Nossa...eu...obtigada.* Falava visivelmente sem jeito enquanto pegava a chave* Quanto te devo?

Narrador
Uma companhia para a bebida será pagamento suficiente, Sabrina. *Sorriu, erguendo a caneca e fitando-a.* Mas estou preocupado... não quer cuidar desses ferimentos? Isso pode infeccionar.

Agatha
*Agatha de fato não parou para se olhar e só quando Shadow dizia era que ela se dava uma olhada rápida, fazendo uma expressão de desanimo.* É..acho que seria a melhor coisa a se fazer no momento!

Narrador
Sei algo sobre curativos, posso te ajudar. Venha, vamos até o quarto 3, a sobrinha do taverneiro o limpou esta tarde, não tem nada sujo lá. *Levantou-se então, esperando que ela fizesse o mesmo.*

Agatha
*Agatha olhava para Shadow e dava uma última golada na bebida antes de levantar e começar a caminhar para o quarto.* E vou poder ficar com a posse da chave ou não? *Dizia ela de uma maneira mais descontraída enquanto vai ganhando as escadas.*

Narrador
Claro, o quarto é seu. Mas deixe-me abrir a porta pra vc. Já sabe, as portas daqui... *Sorriu, subindo as escadas com a chave e então abriria a de número 3. De fato estava tudo arrumado no quarto. Shadow já tratou de ir pegar uma bacia com água, bandagens e linha e agulha, se fosse preciso fechar algum corte profundo.*

Agatha
*Uma vez ali dentro do quarto 3, Agatha seguiria para a cama, sentando-se e ainda pegando um ou outro cado de vidro preso na pele para retirar do rocrpo com uma expressão de ardência. Ela olharia para Shadow e aguardaria, de fato ela mesma não era tão boa de se cuidar, já que nunca precisou disso, mas agora aprenderia na marra.*

Narrador
*O rapaz então pegou uma cadeira e sentou-se à frente de Agatha, colocando a bacia em cima da cômoda perto da cama. Retirou um frasco de uma bolsa de couro que carregava. Molhou o pano e passou no braço de Agatha, limpando os ferimentos. Em seguida, abriu o frasco com o líquido transparente.* Isso vai arder um pouco, Sabrina... mas seus ferimentos terão sarados completamente amanhã, eu garanto.

Agatha
*Olhava para Shadow e quase dizia o nome real dela, mas tinha que manter a linha. Ela estava um tanto quanto hipnotizada, ninguem se preocupou tanto com ela assim igual ele estava preocupando e respirava fundo, pronta para aguentar o que viesse pela frente.* Estou preparada. *E fechava os olhos no momento que estava para sentir a ardênca nos braços, aguardando ser tratada com calma.*

Narrador
*Ele despejou um pouco do líquido então em cima dos cortes e aquilo realmente ardia. Mas depois ela podia perceber que os ferimentos estavam limpos quase que imediatamente e seria apenas uma questão de horas até que fechassem. Ele fez isso em todos os cortes grandes nos braços e depois fitou-a.* Hã... vc tem mais ferimentos pelo corpo?

Agatha
Minhas costas estão ardendo...! *Agatha virava-se um pouco e de fato as costas dela estaria um pouco catigada também, já que quando atravessou o vidro se jogou com elas, virando o corpo par anão ser atingida no rosto nem coisa parecida, mas nada que fosse tão grave, apesar de arder bastante.*

Narrador
Muito bem então... com sua licença... *Ergueria a blusa dela para que pudesse ver os ferimentos nas costas e pediria para que ela segurasse a blusa erguida e então trataria os ferimentos ali.*

Agatha
*Agatha segurava a blusa, mas nada além de um pouco mais das costas ficaria exposta e ela sentia as mesmas ardências que sentiu quando ele cuidou das feridas nos braços, novamente fechando os olhos enquanto tentava esconder a dor.* O-obrigada...acho que já está bom!

Narrador
*Shadow então colocaria as bandagens e depois começaria a guardar as coisas.* Está certo então... tome um banho, limpe seu corpo e descanse, estará tudo sarado amanhã. *E voltou a sentar-se na cadeira, fitando-a.*

Agatha
Você mora por aqui? *Dizia ela de uma maneira quase que cortando o assunto das dicas dele para que ela cuidasse das feridas, já que Agatha estava curiosa quanto a Shadow.*

Narrador
Eu moro em Atlan, o grande arquipélago que faz parte do Império. Longe, eu sei, mas valeu a pena. Estou aqui por aquele negócio de especiarias na Cidade Imperial, lembra? *Sorriu, olhando ao redor.* Quer uma bebida enquanto estamos aqui? Vai ajudar a cicatrizar os cortes.

Agatha
Ah..sim sim..verdade! *Dizia ela levemente atapalhada enquanto escutava o convite para a bebida, ela queria relaxar e de fato a bebida cairía muito bem.* Ok, aceito, mas não vou exagerar, sinto-me cansada. *Na verdade, não queria beber tanto, já que no dia seguinte Bruce provavelmente passaria por aquela rota.*

Narrador
Certo. Vou lá pegar então. *Disse Shadow, abrindo a porta e descendo, demoraria alguns minutos. Shadow volta então com uma jarra de vinho e outra de hidromel, além dos copos. Era bem habilidoso para carregar tudo aquilo e ainda abrir a porta com o pé. Pelo menos a porta já estava destrancada.* Quase dei dinheiro ao taverneiro hoje para que trocasse os trincos dessas portas.

Agatha
*Quando Agatha escutava ele falando sobre a troca de trancas, dava uma risada e ajudaria-o com os copos, caso precisasse para comeaçrem a beber por ali.*

Narrador
*Colocaria em cima da cômoda e serviria aos dois para depois voltar a se sentar. Olharia para Agatha então.* Desculpe perguntar, Sabrina, mas... havia um homem conversando com vc no balcão. Ele está fazendo algum mal pra vc?

Agatha
Não...mal algum, é apenas um conhecido, tenho que fazer alguns favores pra ele, mas não é nada além de pegar uma ou outra mercadoria que ele deseja. *Dizia Agatha tentando disfarçar o verdadeiro interesse de Tidus em cima dela em relação a Bruce.* Animado com a passagem de Bruce aqui amanhã? *Dizia ela sorridente, brincalhona, mas na verdade, queria saber se a notícia do interrompimento da passeata dele na cidade anterior já chegou ali.

Narrador
Bruce Fanne? Ahn... pra ser sincero, eu nem saberia que ele passaria se não fosse por todas as pessoas só falando sobre isso por aqui. Acho que nunca acontece muita coisa nesta vila. *Sorriu, bebendo um gole.* Eu não o conhecia e mesmo se o conhecesse, não ligaria muito. Não sou do tipo religioso. Eu apenas estranhei o fato de haver mais soldados aqui em relação a ontem, e alguns deles estavam com um cartaz em mãos com um rascunho da figura de uma mulher e fazendo perguntas aos habitantes. Será que estão atrás de alguma fugitiva?

Agatha
*Era bom saber a situação que estava por ali e Agatha fingia estar surpresa quando Shadow dizia sobre o cartaz com a figura de uma mulher...dela mesma.* Nossa...será que alguma fã tentou pular em cima dele de tamanha empolgação e acabou fazendo coisa errada? *Dizia ela começando a rir, mas sabendo muito bem que não foi nada disso que aconteceu.* Se bobear eu vou olhar ele passando, apenas por curiosidade.*

Narrador
Pois é... existe louco pra tudo, não? Acho que vai dar pra vê-lo deste quarto, as janelas desse lado dão para a rua. Isso quer dizer que ficará amanhã?

Agatha
Bom...eu ficarei ao menos essa noite para recuperar as feridas, amanhã...decidirei, mas confesso que não tenho interesse algum. *Dizia ela, feliz por saber que aquelas janelas davam para a rua.* Acho que não vou perder meu tempo avistando essa figura que mal conheço.

Narrador
Pois é, eu também não perderia. *Deu mais um gole na bebida, a fala ficando um pouco mais mole, a pele mais vermelha.* Sabe, Sabrina... vc é uma garota muito legal. Fico feliz de tê-la encontrado aqui.

Agatha
Ah..obrigada...e fico feliz de você ter guardado esse quarto pra mim. *Sorria para Shadow enquanto dava um gole na bebida, tentando moderar um pouco e o olhava.* Acho que vamos encontrar mais vezes.

Narrador
Eu realmente quero isso, Sabrina. *Sorriu, fitando-a.* Vc é linda. Tem namorado? Noivo? Marido? Desculpe, mas essa curiosidade está me matando. *Nova risada*

Agatha
*Agatha sorria, um pouco sem jeito e avermelhada.* Eu não tenho anmorado e nem noivo, mas acho que alguém já está exagerando na bebida, nao? *Ela deixava uma risada escapar, talvez um momento de distração antes do dia seguinte viria muito bem a calhar, mas já colocava seus limites.*

Narrador
Sim, tem razão! Mas vamos lá, Sabrina... a vida é curta! Vc pode sumir amanhã, podemos nunca mais nos ver! Temos que aproveitar! *Bebeu outro gole, dando risada.*

Agatha
*Agatha dava uma risada e balançava a cabeça de maneria positiva poré, começaria a se colcoar de pé ali na cama.* Sim, é curta, mas eu não vou embora sem te avisar, prometo, tá? Apenas preciso descansar por hoje para recuperar das feridas.

Narrador
Muito bem então!! *Terminou a caneca, deixando-a em cima da cômoda, e levantou-se, meio cambaleante.* Uma ótima noite para vc, linda Sabrina! *E beijou o rosto dela antes de sair do quarto, todo feliz.*

Agatha
*Olhava para o estado dele e acenava até que ele saísse. Uma vez que ele saía dali, Agatha tratava de chegar até a janela para ver como seria a posição dela ali em relação a rua principal. Caso conseguisse ter uma boa visibilidade, estudaria seriamente o fato de tentar atingir Bruce na manhã seguinte dali. Agatha deitaria e dormiria, sentindo as feridas dos cortes pelo vidro, mas tentando se acalmar para recuperar as energias necessárias para o dia seguinte. Assim que amanhecia, ela acordaria e já começaria a sair do quarto, ainda com as mesmas roupas rasgadas, já que perdeu as provisões ali no cavalo que foi embora, mas tentaria se apressar para seguir de acordo com o que Tidus disse.*

Narrador
*O quarto já estava pago, portanto, o taverneiro não incomodaria Agatha. Se ela passasse os olhos pelas mesas ela não veria Shadow entre os clientes, entretanto. Era bem de manhã mas já havia uma movimentação ali na rua de habitantes e soldados teranianos. Conforme combinado, havia um baú no quintal da casa indicada por Tidus, que parecia abandonada. Dentro havia um conjunto de armadura teraniana completa e um uniforme militar de mesma cor. A armadura, apesar de pesada e resistente, era fácil de colocar, portanto ela conseguiria sozinha. Com a armadura, ela tinha a mesma aparência que qualquer outro soldado teraniano, inclusive pela voz que saía do capacete.*

Agatha
*Uma vez que estivesse vestida, Agatha começaria a seguir para a direção da taverna novamente, já que d quarto dela estaria com uma boa vista para tentar fazer alguma coisa, porém, agora ela portaria-se como uma soldado de Bruce, chegando ali na taverna de uma maneira bem hostil e firme.* Preciso que a taverna seja esvaziada imediatamente! *Falava ela para o taverneiro.*

Narrador
*O bigodudo soltou um palavrão, soltando o copo que enxugava, quase quebrando-o.* O quê?? Vou perder clientes só por causa deste merda que vai passar por aqui?? Maldita seja, Terânia e seu Imperador! Cobram impostos mas não fazem nada certo! *E começou a tirar os clientes do lugar, resmungando.*

Agatha
Mais respeito em relação ao Senhor Bruce. Se não quiser ser preso, faça o que eu acabei de dizer. *Ela mantinha a voz firme enquanto olhava para ele começando a retirar os clientes dali.* Os quartos, ninguém deve ficar aqui durante a passagem de Bruce. *Não viu Shadow e isso era preocupante, não sabia se o mesmo ainda dormia por ali.*

Narrador
Não há ninguém lá em cima, já cobrei os pernoites e todos saíram de manhã! *Respondeu o bigodudo a contragosto enquanto deixava a taverna e juntava-se às pessoas que começavam a se amontoar na rua.*

Agatha
Ei, espere! *Dizia ela para o taverneiro enquanto o mesmo começaria a sair.* Preciso recolher todas as armas e sei que um bom taverneiro nunca fica desarmado. Apesar da taverna esvaziada, é de suma importância eu estar em posse delas enquanto Bruce estiver aqui, as devolverei em seguida!

Narrador
*O taverneiro soltou o maior palavrão que ele sabia em sua língua e em uma altura que faria o próprio Bruce ficar com vergonha. Ele tirou uma adaga de um suporte na perna e depois apontou para trás do balcão.* O resto das armas estão em um quartinho atrás do balcão! Eu não tenho muita coisa e até isso vão tirar de mim?? Malditos!!

Agatha
Agora retire-se. *Dizia ela ainda firme enquanto caminhava para atrás do balcão para ver as armas que o taverneiro tinha ali, procurando alguma arma de distância, caso o mesmo guardasse alguma ali.*

Narrador
*Havia algumas adagas e espadas no quartinho, mas nenhuma arma de longa distância. Mesmo aquelas armas do quartinho pareciam nunca terem sido usadas. Não acontecia muita coisa naquela vila geralmente mesmo.*

Agatha
Droga...! *Resmungava ela de uma maneira irritada e começava a sair ali da taverna, ao menos até a porta par anão distanciar muito, já que estava ali para "proteger" aquela parte e olhava ao redor as pessoas, tentando avistar alguma armada com arco e flecha, caso existisse alguma pela redondeza.*

Narrador
*Assim que ela saiu para a rua, um grupamento de soldados teranianos estava passando por ela e indo em direção aos portões. E naquela direção estava Tidus, esperando os soldados alinharem-se para receber Bruce, cuja comitiva já estava se aproximando.*

Agatha
*Assim que notava aqueles soldados, Agatha pegava um punhal que havia ali na taverna e começava a aproximar dos soldados, mantendo a arma um tanto quanto escondida, rente a própria perna. Fingiria fazer parte daquela comitiva que recepcionaria Bruce e já olhava ao redor, tentando traçar alguma rota de fuga, já que queria o atingir o quanto antes.*

Narrador
*Havia um pequeno símbolo ao lado do brasão teraniano na armadura de Agatha. Algo aparentemente insignificante mas pelo qual Tidus saberia que era Agatha, pois ele havia preparado a armadura dela dessa maneira. Ele percebeu a aproximação dela e preparou a formação de forma que ela ficasse bem perto de Tidus enquanto esperavam a chegada de Bruce. A comitiva então chegaria finalmente da mesma forma que na vila anterior. Um aglomerado de pessoas seguindo-o mas, desta vez, ele não estava num pedestal e sim em um veículo de madeira puxado por muitos cavalos. Havia um campo semitransparente ao redor da carroça, provavelmente um recurso para rebater projéteis. Eles haviam aprendido a lição da última vez. Tidus fez um sinal para que os soldados começassem a marchar ao redor da carroça e como Agatha era a primeira, ela assumiria a posição bem rente ao carro de madeira, exatamente embaixo da janela onde Bruce estava acenando e gesticulando ao povo ao redor dele.*

Agatha
*Quando notava aquela carroça com a proteção, ficava preocupada quanto a um possível golpe, já que queria ao menos tentar arremessar uma adaga nele e sair correndo no momento mais oportuno possível. Agatha seguiria, marchando ali, como se fosse uma soldado da formação original, teria que aguardar, ser mais fria e menos ansiosa para aproveitar o melhor momento possível.*

Narrador
* O campo semitransparente extendia-se para um pouco além da carroça, de forma que Agatha estaria dentro dele. Entretanto, a distância era muito curta para que ela arremessasse a adaga. Mesmo se ela não quisesse ficar tão perto da carroça, a multidão ao redor dela a empurrava contra o veículo, o que a mantinha ali. Afinal, teoricamente, a função dela seria evitar a aproximação do público.*

Agatha
*Ao menos era uma coisa boa ficar ali dentro daquela proteção e agora a situação era de pura paciência. Agatha seguiria de uma maneira paciente, olhando aquelas pessoas reverenciar Bruce e teria que aguardar o momento correto para tentar alguma abordagem fatal, já que se fizesse isso ali, não conseguiria fugir.*
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Lei Keylosh
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Re: De Santos e Assassinos (Encerrado)

Mensagem por Lei Keylosh em Sex 07 Set 2012, 04:32

Narrador
*Enquanto Agatha esperava o momento ideal para agir, ela avistou uma figura familiar por entre a multidão. Era Shadow, tentando passar pelos habitantes para chegar mais perto de Bruce.*

Agatha
*Assim que avistava Shadow, Agatha respirava fundo, não poderia dar muitas suspeias e continuava a agir como se fizesse parte da guarda. Tinha que achar o momento correto para atacar e tentar fugir, mas por enquanto, no meio da multidão, não conseguiria.*

Narrador
*Shadow era magro e ágil, portanto conseguiu esquivar-se entre as pessoas para aproximar-se do veículo. Pararia diante de Agatha, sabendo que a função dos soldados era evitar aproximações. Ele então esticou a mão.* Bruce!! Aqui!! *Bruce Fanne então avistou Shadow e acenou para ele. Neste momento, o rapaz sacou uma adaga de suas vestes e com grande agilidade escalou Agatha, usando a pesada armadura dela como apoio para tentar pular dentro do veículo de Bruce pela janela.*

Agatha
Mas o que....? *Agatha simplesmente não acreditava naquela cena e olhava para o que Shadow estava fazendo. Ela ficava surpresa sim, mas tentaria fazer a parte dela.* Maldito, volte aqui!!! *Para fingir o disfarce, Agatha começava a ir atrás de Shadow, mas a intenção real de Agatha era atrapalhar os outros soldados, já que ela ficaria na porta, fingindo tentar o alcançar, mas na verdade queria dar mais tempo para Shadow ali.*

Narrador
*Assim que Shadow pulou e tentou atravessar a janela do veículo, foi eletrocutado rapidamente por uma energia ao redor da carroça. Provavelmente era uma armadilha mágica. Como na outra vila, o caos instaurou-se na rua e as pessoas começaram a fugir, enquanto Shadow caía no chão, atordoado. Alguns soldados começaram a empurrar a carroça mais rápido para tirá-la dali e outros começaram a ir na direção de Shadow para tentar prendê-lo.*

Agatha
*Assim que notava o que acontecia com Shadow, Agatha olhava para o mesmo ali caído no chão e levaria a mão até a porta da carroça.* Senhor, você está bem? *Dizia ela preocupada, tentando abrir a mesma com uma certa força, fingindo estar preocupada com o bem estar de Bruce.*

Narrador
*Shadow rolaria para o lado agilmente e começaria a correr em outra direção, a maioria dos soldados correndo atrás dele. Agatha teria que acompanhar o ritmo da carroça se quisesse abrir a porta da mesma, pois o veículo já estava rodando a toda velocidade pela rua da vila, empurrada fortemente por 5 soldados dispostos ao redor da mesma.*

Agatha
Vamos, vamos!! *Ao ver que o rítmo da carroça aumentava, Agatha começaria a correr para tentar saltar ao lado dela, segurando na porta.* Senhor!! *Insistia em chamar Bruce e nem sequer olhava para a direção de Shadw, ficando até um pouco nervosa, já que ele acabou de provavelmente estragar a tática dela.*

Narrador
Eu estou bem! *Disse Bruce lá de dentro, enquanto um soldado do lado falou à Agatha.* Deixe-o dentro! Nossas ordens foram para carregá-lo para fora da vila! Ele estará seguro no posto militar próximo!

Agatha
*Por mais que não quisesse, Agatha tinha que embarcar naquela ida até o posto militar e era o que faria, desceria da carroça e ajudaria a empurrar a mesma, não com tanta força, já que não portava da mesma, mas continuaria a fingir ser uma soldado de Bruce.*

Narrador
*Eles sairiam da vila então e iriam até um ponto na estrada onde havia cavalos amarrados. Eles parariam a carroça e acoplariam os cavalos, fazendo com que o veículo agora pudesse andar sozinho. Um deles falou.* Subam! Vamos levá-lo até o posto militar.

Agatha
*Agatha manteria-se em silêncio, apenas subiria para seguir na direção do posto militar. Sabia que as chances de Bruce continuar suas apresentações para as pessoas eram mínimas, ao menos em tese, já que em duas cidades houveram duas tentativas de assassinato.*

Narrador
*Um dos soldados então assumiu as rédeas, outro sentou-se ao lado dele e os outros dois subiram juntamente com Agatha no veículo. Pegaram uma das estradas rumo ao posto. Agatha podia perceber que Bruce estava totalmente em silêncio dentro do veículo, provavelmente meditando ou orando. No meio do caminho, o veículo passou por uma armadilha feita com cordas no chão habilmente colocada no meio da estrada, o que fez com que os cavalos capotassem juntamente com o veículo, que virou sobre os animais e caiu no chão de ponta-cabeça. Os soldados, incluindo Agatha, voariam em todas as direções.*

Agatha
*Ela olhava fixamente para Bruce, notando a postura dele e provavelmente por conta disso não percebeu aquela armadilha e nem sequer se segurou. Tudo o que sentia era ser arremessada para o lado e caía no chão, um pouco dolorida, mas felizmente estava com aquela armadura, o que ajudar a absorver o impacto.* Argh!! O que...o que houve? *Dizia ali ao redor, ainda fingindo estar preocupada com Bruce, mas já focaria sua atenção para a carroça ali tombada, querendo aproximar da mesma o quanto antes.*

Narrador
*Nem bem os soldados caíram ao chão, homens surgiram das árvores ao redor da estrada portando espadas e adagas. Todos eles trajavam roupas finas e escuras, vestimentas muito parecidas com as de Shadow. Cada um deles engajou-se em luta com os soldados teranianos e um deles, portando uma katana, corria na direção de Agatha, preparando um golpe.*

Agatha
*Não sabia se isso era bom ou ruim, já que aquelas pessoas , em tese, estavam contra Bruce, mas por ela estar disfarçada, estariam contra ela também. A armadura era algo que atrapalharia Agatha, ela que não estava acostumada a usar, sentia-se limitada e pesada, mas tentaria se defender do golpe, movendo a espada de maneira horizontal e logo a seguir, caso conseguisse se defender, tentaria dar uma coronhada contra o nariz daquele oponente.*

Narrador
*A espada do atacante bloquearia-se na dela e o homem levaria o golpe no nariz, caindo atordoado de costas no chão. Agatha podia reparar que nesse meio tempo, outro guerreiro já havia chegado até o veículo tombado e arrancava a porta do mesmo violentamente.*

Agatha
*Ao olhar para aquele oponente ser atingido, Agatha respirava fundo e já correria na direção da carroça ao ver o guerreiro arrancar a porta violentamente, mas novamente tentaria dar era uma cobertura para ele, para que os soldados de Bruce não aproximassem.* Afaste-se de Bruce!!

Narrador
*Os guerreiros em negro estavam em maior número, de forma que os outros soldados teranianos estavam muito ocupados. O guerreiro então segurou Bruce e o puxou para fora. O homem parecia ter alguns machucados, mas estava bem. O guerreiro de negro parecia querer levá-lo e não matá-lo imediatamente, de forma que começou a puxar o religioso, arrastando-o na terra.*

Agatha
*Assim que Agatha via o que aquele guerreiro fazia, enxergava ali uma chance de tentar acabar com a vida de Bruce. Aproveitaria que estava disfarçada para correr na direção do guerreiro, já puxando a espada, mas assim que aproximasse, olharia para Bruce e logo a seguir para aquele guerreiro.* Solte-o!!!

Narrador
*O guerreiro preparou um ataque com a mão que segurava a espada, já que a outra estava segurando Bruce, mas um dos soldados teranianos deu um encontrão nas costas dele, fazendo o guerreiro ser jogado para o lado e Bruce cair no chão novamente. O soldado então, ocupado com mais dois guerreiros atrás dele, olhou para Agatha e gritou.* Leve-o daqui!! Rápido!!

Agatha
*Ao ver que o caminho dela estava livre, Agatha já começaria a correr na direção de Bruce.* Senhor, venha! *Levaria a mão até a dele para começar a puxar ele e tentar correr para longe dali, querendoo deixar o mais longe possível daquela emboscada, tanto é que corria um pouco para dentro da mata.*

Narrador
*Os soldados teranianos, apesar de estarem em desvantagem numérica, eram resistentes e disciplinados. Sua estratégia de luta era impecável, o que compensava a vantagem em números. Todos eles ficariam ali se degladiando-se, os soldados dando cobertura para que Agatha pudesse enfiar-se na mata com Bruce, que fazia de tudo para acompanhar o ritmo dela, movendo-se com dificuldade por causa dos trajes religiosos e os ferimentos.*

Agatha
*Uma vez que estivesse mais afastada, Agatha abriria um largo sorriso e continuaria a afatsar um pouco mais antes de parar e respirar fundo.* Está tudo bem com você, senhor? *Olhava tudo ali em volta e depois para a maneira que Bruce estava, querendo conferir se o mesmo parecia estar pronto para usar alguma magia ou até mesmo se portava alguma arma escondida.*

Narrador
Sim, sim, estou bem. *Disse, sentando-se sobre uma pedra. Não parecia estar portando nenhuma arma e nenhuma magia estava ativa sobre ele ou preparada, até onde Agatha pudesse dizer.* Obrigado, meu jovem. *Agradeceu Bruce, com a cabeça abaixada e ofegante.*

Agatha
Não precisa me agradecer, senhor.....*Olhava para ele e abria um sorriso por debaixo do elmo, dando alguns passos para aproximar lateralmente dele e puxaria a espada de uma maneira violenta, já querendo atingir ele nessa retirada da lâmina da bainha, na diagonal, afim de atingir o lado do pescoço dele.* ....só estou fazendo meu trabalho.

Narrador
E eu o meu. *Respondeu uma voz vinda das árvores e uma estrela de aço veio voando daquela direção, batendo na espada de Agatha e bloqueando o golpe dela. Bruce caiu para trás assustado, enquanto a figura saiu das árvores. Era Shadow. Devia estar à cavalo, para conseguir chegar até o local da armadilha tão rápido.* Ora, vejam só... alguém de dentro do exército de Terânia também quer Bruce morto?? Vc é o homem santo mais procurado que eu já vi. *Deu uma pequena risada. Sua personalidade era muito diferente da que ele havia demonstrado na taverna.* Quanto pagaram para vc, soldado?

Agatha
*Assim que a estrela batia na espada, Agatha assustava-se e por pouco não deixava a arma cair no chão, mas já olhava profundamente irritada para aquela pessoa que ela....conhecia.* Não te interessa, saia do meu caminho!!! *Dizia ela de uma maneira agressiva, já que estava com "a faca e o queijo" na mão e olhava para Bruce caído, não querendo deixar ele fugir, mas volta a olhar para Shadow.* Você conseguiu escapar então...!

Narrador
É claro... seus amigos são muito lerdos. Os meus, entretanto... estavam há dias observando a estrada e perceberam que prepararam uma fuga para o velho caso tudo desse errado, ainda mais depois do fiasco na última vila. É uma pena, soldado. Eu preciso deste homem vivo. *E sacou a espada dele.*

Agatha
E eu dele morto! *Agatha sacava a espada e respirava de maneira ofegante por debaixo da armadura, ansiosa e olhando fixamente para Shadow.* Pra que o quer vivo??

Narrador
Está brincando?? Com Bruce capturado, meu grupo terá prestígio nesse território! Seremos os donos das cidades, de Vars até os limites de Terânia! E vc está no meu caminho para isso!! *Avançou rapidamente contra Agatha, desferindo uma série de golpes rápidos com a espada, tentando penetrar os pontos vulneráveis da armadura dela.*

Agatha
*Na medida que Shadow começava a desferir os golpes, Agatha começava a dar pequenos saltos para trás, tentando colocar a espada para se proteger, rebatendo os golpes dele e já se encontrava ofegante.* Preciso dele morto!!! Ele vale um dinheiro altíssimo pra mim!! *Ela não era de deixar os acordos de lado e tentaria revidar, buscando atingir a perna de Shadow para tentar dificultar que ele lutasse, caso o atingisse.* Não podemos chegar a algum acordo??

Narrador
*Shadow defenderia a espadada e daria um pulo para trás, fitando Agatha.* Que tipo de acordo? *Bruce então disse, ainda ajoelhado ao chão.* Não vão por este caminho, guerreiros... *Shadow gritou a ele então.* Calado, velho!!

Agatha
*Agatha mantinha-se com as falas hostis e olhava para Shadow.* Te pago uma boa quantia de dinheiro para que você me deixe ter a cabeça dele em mãos! *Agatha respirava fundo e mantinha-se um pouco afastada, olhando Shadow e ficando na defensiva.*

Narrador
Eu duvido que vc pague tudo o que eu e meu grupo ganharemos com este homem! *Shadow deu uma risada, enquanto sons de cavalgada pesada aumentavam, vindos da floresta. De repente, um cavalo fortemente armadurado arrebentou por entre as árvores e atropelou Shadow, jogando-o a alguns metros de distância. O cavaleiro desceu então e olhou ao redor. Era Tidus.* Vcs, vermes de preto, nunca prestaram...

Agatha
*Ao escutar aquele galope pesado, Agatha olhava de maneira assustada até ver Tidus chegando ali com aquela cavalaria pesada e atropelando Shadow. Agatha respirava fundo e olhava para Tidus, indicando a direção que Bruce estava.* É todo seu...! *Apesar de sofrer os ataques de Shadow, começava a caminhar na direção dele, como se quisesse o proteger de qualquer interferência de Tidus.*

Narrador
*Tidus olhou para Shadow.* Na próxima vez que fugir, garoto, certifique-se de que não está sendo seguido. Embora devo admitir que a emboscada na estrada foi inteligente. Mas tendo um líder como vc, os Corvos nunca alcançarão nada na região. *E olhou para Agatha.* Bem... não tenho certeza se vc conseguiria mesmo terminar o serviço, mas... deu-me a oportunidade, então, acho que merece a segunda parte. Está no cavalo. *Apontou o cavalo armadurado, mais especificamente, um compartimento largo na lateral da sela.*

Agatha
*Assim que olhava para a direção que Tidus apontava, Agatha começava a caminhar para o cavalo. Estava aliviada de Shadow não desconfiar que era ela e só queria pegar a segunda parte do pagamento para sair logo dali, como se nada tivesse acontecido, ao menos estava ainda disfarçada e não seria reconhecida.*

Narrador
*Assim que Agatha abriu o compartimento, um efeito mágico foi ativado e faixas luminosas surgiram ao redor do corpo de Agatha, como se fossem cordas feitas de energia. As cordas amarraram tão fortemente o corpo dela que ela não teria apoio para ficar em pé. As faixas não cederiam por mais força que ela fizesse.*

Agatha
Han? Mas o que....? *Agatha ao sentir ser presa por aquelas cordas ficaria agitada, tentando se soltar, mas acabava por cair ali no chão por não ter apoio algum.* Droga..o que é isso?? *Olhava ali em volta, principalmente na direção de Tidus.* O que pensa que está fazendo??

Narrador
*Tidus deu uma risada, enquanto sacava a espada e ia na direção de Bruce.* Acha mesmo que iria deixá-la ir e permitir que uma fonte de informação sobre meus atos andasse livremente por aí? Garota tola. *Shadow ainda estava inconsciente no chão. Tidus continuou:* Vc e o verme Corvo poderão ir acompanhados ao céu... ou ao inferno pelo famoso Bruce Fanne. Que bela honra, não acham? *Segurou Bruce pela roupa, apontando a espada ao pescoço dele.*

Agatha
Maldito!! Tinhamos um acordo!!! *Agatha fazia mais e mais força para tentar se soltar e começava a rolar para um lado e para o outro ali no chão, como se isso fosse adiantar algo.* Me solte!!! Eu não vou falar nada de você!!! Querendo ou não, eu te entreguei Bruce!!

Narrador
Sim, vc entregou um homem santo para morrer. Que pecado, garota. Que pecado. *E fitou Bruce.* Últimas palavras, velho? Quer fazer a extrema unção destes dois? *Deu uma risada e Bruce fitou-o, dizendo.* Não faça isso, filho. Não é o caminho certo. *Tidus então enfiou a espada no pescoço do homem, de onde jorrou grande quantidade de sangue, sujando a armadura e rosto de Tidus, enquanto o corpo do homem caía inerte.*

Agatha
Eu não ligo para pecados! Essa não vai ser a primeira e nem a última pessoa que matarei! *Agatha falava irritada enquanto tentava ao menos se ajoelhar ali na grama para assistir aquela cena e ficava preocupada, já que ela estava completamente atada e encontrava-se indefesa contra Tidus.*

Narrador
Conseguirá matar apenas no Inferno, mulher! *Falou Tidus, o rosto sujo de sangue, assim como a espada, enquanto se virava e andava lentamente na direção de Agatha para terminar o serviço. Repentinamente, Shadow desperta e corre na direção de Tidus, desferindo um encontrão no capitão.*

Agatha
*Na medida que Tidus aproximava, mais aflita Agatha ficava e começava a tentar se levantar, mas cairía novamente, já que não tinha forças para arrebentar aquelas amarras. Agora só queria fugir dali, ir pra longe de Tidus e ao ver Shadow dando aquele tronco em Tidus, já chamaria a atenção dele.* Me tire daqui!!

Narrador
*Shadow não via motivos para soltar o soldado teraniano, ainda mais um que havia atrapalhado os planos deles. Mesmo assim não conseguiria fazer nada, pois Tidus, mais forte e em melhores condições, seguraria Shadow e iria desferir uma joelhada nele, que faria o rapaz cair ao chão atordoado. Tidus então voltaria a seu plano original e aproximaria-se de Agatha, retirando o elmo dela.* Uma pena. Uma mulher tão linda e com tantos talentos. Mas negócios são negócios. *E Shadow olhou na direção dela, fitando-a assustada enquanto ainda contorcia-se de dor no chão.* S-Sabrina...?

Agatha
*Assim que sentia o elmo ser retirado, Agatha olhava com uma expressão de raiva para Tidus, não parecia haver medo, apesar de que por dentro ela estava estremecida e temia pela própria vida, mas tentava não demonstrar isso.* Covarde!! Só assim para matar alguém, uma pessoa amarrada contra uma livre...aonde está sua honra??

Narrador
Não acha tarde para falar de honra, assassina?? *Tidus sorriu e preparou o golpe derradeiro, quando Shadow avançou contra ele novamente.* Sabrina!! *Gritou, tentando lutar contra Tidus. O capitão então enfureceu-se, desferiu um murro no estômago de Shadow para debilitado e em seguida atravessou o peito dele com a espada.* Garoto tolo!!

Agatha
NÃO!!!! *Agatha ao ver o que Tidus fazia, sentia mais raiva ainda e tentava porque tentava arrebentar aquelas tiras que a deixava sem ação alguma. Queria dar um fim em Tidus ali agora, não pelo dinheiro, mas sim pela própria sobrevivência e continuava a tentar a forçar aquelas amarras, agora de uma maneira mais desesperada.*

Narrador
*Quanto mais Agatha tentava libertar-se, mais as faixas de energia apertavam-se contra o corpo dela. Tidus limpou o rosto com a mão armadurada, ofegante, e finalmente retomou sua caminhada para Agatha, ajoelhando-se ao lado dela.* Acho que apenas tenho a lhe agradecer... graças a vc, meu negócio em Vars vai continuar, eu manterei minha posição em Terânia e ninguém nunca saberá o que aconteceu. Bom trabalho, minha cara. Últimas palavras?

Agatha
*Agatha engolia de maneira seca e respirava fundo, parecia ser realmente o fim e ela parava de tentar lutar contra as faixas, já que via que de nada adiantaria.* Nos encontraremos no inferno! *Dizia ela nervosa, olhando fixamente para o rosto dele enquanto não imploraria pela vida dela.*

Narrador
*Tidus então preparou o golpe derradeiro e repentinamente, as faixas se desfizeram. Agatha estava livre.*

Agatha
Ahhh!!! *Gritava no momento final e quando sentia-se livre, Agatha trataria de tentar se jogar par ao lado, afim de desviar daquele golpe, sem sabr o que realmete houve para as faixas sumirem, mas já se colocaria de pé.*

Narrador
*Tidus enfiaria a espada na terra e olharia assustado.* Mas o quê...? Como...? *A única arma ao redor de Agatha era a espada de Shadow, que residia na mão semi-aberta e inerte dele.*

Agatha
*Ao ver que Tidus a errava, Agatha corria na direção de Shadow, tentando dar uma rápida olhad apara ver se o mesmo ainda estava vivo, mas focaria a arma dele, afim de voltar par ao combate e tentar investidas pesadas contra Tidus, querendo já desferir um golpe forte na horizontal contra o pescoço dele.*

Narrador
*Tidus tentaria revidar, mas não seria tão rápido quanto Agatha. O pescoço dele receberia o golpe e a cabeça começaria a pender para o lado enquanto os olhos permaneciam fitando a assassina, cheios de surpresa.* Impossível... *Murmurou, antes de cair ao chão e a cabeça rolar alguns metros para longe.*

Agatha
*Ao sentir a lâmina passando pelo pescoço de Tidus, Agatha olhava para ele até os últimos segundos de vida dele, fazendo questão de não desviar os olhos até que o homem ali perdesse a cabeça...literalmente. Ela respirava fundo e começaria a correr na direção de Shadow, preocupada com ele.* Shadow!!

Narrador
*O rapaz ainda respirava com extrema dificuldade. O ferimento no peito era muito profundo, ele duraria apenas alguns momentos. Ele fez um esforço para fitar Agatha, sorrindo.* Sabrina... vc está viva...

Agatha
*Ela agaixava ao lado dele e segurava a mão dele.* Não...é Agatha......! *Olhava a ferida dele e ficava com uma sensação horrível de não conseguir fazer nada. *Não sei o que me soltou, mas...queria fazer algo para que você sobrevivesse.......!

Narrador
*Tossiu sangue e continuou.* Agatha...? O meu é Jin. Prazer, Agatha. *Sorriu, os olhos semicerrados, falava com dificuldade.* Nos vemos por aí... não esqueça de como abrir a porta... *E fechou os olhos, ficando em silêncio.*

Agatha
Jin.....!!! Jin!!! *Chamava por ele aflita, olhando para a ferida dele novamente e balançava a cabeça de maneira negativa novamente, sem soltar a mão dele.*

Narrador
*A mão dele deixou de fazer pressão. Não estava mais respirando. Momentos de extremo silêncio seguiram-se naquela parte da floresta, quebrado apenas por barulhos vindos do corpo de Bruce Fanne. O sangue do homem começou a borbulhar estranhamente. Seu corpo começou a derreter-se como se fosse cera. Se Agatha olhasse naquela direção, veria o corpo do homem santo desfazer-se em uma luz brilhante. Seria o homem mesmo santo, aquilo era um milagre? O brilho aumentou então até ficar do tamanho de uma porta no ar e dele saiu um homem. Tinha os cabelos loiros e grandes, barba. Trajava um uniforme militar negro com a insígnia do exército teraniano e ao lado o símbolo dos Cavaleiros Imperiais, o grupo de elite do Império que Tidus havia citado quando contratou Agatha.*

Agatha
*Os olhos de Agatha até lacrimejaram, justo ela que não era tão emotiva e bem com um rapaz que conheceu tem pouco tempo, porém, bem devagar vai soltando a mão de Jin...Shadow....e começaria a levantar se não fosse aquilo que começava a acontecer com o corpo de Bruce, o que a deixava impressionada e agora não escondia um certo receio.* Mas o que...o que está acontecendo aqui?? *Dizia ela aflita enquanto olhava aquele homem com o uniforme negro.Quem...quem é você??

Narrador
* O homem a fitava diretamente nos olhos e parecia não ter rodeios ao começar a explicação.* Meu nome é Lei Keylosh, Agatha. Eu sou comandante das tropas de Terânia e mago. Posso fazer coisas como esta. *Apontou onde antes estava o corpo de Bruce.* Aquilo que viu o ex-capitão matar não era Bruce Fanne e sim um simulacro de carne. Uma cópia falsa do verdadeiro. Eu vi e ouvi tudo através dele. Ouça com atenção, Agatha. *O homem então deu alguns passos, aproximando-se do corpo de Tidus.* A visita de Bruce Fanne na primeira vila foi legítima e agora eu sei que foi vc quem tentou matá-lo, conforme eu ouvi do capitão momentos atrás. Desconfiamos que o grupo conhecido como Corvos, que Shadow... Jin... liderava, estava interessado em sequestrar Bruce, então preparamos a armadilha com o simulacro, esperando que a ameaça se desvendasse. Mas então descubro uma trama muito pior. Tidus contratou vc para assassinar Bruce para proteger o negócio ilegal dele em Vars.

Agatha
*Ao olhar e escutar a explicação que Leu Keylosh dizia, Agatha engolia de maneira seca, agora deixando transparecer o medo, ela não estava acostumada com esse tipo de coisa e já dava alguns passos para trás, porém, sabia que se sofresse algum ataque daquele ser, seria praticamente impossível sobreviver...ao menos era isso que passava na mente dela.* S-sim..não negarei isso, ele me propôs um valor alto e fui fazer...meu trabalho.

Narrador
Sim. *Disse o barbudo, sem surpresa, e continuou.* Este é seu modo de vida e não estou condenando-a por isto. Mas quero fazer uma pergunta. Se eu tivesse conseguido desfazer as cordas mágicas antes e lhe dar a chance de assassinar Tidus antes que ele matasse Jin, vc o faria? Vc protegeria Jin?

Agatha
*Agatha olhava para o corpo de Jin ali e voltava a atenção para Lei Keylosh, logo balançando a cabeça de maneira positiva.* Sim..o protegeria sim...eu sou reciproca com as pessoas...ele me tratou bem...por que não o protegeria? *Sabia que Jin era o líder daquele grupo que queria sequestrar o verdadeiro Bruce, mas não consegui mentir, falava seus pensamentos, sem pensar nas consequências.*

Narrador
Certo. *Sentiu-se satisfeito com a resposta e continuou.* Agatha, existem mais pessoas como Tidus. Pessoas que fazem coisas erradas, que fazem outros sofrer, que estão tão fundo em um mar de maldade que não podem ser combatidas pelos heróis. Há coisas que nem mesmo nós, os Cavaleiros Imperiais, somos capazes de fazer. Às vezes precisamos agir como o lado mal, ser tão ou mais maligno do que ele. Entende o que quero dizer? Pessoas como Jin e vc são nossos instrumentos para isto. Às vezes o mal precisa ser combatido com o mal. Vc demonstrou que tem as habilidades necessárias para isto, mas que não perdeu totalmente sua humanidade. Demonstrou que seria capaz de matar um homem santo se fosse necessário. Portanto, tenho uma proposta. Torne-se o instrumento secreto de justiça do Império. Torne-se meu anjo da morte. Ninguém saberá que falamos, ninguém saberá que vc existe.

Agatha
*Agatha olhava para o corpo de Tidus ali na medida que Lei Keylosh dizia e respirava fundo, olhando para a própria espada que acabou com a vida daquele homem e por fim, voltava a atenção para Ley, ainda o olhando por alguns segundos em silêncio, realmente pensativa e olhava por fim para Shadow.* Eu farei isso, mas com uma condição...se possível...! *Ela não completava, olhando de volta para Lei, sem saber se essa condição existiria ou se seria possível.*

Narrador
Diga. *Disse Lei, resoluto.*

Agatha
Que traga Jin de volta a vida....! *Sabia que era um pedido complicada, mas não custava nada falar sobre isso para ele.*

Narrador
Estou supondo que sabe que este é um processo complicado, mas... é possível. Mas a questão é: Vc está disposta a fazer tudo para que isto aconteça, Agatha? *Fitou-a.*

Agatha
*Ela temia quanto a magias, não sabia muito bem as consequências da mesma, mas estava disposta a fazer isso. Logo olhava para Lei Keylosh e confimava com a cabeça.* Sim, estou disposta sim!

Narrador
Muito bem então. *Lei fez um gesto e a luz em forma de porta aumentou, transformando-se em um portal largo luminoso. Dele saíram vários homens com uniformes azuis teranianos e máscaras completas esquisitas nos rostos. Alguns deles aproximaram-se de Jin, cobriram o corpo dele e ergueram-no com cuidado, adentrando o portal com o corpo. Lei fitou-a.* Não se preocupe, cuidaremos bem dele até que consigamos soprar vida em seu corpo novamente. *A outra metade dos homens reuniram-se em um ponto ali perto, trazendo maletas de madeira alquímicas, que continham frascos com líquidos estranhos e outros instrumentos. Começaram a produzir algo ali, e Lei falou a ela.* Ali será deixado um simulacro de carne de vc, Agatha. Para o resto do mundo, vc morreu neste dia, em luta contra o capitão Tidus. Fazemos isto com todos os escolhidos. Geralmente eles escolhem um novo nome como símbolo de sua nova vida como Assassino Imperial. Vc tem direito a isto também, Agatha.

Agatha
*Ao olhar para Jin sendo carregado para aquele portal, Agatha recuava alguns passos, novamente assustada, mas tinha que confiar no que Lei dizia e assim que ele falava sobre a "morte" dela para o restante do mundo, ela sentia até um alívio, seria bom as pessoas nem sequer desconfiar do que realmente houve e ficava com uma dúvida.* E...para aonde vou agora? Já que...supostamente morri!

Narrador
Eu a levarei para seu novo lar. Um lugar onde poderá morar e treinar suas habilidades. Vc precisará disto. *Lei retirou um pequeno cristal do bolso de sua farda e o entregou à Agatha.* Eu a contatarei através disto quando uma nova missão surgir e vc poderá acessar sua moradia através dele. Ainda levará algum tempo até sua primeira missão. Por enquanto, ajuste-se à sua nova realidade. Tenho certeza de que estará pronta. Assim que eu tiver progressos quanto à Jin, eu a contatarei.

Agatha
*Ela olhava para aquele cristal e segurava o mesmo, curiosa para saber quanto a isso e também sobre sua nova moradia, a nova realidade que teria.* Tudo bem, estarei atenta e enqaunto isso, treinarei com afinco!! *Falava ela de uma maneira mais séria, concluindo naquele momento.*

Narrador
Ótimo. Apenas segure o cristal e deseje estar em seu novo lar. Faça o mesmo para voltar. Eu a visitarei em breve. *Lei faria um gesto de despedida então, enquanto os homens terminavam o serviço e entravam no portal. Antes de ir, Lei virou-se para ela.* Como devo chamá-la agora? Ou ainda não se decidiu?

Agatha
Giovanna! *Falava sorridente, em homenagem a mãe dela enquanto continuava a segura ro cristal. Ela estava pronta para ir até o local de onde passaria a viver e assim que Lei saísse dali, desejaria estar na nova casa, no novo lar.*

Narrador
*O teletransporte poderia ser um pouco incômodo se ela nunca tivesse passado por essa experiência. Ela se veria em uma casa espaçosa, com móveis simples mas úteis. Havia uma sala grande com tatames e diversas armas disponíveis, onde ela poderia treinar à vontade, além de bonecos e outros itens de treinamento. Era um casa normal, a não ser por um detalhe: Não tinha janelas ou portas. A única maneira de sair dali era através do cristal. Havia tomos em uma escrivaninha no canto do quarto. Alguns volumes antigos escritos por assassinos de diferentes eras, explicando técnicas diferentes. Um lugar que Giovanna descobriria aos poucos enquanto aguardava o contato do comandante.*

Agatha
*Aquela sensação de teleporte era realmente estranha que Agatha...agora Giovanna, sentia um leve mal estar, ficando um pouco zonza e confusa até que tudo acabasse. Uma vez ali naquela casa, ficava impressionada com o espaço e toda a disposição dela, além de claro, ser a primeira casa que ela via que não tinha porta e nem janelas, porém, estava com a jóia que daria acesso para ela ali. Ela respirava fundo e a primeira coisa que faria seria retirar aquela armadura que tanto a incomodava para ir explorando a casa aos poucos, sem saber como seria dali pra frente, mas curiosa para descobrir o que a aguardava.*
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Lei Keylosh
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